Titula o Expresso e titula muito bem. Esta foi a melhor missão olímpica portuguesa de sempre — não pelos “critérios” dos comentaristas, fazedores de opinião, bloggers e populaça em geral, mas pelos critérios objectivos do Comité Olímpico Internacional, como salienta o artigo do Paulo Luís de Castro.
“Esta foi a primeira vez que a Missão representativa do Comité Olímpico de Portugal (COP) conseguiu juntar um 1º e um 2º lugares, classificações superiores às obtidas em 1984 (uma de ouro e duas de bronze), 1996 (uma de ouro e uma de bronze) e 2004 (duas de prata e uma de bronze), entre outras.“.
É evidente que este é “apenas” o critério do Comité Olímpico Internacional. Logo, não vale a ponta dum chavelho, quando comparado com o critério do povo 2.0. Esse sim, é que conta — e esse diz-nos claramente que o governo português devia ter conseguido uma dúzia de medalhas, ou mais, em função do investimento canalizado para o ciclo olímpico, é o dinheiro de todos nós e “nós” é que mandamos, “nós” é que sabemos dirigir a cena, e o cacau que teria sido melhor empregue no desporto de rua em vez de nos malandros dos atletas, uma cambada de anormais que gostam é de dormir de manhã, lá por serem a elite mundial dos seus nichos julgam-se o quê, a salvo do nosso cuspo colectivo, é? Queriam! Nem mais um cêntimo para as piscinas, viva o futebol de praia! O Sócrates devia era demitir-se, que pouca vergonha, duas medalhas para um país destes, ainda por cima um preto a gamar o ouro e uma gaja a roubar a prata!
Espero que Vicente de Moura saia, não empurrado pela “pressão” dos media, mas por olhar para si próprio, o seu passado e o seu currículo. Basta um centímetro para mudar o mundo. Tivessem Naide e Francis um dia normal em vez de um dia azarado, e a “opinião” pública era toda ela ouro, incenso e mirra e não haveria contentor para tamanho ego. Que volátil. Como eu adoro a web social portuguesa e a sua extraordinária capacidade de análise, fim do desabafo.
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