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	<title>Comentários em: Ainda os trolls em comentários</title>
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	<description>Paulo Querido escreve.</description>
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		<title>Por: Tiago Rodrigues</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/blogosfera/ainda-os-trolls-em-comentarios/comment-page-1/#comment-454</link>
		<dc:creator>Tiago Rodrigues</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 19:06:15 +0000</pubDate>
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		<description>Bem, eu tenho impressão que também não me expliquei muito bem (e agora que releeio o meu comentário acho mesmo que não).

Também não quis com aquilo dizer que se deva abolir por completo o uso do você, do Senhor/Senhora e muito menos das designações profissionais.

O que eu queria dizer era o seguinte: em países como Espanha, é muito mais fácil para as pessoas começarem-se a tratar por tu, ou seja, é muito mais rápida a forma como ganham essa confiança. Se calhar isso poderia levar a abusos de confiança noutras circunstâncias, mas não me parece que eles o façam.

Acho uma parvoíce completa pessoas que se conhecem já há algum tempo (por vezes anos) continuarem-se a tratar continuamente por você quando se calhar até têm confiança para dizer algumas coisas menos próprias. Sim, são hábitos enraízados, compreendo, mas não gosto.

Quanto à designação profissional, se no Brasil há esse uso extremo do Doutor aqui temos o uso extremo do Engenheiro. Vejo mal nisso porque sou estudante universitário e sei o que custa obter essas designações profissionais e não acho que se deva andar por aí a chamar engenheiro ou doutor a qualquer um. É verdade que a experiência (de vida ou profissional) de certas pessoas supera os conhecimentos de alguns engenheiros ou doutores e se calhar até mereciam o grau, mas muitos são os que se aproveitam dessa designação acidental para obter tratamento especial, e tendo uma família que sempre trabalhou em hotelaria sei muito bem o que isso significa.


Quanto ao verdadeiro tópico em discussão, também não sou apologista dos comentários completamente livres, e também modero tudo no meu blog, porque também já tive os meus problemas com esses seres de cabelo espetado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, eu tenho impressão que também não me expliquei muito bem (e agora que releeio o meu comentário acho mesmo que não).</p>
<p>Também não quis com aquilo dizer que se deva abolir por completo o uso do você, do Senhor/Senhora e muito menos das designações profissionais.</p>
<p>O que eu queria dizer era o seguinte: em países como Espanha, é muito mais fácil para as pessoas começarem-se a tratar por tu, ou seja, é muito mais rápida a forma como ganham essa confiança. Se calhar isso poderia levar a abusos de confiança noutras circunstâncias, mas não me parece que eles o façam.</p>
<p>Acho uma parvoíce completa pessoas que se conhecem já há algum tempo (por vezes anos) continuarem-se a tratar continuamente por você quando se calhar até têm confiança para dizer algumas coisas menos próprias. Sim, são hábitos enraízados, compreendo, mas não gosto.</p>
<p>Quanto à designação profissional, se no Brasil há esse uso extremo do Doutor aqui temos o uso extremo do Engenheiro. Vejo mal nisso porque sou estudante universitário e sei o que custa obter essas designações profissionais e não acho que se deva andar por aí a chamar engenheiro ou doutor a qualquer um. É verdade que a experiência (de vida ou profissional) de certas pessoas supera os conhecimentos de alguns engenheiros ou doutores e se calhar até mereciam o grau, mas muitos são os que se aproveitam dessa designação acidental para obter tratamento especial, e tendo uma família que sempre trabalhou em hotelaria sei muito bem o que isso significa.</p>
<p>Quanto ao verdadeiro tópico em discussão, também não sou apologista dos comentários completamente livres, e também modero tudo no meu blog, porque também já tive os meus problemas com esses seres de cabelo espetado.</p>
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		<title>Por: Uma Senhora De Idade Que Passou Por Aqui</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/blogosfera/ainda-os-trolls-em-comentarios/comment-page-1/#comment-453</link>
		<dc:creator>Uma Senhora De Idade Que Passou Por Aqui</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 16:45:02 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Tiago, lá diz o ditado: &quot;Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso&quot; e ainda: &quot;Em Roma, sê romano&quot;.
Em Portugal manda a regra básica da educação que se tratem pessoas com as quais não estamos em pé de igualdade por &quot;Senhor&quot; ou &quot;Senhora&quot;, eventualmente pela designação profissional: &quot;Dr. Fulano&quot;, Engenheiro Sicrano&quot;. Não vejo nisso qualquer mal ou elitismo; a convivência harmoniosa só é possível se houver um mínimo de regras estabelecidas - e respeitadas!
Por oposição a Espanha pensemos no Brasil, onde o tratamento generalizado é o &quot;Doutor&quot;, mesmo que não haja qualquer &quot;canudo&quot; - significa apenas que o emissor vê no receptor alguém socialmente mais importante (não faço juízos de valor sobre este facto, é uma mera regra de comportamento social que, no Brasil, funciona).

Voltando ao caso português, temos ainda o recurso ao &quot;você&quot;, mais universal; concordo com o que o Paulo escreveu: &quot;O direito a tratar o outro por tu conquista-se.&quot; - tem a ver com o grau de familiaridade/intimidade que existe entre duas pessoas. Salvaguardando as devidas distâncias, é um pouco como pedir dinheiro emprestado: apenas se toma tal liberdade com alguém longa e intimamente conhecido - ou com as Cofidis desta vida (passe a publicidade), e aí paga-se o empréstimo quase a peso de ouro.

O tipo de linguagem que empregamos deve variar de acordo com as circunstâncias. Não tem nada a ver com superioridade, falsa ou verdadeira.
A mim (é certo que sou uma idosa de 54 anos) choca-me ver, nas televisões, tratar as pessoas por &quot;A Senhora Antónia&quot; em vez de &quot;A D. Antónia&quot;. &quot;Senhora Antónia&quot; era antigamente usado, aí sim, para marcar a diferença de estatuto: empregava-se para falar com a empregada doméstica, a costureira - gente considerada inferior na escala social.

Já agora, e sobre os &quot;Trolls&quot; - se em minha casa alguém me tratar mal, expulso-o/a de imediato; se alguém escrever frases inconvenientes de qualquer natureza no meu blog, não os publico. Se é verdade que a internet é um &quot;espaço&quot; público, o blog ou página de cada um é um espaço privado, generosamente disponibilizado pelo(a) autor(a). Logo, tem direito ao respeito básico. É possível discordar sem agredir, e criticar sem ofender!
Tenham ambos uma boa tarde.
[Esta frase fez-me lembrar um visitante que tive num blog que entretanto fechou, que comentava sempre os posts; quando não tinha mais nada a dizer, escrevia simplesmente: &quot;Bom dia. (pode parecer frio, mas é a minha forma de dizer que passei aqui para ler um bocadinho)&quot;]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Tiago, lá diz o ditado: &#8220;Cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso&#8221; e ainda: &#8220;Em Roma, sê romano&#8221;.<br />
Em Portugal manda a regra básica da educação que se tratem pessoas com as quais não estamos em pé de igualdade por &#8220;Senhor&#8221; ou &#8220;Senhora&#8221;, eventualmente pela designação profissional: &#8220;Dr. Fulano&#8221;, Engenheiro Sicrano&#8221;. Não vejo nisso qualquer mal ou elitismo; a convivência harmoniosa só é possível se houver um mínimo de regras estabelecidas &#8211; e respeitadas!<br />
Por oposição a Espanha pensemos no Brasil, onde o tratamento generalizado é o &#8220;Doutor&#8221;, mesmo que não haja qualquer &#8220;canudo&#8221; &#8211; significa apenas que o emissor vê no receptor alguém socialmente mais importante (não faço juízos de valor sobre este facto, é uma mera regra de comportamento social que, no Brasil, funciona).</p>
<p>Voltando ao caso português, temos ainda o recurso ao &#8220;você&#8221;, mais universal; concordo com o que o Paulo escreveu: &#8220;O direito a tratar o outro por tu conquista-se.&#8221; &#8211; tem a ver com o grau de familiaridade/intimidade que existe entre duas pessoas. Salvaguardando as devidas distâncias, é um pouco como pedir dinheiro emprestado: apenas se toma tal liberdade com alguém longa e intimamente conhecido &#8211; ou com as Cofidis desta vida (passe a publicidade), e aí paga-se o empréstimo quase a peso de ouro.</p>
<p>O tipo de linguagem que empregamos deve variar de acordo com as circunstâncias. Não tem nada a ver com superioridade, falsa ou verdadeira.<br />
A mim (é certo que sou uma idosa de 54 anos) choca-me ver, nas televisões, tratar as pessoas por &#8220;A Senhora Antónia&#8221; em vez de &#8220;A D. Antónia&#8221;. &#8220;Senhora Antónia&#8221; era antigamente usado, aí sim, para marcar a diferença de estatuto: empregava-se para falar com a empregada doméstica, a costureira &#8211; gente considerada inferior na escala social.</p>
<p>Já agora, e sobre os &#8220;Trolls&#8221; &#8211; se em minha casa alguém me tratar mal, expulso-o/a de imediato; se alguém escrever frases inconvenientes de qualquer natureza no meu blog, não os publico. Se é verdade que a internet é um &#8220;espaço&#8221; público, o blog ou página de cada um é um espaço privado, generosamente disponibilizado pelo(a) autor(a). Logo, tem direito ao respeito básico. É possível discordar sem agredir, e criticar sem ofender!<br />
Tenham ambos uma boa tarde.<br />
[Esta frase fez-me lembrar um visitante que tive num blog que entretanto fechou, que comentava sempre os posts; quando não tinha mais nada a dizer, escrevia simplesmente: "Bom dia. (pode parecer frio, mas é a minha forma de dizer que passei aqui para ler um bocadinho)"]</p>
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		<title>Por: Paulo Querido</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/blogosfera/ainda-os-trolls-em-comentarios/comment-page-1/#comment-452</link>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 12:13:05 +0000</pubDate>
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		<description>Não, Tiago. Repudio o respeitinho, com ou sem aspas. O respeito e a educação fazem parte da nossa vida. O direito a tratar o outro por tu conquista-se.
No entanto, o tratamento por tu não é a questão essencial deste artigo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não, Tiago. Repudio o respeitinho, com ou sem aspas. O respeito e a educação fazem parte da nossa vida. O direito a tratar o outro por tu conquista-se.<br />
No entanto, o tratamento por tu não é a questão essencial deste artigo.</p>
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		<title>Por: Tiago Rodrigues</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/blogosfera/ainda-os-trolls-em-comentarios/comment-page-1/#comment-451</link>
		<dc:creator>Tiago Rodrigues</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 09:54:34 +0000</pubDate>
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		<description>Isto já foi dito por aí diversas vezes, mas essa questão do tratamento por tu é uma das coisas que me chateia muito na língua portuguesa, principalmente por ser originário de uma terra ao lado de Espanha onde todos se tratam por tu.

E na internet então, onde todos os dias se dão situações de &quot;Ah afinal eras tu ? Não te reconhecia a usares o primeiro e último nome&quot; por causa de alcunhas, diminuitivos, o facto de as pessoas por vezes só se conhecerem mesmo pelo primeiro nome, isso ainda se torna mais ridículo.

O português tá muito habituado ao &quot;respeitinho&quot; do você mas na minha opinião isso só me parece uma forma de as pessoas manterem uma falsa superioridade (que muitas vezes é só mesmo ego e nada mais).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Isto já foi dito por aí diversas vezes, mas essa questão do tratamento por tu é uma das coisas que me chateia muito na língua portuguesa, principalmente por ser originário de uma terra ao lado de Espanha onde todos se tratam por tu.</p>
<p>E na internet então, onde todos os dias se dão situações de &#8220;Ah afinal eras tu ? Não te reconhecia a usares o primeiro e último nome&#8221; por causa de alcunhas, diminuitivos, o facto de as pessoas por vezes só se conhecerem mesmo pelo primeiro nome, isso ainda se torna mais ridículo.</p>
<p>O português tá muito habituado ao &#8220;respeitinho&#8221; do você mas na minha opinião isso só me parece uma forma de as pessoas manterem uma falsa superioridade (que muitas vezes é só mesmo ego e nada mais).</p>
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