Arquivo de Abril de 2007

Pedro Arroja não foi expulso do Blasfémias por ninguém

Só hoje soube, através de outro blogue que não cito porque nada tem a ver com este assunto, que Pedro Arroja deixou o Blasfémias. Confesso que a curiosidade foi mas forte: fui ao Google pesquisar das razões. Encontrei-as: a minha convicção é que, na arte da Blasfémia, somos todos meros aprendizes à beira do Pedro.
Devo dizer que não concordo com o autor, LR. Não é possível o Blasfémias ficar mais pobre porque saiu Pedro Arroja.

Clipping de blogues no DN: um esclarecimento e algumas observações

Saiu hoje no Diário de Notícias uma peça sobre clipping nos blogues para a qual fui ouvido. As minhas declarações foram reproduzidas com fidelidade, não pretendo queixar-me. Mas devo situar em contexto algo que os autores compreensivelmente não podiam fazer no espaço finito de que dispunham. E fazer a propósito algumas observações.
A frase que pode gerar confusões é esta:
«Os bloguistas concordam e até aplaudem o clipping dos artigos por si escritos. “Não há direitos de autor na blogosfera”, refere Paulo Querido, jornalista e blogueiro. O próprio assumiu ao DN que faz clipping de blogues. Também o jurista João Gonçalves, do blogue Portugal dos Pequeninos, manifestou agrado pela entrada dos blogues no clipping, “porque é uma forma de dar publicidade à blogosfera”, e insistiu na ideia de que “não existe violação de direitos de autor porque o que se escreve na blogosfera é público” (fonte).
Sendo fiel, a frase fazia parte de um conjunto, naturalmente omitido, e está inserida num período que tem o potencial de me classificar numa zona onde eu não pretendo ser classificado.
A sequência das frases poderá levar um leitor ao equívoco, mas eu não aplaudo a actividade comercial do clipping dos meus artigos, nem dos de autores cujos direitos estejam salvaguardados. Respondi a uma pergunta concreta sobre se havia ou não violação de direitos de autor, reportando-se o diálogo a um contexto mais amplo, dentro da blogosfera. O que eu disse na totalidade foi algo como isto: é complicado verificar a quem pertencem direitos uma vez que a esmagadora maioria dos conteúdos inseridos em blogues são por seu turno cópias descaradas, e muitas vezes ilegais, de conteúdos dos media e de outros blogues. O jornalista sintetizou o que tinha de usar no âmbito do seu artigo e eu concordo com a síntese, apenas deixo aqui uma explicação aprofundada.
Mais adiante, a assunção de que faço clipping careceu da explicação: faço-o para uso pessoal com os meus próprios meios (que de resto estão ao alcance de qualquer pessoa, o clipping comercial na blogosfera só pode funcionar para quem não tenha uma ligação à Internet ou prefira um serviço em pacote), não recorro a empresas.
Longe de mim quero contrariar a ideia de João Gonçalves sobre a “forma de dar publicidade à blogosfera”. Mas as suas declarações, sendo jurista, surpreenderam-me (também reproduzidas em contexto, digamos, espartilhado?). O que se escreve na blogosfera é público tanto quanto o que se diz na rádio e o que se escreve nos jornais e o que reproduz na televisão. “Estar” no espaço público, ser publicado, não é, do ponto de vista jurídico, igual a ser público. Públicos são, por exemplo, os conteúdos do Diário da República, bem como os documentos oficiais. Sujeitos a direitos são, por exemplo, os programas da Floribella2.
Os meus posts não são públicos: são privados e sujeitos a regras de reprodução (uma licença Creative Communs, válida em Portugal). Ao abrigo desta licença eu poderia (notar tempo verbal) processar a empresa que diz fazer o clipping dos blogues, se acaso o meu fosse incluído nos seus serviços. A licença que me protege é bem específica a impedir a utilização para fins comerciais do que aqui publico. Tenciono contactar a empresa no sentido de apurar se estou no rastreio, para negociar um fee. Porque, ao contrário do que afirma na peça do DN Pacheco Mendes não há vazio legal nesta matéria. Como se assumiu disponível para «pagar o que for necessário» quando a actividade for regulamentada, espero chegar a um acordo rápido — se houver violação, uma vez que há citações que podem ser feitas legalmente — pois a actividade não é uma actividade do far-west.

Sugestões aos potenciais interessados em clipping de blogues
Depois destes esclarecimentos, sugiro aos potenciais interessados em clipping de blogues algumas alternativas gratuitas e eventualmente mais poderosas (digo eventualmente pois não conheço o software “próprio” da Cision).
Para uso geral, extraordinariamente potente: o Google. Tanto o motor de pesquisa como os chamados alertas (foi, aliás, com um destes alerta que soube quando saiu a peça do DN, que só compro ocasionalmente e cujo site frequento apenas quando é necessário).
Para uso mais dirigido à blogosfera, o Blogsearch também da Google, Inc. Tem a vantagem de apanhar praticamente todos os blogues em língua portuguesa, com uma malha fina. Grandes desvantagens: é total e irremediavelmente cego quanto às diferenças de relevância desses blogues; dá primazia aos blogues do Blogspot, podendo apresentar os outros com algum atraso.
Nota: estas desvantagens são a razão pela qual não recomendo a utilização do motor nacional Sapo. Se a primeira é de solução irracional do ponto de vista de uma grande empresa como o Google ou, à escala portuguesa, a PTM, a segunda não; já perguntei aos responsáveis e não me deram garantia sobre o tempo de rastreio de blogues fora do seu próprio serviço de alojamento — uma atitude de resto consentânea com a marca da empresa, que fecha parte dos seus conteúdos a quem não seja seu cliente.
Para uso ainda mais específico, recomendo a ferramenta que mais vezes utilizo, com um disclaimer: tenho interesses no Blogservatório, que foi programado por mim. Tem as desvantagens de rastrear menos de meio milhar de blogues e de a pesquisa ser um pouco limitada (eu não sou programador profissional). A grande vantagem: as fontes estão à partida seleccionadas e correspondem, grosso modo, aos blogues com maior relevância no contexto português (não surgem brasileiros, o que deste ponto de vista é uma grande vantagem, poupando tempo). Por outro lado, e tal como o Google, apresenta, ainda que de forma limitada, resultados também da imprensa e das televisões.

Nota final: a questão do clipping é muito antiga. Os jornais não gostam das empresas de clipping (odeiam seria palavra eventualmente mais indicada) e toleram a actividade sobretudo porque nunca lhes ocorreu investir o necessário para a realizarem por si próprios. Por vezes fala-se em essas empresas pagarem royalties. Mas nunca se passou disso. A actividade de clipping dos media, sendo imprescindivel e legítima, carece de um enquadramento que relacione de forma justa os produtores das notícias com quem as usa directamente para o seu próprio lucro. Como me ensinou um velho camarada há mais de um quarto de século, quem quer arte paga ao Mozart. E — admitindo que haja exepções, pois que não conheço todo o mercado, no geral as empresas de clipping não pagam. É injusto.

A bela e o mestre: o novo pára-raios dos iliteratos, depois de doutor, preciso de ajuda

A segunte mensagem foi recebida pelo formulário de contacto no nosso projecto DoMelhor. Durante meses recebemos diariamente mensagens de pessoas a pedirem ajuda a um “doutor”, pelo que percebi seriam dirigidas a um programa da TVI. Um dia destes publico uma compilação delas, que reflectem o estado miserável de uma parte substancial deste país.
Se o mais estarrecedor é o estado lastimável em que se encontra tanta gente “do povo”, pessoalmente perturba-me muito para além do imaginável o que leva as pessoas a confundirem as notícias sobre programas de televisão colocadas para votação no DoMelhor com… a própria TVI. No caso do tal “doutor”, ponderámos apagar o post, o que seria admitir uma derrota que não é a nossa, pelo que desistimos. Ao invés, colocámos EM MAIÚSCULAS um disclaimer explicando que aquilo não era o programa, não tínhamos nada a ver, etc etc, e repetimo-lo nos comentários, juntamente com o endereço do site da TVI, que por seu lado não possui um único e-mail ou outra forma de interactividade com o público, o que é sintomático da forma como tratam a carne para canhão a que chamam público.
Debalde: continuaram a chover mensagens das desgraçadinhas deste país, apelando a uma intervenção nos dentes tortos.
Agora, temos outro pára-raios para iliteratos: a bela e o mestre. Reparem que a mensagem confunde o DoMelhor (e vejam pelos vossos próprios olhos o site, que não é, de todo, confundível com o da estação televisiva) com a produção da TVI.
Claro que a TVI não faz ideia do que se está a passar nem tenciona fazer. Claro que a TVI não tem o menor interesse em registar as queixas dos seus telespectadores — e como eu a compreendo. Claro que a TVI prefere que os queixumes fiquem registados por onde calha — por qualquer lado onde não fiquem registados. Contactos, só por fax ou telefone (experimentem então ligar).
A ordinary-people television tende, como os user-generated content, para a vaidade egocêntrica (pleonasmo propositado).
Segue a
Mensagem enviada pelo formulario de contacto pelo utilizador numero X a partir do endereco IP XX.XXX.XXX.XX
—–
«Boa noite á produção e aos contabilistas da TVI que têm como responsabilidade a contagem dos votos ou dos pontos, como queiram, sobre os concorrentes do vosso programa “A BELA E O MESTRE”.

Fizeram um programa para minimizar a inteligência e conhecimentos dos nossos jovens de hoje.

Ok, têm razão, embora não possamos generalizar todos os jovens, pois tenho dois filhos com cursos superiores, sem diplomas de favor ou de testes feitos em casa e enviados pelo correio, e sem que nunca tivessem chumbado.

Não obstante, parece-me que são os senhores que têm de ir para a escola e fazerem contas da 2ª ou da 3ª classe, e explico porquê?

Passo a citar as pontuações começando por ordem crescente:

- JAIME E VERA……………….. 15+16+19+20= 70 PONTOS
- CARLOS LIPER E MARINA…………15+16+14+17= 62 ”
- GIL E SANDRA…………………15+13+15+12= 55 ”
- PAULO E MARIA………………. 13+13+13+12= 51 ”

Devo acrescentar que não só erraram os cálculos no directo do programa citado, como também erraram nos resumos que a TVI faz no seu site.

O site continua a dizer que os que tiveram mais votos, ou pontuações, foram CARLOS LIPER E MARINA…..NÃO È VERDADE, conforme quadro da pontuação em cima, e com a agravante de mais um erro de cálculo na pontuação do PAULO E MARIA que o site diz que estes obtiveram 61 pontos ou votos, como queiram, sendo que também não é verdade, pois estes obtiveram 51 pontos ou votos.

Será possível que com tanta gente a saber fazer contas da 2ª ou da 3ª classe na produção dessa estação televisiva, tenham errado em calculos tão fáceis como os que acima citei?

Qual será a vossa intenção?

Baralhar os concorrentes ou querer fazer dos telespectadores burros, incompetentes, sem cultura e sobretudo sem saber fazer contas da 2ª ou da 3ª classe?

Com que direito os senhores da produção da TVI exercem favoritismos?

Num mero concurso, por si próprio deprimente e minimizando quem por ganância pelo dinheiro e fama efémera, se sujeita a tais situações, acho que por si só, os senhores da TVI deveriam respeitar a inocência de quem se presta a tais papeis ajudando a vossa estação de televisão a fazer um programa, gratuitamente.

O juri, e, muito bem, penalizou na pontuação quem tomou partido sobre a situação desagradével, que se desenrolou na mansão com o Nuno e a Telma, o que se diga de passagem que se ele tivesse dado um pontapé, como deu o Marco á Sónia no Big Brother ainda estaria na mansão, provávelmente.

Mas, como diz o povo………ISSO SÃO OUTROS 500 PAUS.

E os senhores!!!???

Porque razão são tendenciosos e não assumem no mesmo momento os erros de cálculos que tiveram, na chamada, Gala de Domingo?

Será que com estes erros, exentando-me de mencionar outros, que os senhores da TVI incorrem no perigo de ficar em último lugar na tabela das audiências?

Sinceramente, não gostaria que tal acontecesse, pois é uma estação que vejo habitual e diáriamente.

Pelos visto terei de começar a assistir a outra estação de TELEVISÃO que me dê boa disposição e que sejam correctos no seu trabalho e sobretudo na contagem dos votos ou pontos, como queiram.

Espero bem que venham a público esclarecer o vosso erro de contagem, pois seria o mínimo e o mais elegante a fazerem, respeitando assim os vossos telespectadores.

Não quero ser enfadonha, mas, quero ser compensada pelo tempo que dediquei e dedico aos vossos programas principalmente neste que exponho, “COM UM PEDIDO DE DESCULPAS” publicamente na vossa estação em horário nobre, e, porque não no vosso JORNAL NACIONAL?

Com os meus cumprimentos

[assinatura omitida] »

Dois únicos deuses: a arte e a natureza

Vai no quarto capítulo, o folhetim Vanitas – 51, Avenue d’Iéna, a obra de Almeida Faria cuja publicação diária no Folhetins e novelas Certamente! e Miniscente estão a acompanhar.
O excerto de hoje:
«Mas dos horrores que sofremos não costumo falar, nem alimento ressentimentos. Fui cidadão do mundo, sem me sentir mais ligado a Scutari, Istambul, onde nasci, ou à Arménia que só visitei depois de abandonar a vossa existência, ou mesmo a Londres onde me naturalizei britânico em mil novecentos e dois, ou a Paris e Lisboa onde nunca me cansei de viver. Nada dado a fervores religiosos, venerei dois únicos deuses: a arte e a natureza.» (de Vanitas – 51, Avenue d’Iéna)

Uma telenovela? Um show televisivo? Um produto de marketing? Não: é a Floribella 2. O seu desafio desta semana

A Floribella é um sucesso comercial em todo o lado. Que o digam, também, os bloggers que alguma vez fizeram um post que mencionasse a palavra: é garantia de visibilidade. (Só não fez a felicidade da protagonista, ao que li nas capas das revistas da especialidade, penduradas nas gasolineiras deste país.)
Não admira, pois, que a proprietária do produto tenha optado por o explorar o mais possivel. A segunda série, a Floribella2, foi lançada numa operação de marketing inédita no país. A Floribella2 é um produto multimeios sem par em Portugal. E também uma plataforma de ensaios de alguns dos futuros das indústrias do entretenimento: do product placement à estratégia multicanal (televisão, revistas, web e mobiletv), a promoção nas vias populares para a recolha dos juros nos canais de venda de merchandising, a Floribella 2 é por um lado um produto de entretenimento que já não cabe na definição clássica de telenovela (nem de qualquer outro show televisivo como os conhecemos, bem vistas as coisas). E por outro um produto em si mesmo, capaz de rivalizar — e até superar — no capítulo do marketing com os produtos que eventualmente publicite (um efeito-canibal que tem de ser bem gerido). Nesta lógica, e numa altura em que a indústria do entretém procura saídas, o próprio desenho e desenrolar do argumento tem o potencial de ser “comprado” (com e sem aspas) para fins de shaping da opinião pública, no seu alvo mais tenro.

Este é o desafio da semana que proponho aos meus leitores. Ao contrário do desafio inaugural, que foi ganho pelo leitor Paulo Tomás Neves com esta resposta), desta vez não faço perguntas, fica somente o mote para o ensaio. O SEU ensaio, caro leitor. Vale dois prémios: a publicação e a hipótese de ganhar um cheque de 25 euros para compras na Amazon. Leia as regras e responda até às 23:59 da próxima terça-feira, dia 1 de Maio.
As respostas são enviadas por e-mail com a seguinte descrição no campo “Assunto”: Um desafio por semana (“clicar” no link abre o seu programa de correio, se tiver um configurado; caso contrário copie e cole no seu webmail a descrição e envie a sua resposta para o endereço paulo.querido@gmail.com).

O ZX Spectrum aqui e no Expresso

«Em Abril de 1982 Sir Clive Sinclair lançava o ZX Spectrum, marcando na Europa o início da era da informática pessoal, que continuamos a viver. Os seus 48 KB de memória eram um festim para os entusiastas…». Começa assim o meu artigo desta semana no blogue Web 2.0 do Expresso online, dedicado ao primeiro computador de massas que se vendeu na Europa.
Eu, como centenas de milhar de jovens, joguei no Spectrum, iniciei-me na programação no Spectrum e a programar no Spectrum aprendi que há mais de uma maneira de fazer as coisas. Disto e da minha relação com a máquina que abriu horizontes na década de 1980 se dá conta em ZX Spectrum: a revolução começou há 25 anos.
Mais um aperitivo: «O programa era forte e feio. Como os dados eram muitos (dez divisões com 18 equipas cada) e a memória da máquina muito limitada (48 KB), na primeira versão a solução era carregar a memória em blocos: a primeira e segunda divisões num bloco, a terceira divisão em dois blocos. O que esta limitação nos irritava! Até que o E. resolveu o problema. Cada byte do Spectrum era composto de oito bits, o que era um manifesto desperdício pois que cada resultado de uma equipa ocupava nunca mais de quatro bits (não nos macemos com detalhes: era preciso uma equipa marcar 100 golos para o nosso esquema falhar). Criámos uma rotina que “partia os bytes ao meio”, quatro bits para cada equipa, e… reduzimos o carregamento para um único LOAD “”.»
(Comentários: use a caixa no artigo original)

Por exemplo? Olhe, A Leitura do Fantin-Latour

Saiu hoje no folhetins e novelas o segundo capítulo de Vanitas – 51, Avenue d’Iéna, a obra de Almeida Faria cuja publicação diária Certamente! e Miniscente estão a acompanhar.
Um excerto:
«Por exemplo? Olhe, A Leitura do Fantin-Latour, uma daquelas telas que conheço de cor. Está agora em Lisboa, há uns anos contudo o senhor vê-la-ia nessa parede aí, entre as colunas e essa porta que dá acesso a um dos meus escritórios. Não me importaria de ter sempre por perto as duas irmãs nele retratadas: na sombra, em segundo plano, a leitora aponta com o indicador a linha onde ia ao reparar que a sua ouvinte, voltada para dentro e ausente em devaneios, não lhe prestava a atenção devida. Deduzo do vestido austero e do véu ou mantilha preta que a distraída sonhadora sofreu um desgosto recente.» capítulo 2 de Vanitas – 51, Avenue d’Iéna

Diário da República de dia 27

Sumário do DR 82 SÉRIE I de 2007-04-27
LER CONTINUAÇÃO :.

Sonho de uma noite de trabalho árduo

Gostava de, um dia, ler em Português e na blogosfera portuguesa um post e subsequente conversa com a frescura, a qualidade e utilidade de informação, a boa disposição e o civismo patentes aqui: How I Escaped Google’s Supplemental Hell.

Cá o mais certo é que quem passa por aquele tipo de experiências fecha-se a sete chaves no seu cubículo, armado até aos dentes de fita cola para tapar a boca.
E de caminho: os sete primeiros passos, também eu os dei. Penei menos: recuperei um PageRank de 5 em seis semanas. Os poassos 4 e 7 são fundamentais. O nono não precisei de dar pois já tinha as URL amigáveis há dois anos. O ponto 10 é controverso.

Vanitas 51, Avenue d'Iéna

Um novo projecto editorial foi lançado hoje: folhetins e novelas, de que sou co-autor com Luís Carmelo, vai divulgar obras no formato folhetim, divididas por capítulos.
O primeiro autor é Almeida Faria. Vanitas – 51, Avenue d’Iéna vai ser divulgado no ritmo diário ao longo das próximas semanas. O primeiro capítulo acaba de ver a luz do dia. Certamente! e Miniscente vão acarinhar diariamente esta publicação.

Só percebi que adormecera de luz acesa quando acordei de súbito e senti vacilar a luz das lâmpadas de cada lado da cama. Estremunhado, pareceu-me ouvir uns passos lentos sobre a minha cabeça. Os soalhos velhos estalam quando as temperaturas mudam, possivelmente estalaram à frialdade nocturna. Estalar sim, mas a ponto de fazer tremer as paredes? Levantei-me e, mesmo descalço, em calções de pijama, atarantado e tropeçante, caminhei até à porta do quarto, espreitei o corredor, silêncio, ninguém. Segui até à outra porta, mais larga e mais alta, que outrora separava os quartos de serviço do resto da casa. Nada, só o busto da deusa Palas Ateneia

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mini fotografia paulo querido Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (Mais)

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