Manifesto de 51 economistas e cientistas sociais
O mercado como o conhecíamos morreu. Bem sei que muita gente prefere ignorar o avanço inexorável das modificações do meio ambiente, da propriedade dos meios de produção, da demografia e da transferência do capital de conhecimento.
Há quem se possa dar ao luxo de se manter ignorante. Mas a maioria não se pode dar a tal capricho. Não tem como.
Francamente, acredito que o impulso económico do lucro, que arrastou as sociedades ao longo dos 2 últimos séculos com os resultados qoe conhecemos, é insuficiente para fazer mexer as forças económicas hoje e nas próximas décadas. Vivemos num refluxo. É preciso descobrir, ou inventar, impulsos e motivações para uma economia que privilegie a distribuição da riqueza, e não apenas a sua acumulação, maximizada a todo o custo, no topo cada vez mais estreito da pirâmide.
Sou apenas um cidadão interessado, não um técnico, político ou especialista. Mas — como qualquer cidadão com voz, e voz ampliada pelo emergente ambiente social em rede — posso contribuir. Daí republico este
manifesto de 51 economistas e cientistas sociais
O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia
Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso. LER CONTINUAÇÃO :.
Michael Jackson com forte impacto na Internet
A morte de Michael Jackson foi o maior acontecimento súbito global que jamais vi na Internet. Ao ponto de ter produzido o tipo de asfixia e paralização dos sites próprio de acontecimentos previstos, como eleições, e súbitos, como os desastres aéreos.
Isso e a reconfirmação do Twitter como canal privilegiado para veicular este tipo de informações, tendo batido rádios, televisões e até o Google News, são as duas principais notas da noite.
Há que tempos que não se registavam negações de serviço em jornais. O Los Angeles Times esteve em baixo. O site da publicação que primeiro noticiou a morte, a tmz.com (que pertence à AOL), esteve também em baixo a espaços. O site de Perez Hilton, dedicado à vida e morte das celebridades, também se foi abaixo com a procura súbita de confirmação e informação adicional da notícia da morte. LER CONTINUAÇÃO :.
A cultura pop é realmente única
Apesar das suas 23.439.913 visulizações (no momento em que escrevo), não conhecia este video que usa a música de Thriller, expoente do malogrado Michael Jackson. É quatro vezes mais popular, no Youtube, que o videoclip original.
A cultura pop é realmente única.
RIP Michael Jackson
Só fui expulso de uma discoteca um vez. Eu, o Caetano e o Coelho estávamos a dançar Billy Jean de uma forma que, digamos, desagradou à gerência. RIP Michael Jackson.
(Junto com Thriller, que podem ouvir em todo o lado, as minhas outras duas favoritas)
De Eiffel ao Google: criatividade e inovação como atitudes
Quando pensamos em criatividade temos tendência a associar o termo a actividades culturais. Paralelamente, o termo inovação evoca logo cometimentos na área tecnológica. Há que ser criativo e exercitar o pensamento contrário!

Pense o leitor na torre Eiffel. Mesmo que não tenha estado lá, que não tenha tocado o ferro, conhece inúmeras fotos. A torre que domina Paris é um dos emblemas da civilização ocidental. Qual o termo que lhe ocorre: criatividade ou inovação? Ou ambos? LER CONTINUAÇÃO :.
Quem são os “amigos” nas redes sociais e como os contabilizar
Num elástico exercício facultado pelas “novas tecnologias” (uso a expressão que ouvi hoje a um respeitável político referindo-se a ferro velho informático com pelo menos 10 anos), tiro do meio considerado “do cidadão”, conversacional, uma explicação que aqui se converte — magia! — numa “mensagem” veiculada em formato antigo, de difusão.

Crédito: laffyak (Flickr)
Brincando com o conceito mcluhanista de o meio ser a mensagem, provo que as redes sociais não implicam a libertação dos cidadãos a troco da escravização dos antigos mensageiros. Na verdade, libertam ambos. LER CONTINUAÇÃO :.
Agências de comunicação, temos um problema
Todos os dias recebo diversos press releases, perdão, notas de Imprensa.
As notas de Imprensa, perdão, press releases, têm vindo a degradar-se e espero que seja só impressão minha.
Se eu estivesse numa redacção, o trabalho que enfrentava só para descodificar o seguinte press release, perdão, nota de Imprensa, fazia-me passar à próxima. O pior é que a próxima é igual à anterior… Alguém é capaz de descodificar para mim? Obrigado. (Substitui os nomes, o que na realidade não tem qualquer importância.)
Segue em anexo o Press Release “ZBR em destaque no Evento tirititi & blá bla da XPTO”. Como Consultora especializada e focada na área de GRUNGRUN, a ZBR não podia deixar de estar presente no maior evento sobre esta temática existente em Portugal.
Como Patrocinadora Platinum, a participação da ZBR inclui um stand na área de exposição, onde vai demonstrar e divulgar os seus serviços e soluções líderes na área de tirititi, e uma palestra às 11h55 por Fulano De Tal, CEO da empresa. Intitulada “Gestão Integrada de Processos”, a apresentação vai focar a orientação da Gestão de Processos para uma estratégia de integração com vista à obtenção de uma resposta pronta, completa, coerente e eficaz às necessidades dos vários stakeholders de uma organização – que traduz o objectivo subjacente à metodologia concebida pela ZBR e implementada com sucesso em diversas empresas de grande dimensão.
A ZBR é uma consultora especializada e líder nacional na prestação de serviços e desenvolvimento de soluções tiritiri (Business Qualquer Coisa Mais).


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DoMelhor
Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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