Larguem os browsers barrascos, melhorem a vossa navegação!
Já instalei o Firefox versão 1.0 (preview release) há dias e vou-me maravilhando com as suas funcionalidades. Está verdadeiramente A MILHAS da concorrência e se falarmos do Internet Explorer, então, não é a milhas: é a ANOS-LUZ.
Acabo de descobrir outra boa. Tem um mini-leitor de RSS/Atom, que atira para as Bookmarks as últimas actualizações dos blogues. Uma ferramenta espectacular! “Descobre” se um blogue tem feed (seja weblog.com.pt/MT, seja blogger/outros sistemas), alerta-nos e possibilita a subscrição com um clique.
Francamente, recomendo a todos os meus leitores (e em particular aos leitores regulares de blogues) que o instalem e usem. É fácil. Mesmo os plugins já são amigáveis de instalar. Tem compatibilidade com o Acrobat Reader. Faz um caching muito mais eficiente. Corre rápido. A gestão de bloqueios de pop-ups é uma maravilha, eu não sei o que é um pop-up há meses! E tutti i tutti, larguem esse atraso de vida chamado IE.
Página do Firefox | link directo ao download para Windows.
O seu a seu dono
Ok, o outro homem que afinal havia chama-se Luís Andrade
Graças à dica do Pedro F. fica aqui a hiperligação à nota da ATX, empresa que, espero, passe ao estatuto de Divindade Suprema da Informática depois de resolver um conjunto de equações que vários engenheiros de rato afirmaram por aí ser impossível de resolver (prontes, pás, não afinem, é uma piada, tá?)
Também a rapaziada da Casa dos Bits deu a que presumo ser a primeira notícia que menciona o nome do chefe da banda que colocou os professores através do Algoritmo Cuja Incessante Busca Por Parte Da Compta E Duma Catrefada De Doutores & Engenheiros Não Daria Resultado Algum.
Enquanto pai, irmão e tio de gente prejudicada pela Compta, os meus agradecimentos públicos a Luís Andrade e à ATX.
Afinal havia outro
Afinal “O Grande Problema Informaticamente Insolúvel Da Colocação Dos Professores Pelo Software Da Compta, Empresa Que Venceu O Concurso Público e É Chefiada Por Antigos Ministros,” acabou por se resolver. Em menos tempo do que o prometido pela ministra da Educação. E, ao contrário do que foi afirmado, não foi propriamente um trabalho manual ao género de pobres desgraçados do terceiro mundo a aviar sapatilhas de marca a um euro por dia: segundo conversas entre fontes muito próximas do Governo, dentro do Governo e dentro do Ministério da Educação escutadas esta manhã pel’(o vento lá fora)*, afinal havia outro informático competente. Que pegou no trabalho da Compta e em horas resolveu os gatos e pô-lo a vomitar as listas. Fixe. Para a próxima contratem-no logo que poupam uma data de escarcéu inútil e a minha Catarina não passa três semanas a chatear-se de morte com a repetitiva MTV.
o Grande Problema Desta Manhã, entre as fontes ouvidas à socapa, era saber o nome do dito cujo consultor. Não vá o diabo tecê-las e ser preciso um bombeiro da bitalhada. Eu ouvi o nome. Mas não digo.
Contrata-se mão de obra
Contrata-se mão de obra para fazer em menos de uma semana listagens que os nossos programas não tiram em três meses. Paga-se bem, à tarefa. Contactar Compta ou Ministério da Educação.
Agradecimento à boa vizinhança
Caro e abençoado vizinho no Jardim da Parada, Campo de Ourique: se me está a ler não se preocupe, só lhe peço emprestado um raminho de conectividade para editar o meu blogue e puxar o correio, nada de mais, um parzito de megas não lhe fazem falta. Mas olhe que há por aí quem use e abuse, portanto feche a torneira que no seu Linksys é até muito fácil. Deixe: há mais dois vizinhos seus nas mesmas circunstâncias, de modo que quando voltar aqui posso sempre usar as redes deles. Aliás, vou rodando à vez pelas três redes escancaradas para distribuir os megas pelas aldeias… É que, sabe, o pacote ZZT! que a minha amiga tem é uma porcaria completa, a lentidão é comparável à de um modem 56 Kbps, o troço de rede parece mais um caminho de cabras e ainda por cima cada hora de tráfego custa um balúrdio, enquanto o seu pacote é porreiraço, 640 KB sempre a abrir 24 horas por dia.
Proxies arrasam blogues
Ao longo da semana recebi vários e-mails de utentes do weblog.com.pt relativos à não-edição de posts. O sistema esteve bastante estável durante este tempo e aproveito para informar que me desloquei na quinta-feira ao datacenter para, in loco e com o apoio do incansável pessoal da NFSI, detectar e corrigir os pequenos bugs que afundaram o sistema duas vezes há semanas.
Infelizmente, o problema não é do weblog.com.pt. É dos proxies “transparentes” de alguns ISP. Esta semana o Sapo ADSL foi o pior, mas tanto quanto sei é um problema cíclico que afecta todos os sistemas nacionais de proxy. Mais explicações (nada técnicas, pelo contrário, em linguagem simplificada) e comentários podem ser encontradas aqui.
Digo “infelizmente” porque se fosse um problema do weblog.com.pt tinha sido resolvido, desse por onde desse, em tempo útil.
A mim o que me apetecia era disponibilizar para toda a gente uma VPN como a que tenho nos computadores onde trabalho. Por exemplo, agora estou em Lisboa em casa de uma amiga e acabei de configurar a VPN porque a ligação Netcabo do pobre vizinho que deixou o wireless todo escancarado está um bocado a dar pró lenta… Com a VPN não há cá proxies a arrasar o pessoal. Mas tal não é possível, desculpem.
Prime time
Hoje é dia 24. O assunto “colocação dos professores” tem 72 horas. Ainda nem a semana acabou. Mas já está nos arquivos: os bloggers desunham-se agora a cascar em Cardona, Caixa Geral de Depósitos e reforma de Amaral.
O que parecia a grande virtude dos blogues, o seu distanciamento da lógica do imediatismo que trai os noticiários televisivos e da lógica da manchete que desfaz aos poucos a reputação dos diários, em prol da análise mais profunda, era afinal uma armadilha. Ninguém resiste ao prime time. Todos queremos é a manchete. Dar nas vistas. Ter leitores.
Traduzindo a Compta…
Vamos lá espremer e traduzir o comunicado da Compta, a empresa dirigida por ex-ministros do PSD, em situação financeira difícil, e que ganhou a corrida (concurso? dizem que sim, dizem que não, ninguém responde oficialmente) para a feitura do software encarregue de distribuir os professores pelas escolas.
«1. carecem de fundamento sério os comentários públicos que imputam responsabilidade à COMPTA no que respeita a eventuais desconformidades do software para apoio ao procedimento do concurso para selecção e recrutamento do pessoal docente da educação pré-escolar básica e secundária;».
Malta: andamos todos a brincar aos cóbois e não devíamos, aquilo é coisa de gente séria.
«2. a COMPTA repudia o tratamento que ao assunto tem sido dado por alguns sectores, designadamente através de comentários imponderados que criam a ideia, errónea, de que os problemas surgidos com as listas de colocação de docentes se deveram exclusivamente a razões de ordem técnica;»
OK. Ficamos esclarecidos: os problemas não foram exclusivamente de ordem técnica, o que necessariamente implica duas coisas. a) houve problemas de ordem técnica; b) houve problemas de outra natureza (será política?).
«3. cumpre, ainda, deixar claro que o presente esclarecimento não tem um carácter mais exaustivo que porventura dissiparia dúvidas acerca da responsabilidade da ocorrência em face do dever de confidencialidade a que se encontra vinculada a COMPTA, no âmbito do contrato celebrado com a Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação, precedido de concurso publico»
Normal… É normal o Estado manter cláusulas de confidencialidade em contratos públicos. Normal e desejável. Pois. Resta saber se: a confidencialidade é, como é algumas vezes, destinada a evitar que a empresa contratada venha a público dizer coisas que o contratante preferia que não dissesse; ou… não, não me vou deitar a adivinhar o que se pode esconder numa cláusula de confidencialidade assinada por um representante da coisa pública com uma empresa privada dirigida por colegas seus de partido.
«4. a COMPTA, pugnando pelos princípios da verdade e da transparência, manifesta-se, desde já, totalmente disponível para colaborar em qualquer inquérito, em sede própria, de forma a que, com celeridade, rigor, isenção e a necessária profundidade, se apurem responsabilidade pelo sucedido.».
Quando falam em “inquérito, em sede própria” está tudo dito, não é? Lamento pessoal: os media, blogosfera incluída, não são “sedes próprias” para fazer inquéritos à conduta de empresas contratadas pelo representante da coisa pública. Metamos o rabinho entre as pernas e toca a disparar noutros alvos, que aqueles já se barricaram.
[ Ainda ninguém aceitou a minha aposta: uma imperial em como a ministra vai c'os porcos, mais mês menos mês, não haverá inquérito algum e a Compta continuará numa nice a concorrer a concursos do Estado. ]
Tiques corporativistas
Nos últimos dias as reacções à barracada do não-começo do ano lectivo têm sido as mais variadas. Com gáudio notei que já parece existir uma classe informática digna do nome. Até tem tiques corporativistas e tudo!
Perante as chamadas de atenção para as eventuais burrices de programação que possam ter estado na origem da não-colocação de professores, os informáticos dividiram-se nitidamente em dois grupos. Um grupo mais pequeno corroborou que esses erros podem ter existido clamando assim contra a empresa que os cometeu; o outro veio explicar à saciedade que não senhor, não pode ter sido defeito de programação, simplesmente há problemas que a informática não resolve.
Independentemente da razão assitir a uns ou outros — o que não é ainda apurável pelo simples motivo de que não sabemos o que esteve na origem da ausência de listas paridas por computador –, fica o registo: os engenheiros informáticos já reagem corporativamente!
O Bicudo Problema Informático das Listas de Colocação de Professores
speculare diz com algumas irritação nesta entrada no papel de parede: «Como estudioso de informática posso garantir uma coisa: fazer uma lista ordenada tendo em conta diversos critérios, mesmo considerando 100.000 registos, está ao alcance da computação moderna. Estaria ao alcance da computação de há 10 (ou até 20) anos atrás. [...] Não existe optimização, inteligência artificial, nem necessita de poeira do Sol para funcionar. Só condições e comparações».
Não resisto a dar os meus two cents, até porque acabei de efectuar uma limpeza às bases de dados do weblog.com.pt. Falo do pouco que sei, pessoalmente; qualquer programador (e muito estudante do secundário) tem uma experiência incomparavelmente superior e histórias bem mais sumarentas para contar.
A começar pela quantidade diária de acessos ao servidor do Ministério da Educação onde as listas deviam ser publicadas e acedidas, tão grande que é capaz de subjugar a capacidade da maquinaria adstrita ao serviço, os números que impressionam a Imprensa não impressionam ninguém no meio. São vulgares. Preparar um servidor para aguentar meio milhão de acessos diários (e o do ME teve muito menos) é rotina por aqui. Os problemas de banda, processamento ou rede, estão identificados e as respectivas soluções ao alcance do vulgar cidadão que saiba usar o Google e esteja disposta a perder, digamos, uma hora (um informático avançado na famosa óptica do utilizador perderia dois a três minutos). Suponho que a própria ministra conseguiria, só com o Google como recurso, identificar os problemas e documentar as soluções se se dispusesse a isso. Num dia ou dois, no máximo.
As duas bases de dados do weblog.com.pt têm cada uma 19 tabelas. 38 no total. Apaguei há pouco mais de 14.000 registos nas limpezas. Somam neste intante 620.200 registos uma e 160.268 a segunda. 378.9 MB a primeira, 73.0 MB a segunda. Totais: 780.468 registos e 452,9 MB. As tabelas contém todos os posts, comentários, templates, pings, informação sobre autores e blogues, e ainda todo o registo de actividade, bem como dados do Blogómetro e do Technorati.
Nas últimas 3 horas, 39 minutos e 40 segundos o motor das bases de dados (MySQL, open source, gratuito, eficaz) chupou com 725.333 queries (“perguntas” a que deu “respostas”), o que dá 198.118 por hora, 3.301 por minuto, 55,03 por segundo.
Deixando o motor dinâmico, vamos ao servidor de páginas (Apache, open source, gratuito, eficaz). Em Setembro teve uma média diária de 639.376 hits servindo 471.755 ficheiros de 171.550 páginas por dia a 40.874 visitantes. Isto a média em cada 24 horas. Nos 22 dias já contabilizados no mês os 858.361 visitantes diferentes leram 3,6 milhões de páginas e receberam 9,9 milhões de ficheiros num total de 473.113.879 KB de tráfego.
Está excluído do número o tráfego gerado pelo correio (as notificações dos blogues, formulários, etc pois o e-mail assenta noutra máquina que não esta).
Em funções desde Março, o actual servidor do weblog.com.pt ainda não foi vítima de ataques de segurança. (O anterior servidor foi hackado uma vez, em Agosto do ano passado.)
A máquina? Um modestíssimo Intel(R) Pentium(R) 4 com o CPU a 2.66GHz, memória RAM de não menos modesto 1 GB e disco IDE de 80 GB. A precisar de reforma até final deste ano pois começa a dar sinais de fraqueza (leia-se: mais de cinco segundos a responder a exaustivas pesquisas aos 445.000 registos relativos a entradas e comentários dos + ou -1.000 blogues da casa) nos picos de utilização. Calculo que esteja a 80% da sua capacidade nos períodos de ponta, ou picos.
Escusado será dizer que, à excepção do Movable Type, todo o software que sustenta o weblog.com.pt foi escrito por um candidato a amador da programação (eu próprio) com ferramentas open source, gratuitas e eficazes como Perl e PHP.
Não estou a sugerir, maldito seja eu!, que a maquinaria do Ministério da Educação seja obrigada a correr em cima de ferramentas deste tipo, nem que estas são melhores que outras. Ná. Admito até, embora gostasse de ver para realmente crer, que os problemas de introdução, selecção e pesquisa dos registos de 100.000 professores seja um pouco mais complexo do que os meus escassos 1.000 blogues com menos de um milhão de registos.
O ponto é: se um candidato a aprendiz de técnico de informática como eu, que tenho menos de quatro anos de Linux, Perl e PHP, foi capaz de — em regime de part-time — fazer esta omoleta e de dar conta do recado durante 15 meses (o serviço esteve em baixo nesse período menos de 72 horas, ou 3 dias, somando o total de tempos downtime, parte deles devidos à minha inexperiência), como é possível que o ME, com os seus infindáveis recursos, não consiga ordenar uma lista de colocação de professores?
Para não mencionar os milhões distribuídos pelas empresas profissionais do software, recordo que entre os recursos do ME estão centenas de professores e alunos universitários com bagagem e experiência em queries de base de dados e coisas bem mais difíceis e complexas do que ordenar e tornar pesquisável uma merda duma lista com 100.000 ou um milhão de registos, numa pôrra duma maquineta capaz de levar com 250.000 consultas em 24 horas (meras 5 a 6 vezes mais que o weblog.com.pt).
[Às vezes pergunto-me: seria possível o weblog.com.pt correr em cima de software proprietário? Quantas máquinas seriam necessárias só para vomitar as páginas? Quanto gastaria em licenças? Quantos técnicos programadores tinham de dar ao dedo no rato? Sei que tenho alguns leitores capazes de fazer as contas. A caixa de comentários é toda vossa...]

del.icio.us
DoMelhor
Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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