Arquivo de Junho de 2009

Manifesto de 51 economistas e cientistas sociais

170972239_1795eba845
Esta é a imagem do trabalho escravo que eu prefiro combater. Foto de Jerry Zurek, Flickr.

 

O mercado como o conhecíamos morreu. Bem sei que muita gente prefere ignorar o avanço inexorável das modificações do meio ambiente, da propriedade dos meios de produção, da demografia e da transferência do capital de conhecimento.

Há quem se possa dar ao luxo de se manter ignorante. Mas a maioria não se pode dar a tal capricho. Não tem como.

Francamente, acredito que o impulso económico do lucro, que arrastou as sociedades ao longo dos 2 últimos séculos com os resultados qoe conhecemos, é insuficiente para fazer mexer as forças económicas hoje e nas próximas décadas. Vivemos num refluxo. É preciso descobrir, ou inventar, impulsos e motivações para uma economia que privilegie a distribuição da riqueza, e não apenas a sua acumulação, maximizada a todo o custo, no topo cada vez mais estreito da pirâmide.

Sou apenas um cidadão interessado, não um técnico, político ou especialista. Mas — como qualquer cidadão com voz, e voz ampliada pelo emergente ambiente social em rede — posso contribuir. Daí republico este

manifesto de 51 economistas e cientistas sociais

O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia
Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso. LER CONTINUAÇÃO :.

Michael Jackson com forte impacto na Internet

A morte de Michael Jackson foi o maior acontecimento súbito global que jamais vi na Internet. Ao ponto de ter produzido o tipo de asfixia e paralização dos sites próprio de acontecimentos previstos, como eleições, e súbitos, como os desastres aéreos.
michael-jackson-dies Isso e a reconfirmação do Twitter como canal privilegiado para veicular este tipo de informações, tendo batido rádios, televisões e até o Google News, são as duas principais notas da noite.

Há que tempos que não se registavam negações de serviço em jornais. O Los Angeles Times esteve em baixo. O site da publicação que primeiro noticiou a morte, a tmz.com (que pertence à AOL), esteve também em baixo a espaços. O site de Perez Hilton, dedicado à vida e morte das celebridades, também se foi abaixo com a procura súbita de confirmação e informação adicional da notícia da morte. LER CONTINUAÇÃO :.

A cultura pop é realmente única

Apesar das suas 23.439.913 visulizações (no momento em que escrevo), não conhecia este video que usa a música de Thriller, expoente do malogrado Michael Jackson. É quatro vezes mais popular, no Youtube, que o videoclip original.
A cultura pop é realmente única.

RIP Michael Jackson

Só fui expulso de uma discoteca um vez. Eu, o Caetano e o Coelho estávamos a dançar Billy Jean de uma forma que, digamos, desagradou à gerência. RIP Michael Jackson.

(Junto com Thriller, que podem ouvir em todo o lado, as minhas outras duas favoritas)

De Eiffel ao Google: criatividade e inovação como atitudes

Quando pensamos em criatividade temos tendência a associar o termo a actividades culturais. Paralelamente, o termo inovação evoca logo cometimentos na área tecnológica. Há que ser criativo e exercitar o pensamento contrário!

coode

Pense o leitor na torre Eiffel. Mesmo que não tenha estado lá, que não tenha tocado o ferro, conhece inúmeras fotos. A torre que domina Paris é um dos emblemas da civilização ocidental. Qual o termo que lhe ocorre: criatividade ou inovação? Ou ambos? LER CONTINUAÇÃO :.

Quem são os "amigos" nas redes sociais e como os contabilizar

Num elástico exercício facultado pelas “novas tecnologias” (uso a expressão que ouvi hoje a um respeitável político referindo-se a ferro velho informático com pelo menos 10 anos), tiro do meio considerado “do cidadão”, conversacional, uma explicação que aqui se converte — magia! — numa “mensagem” veiculada em formato antigo, de difusão.

oldmedia1

Crédito: laffyak (Flickr)

Brincando com o conceito mcluhanista de o meio ser a mensagem, provo que as redes sociais não implicam a libertação dos cidadãos a troco da escravização dos antigos mensageiros. Na verdade, libertam ambos. LER CONTINUAÇÃO :.

Agências de comunicação, temos um problema

Todos os dias recebo diversos press releases, perdão, notas de Imprensa.
As notas de Imprensa, perdão, press releases, têm vindo a degradar-se e espero que seja só impressão minha.
Se eu estivesse numa redacção, o trabalho que enfrentava só para descodificar o seguinte press release, perdão, nota de Imprensa, fazia-me passar à próxima. O pior é que a próxima é igual à anterior… Alguém é capaz de descodificar para mim? Obrigado. (Substitui os nomes, o que na realidade não tem qualquer importância.)

Segue em anexo o Press Release “ZBR em destaque no Evento tirititi & blá bla da XPTO”. Como Consultora especializada e focada na área de GRUNGRUN, a ZBR não podia deixar de estar presente no maior evento sobre esta temática existente em Portugal.
Como Patrocinadora Platinum, a participação da ZBR inclui um stand na área de exposição, onde vai demonstrar e divulgar os seus serviços e soluções líderes na área de tirititi, e uma palestra às 11h55 por Fulano De Tal, CEO da empresa. Intitulada “Gestão Integrada de Processos”, a apresentação vai focar a orientação da Gestão de Processos para uma estratégia de integração com vista à obtenção de uma resposta pronta, completa, coerente e eficaz às necessidades dos vários stakeholders de uma organização – que traduz o objectivo subjacente à metodologia concebida pela ZBR e implementada com sucesso em diversas empresas de grande dimensão.
A ZBR é uma consultora especializada e líder nacional na prestação de serviços e desenvolvimento de soluções tiritiri (Business Qualquer Coisa Mais).

Como as redes sociais podem mudar a história

Republico este video de uma das recentes, famosas TED Talks com um recado duplo, por motivos diferentes. Para Marcelo Rebelo de Sousa. E para o Partido Socialista — levantem o som ao limite, baixem as persianas, schiu!, e prestem atenção exclusiva a partir do 15º minuto.

Talks Clay Shirky: How Twitter can make history

While news from Iran streams to the world, Clay Shirky shows how Facebook, Twitter and TXTs help citizens in repressive regimes to report on real news, bypassing censors (however briefly). The end of top-down control of news is changing the nature of politics

Why is aged news better than… real news?

Why is aged news better than… real news?” pergunta o “repórter” do Daily Show a uma editora em pleno coração do The New York Times. A peça foi para o ar ontem, 10 de Junho, e merece ser vista — em especial pelos envolvidos na indústria dos jornais.

The Daily Show With Jon Stewart Mon – Thurs 11p / 10c
End Times
www.thedailyshow.com
Daily Show
Full Episodes
Political Humor Newt Gingrich Unedited Interview

As novas fronteiras da criatividade e inovação

994617_playing_with_clay_12

As novas fronteiras da criatividade e inovação é o primeiro de uma série de artigos para o site português do Ano Europeu da Criatividade e Inovação (Criar2009) em torno dos temas ligados à Internet como um ferramenta de criatividade e inovação. Sem esquecer a informática e o carácter distributivo da rede.
Um teaser: “A somar às tecnologias de produção digital a custo residual, a web social trouxe ainda o acesso instantâneo, gratuito e sem barreiras artificiais ao mercado global e a distribuição reticular e viral, onde cada “consumidor” se torna num redistribuidor mais ou menos entusiasmado, num “quase-autor”. Este súbito e extraordinário empowerment tem consequências profundas, não apenas económicas
Leia (e comente) As novas fronteiras da criatividade e inovação

Next Page →

ACERCA
mini fotografia paulo querido Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (Mais)

Como ler

Certamente! é distribuído em vários canais.
edição diária por e-mail
Pelo Twitter
Por RSS
Google
Bloglines
no Yahoo!
no seu leitor


http://www.wikio.fr