O caso do Póvoa online, blogue fechado por providência cautelar, tem consequências com impacto. “O problema é que estes idiotas não percebem que acabam por ser estas «vítimas de atitudes fascizóides» as principais responsáveis para que se pretenda eventualmente legislar a blogosfera” — escreveu Marco comentando o artigo que tanta agitação está a provocar, sobre o caso do póvoa online. E onde pretensamente o suposto autor do blogue tem também participado.
Sempre que um blogue é alvo da justiça, temos este tipo de reacções epidérmicas, irreflectidas e injustificadas. É inevitável. As vozes levantam-se em defesa do que imaginam ser um ataque, sem cuidar de verificar minimanente os factos.
O blogue tinha razão no que escreveu?
Escreveu correctamente, visando situações e acontecimentos?
Apresentou factos — ou argumentação decisiva — para sustentar as afirmações que fez?
Deve um blogue que faz ataques pessoais /ou políticos merecer o mesmo tipo de solidariedade e apoio dos seus pares que um blogue que denuncia assuntos públicos ou de inegável interesse da sociedade (onde posso admitir que encaixa a questão do diploma do primeiro ministro, por exemplo)?
Sem colocar estas questões, estamos perante reacções corporativas, correndo o risco de defender o indefensável.
Clamar por dá cá aquela palha contra as “atitudes fascizóides” e a “censura” — e até em situações que claramente se situam muito fora de atitudes contra a liberdade de expressão, como é o caso do blogue da Póvoa — não fornece nenhum tipo de força a quem o faz. Pelo contrário, debilita a sua imagem para futuras acções.
É aqui que bate (forte) o ponto do Marco. São estas palermices que fazem com que a sociedade pense em mecanismos de minimizar os danos. E de nada servirá o esforço e o papel dos que pretendam evoluir para um ambiente de clareza que credibilize os blogues junto da sociedade “lá fora”.
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