Blogosfera portuguesa faz cinco anos
O quinto aniversário do blogue Os Marretas marca a temporada: nos próximos meses, até ao Verão, vamos assistir aos cumprimentos e felicitações entre o núcleo fundador da blogosfera portuguesa as we know it.
Os Marretas foram um dos primeiros títulos desta vaga. Antes deles já existiam blogs portugueses, mas de alguma forma podemos situar no mês de Fevereiro de 2003 o início do movimento de auto-edição que hoje conhecemos como “a blogosfera”.
No próximo mês mais um grande número dos históricos fará cinco anos, entre eles alguns dos históricos já finados, como o País relativo.
O antepassado de Certamente! neste mesmo endereço começou também em Março de 2003.
Entre Abril e Agosto a aceleração do movimento de criação de blogues foi tal que depois das férias já era impossível contá-los à mão, como até aí o Pedro Fonseca fizera (o Contra-factos é um dos anteriores a 2003, sendo o primeiro post das vésperas do Natal).
Recordo que em Junho 10 lancei o weblog.com.pt — a primeira e durante muito tempo única plataforma portuguesa de alojamento de blogues, que esteve para ser comprada pelo Sapo aquando do lançamento dos blogues deste ISP, mas demoras na elaboração do contrato (quatro meses!) deixaram que as condições mudassem (quatro meses!!!) e a aquisição gorou-se por uma diferença de verbas hoje vergonhosa (e que por isso omito…). O Sapo teria poupado quatro anos de suor para nada e assim como assim o weblog.com.pt já não risca (se a aquisição se tivesse concluído, a marca weblog.com.pt era gradualmente substituída pelo Sapo).
Enfim, revelações em primeira mão que, dada a distância histórica, já se podem fazer pois não interessam senão aos estudiosos do fenómeno e não beliscam as actuais posições de ninguém.
(Curiosamente, o weblog nasceu no mesmo dia, o dia 10, em que acabou um dos blogues fundadores, a Coluna Infame, começada em Outubro de 2002, uma vida curta que prenunciava já uma das características mais omitidas da blogosfera, que é efemeridade da maioria dos blogues.)
Parabéns aos Marretas — e por extensão cumprimento já todos os históricos que resistiram. Cinco anos é verdadeiramente uma eternidade em tempo-internet.
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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Cinco anos de blogues em Portugal: evocao histrica e revelaes…
Com o quinto aniversrio do blogue Os Marretas inicia-se a fase de cumprimentos entre os blogues que fundaram a blogosfera portuguesa. At ao Vero, tero comemorado cinco anos um grande nmero dos ttulos histricos — incluindo o weblog.com.pt, que esteve p…
E o Impressões já está com quase seis aninhos – http://mvitorino.blogspot.com/2002_04_01_mvitorino_archive.html
Parece que foi ontem…
agora senti-me velha caquética… :p
faço 5 anos só em outubro´mas acho que pertenço a essa primeira vaga. e estou na fase de questionar a coisa. sobretudo a plataforma que já não risca….
Presumo que “primeira fase” signifique “primeira fase em que eu participei”. “Núcleo fundador” presumo que signifique “núcleo fundador” onde eu estou
Há inúmeros blogues muito anteriores (vários anos) a esses blogues mencionados… marciana, macacos, dee-dee, cafeina.. muitos.
Já se estava mesmo a ver que o post ia gerar alguma “polémica”..
Mas, a@a, você ainda me lê? Julgava-o bem longe daqui. Qem sou eu para evitar tanta presunção?
Cara pal, cinco anos são cinco anos.
O meu fórum fez 5 anos a 14 de Fevereiro.
Nessa altura os fóruns ainda estavam na moda. Não me lembrei de criar um blog.
Rui
Paulo,
Se há um momento de ‘explosão’inicial então terá mesmo que ter sido nesse ano de 2003, mas eu estaria tentado a situá-lo mais adiante, talvez a partir de Maio (O PF contava 174 em Janeiro, 400 em Maio, 600 em Junho e 900 em Julho).
Acho que, ainda nesse ano, foi significativo o impulso (em termos de visibilidade do fenómeno) dado por um artigo de Pacheco Pereira no Público e também – porque não dizê-lo – do Primeiro Encontro Nacional (Universidade do Minho, Setembro de 2003).
Também em termos internacionais 2003 foi considerado o ano do blog – em Janeiro o Blogger atingia o seu primeiro milhão, a Perseus estimava-os em mais de 4 milhões no Verão e, significativamente, a The Economist escrevia em Agosto um artigo onde já se dizia “Blogging going commercial”. É tb nesse ano que se dão as adesões dos grandes e surgem as primeiras ferramentas de indexação, como o Technorati.
Termino dizendo que o primeiro blog que conheci – o PontoMedia – é de Janeiro de 2001 e que o primeiro em que participei – o Jornalismo e Comunicação – é de Abril de 2002.
PS: Parabéns, em antecipação – cinco anos é mesmo muito tempo nestas vidas…
abraço,
Certamente que sim, que existem blogues mais antigos do que os Marretas. Mas algum atingiu os 7777 posts de parvoíces, disparates e cretinices?? Certamente que não. Por isso o nosso aniversário “marca a temporada” e não se fala mais no assunto.
Só ficámos tristes por saber que a Paulo não ficou rico por um … sapo.
Caros Marretas, grato pela vossa atenção, mas atenção, eu fiquei mais rico do que indo para o Sapo!
E os vossos 7777 posts merecem 777.777.777 de aplausos.
Mais rico? Então nesse caso só queremos relembrar a nossa amizade.
Paulo,
Estamos (http://www.wordpress-pt.com) a deixar-nos seduzir pela ideia de organisar um WordCamp em Portugal. Tentava-te elaborar sobre este teu artigo como orador?
Ass.: You know who
José, claro.
Se bem me lembro foi publicada uma lista o ano passado com os blogues mais antigos de Portugal… Ora o meu constava dessa lista como o 9º mais antigo de Portugal e nasceu em 2001 (já conta com 7 aninhos)… O Macacos.com nasceu em 1999… E estamos a falar de sites que nunca pararam… Parece-me, sem qualquer desprimor para os sites no artigo referidos, que será um pouco exagerado dizer que a blogosfera Portuguesa tem agora 5 anos não???
Paulo, juro que não é de propósito mas a coincidência é terrível. Cada vez que aqui passo há sempre uma dessas afirmações radicais que me obrigam a comentar… E discordar.
Os blogues talvez tenham nascido para o Paulo Querido em 2003. Os blogues Portugueses pelo menos, mas para o resto do mundo nem por isso e a haver uma blogosfera Portuguesa ela não será certamente medida pelas medidas Paulo Querido. Ao fim e ao cabo, ele até chegou tarde a este mundo…
Pedro: eu penso que fui claro no que escrevi. Falei na blogosfera portuguesa como a conhecemos, tive o cuidado de repetir (você sabe quantas vezes eu já escrevi sobre isto, calculo) que já existiam blogues antes. Não referi o browserd — é isso que o incomoda, certamente. As minhas desculpas por não me lembrar se o li em 2001.
O punhado de blogues e páginas que já existiam em Portugal antes de 2003 não se podem classificar de blogosfera — isto, claro, na minha MUITO MODESTA opinião, que apesar de modesta mantenho contra a sua opinião.
Uma andorinha não faz a primavera — compreende o ditado popular?
Como não apresentou argumentos sobre o que é ou deixa de ser “a blogosfera”, abstenho-me de o fazer. E jogo no seu terreno, vou por onde o Pedro manifestamente quer ir. E vou para lhe dizer que há andorinhas da idade dos macacos e do browserd, ou da marciana. E algumas até mais antigas.
Se quer mesmo medir antiguidade, sugiro-lhe que comece por:
aqui
E leia aqui
Passe os olhos também por aqui — mas cuidado, pode ter outra das suas coincidências
A web talvez tenha nascido para o Pedro em 2001, mas já existia antes, inclusivé em Portugal, e não será sem um sorriso de condescendencia nos lábios que aceitarei de si este tipo de discordâncias.
Como geek talentoso e cheio de recursos que é, pode fazer whois a alguns domínios, certo?
faça então whois a ctotal.pt, querido.org e pauloquerido.com.
Para a próxima coincidência, faça-me um favor: apresente argumentos capazes em vez de vir esgrimir o seu ego contra o meu. Não me impressiono por domínios com mais de 2 letras.
Ó Paulo, esqueça lá isso… Não vale a pena ok?
Não, não me incomoda não ter referido o browserd… Se me incomodasse esse tipo de coisas eu teria aquilo a que chamam de blogroll com mil e um abruptos e como sabe, não tenho.
Também sabe que a web não nasceu para mim em 2001. Em 1993 ou 1994 já o deputado José Magalhães referia numa revista nacional os e-mails que eu lhe enviava sobre o uso que se fazia da web cá por terras lusas. As primeiras páginas que coloquei online versavam sobre o saudoso OS/2 vai para mais de 13 ou 14 anos. E sim, eram blogs tal como hoje são entendidos. Mas isso a si não lhe interessa para nada pois não? Aliás, cada vez mais me convenço (e sabe bem que não sou o único pelos comentários que por aqui vejo) que para si nada lhe interessa desde o momento em que não esteja directamente envolvido e de preferência como ponto referencial.
Tal como escrevi acima, não vale a pena. Não entenda este meu desabafo como uma desistência. Veja-o como uma constatação de um facto. O Paulo é teimoso e eu também. A sua teimosia é para além da sua “defesa”, focada para o seu “ataque”. A minha não. Não teimo em opiniões ou birras mas só em factos, concretos. Acho que é uma das coisas que distingue o teimoso do fundamentalista radical… Não vale a pena…
Pode ser que um dia o convide para beber um copo (só um) e tenha a oportunidade de lhe dizer cara a cara “Pôrra que és chato. Dá-me uma certa pica confesso…” mas nunca enquanto a sua “defesa” insistir na tecla de que todos quantos o contrariam só procuram evidenciar-se… Paulo, quem procura evidenciar-se não vem ao seu site. Vai a outros…
Pedro, quem sabe se vale a pena, no seu caso, é você. Eu sei de mim.
“Não teimo em opiniões ou birras mas só em factos, concretos.”
Foi o que fez no comentário anterior, nao foi? Factos concretos? Eu repito então os seus factos concretos:
“Se bem me lembro foi publicada uma lista o ano passado com os blogues mais antigos de Portugal… Ora o meu constava dessa lista como o 9º mais antigo de Portugal e nasceu em 2001 (já conta com 7 aninhos)… O Macacos.com nasceu em 1999… E estamos a falar de sites que nunca pararam… Parece-me, sem qualquer desprimor para os sites no artigo referidos, que será um pouco exagerado dizer que a blogosfera Portuguesa tem agora 5 anos não???”
Portanto, é um facto concreto que a blogosfera nasceu antes de 2003. Quando — não sabemos. Não se preocupou minimamente em estabelecer uma relação entre o nascimento desses blogues, de forma a evidenciar o que se tornou evidente apenas em 2003: a existência de um movimento perceptível, de uma tendência, de um grupo. Um conjunto, sabe?
Não. Os seus factos concretos destinam-se apenas e só a contrariar-me, porque esse é o seu único objectivo com os comentários. É um legítimo e nobre objectivo — mas desautoriza-o enquanto fonte de informação.
“Paulo, juro que não é de propósito mas a coincidência é terrível. Cada vez que aqui passo há sempre uma dessas afirmações radicais que me obrigam a comentar… E discordar.”
Afirmações radicais? “Antes deles já existiam blogs portugueses, mas de alguma forma podemos situar no mês de Fevereiro de 2003 o início do movimento de auto-edição que hoje conhecemos como “a blogosfera””
Se isto é radical — Pedro, recomendo um sanatório na montanha e muita, muitaaaaaa caaaaaalmaaaaa.
“Os blogues talvez tenham nascido para o Paulo Querido em 2003. Os blogues Portugueses pelo menos, mas para o resto do mundo nem por isso e a haver uma blogosfera Portuguesa ela não será certamente medida pelas medidas Paulo Querido. Ao fim e ao cabo, ele até chegou tarde a este mundo…”
Factos concretos desta frase:
“os blogues talvez tenham nascido para o Paulo Querido em 2003″ — já desmontei, como se fosse preciso, mas para si era.
“a haver uma blogosfera Portuguesa ela não será certamente medida pelas medidas Paulo Querido.”
Está bem. Digamos que eu não tenho a mesma ideia que o Pedro sobre o que são “factos concretos”.
E continua a medir a pilinha da antiguidade… tsc tsc. Eu abstenho-me de lhe dar mais tareia — sobretudo porque tenho de ir almoçar.
Uiii. O que doeu foi mesmo a parte da tareia… Termino com uma singela referência à pilinha… Falamos de algo que lhe é familiar? É efectivamente algo que sempre me intrigou esse uso de termos, digamos, carinhosos…
Desculpe mas não resisti…
Abro tréguas (mesmo que as tenha como unilaterais). Pelos seus termos e entendimentos diria que eu vou lamber as feridas dos maus tratos que me infligiu. Pelo meu bom senso vou pura e simplesmente passear por ai que por aqui hoje, não há nada de novo.
Os seus argumentos sao realmente impressionantes, pedro. Aproveite as suas treguas para uma reciclagem no secundario: far-lhe-a bem.
Não avance para o pessoal Paulo. A sim não só não lhe faz bem como não lhe fica bem…
Mais uma vez, para infantilidades (ainda que mascaradas por pintalgadas de assuntos sérios) vou a outros sítios… Sites de putos e pitas sabe, mas com mais experiência da coisa, mais saber estar. O Paulo cada vez mais prova que não sabe…
Pedro, começo a perder a paciência para si e para os seus ares de superioridade, que não passam de uma manifestação da sua teimosia. Quer apresentar argumentos para fundamentar a sua tese — a de que a blogosfera começou antes de 2003 — ou quer continuar a pavonear o seu ego e a tentar tornar isto um ataque pessoal? Decida-se. Já lhe dei todas as oportunidades. Mostre-nos que, além de saber baixar o nível e acusar-me de o fazer, tem uma ideia, essa ideia é válida, e você sabe defendê-la. Mostre aos leitores que tem algo mais para partilhar do que perseguir a glória de um dia me poder vir a dizer cara a cara que eu sou um chato. Ou continue a ver em tudo uma relação de “defesa” e “ataque” e escrever “factos, concretos” como “sites de putos e pitas sabe, mas com mais experiência da coisa, mais saber estar. O Paulo cada vez mais prova que não sabe“.
Para este peditório da bazófia, terminei. Se ler de si algum argumento sobre o tema em causa, continuarei o debate. O tema em causa, recordo, é: a blogosfera portuguesa começa o ciclo de comemorações dos seus cinco anos, defendo eu e explico porquê, e você afirmou que é mentira e a sua explicação é a de que eu cada vez mais provo que não sei, ponto final. É pouco — queremos uma defesa mais consistente da sua afirmação.
Não percebo onde é que Pedro Rebelo quer chegar com a insinuação de que o Paulo Querido só fala na blogosfera a partir de 2003 porque faz parte dela. Se assim fosse, então o Paulo Querido situaria o arranque da blogosfera muito antes, talvez na mesma altura em que o Browserd, os Macacos e a Marciana apareceram, pois ele já nesse tempo mantinha um diário em páginas web. Não faz sentido nenhum.
Que a vossa blogosfera tenha começado em 2003, isso não ponho em causa. Só falta é dizer que começaram quase com 2 anos de atraso em relação ao mundo civilizado.
A minha blogosfera, que por acaso também é portuguesa, começou em 2001.
De qualquer forma, muitos parabéns por term sido pioneiros e nos ensinado o caminho.
Desculpe o incómodo. Deixarei a minha opinião sobre o assunto onde possa “pavonear o meu ego” sem ter que lhe dar justificações. Note por favor, o pedido de desculpas acima. Não o chamei de mentiroso ao contrário do que diz. Referi que talvez fosse um pouco exagerado dizer que a blogosfera Portuguesa tem agora 5 anos. Já deu para ver que na sua casa, é o Paulo que faz as regras e que a primeira deve ser algo como: Não há regra que não a do Paulo (prova de espirito). É legitimo. Não deixa de ser a sua casa.
Assim me retiro com mais um não vale a pena na clara certeza de que quem de bem o entenderá correctamente.
As melhores felicidades para as comemorações…
Orlando, eu procurei situar o conjunto. Numa definição basilar, a blogosfera é um conjunto de blogues com consciência da existência do grupo e o reconhecimento de fora dessa mesma existência.
Sem um grupo e a consciência interna e externa dele, existem blogues mas não se deve falar em blogosfera.
Este é o meu ponto.
Antes de 2003 existiam blogues, é claro. Há por aí diversas listas, eu próprio há dias parabenizei o António Granado, que começou em 2001.
Não há nada de especial, tão pouco, nesta ideia dos cinco anos. Lá fora ninguém fala de uma blogosphere antes de 2001 — o que não impede que se procurem e noticiem os registos anteriores. Chegar à conclusão que a primeira página que Berners-Lee publicou no CERN é o primeiro blogue é tão correcto quanto inútil para definir a blogosfera e situá-la como fenómeno.
Bino, chegou atrasado à medição de pilinhas. Junte-se a Pedro Rebelo e brinquem os dois.
Pedro, está desculpado. Não tem explicações a dar-me a mim. Quanto ao resto da audiência, cada um tirará as suas conclusões. Eu não sou juiz: sou blogger.
ora bem, (tb para tentar quebrar algum gelo) não me parece haver dúvidas de que o ano de 2003 (todo ele?) foi o ano do BOOM de blogues…
entretanto muitas outras “tendências” surgiram – entrar e sair do blogspot ou outros; maior ou menor “profissionalização” (não sei bem do que estou a falar); os blogues que passaram a estar privados; e
(agora é que gostava que me explicassem uma coisa)
a transferência de blogues populares/reconhecidos/veteranos/famosos para certas plataformas (é assim que se diz?).
é impressão minha ou o Sapo anda a “investir” em aquisições-chave? e o que significa isso? ou, se calhar, o que ainda vai significar isso?
não é imaginar nenhuma teoria xpto, é tentar perceber que nova tendência anda aí a surgir?…
Pal, o Sapo anda a acautelar o seu rico futuro, e faz muito bem.
Paulo, obrigado pela sugestão de brincadeira.
Não pretendo arrastar uma discussão da qual nenhum de nós irá alterar a sua própria opinião. Mas deixe-me só acrescentar a seguinte analogia: segundo o seu critério, o início de Portugal teria de ser considerado apenas após a conquista de Lisboa ou mesmo do Algarve. Mais, o início de Portugal seria somente após a existência duma consciência nacional. Sabemos que nenhum historiador sério defende isto. E também não me lembro que alguém tenha conferido à comunicação social, ou qualquer outro meio estranho, a “autoridade papal” para ser ela a reconhecer, ou não, a existênia da blogosfera.
Mas dou-lhe razão no seguinte: existem de facto uns quantos blogues que efectivamente se entretêm a comentar os posts uns dos outros reciprocamente, com uma perfeita consciência de grupo e se consideram os únicos representantes da blogosfera lusa. Esses blogueiros de facto têm amigos na comunicação social, que igualmente lhes dão destaque. Mas então, teremos de nos lembrar e mencionar aquele que suscitou maior atenção externa e arrastou o maior número desses blogueiros “sérios” para cá – o JPP do Abrupto. Para terminar volto a tocar num assunto que não conseguiu rebater: anunciar um eventual nascimento da blogosfera em 2003 é reconhecer o atraso de Portugal em relação a outros países, inclusivamente ao Brasil, que começou à vontadinha em 2001. E nisso, não vejo motivo de orgulho.
Grande abraço, Paulo. Aprecio a sua escrita, mesmo quando discordo totalmente.
Bino, segundo a sua forma de analisar o assunto, a blogosfera portuguesa terá então começado cerca de 1994, com as primeiras páginas escritas por cidadãos comuns.
Ou talvez um pouco antes — o que é um escrito num newsgroup senão um post?
Hum… espere: eu e mais umas centenas de maduros portugueses já tínhamos umas espécies de páginas na CompuServe em 1988/89. Eram hiperligadads por um sistema de menus daquele ISP americano. Isso conta?
A comunicação social tem sido, nas últimas décadas, e ainda é, o principal agente a reportar os comportamentos e as tendências da sociedade. Não se trata de autoridade (essa, eu em particular reconheço-a toda a si e ao Pedro Rebelo.)
Mas você está equivocado, como tantas pessoas, sobre esse aspecto. Se fosse por os jornais mencionarem blogues que existia a blogosfera, então também teríamos de situar o seu nascimento bastante antes. Falando do que conheço melhor, do jornal onde tenho trabalhado nas últimas duas décadas, escrevi o termo “blog” tanto quanto me recordo em 2001. (Ah, espere, já me esquecia da sua metodologia: em 1989 (ou 90, já não sei precisar) saiu num jornal uma entrevista a um marinheiro português que foi feita por correio electrónico entre Portugal e algures no Oceano Pacífico, havendo nela menção à tecnologia usada para a recolha; no mesmo ano os resultados da NBA eram dados em dois meios portugueses graças à Internet).
Só posso mesmo continuar a discordar das autoridades neta matéria. O desenvolvimento da blogosfera brasileira é similar à portuguesa — aliás, nesses primeiros tempos havia percentualmente mais ligações entre páginas dos dois países que hoje, atrevo-me eu a especular se as autoridades não se importarem.
Já o atraso relativamente aos EUA tem muito que se lhe diga. Sim, Portugal chegou colectivamente mais tarde — ou seja, a nossa blogosfera, o nosso grupo de arranque com consciência do meio, é posterior, embora ao nível do pioneirismo tenhamos exemplos a par (e lembrei-me agora do na-cama.com, que terá sido o primeiro alojador de projectos diarísticos, data de 1999 e tinha uma dúzia do que hoje chamamos de blogues).
O problema é que esse atraso tem-se vindo a acentuar. E esse é um dos piores aspectos da nossa blogosfera, que é envelhecida, conservadora e mal apetrechada.
Paulo, gostei da sua resposta. Praticamente em cada linha provou que afinal, a blogosfera não nasceu em 2003, mas antes. Também, pudera, provar que ela tinha nascido em 2003 é que era impossivel. Um abraço
Bino, eis o que se chama tresler. Sugiro-lhe entao que volte a ler o meu comentário, desta vez com o filtro anti-ironia desligado.
[...] O Paulo Querido anuncia que se comemoram por agora os 5 anos da blogosfera portuguesa. Tem as suas razões e os seus motivos e pouco me interessa discuti-los. [...]
1- Paulo, os factos são os factos. No que divergimos é na interpretação destes. Para mim, a blogosfera portuguesa começou em 1999; para si, começou quando ter um blog se tornou moda. É uma forma de ver as coisas que respeito, mas não na qual não alinho. Por coerência, imagino que para si, o rock português começou em 1980, com o “Chico Fininho” (décadas anteriores: Tantra, Beatnicks, Perspectiva; Ekos, Sheiks, Zeca do Rock, etc, etc, não contam). Pela mesma bitola, calculo que para si, o Algarve só existe desde que começou a ser moda ir para lá de férias. Igualmente, a internet em Portugal só começou quando se tornou vulgar nos lares portugueses, com o cabo e ADSL. Os tais pioneiros dos anos 80, entre os quais o Paulo se inclui, serão descartáveis pelo mesmo prisma. Finalmente, começo a recear que para o Paulo, os preliminares na relação sexual sejam de se esquecer pois também não contam.
2- Aquilo que o Paulo chama núcleo fundador da blogosfera, a mim mais parece um grupo de pessoas que já se conheciam antes, fora da rede(na Universidade, no trabalho, nos copos, na luta política, etc.).
Pachecos, Viegas, Queridos, Fedorentos e etc., já escreviam antes de haver blogosfera e continuarão a escrever (Deus lhes dê saúde) se um dia esta acabar. Mas a essência da blogosfera não se traduz em ser do mesmo, para os mesmos, pelos mesmos, a blogosfera é sim, novidade. A piada dos blogs é dar a oportunidade a que gajos como eu se possam exprimir publicamente, quando antes só tinham escrito nos tampos das mesas da sala de aula ou nas paredes dos mictórios.
É por isso que a minha blogosfera não é, nem nunca poderá ser a mesma que a do tal grupo pseudo-fundador. Eu sou da blogsofera que deliberadamente não está listada no Blogo.no.sapo.pt, daquela que incomoda quando aparece nos tops do blogómetro, daquela que não se linka por não ser betinha, daquela que os jornais não falam, daquela que mais valia não existir.
Mas nem por isso deixo de ser duma blogosfera com consciência de existir muito antes de 2003 (e sem precisar de reconhecimento).
A blogosfera começou em 1999 e portanto, longe de mim reivindicar a paternidade de algo que já foi considerada 90% lixo, mas já que alegou falta de consciência de grupo aqui fica um pequeno exemplo dum indivíduo português que em 2001, tal como outros decidiu alojar-se no Blogger (que então era da Pyra) em vez de fazer uma página no sapo ou no terravista. E diz o tal gajo no post de abertura:“Um pequeno clique no enter para mim e uma grande desgraça para o mundo dos blogs. Acabei de entrar cambada. Nostradamus previu. E agora ? O gajo não diz blogosfera, fala em “mundo dos blogs”, pudera, não tem hipótese se saber que a Blogosfera só será inventada dali a 2 anos. Dirige-se à “cambada”, concerteza refere-se a outros que igualmente escrevem blogs e não aos leitores. Mas é só impressão minha.
A seguir, noutro post, certamente delira ao referir-se a um outro blog um tal “Gata das pantufas”,pode ler aqui
Caro Bino,
é muita coisa, vamos lá destrinçar.
Facto: já existiam blogues antes de 2003. Consoante os egos e as noções do que faz um blogue, existem blogues desde 2001, 1999 ou mesmo antes da década de 90, para os mais puros.
Facto: algumas pessoas já tinham uma consciência de grupo — os blogues dos webdesigners, num exemplo que li algures.
Facto: em 2003 há um surto, um boom de publicação na web usando o Blogspot e desponta a noção de blogosfera: uma esfera mais ou menos heterogénea de publicações de autores.
Há mais factos para corroborar esta tese, chamemmos-lhe assim, mas penso ser consensual poder-se falar do “nascimento” da blogosfera em 2003. Há até estudiosos que o atiram lá mais para a frente no ano, e não — como eu fiz — em Fevereiro.
Não vi apontado até agora nenhum facto, ou grupo de factos, susceptível de fazer alterar esta leitura.
Usando as suas analogias:
a) sim, independentemente dos grupos anteriores, só se fala em rock português a partir de Rui Veloso. Antes disso já havia rock em Portugal mas não se falava em rock português.
b) sem preliminares o gozo será menor, ou nulo (consoante os autores), mas só um mal intencionado (ou um ignorante) confundirá as carícias com o acto sexual.
(O Algarve já existia para mim, que sou algarvio, mas o mundo só reparou que o Algarve existia depois da construção do aeroporto e do início do turismo estrangeiro na década de 60. A analogias com a geografia e a política são menos conseguidas.)
2. “A si parece-lhe”, e como lhe parece acha que a sua teoria é melhor que a minha.
Ok.
Bem, a mim não me parece. Não andei a aprofundar o assunto, mas sei um pouco mais que o Bino e sei o suficiente para lhe dizer que não é verdade: o núcleo fundador da blogosfera nem era um grupo de pessoas anterior, nem se conhecia antes, fora da rede, whatever. Na esmagadora maioria dos casos conheceram-se graças ao blogues — ao ponto de ainda restarem blogues colectivos cujos autores, geograficamente distribuídos, não se conhecem fisicamente.
Naturalmente, as pessoas politicamente proeminentes desse grupo, como Vital Moreira, e algumas figuras mediáticas, como Pacheco Pereira e Francisco José Viegas, já eram importantes ou notáveis ANTES de escreverem em blogues. Não sendo de todo negligenciáveis os respectivos contributos para acelerar, se quiser, o nascimento da blogosfera, essas pessoas são numericamente poucas. Muito poucas.
O que há mais, quantitativamente mais, nesse grupo fundador, são desconhecidos de todos os quadrantes. Citou os Gatos Fedorentos — esquecendo-se completamente que o blogue deles, que é deste tempo, era escrito ANTES dos Gatos serem famosos. Foi, aliás, em grande parte graças à sua produção na blogosfera, e não me refiro apenas ao blogue homónimo, que RAP & Cia cimentaram as relações que os guiaram na escada do sucesso.
Os jornais falam daquilo que consideram ser notícia. E — desculpar-me-á o atrevimento — a grande maioria dos blogues não é notícia nem tem forma de o ser. Nem é sua pretensão ou vocação ser (embora muitos dos seus autores se pelassem e se rebolem de inveja dos outros, dos que são).
Há nos jornais uma ênfase nos aspectos da política. Esta domina quase por completo o espaço da comunicação social. Penso que a explicação para os blogues que aparecem nos jornais serem sempre os mesmos de um grupo muito pequeno (e que, embora alguns o integrem, não corresponde ao núcleo fundador de 2003 nem o representa — sendo este outro erro frequente quando se conversa sobre este assunto) radica simplesmente nisto: são esses os blogues que falam daquilo que interessa aos jornais, a política e as pessoas em torno dela.
Esse desiquilíbrio da comunicação social, que a faz sub-noticiar muitos outros aspectos relevantes da sociedade, não é novo, não é de agora, não é dos blogues nem sequer do digital ou da Internet.
Os jornais são um instrumento de mérito, mas não são o único instrumento de mérito e a deformação de perspectiva reduz as hipóteses de qualquer blogue que não se ocupe do comentário político, inteligente ou não. Há outras formas de medir o sucesso de um blogue. As audiências em quantidade são uma delas. O prestígio, outra, ainda que um pouco mais difícil de medir. Outra, ainda, as audiências em termos de qualidade (os que participam, com interesse, elevando o “produto” blogueiro). Estas três surgem muitas vezes opostas à forma mediática de medir o sucesso — e é aqui que reside muita da mútua incompreensão entre os dois mundos, blogosfera e jornais.
(Nota pessoal: muita da “porrada” que levo, levo apenas e só por estar nesse local errado, a zona de conflito. Não é toda porque alguns me acham arrogante.)
Desde 2003 (tem piada: desde 2003, não antes) que ouço os queixumes dos bloggers: que os jornais não os tratam bem, que os jornais só falam dos conhecidos, que são sempre os mesmos. É tudo verdade.
Falou o Bino no binoculista, e ainda bem. Há sempre figuras históricas que nos passam ao lado. Mas a consciência do “mundo dos blogues” que ele tinha na altura, e outros comentaristas relataram situações semelhantes, é uma consciência individual, não é colectiva.
O meu texto falava do surto de quintos aniversários que ora se iniciou e, até melhor opinião, situa o início da blogosfera portuguesa como a desfrutamos (e não os seus preliminares) há cinco anos atrás.
Eu já tinha consciência de que havia Internet e que ela ia mudar o mundo no início dos anos 90. Isso autoriza-me a dizer que a Internet em Portugal começou quando eu comecei a usá-la? Não. Passaram-se dois anos até surgir o primeiro ISP português. E mesmo aí há ainda uma etapa de pioneirismo comercial, em 1994 a net estava longe de ser aceite como fenómeno.
Espero ter sido claro. E o meu obrigado pela sua rectidão combativa. Infelizmente, nem todos os comentaristas sabem comentar — e alguns tiveram o mesmo tempo que você e eu para aprender.
Gostei deste momento. Fica cada um na sua. Um abraço aqui do binoculista
[...] ano mais significativo. É consensual, pelo menos entre as pessoas que queiram reservar ao assunto mais do que o derramar do ego, ser esse o ano de arranque dos blogues em Portugal. Respigo do Leonel — que, como o Luís, [...]
[...] a blogogeekoesfera fez 19 meses Mar.04, 2008 in Trolls A blogoesfera faz 5 anos? Quais 5 anos, quais picanços, quais ódios, mais ódios e [...]
Caro Paulo, não vou entrar nessa guerra, até porque não tenho nem tempo, nem feitio nem paciência para troca de insultos e, muito menos, para medir o anos dos ditos! Mas… num estudo que fiz há uns anos, encontrei um blogue português datado de 2001: marciana!
Caro H V&P, em 2003 fiz uma reportagem sobre blogues para o Expresso onde falava de um dos primeiros blogues portugueses: Não guardo uma cópia da página, mas tenho por acaso a imagem que fiz do blogue na altura. Vou publicá-la por aqui um dia destes.
Eis um excerto dessa notícia, que poderá encontrar na Hemeroteca, consulte o jornal Expresso, revista Única, do final do Verão, princípio de Outono (as minhas muito humildes desculpas por não me recordar da data precisa):
“Às 2:21 da madrugada do dia 21 de Março de 2001 – há longos dois anos e meio – uma jovem então com 19 anos dava início a uma nova etapa na sua vida de internauta (começou a fazer páginas web aos 16 anos) com o seguinte texto: «Esta é a primeira (de muitas) entradas nesta espécie de jornal/diário pessoal, mas não tão pessoal como isso. Eu sou a Marciana, benvindos ao meu mundo!». Arquivado em http://www.marciana.org/one/back/00000004.shtml, é o primeiro “post” da hoje famosa Marciana, uma das figuras históricas da blogosfera portuguesa, não apenas por ser nova, não apenas por ser mulher, mas por ser uma das primeiras pessoas em Portugal a ter um “weblog”, ou “blog”.”
Em 2003 fui co-autor do primeiro livro publicado em Portugal escrito por portugueses sobre blogues, intulado Blogs e disponível no Centro Atlântico, onde mencionava esse blogue, que — indiferente aos egos em ebulição cada vez que eu falo da blogosfera — continua a publicar.
Em ambos — livro e notícia — mencionei outro blogue de 2001 a quem dei recentemente os parabéns pelo 7º ano de vida: o Ciberjornalismo, do António Granado.
Eu não pretendi aqui fazer um levantamento do primeiro blogue. Assinalei a data do quinto aniversário de um blogue emblemático para relembrar que este ano vamos assistir a centenas de posts a celebrar o quinto ano uns dos outros. 2003 foi o ano de arranque da blogosfera portuguesa — e se isso provoca algum sentimento malquisto ao leitor passante, esqueça por favor o facto de eu o ter assinalado e vá ler a mesma coisa para outro autor. Ou não.
Paulo Querido, então, até é provável que o tenha usado como fonte na referência ao blogue!!
Não quis juntar lenha: apenas, como não o vi referido, pareceu-me justa a referência! Sou daqueles que assumem que a blogosfera portuguesa começou em 2003, especialmente pelo Pipi, Mto Mentiroso e Abrupto!
«Não sendo uma pessoa particularmente informada sobre este assunto (lá chegarei), recordo-me de ler um artigo sobre blogs e de comentar o assunto com o meu irmão, passado algum tempo nasceu o “Barnabé” (2000?). A mim, nasceu-me uma filha . . .
Penso, inclusivamente, que quando reconheço o seu nome (que já ouvi em diversos contextos), é porque é mencionado nesse artigo ou talvez porque seja o autor do mesmo (?).
Discordo, claro
, da sua afirmação que apesar de não ser tão radical como o dizem pode causar alguma comoção no meio “bloguístico” (destesto esta palavra).
Quando diz “a noção de blogosfera: uma esfera mais ou menos heterogénea de publicações de autores.” quererá referir-se a uma blogosfera de “Autores”.»
Quanto às pilinhas não sei . . . mas vou sabendo algumas coisas sobre os avanços (e recuos) da comunidade virtual.
Atrevida e impulsiva, fiz este comentário que tentei transcrever fielmente, mas porque tenho uma estrela que zela por mim não o consegui enviar (acontece a qualquer um) e o “lag” permitiu-me ir confirmar datas, não é 2000 mas sim 09/2003.
Escrevi para discordar (a memória temporal prega-nos rasteiras) e acabo a confirmar que a “Blogosfera portuguesa faz cinco anos”.
E agora regresso para o meu cantinho “à blogueira mar plantado”.
“quererá referir-se a uma blogosfera de “Autores”.»”
sim, refiro-me a essa. Todas as blogosferas que não são de autores (há várias, desde as de spam às de marketing às de empresas às de automatismos às de bots) são posteriores. A sua existência deve-se unicamente à existência de uma blogosfera de autores.
Bolas, não podia deixar passar essa?!
Bem… O meu blog nasceu no dia 27 de Abril de 1998. Faz 10 anos daqui a um mês. Não é um blog politicamente correcto – neste sítio sempre escrevi aquilo que não quero ou não posso exprimir na minha vida profissional -, mas é um blog e tem 10 anos.
Se quiser ver coisas do início deste blog, consulte as categorias “Versão 1″ e “10 anos” no Chornal do Inacreditável.
Alex, obrigado pela espectacularidade do seu contributo. Ficamos agora à espera dos 30.000 portugueses que criaram “bloguios” no Terràvista, e dos outros tantos que fizeram as suas páginas antes do Terràvista.