Princípio, meio e fim
Dizem por aí as más e as boas línguas que o Barnabé vai acabar, ou acabou — conforme a hora, o local e o ponto de vista (de) onde me estão a ler.
Não acredito. É obviamente bluff. Dou-lhes 15 horas para estarem, todos, a escrever por aí em qualquer sítio (olha, aqui o Mas certamente que sim(1) aceita dedos-de-teclado) e uns dias para que naquele sub-domínio surja outro projecto!
Mais a fundo, como tive oportunidade de dizer ao Daniel: faz-se um blogue por um punhado de razões, mas uma das melhores razões para fazer um blogue é ter um projecto para ele; ora, os projectos — teimando em seguir os exemplos da vida ao seu redor… — costumam ter princípio, meio e fim.
O Barnabé tinha um projecto. Uma ideia. As mudanças operadas no espaço social da esquerda portuguesa pelas últimas eleições legislativas esgotaram em grande medida o projecto com que o Barnabé fora criado. Era uma questão de tempo até os próprios barnabitas se aperceberem disso. Demorou mais tempo do que eu pensei.
Estas são as más notícias. Vamos às boas: os meritórios talentos revelados ou confirmados pelo blogue Barnabé continuarão a deleitar os seus leitores (entre os quais me incluo). Não é vergonha, embaraço e muito menos motivo de regozijo para os figadais inimigos finalizar um projecto como o Barnabé. Pelo contrário. É digno.
Um abraço a todos.
PS: a subscrição do Barnabé só termina em Novembro; recordo que a podem aproveitar para outro blogue – ou vários. Como é prática exclusiva da casa weblog.com.pt, não é o tempo do calendário que conta, mas o tempo de utilização.)
Da arruaça
Há pessoas que não enganam. Presumo que os conhecem: são os natural-born troca-tintas. Gente capaz de intoxicar uma reunião, um grupo de gente, um amigo, 80 leitores. Indivíduos incapazes de se enxergarem. Com um ego maior que eles próprios, cegos às evidências, cegos aos laços e compromissos (embora colem ao peito a etiqueta de esquerdistas).
Eu conheci algumas pessoas assim, infelizmente. Mas como um azar nunca vem só, um dia até fui sócio de uma. A empresa era engraçada, as pessoas que a compunham estimulantes. Até ele, na verdade, era promissor, um jovem escritor com algum talento, duas ou três ideias boas e aparente vontade. Claro, nunca eu o tinha visto em acção. Depois vi-o em acção. A empresa fechou, com dois sócios a fugirem dela, indignados. A empresa não chegou sequer a iniciar actividade. Mal se organizou a estrutura este nosso “amigo”, que no momento das escolhas fugira de um cargo de responsabilidade, passou a disparar contra os responsáveis com uma caçadeira de chumbo tão grosso que salpicou até quem, como eu, tinha um lugar marginal na estrutura e não estava entre ele e os seus alvos.
Empresa desfeita, bico calado, que isto uma pessoa gosta de ser discreta face aos seus falhanços. Ah, mas não o Jorge Candeias. Não, o Jorge Candeias não. Ele é mais do género de não conseguir ficar calado. Não aguenta. Não se aguentou. Ao fim de uns mesitos a esforçar-se por ser pessoa, acabou inevitavelmente por se chibar.
Como o Jorge Candeias é uma pessoa de fortes rancores, quando abriu a cloaca despejou-a sobre mim. Ainda bem: agora como noutra altura, sirvo eu de amortecedor. É um papel que cumpro com agrado.
Como o Jorge Candeias é um indivíduo sem carácter, explica à saciedade que há “coisas ditas em reuniões que não iriam ser abertas ao público”. Nessa explicação, Jorge Candeias abre todo o seu jogo. Bem ao jeito dos cobardes que gritam “agarrem-me senão dou cabo dele” enquanto se refugiam nos braços dos amigos, o Jorge Candeias grita “cuidado” comigo que vou fazer aquilo que ele próprio começou por fazer. Ateia o fogo e depois acusa os bombeiros de usarem gasolina em vez de água.
Além de cobarde é irresponsável. Injuriou-me, eu estou aqui a injuriá-lo e por aqui me ficarei; uma vez basta. É fatal como o destino o Jorge Candeias redarguir no seu estilo de candidato a arruaceiro. Eu farei por me conter. Como diz um ex-amigo comum, ele é mais violento do que eu, mas eu sou mais inteligente do que ele. Ao que retorqui com veemência: olha que eu consigo ser mais violento do que ele, mas ele não é capaz de ser mais inteligente do que eu! E desligámos.
Post com dedicatória amorosa muito especial….
Dedico esta fotografia a todos os brancos racistas, xenófobos nacionalistas e ultras:

E já agora, para que não se fiquem a rir, à escarumbada juvenil que acha que é com demonstrações de força que ganha para as sopas, a descendência e a dignidade.
Vómito
Fiquei a vomitar. Segui links por causa dos temas do “arrastão” (devidamente entre aspas) e descendência e vomitei sobre o teclado. O assunto trouxe à superfície da blogosfera os blogues xenófobos, os retardados mentais e os apanhados do antigo regime que continuam a pedir a pele de descolonizadores e a reposição das benesses dos respectivos papás (desconfio que mesmo mortos) em solo africano (juro que ainda vi disto!). Argh. Estavam tão bem na clandestinidade masturbando-se mutuamente…
Depressa, acabemos com Portugal depressa. Estou enjoado deste nacionalismo doentio, praga que nos mantém reféns de Afonso Henriques. Abracemos a Europa. Antes que os boçais pretos e brancos que nos infestam as marginalidades irrompam delas para o mainstream e destruam o que resta da cultura portuguesa, com a cumplicidade cega dos media.
Em remodelação
Pois. Chegou a minha vez. Dois anos e três meses, 1018 posts, uff, é tempo. Mudanças. Começando pelo título. Fecho para obras uns dias. Não muitos
O primeiro beijo
- Estamos ainda a dar o primeiro beijo; interrompemos apenas para os necessários intervalos logísticos – disse. O outro abanou a cabeça em feliz sinal de concordância.
Há obras de arte que são verdadeiras fodas
Ou será que há fodas que são verdadeiras obras de arte? Catarina, fiquei confuso, socorro!
Caro Blogger! Procuras o reconhecimento e a glória? Vai preso e terás uma carreira à tua frente!
Pois. Leiam aqui.
Orgulho
«Dos blogs que conheço, serão talvez três ou quatro dezenas aqueles cujos textos teriam qualidade suficiente para merecer edição. Destes, pelas suas características ou registo, menos de metade – creio – suportariam incólumes a passagem para livro. O Modus Vivendi é, sem dúvida, um deles» (Alexandre Andrade, umblogsobrekleist via Helena)
Pela parte que me toca, a de co-editor, fiquei agradado, é claro que fiquei agradado, com as palavras de Alexandre. Porque como editor fiz uma boa escolha. Estamos no bom caminho para apreciar (adivinhar?) que textos têm capacidade para resistir à passagem ao papel.
Obrigado, Alexandre, pelo apoio moral (isto falando por mim, claro).
Problemas com o correio
O meu servidor de correio, que serve também o weblog.com.pt, sofreu problemas esta semana, com um downtime de 18 horas. Devido ao facto o fluxo normal de correspondência sofreu bastante. Por outro lado fiz algumas mudanças informáticas domésticas. Por estas duas razões tenho o correio atrasado. A seu tempo, no decurso da próxima semana, darei as devidas respostas. A todos, obrigado pela compreensão.

del.icio.us
DoMelhor
Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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