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	<title>Certamente! &#187; Benjamin Junior</title>
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	<description>Paulo Querido escreve.</description>
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		<title>O papel do SEO no sucesso do Obvious (e o futuro do blogging)</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 07:57:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benjamin Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/blogosfera/o-papel-do-seo-no-sucesso-do-obvious-e-o-futuro-do-blogging/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/obvious0308-t.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="obvious0308-t.jpg" title="" /></a>Alguns leitores do recente texto sobre os equívocos em torno da optimização para motores de busca ficaram intrigados e queriam saber a que blogue se referia o exemplo. Era ao Obvious, o mais lido blogue português. Não o quis mencionar &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/blogosfera/o-papel-do-seo-no-sucesso-do-obvious-e-o-futuro-do-blogging/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Alguns leitores do recente texto sobre os <a href="http://pauloquerido.pt/media/optimizacao-para-motores-de-busca-seo-e-audiencias-um-equivoco/">equívocos em torno da optimização para motores de busca</a> ficaram intrigados e queriam saber a que blogue se referia o exemplo. Era ao <a href="http://blog.uncovering.org">Obvious</a>, o mais lido blogue português. Não o quis mencionar porque naturalmente o seu nome se teria sobreposto ao tema &#8212; e teríamos perdido um diálogo interessante com uma vintena de participações.<br />
Como um dos comentários veio de um dos autores responsáveis pelo Obvious, o <a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/o-papel-do-seo-no-sucesso-do-obvious-e-o-futuro-do-blogging/#autor">Benjamin Júnior</a>, e porque era muito pertinente na medida em que nos dá a justa dimensão do papel do SEO no sucesso daquele magazine, desafiei-o a estender o assunto num <em>guest post</em>.</em></p>
<p><img src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/obvious0308-t.jpg" alt="obvious0308-t.jpg" align="left" /><span class="caps">O</span> <a href="http://pauloquerido.pt/media/optimizacao-para-motores-de-busca-seo-e-audiencias-um-equivoco/">artigo do Paulo</a> é extremamente pertinente numa altura em que a palavra SEO está vulgarizada e sobrevalorizada. As técnicas de optimização dos conteúdos têm o seu papel de relevo nos motores de busca, mas estão longe de possuir a extrema importância que muitos advogam.<br />
É natural que no início, quando os blogues se popularizaram na Internet, houvesse uma certa anarquia na estruturação da informação e na forma como esta era apresentada ao leitor e, por arrasto, aos robôs indexadores dos grandes motores de busca. Como será natural compreender, se a informação não está perceptível não é bem indexada e, como tal, o conteúdo não fica tão evidenciado nos motores de busca.<span id="more-307"></span><br />
Neste cenário, as técnicas de SEO &#8212; conjugadas com o conteúdo &#8212; resultam bem por motivos óbvios. Note-se, no entanto, que o conteúdo tem que existir porque, infelizmente, não se fazem omeletes sem ovos. Se outros <em>sites</em> ou <em>blogs</em> não utilizarem as mesmas técnicas e processos de optimização, poderemos então alcançar o máximo efeito. Caso contrário, perdem a vantagem competitiva e passam a estar em igualdade de circunstâncias com a sua &#8220;concorrência&#8221;.</p>
<p>Este raciocínio é somente a ponta do <em>iceberg</em>. Na verdade há mais uma série de detalhes que seriam importantes de referir e contextualizar, mas opto por ser sucinto. Para que o efeito de SEO se faça sentir na sua plenitude é necessário que um conjunto vasto de condições se verifique, quer localmente no <em>site</em>, quer globalmente no ecosistema da Internet e dos motores de busca. Tal nem sempre é possível alcançar, fazendo que alguns resultados fiquem muito aquém das expectativas.</p>
<p>Falando do <a href="http://blog.uncovering.org" target="_blank">obvious</a> em particular, e dado possuir uma ligação de longa data ao mundo tecnológico, desde muito cedo demos importancia a técnicas de SEO mas, infelizmente, era também uma altura em que o espaço não possuía ainda a oferta de conteúdos que actualmente apresenta. Aplicar técnicas de SEO a 300 artigos é completamente diferente de as aplicar a 3000 artigos e, como será compreensível, os resultados também. Qual a vantagem de se posicionar bem em motores de busca se os conteúdos são escassos ou ainda inexistentes? Haverá com certeza alguma vantagem mas, será assim tão diferenciadora? A analogia exposta pelo Paulo ilustra bem esta questão. É necessário ter produto &#8212; conteúdo &#8212; para ser indexado e exposto ao mundo, caso contrário, SEO, rezas e truques, simplesmente não funcionam ou, pelo menos, não possuirão o efeito desejado, pelos motivos expostos.</p>
<p>Actualmente o panorama é outro. As plataformas tecnológicas começam a adaptar-se aos actuais requisitos dos múltiplos serviços e, em grande parte, começam a abstrair muitos dos cuidados na estruturação e apresentação da informação &#8212; por outras palavras, SEO implícito &#8212; permitindo que o autor se concentre, uma vez mais, naquilo que lhe compete: o conteúdo.  Tal como as técnicas de SEO adquiriram relevo num passado recente, outras técnicas futuras surgirão e beneficiarão quem delas tirar proveito em primeiro lugar. É a lei de mercado, temos que aprender a viver com as regras cíclicas do jogo.</p>
<p>Sendo muito honesto, quando olho para o tráfego total que actualmente é feito no <a href="http://blog.uncovering.org" target="_blank">obvious</a>, a grande diferenciação somente surgiu quando efectivamente começamos a gastar horas a fio em produção de conteúdo, edição, periodicidade e, acima de tudo, num grande esforço de percepção e compreensão das necessidades dos leitores, bem como, daquilo que os motiva a retornar diariamente. Adicionalmente, quase numa base semanal, são feitas pequenas alterações &#8212; algumas quase imperceptíveis para o leitor mais desatento &#8212; mas que na verdade tem consequências profundas e, estas sim,  resultam em mais leitores e mais tráfego. Muitas experiências &#8212; muitas delas falhadas &#8212; de tipo de conteúdos, modo, forma, usabilidade, etc. até encontrarmos um compromisso que considerávamos aceitável para os objectivos que tínhamos em mente. Em todo esse percurso de aprendizagem, infelizmente, não encontramos fórmulas mágicas para tirar o coelho da cartola, foi mesmo dedicação à causa. Temos a plena noção que a tarefa não está terminada&#8230; nem nunca estará definitivamente, como é obvio. Na realidade os tais &#8220;truques técnicos&#8221; são na verdade um estar atento à evolução do ecosistema da Internet que inclui serviços, leitores e hábitos. Depois juntemos-lhe imaginação e dedicação e obtemos resultados.</p>
<p align="center"><img src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/obvious0308.jpg" alt="obvious0308.jpg" /></p>
<p><strong>Amadores e profissionais</strong><br />
Outro aspecto que julgo vir na sequência desta temática é a suposta divisão entre os “profissionais” e os “amadores” da blogosfera. Qual a linha que divide as duas categorias? O índice de divertimento ao fazê-lo? Porquê somente duas categorias e não três? Eventualmente poderíamos pensar numa divisão em categorias pelo peso do autor, como no boxe&#8230; ou mesmo pela &#8220;qualidade da escrita&#8221;? Assim seria mais justo, talvez?</p>
<p>Enfim, perdoem o sarcasmo, mas não concordo com a afirmação de que &#8220;a blogosfera é o universo feito por amadores&#8221;. Na minha opinião a blogosfera foi a ponta de lança da democratização da web, e do esbater das barreiras que a tornavam somente acessível a quem possuía um bom domínio tecnológico. No entanto, a blogosfera e as pessoas que a compõem tem que evoluir e, nesse sentido, não tenho dúvidas que o amadorismo de hoje, quando comparado com o de há dois ou três anos, sofreu também mutações, e incorpora actualmente muitos dos &#8220;truques&#8221; dos &#8220;profissionais de ontem&#8221;&#8230; Chama-se evolução, é assim há muitos e muitos anos em todos os tipos de media.</p>
<p>No dia a dia encontro algumas pessoas, aparente puristas, &#8220;dos velhos e bons costumes&#8221; e que olham com desdém para as transformações e para a metamorfose tecnológica que os serviços atravessam, refugiando-se invariavelmente no porto seguro que conhecem e dominam. Infelizmente a Internet não se compadece com projectos que param no tempo e são inflexíveis. Este raciocínio aplica-se ao grau de exigência que os leitores actualmente possuem (cada vez mais), aos formatos que permitem rentabilizar os espaços e aos novos serviços e tecnologias que servem como veículo de comunicação. Enfim, independentemente dos objectivos de cada um &#8211; que serão obviamente diferentes &#8211; a internet é global e coloca-nos em pé de igualdade, quer nos benefícios, quer nas exigências a que somos submetidos.</p>
<p>(<a title="autor" name="autor"></a>AUTOR: Benjamin Júnior acompanha a internet em Portugal há mais de uma década, foi co-fundador do portal SAPO, é co-autor/co-fundador do magazine <a href="http://blog.uncovering.org" target="_blank">obvious</a>)</p>
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