O fim da blogosfera

O fim da blogosfera — é o título da comunicação que vou apresentar na próxima sexta-feira ao IV Encontro de blogues, que se realiza nos dias 14 e 15 de Novembro de 2008, na Universidade Católica Portuguesa.
Ultimamente o tema tem sido abordado na mais insuspeita imprensa (e também nalguma menos insuspeita). O número de deserções aumenta, os 300 geeks portugueses (estive a contá-los um por um) trocam os seus blogues em inglês pelo Twitter em inglês com os mesmos extraordinários resultados, há quem aproveite o momento para, vestido o melhor ar blasé, fechar a loja com alguma dignidade antes de desaparecer ingloriamente dos topes, o Carlos Teixeira desabafa dizendo, “para ser sincero“, não saber “muito bem se existe motivo para manter um blogue, seja ele de que forma for, a Wired titula que isso dos blogs é oh, tão 2004 e, acima de tudo, temos a peremptória afirmação de The Economist, o blogging já não é o que era porque entrou no mainstream, o nosso particular obrigado à The Economist (olha a vénia, Miguel) por nos tirar da ignorância com tão, digamos, Iluminada Descoberta.
Assim sendo, penso que poderei discorrer calmamente, com uns slides, sobre o fim da blogosfera sem que me caiam em cima ou venham perguntar pela fonte.
Quer mesmo conversar sobre isto, leitor? Apareça por lá.
(Imagem derivada da foto Is there anything at the end of the tunnel?, de innoxiuss, que será usada no formato original no slideshow da conferência)
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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Adoraria aparecer (aliás, já tinha a presença confirmada) mas compromissos profissionais me impedirão de lá estar. de qualquer forma não posso deixar de comentar.
Não me parece que a blogsfera esteja a acabar. Está em mudança é certo mas dai a acabar… A Wired é daquelas revistas que muitas vezes serve de Oráculo à cultura digital. Já a sigo atentamente há 13 anos e mil vezes tal se comprovou. No entanto, é a própria Wired que nos números recentes tem feito um levantamento das suas premonições falhadas. Esta “boca” do “so 2004″ é acima de tudo provocatória (na melhor tradição da Wired) e não premonitória.
Quanto à The Economist (outra das minhas revistas de eleição há já algum tempo) é igualmente respeitável mas mais uma vez, o que entendo do artigo, e posso estar errado, é que blogging é hoje diferente do que era há uns anos atrás e tal como refere a Wired está a mudar, a tomar novas formas, por novos meios. Não deixa de ser blogging. Mesmo que micro como no caso do Twitter sempre que incorporamos este no conteúdo dos nossos blogs…
O Twitter poderá ser o fim do IM/IRC , ou melhor o IM evoluir algo no sentido do Twitter.
.. não acho que acabará com os blogs.
My 2 cents.
Não te esqueças de publicar os slides para a malta que não pode estar presente estudá-los!
De qualquer forma, discordo em completo daquilo que vem no The Economist. Uma coisa é haver uma transformação ao nível da blogosfera outra é o fim dos blogs. O que acabou foi a ideia de blogs como diários puramente intimistas e não-profissionais.
Fico atento às discordâncias ;)
Estou com o Bruno, e cansam-me estas avaliações fatalistas.
Os blogs não vão morrer, mudaram-se apenas de sítio: para o Twitter que é a cristalização da coisa, e para as redes sociais, que é onde o pessoal partilha o chorrilho de ideias que anteriormente colocavam no blogspot e wordpress, e transformaram-se muitos deles em lifestreams em vez de relatórios confessionalistas.
É uma plataforma, não é um género. Os blogs continuarão a existir como os jornais em papel, o vídeo no online e gente preguiçosa, que são os que realmente moldam a realidade.O “fim” dos blogs é realmente isso, a aplicação de outras modalidades menos laboriosas de manter uma presença online.
Tenho mesmo pena de não ir ao encontro, estava previsto mas o orçamento é demasiado curto.Boa sorte e cá fico à espera do relato e do slideshow. Abraço.
Os blogs ainda agora estão a começar para a maioria das pessoas em Portugal (não sei se era da gente preguiçosa que falava o Alexandre).
É claro que os 1% dos 10% que andam sempre atrás da proxíma novidade acham que acabou porque passou a mainstream e isso, meus amigos, nós não podemos ser. Andamos sempre à frente.
Sendo verdade que andam sempre à frente, é também verdade que quando acham que está acabar começa na realidade para a maioria, como vivemos na didatura da maioria, deve a maioria ter razão e começar realmente nessa altura. Ou não…
O twiter em específico tem possibilidade de acabar (no sentido de se tornar mainstream) rapidamente. Tem pouca necessidade de escrita e permite sms, o que é muito do agrado dos 10 milhoes de democratas portugueses que possuem telemóvel. Uma grande base instalada. Agora será certamente para outras coisas diferente do que aquelas que se procuram num blog…
Apregoar “a morte da blogosfera” a sete ventos é algo que convém muito à imprensa mainstream porque é uma forma implícita de dizer aos leitores que os amadores independentes nunca poderão fazer face a estruturas hierárquicas e centralizadas que controlam dezenas de profissionais de produção de conteúdos. Acontece que existem muitos blogs de sucesso que continuam a ser escritos por bloggers em nome individual (Presse Citron e Korben na França, Nerdcore na Alemanha, 1001 Gatos e Contraditorium no Brasil, etc.). Apesar de se tratarem de bloggers profissionais, eles continuam a ter total liberdade para dizer o que lhes dá na real gana e esse é o grande poder da blogosfera.
Na verdade, quanto mais os bloggers se deixam seduzir por grandes grupos de comunicação social ou portais de Internet mais eles correm o risco de perder a sua espontaneidade e a sua voz própria. Justamente porque o que diferencia os media mainstream é aquela crença na escassez da publicação de conteúdos. Por mais que se queira, muitos sites online continuam a ser involuntariamente regidos pelo lema “All the news that’s fit to print” do New York Times.
Mas a blogosfera rompeu todas essas barreiras e com isso está a forçar os dinosauros a acompanharem o ritmo, a aderirem à abundância e a abraçarem a linkania. Por isso eu acho que a blogosfera está mais viva que nunca. Porque não só as suas ideias venceram como também o número de bloggers profissionais (ProAms?) que ganham dinheiro só com a sua actividade e que continuam independentes de grandes grupos editoriais nunca foi tão grande como hoje. Até há cinco anos atrás isso pura e simplesmente era impossível.
Em contrapartida, o número de jornalistas despedidos mesmo no meio online tem aumentado por aí acima. O facto do Economist e da Wired virem agora dizer que a blogosfera morreu só revela o seu desespero perante a incapacidade de se adaptar aos novos tempos. Quanto aos bloggers que desistiram e se retiraram para as twittadas, dos fracos não reza a história. Só faz falta quem cá está ;-)
Eheh, comprovo com algum júbilo que tenho uma base de leitores/participantes de grande nível :) Nada como ir assistir à conferência para escutar os meus pontos de vista sobre o tema — publicarei aqui os slides, mas os slides são apenas as ilustrações que marcam o ritmo a um monólogo.
Miguel, já discordámos deste assunto via Twitter — e o que é engraçado é que estamos bem mais perto do que parece, mal descontemos ao teu discurso o tom um pouquinho inflamado “contra” os MSM. Eu não estou nem contra, nem a favor — equaciono-os na medida em que eles fazem parte do cenário e não me sinto emocionalmente ligado a eles, o que dá imenso jeito. Há apenas um vestígio de um passado em que fechava jornais na tipografia, o cheiro do papel nunca desaparecerá de mim, mas isso está no cofre das recordações, já não está na pele das emoções nem chega para inflectir as observações. Vais ver, quando vieres os slides (ou se fores lá). Não quero publicar antes de os mostrar uma vez que foram feitos, tal como a comunicação, para o IV Encontro.
“Na verdade, quanto mais os bloggers se deixam seduzir por grandes grupos de comunicação social ou portais de Internet mais eles correm o risco de perder a sua espontaneidade e a sua voz própria“.
Bem, isto dá pano para mangas. Por um lado, não querem (a maioria dos bloggers) outra coisa senão verem-se cobertos, confirmados, pelo prestígio e força das marcas dos MSM. Por outro lado, a cultura do head faz com que muitos adiram cegamente aos portais, julgando que dos portais virá algo mais do que se estiverem isolados, ou nas suas próprias redes. A verdade é que a maioria dos bloggers, e isto é ainda mais verdade em Portugal, vem formatado da cultura comunicacional anterior. E não só bloggers: vê a entrevista do CEO da Google que citei num artigo no Expresso (não tenho aqui o link) em que ele diz, grosso modo, isto, a head continua a ser onde está o dinheiro e a head continua a ser o que as pessoas procuram, a net o que faz é gerar Mega Pop Stars de escala planetária, enquanto o anterior sistema gerava uma quantidade maior, geograficamente distribuida, de pop stars.
Curto e grosso: as pessoas procuram o head.
Curto e grosso: a esmagadora maioria das pessoas não quer ter o trabalho de procurar a informação (isso custa tempo) preferindo obter a papinha relativamente feita por pessoas em quem confie.
Curto e grosso: o futuro é ProAm, como dizes — e na parte que aqui me interessa sublinhar, é que os Am não aniquilam os Pro, como muita cabeça oca tem gritado desde 2003.
Quanto ao resto… sexta feira ;)
Não tendo directamente a ver com o fim da blogosfera: Miguel, não subestimes a capacidade dos grupos de media. Mesmo em Portugal, e sabendo por dentro das burradas de alguns que custam centenas de milhar de euro, eu não subestimo locais e máquinas de produção de conteúdos e de produto jornalístico, ainda com grande capacidade financeira.
Um pensamento para reflexão. Imagina que um belo dia uma parte substancial dos sites de MSM adere à economia do link e segue entusiasticamente o do what you do bst, link the rest. O que achas que acontece às várias esferas, mediaesfera, jornalismoesfera, blogosfera, tweetosfera, e ao seu interrelacionamento?
Paulo, a propósito, não sei se já viste este artigo:
http://www.britannica.com/blogs/2008/11/blogging-rip/
Abraço.
Sim, concordo na generalidade com tudo o que tu dizes mas para começo de conversa dizer que a blogosfera morreu é uma grande alarvidade! É como dizer que as mailing-lists morreram! Uma das mailing-lists que eu subscrevo (a Nettime) já existe há mais de 13 anos e desde há alguns meses a esta parte tem vindo a passar por um resurgimento da actividade. Outra mailing-list que eu subscrevo (a do projecto brasileiro MetaReciclagem) tem tido uma actividade incessante e já existe há quase seis anos. Outro descalabro seria dizer que o IRC morreu ou que os newsgroups da Usenet morreram. Estas tecnologia s podem ter perdido o hype mas de certo modo passaram a desempenhar outras funções que atraem apenas pequenos nichos. Não quer dizer que elas tenham perdido importância mas tão somente que passaram a ser usadas para outros fins.
Quanto ao peso dos bloggers profissionais independentes no conjunto dos media online, ele poderá nunca vir a ser tão grande como certos gurus prognosticaram em 2003 mas a verdade é que alguns conquistaram o seu espaço. É claro que a cauda longa é uma grande fantasia porque só é conveniente para os grandes agregadores de conteúdos. Mas ao mesmo tempo, existe também um número significativo de bloggers que já conquistaram a confiança de dezenas de milhares – ou até mesmo, em alguns casos, de centenas de milhares – de leitores. Isso é o suficiente para eles não terem que rumar para as asas protectores de um grande portal.
Significa que os blogs ganharam porque conseguiram convencer os media tradicionais a adoptarem as mesmas práticas que eles instituíram. Acho que isso seria uma excelente notícia para a blogosfera ;-)
para mim, o título da comunicação e este post do Paulo são provocações algo irónicas.
adoraria estar aí para confirmar que vais argumentar contra precisamente os que acham que a blogosfera está a acabar…
estarei certa ou estarei errada?
“Video killed the radio star”.
E matou, não a rádio que continua aí e continua a oferecer uma panóplia de programação bastante interessante, que falha relativamente poucas televisões de sinal livre. Mas matou a “estrela”.
É natural. É a evolução. A internet, o youtube, o “tivo” (ou a capacidade de gravar “inteligentemente” os programas preferidos) também veio arruinar um pouco a televisão.
Se a “star” estava com a blogosfera, neste momento está nos “twitters”. Será passageiro, com toda a certeza, como todas essas ferramentas o foram. Mas dificilmente se poderá falar numa morte, num fim dos blogues.
Eles já pre-existiam ao conceito “blog” e vão continuar a existir, sobretudo agora que os blogues cada vez mais se tornam magazines e verdadeiros CMS’s (mas sobre isso já escrevi um comentário, no post em que faz referência ao Wired (aí em cima).
Por isso eu tomo isso tudo cum grano salis. É um título chamativo, mas incorrecto, na minha opinião.
Da mesma forma que os jornais (em papel ou online) não foram substituídos pela rádio, nem esta pela televisão, os blogues, em relação ao twitter, oferece possibilidades que não estão nem nunca estarão ao alcance do twitter por simples limitação conceitual. 140 caracteres chega para alguma coisa, mas não chega para escrever algo mais pensado, com maior substância.
Aliás, a mera ideia de escrever umas palavras e linkar para outro lado indicia que a estrela não estará assim tanto nos twitters. Os blogues têm conteúdo próprio, apesar de linkarem muitas vezes para jornais ou para outros blogues. O twitter jamais terá a riqueza desse conteúdo, embora também tenha poluição em quantidade semelhante aos blogues. O twitter será um hub, um agregador? Como o será o friendfeed e outras ferramentas. Mas o que é o twitter sem os blogues? O que é o twitter sem o digg, o reddit e afins? O twitter é o twitter. A febre passará e enquanto outras ferramentas permanecerão vivas, tenho dúvidas de que o twitter terá essa durabilidade. Pelo menos não a terá como existe agora. Terá de aceitar expandir o seu conceito base. Terá de introduzir um pouco de tinypic, providenciar uma interacção mais orgnizada, entre outras coisas. Em suma, é muito beta, mas o conceito, mesmo com ‘addons’, é demasiado limitado para ser o “rei” do que quer que seja, por muito thunder que roube a outras ferramentas.
Eheh… Paula, há um misto de ironia e de rasteira, se quiseres. Provovação propriamente, não.
Reparemos como o Miguel está a usar, já, um sinónimo de um dos significados de “fim”, a “morte da blogosfera”. Ninguém — e muito menos eu — falou ou anunciou a morte da blogosfera. O texto da Wired diz que a moda agora é outra (e os blogs passaram de moda) e The Economist diz que a blogosfera amadureceu. O Carr, que o Leonel evocou, é que é mais “crítico”, e fala — com um grande ponto de interrogação — em R.I.P. Mas, título esse sim, provocador, à parte, o Carr diz o mesmo que a Economist: os blogs passaram a mainstream.
É claro que algo se perderá na passagem de um estado “adolescente” para um estado “maduro”, mas também se ganha algo.
A rasteira está em que apostei comigo próprio que toda a gente vincaria o sinónimo “morte”, mesmo que nada no texto apontasse para tal, e mantendo eu uma escrita vagamente trocista. Ganhei (até agora, foste a única leitora a dizer, calma que o gajo é maluco).
Mas eu vou mesmo falar do fim da blogosfera, e por isso este é o melhor título para a minha comunicação. Um título é um chamariz, sem deixar de ser um sumário do conteúdo, ou um ponto de partida.
Eu agora poderia dizer, ena ena, construiram-me a apresentação!, e chegar ao IV Encontro e relatar o que se está a passar nesta thread. Isso é bom, é estimulante.
Mas não. Eu tenho mesmo os meus 3 ou 4 pontos para sistematizar uma comunicação que fala sobre o fim da blogosfera, integrando os textos já citados e conversas, públicas e privadas, mantidas nos últimos 3 meses sobre esta mesma temática (hint: a ironia, qdo menciono The Economist).
[...] estão fora de moda? Desta vez é Paulo Querido a anunciar (curiosamente, no seu próprio blog) o fim da blogosfera. Por mim, declaro o Café da Manhã como o último blog a fechar. Quando estiver na altura, [...]
Quando a blogosfera morrer avisem-me, que eu quero escrever uns posts sobre o assunto.
Existindo o Homem e os meios, nada acabará. Fascina-me o simples facto da descoberta alheia e o poder de partilhá-la, mas se há coisa que os portugueses temem, são os comentários. Serão sempre um espicaço saudável e mais gostosos que os biliões de beijinhos que fazem tantos blogs. “Isto não é um telefone”, palavras na mouche de muito boa gente. A caixas de email servem precisamente para todo o tipo de privacidade… Tenho-me apercebido do síndroma doentio da espionagem e do medo dos espelhos, mas quem não deve, não deveria temer com as visitas silenciosas. Os blogs devem ser vistos e tratados também como livros. Posso dar duas interpretações aos “roubos” parciais na matéria: divulga-se de graça pretensões pessoais e, no fim, ainda podem vir a retirar dividendos. Existe sempre uma forma de prova, está “ali”. (In)conscientemente estarão a contribuir para a divulgação do conhecimento que tanto falta faz a esta gente.
O que desacredita um blog e o faz adormecer tem a ver com a participação de cada utilizador dentro e fora da sua porta.
Quem corre por gosto…
Por natureza todos gostamos de ser ouvidos, neste caso, lidos, mas só com empenho e dedicação se poderá comunicar sem ficar por “casa”.
Passo por aqui às vezes e hoje deixo-lhe aqui um parecer abrupto, mas aliviado da consciência.:)
Parei de escrever em dois blogs de minha autoria para participar mais no dos outros. Tarefa por vezes difícil.
Parar de escrever seria o mesmo que perder a liberdade de expressão.
Marco, já estás a escrever ;)
A blogosfera em Portugal ainda mal começou. Facto é que desde 2003 um blogue medíocre como o meu tem aumentado sempre as audiências.
Sá Peliteiro, esse facto comprova o aumento do número de leitores. Há hoje talvez o dobro de portugueses cibernautas do que havia em 2003. E comprova o aumento de páginas do seu blog indexadas no Google.
Isso tem a ver com a blogosfera ter começado ou acabado?
Tem.
Julgo que tem. Aumentando o público potencial provavelmente aumentará o número de leitores. Em 2003 os pescadores reformados da Póvoa passavam a tarde a jogar à sueca e a olhar para o mar; em 2008 alguns já fizeram um cursinho de computadores e tem acesso à net na junta de freguesia; em 2010 alguns deles passarão a ler todos os dias as trenguices que vou editando.
Será por acaso, que os “de sempre” usuários, do que denominam blogosfera, até agora, referem-se à morte desta, por que o seu uso estendeu-se a mais pessoas? Na verdade um blog imita um jornal, edita-se, envia-se, imagens, sons, o que mais se queira. Na verdade há jornalistas e “jornalistas”de boa ou péssima veia!
O objetivo inicial mudou, cada qual com especificidade, a educação sempre atrasada se posiciona lenntttaaammeenntteee, enfim!
O que nesta diminuta experiência com blogs, a minha no caso, me espanta, é que alguns comunicadores (jornalistas, informáticos, de Tv ou não) são tão vazios de criatividade, que sugam de outros em prol de si!
Jogando assim, com o melhor da ferramenta e com as pessoas que descobrem a ferramenta, mas com objetivos diversos.
É como se, ao falar da morte dela (blogosfera), dizem alguns, das mudanças pautadas na evolução, e outros do seu próprio sentimento de terem sido usurpados do seu gozo, de editar e estar em evidência.
Por favor, não o caso do editor aqui.
[...] do Paulo Querido, encontro testemunhos do pessimismo que hoje em dia supostamente grassa pela blogosfera [...]
[...] fim da blogosfera é o título da comunicação de Paulo Querido ao IV Encontro de blogues, que se realiza hoje e amanhã (dias 14 e 15 de Novembro de 2008), na [...]
Não sei se acabou ou começou, evoluíu ou evoluirá [gostarei de ler o texto anunciado]. Mas tenho uma esperança: que os tipos dos blogs ou pós-blogs, twitters ou pós-twitters venham a conseguir exprimir-se em língua de gente. A cagança do jargão na “língua inglesa”, muito afirmativa “que a gente é do meio” é de um arrivismo …
[...] grow up – The Economist Twitter, Flickr, Facebook Make Blogs Look So 2004 – Wired O Fim da Blogosfera – Paulo [...]
Mas afinal, a blogosfera acabou ou não? Ou só iam acabar os blogs bons? É que eu fiquei ontem até às 23h59 a olhar para o meu “blog”, e nada, ficou tudo na mesma.
AindaPiorBlog, só se acaba o que é doce! :P
Que alívio! Obrigado
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os 300 geeks portugueses (estive a contá-los um por um) trocam os seus blogues em inglês pelo Twitter em inglês com os mesmos extraordinários resultados
E que resultados seriam esses? Qual a visitação desses geeks, seus blogs são monetizados?
Eu desconheço formas de monetização do Twitter equivalente ao que temos nos blogs, também desconheço como reproduzir textos, vídeos e imagens no Twitter, sem que este vire uma colcha de retalhos.
[...] A morte da blogosfera, “anunciada” há alguns meses pelo Paulo Querido, afinal talvez não seja causada por uma deriva tecnológica, pelos novos instrumentos disponíveis. Talvez essa “morte” (a de uma determinada prática de escrita e leitura bloguística, a de um “local” mais livre e criativo, provocatório e talvez meio-maluco meio-inútil) seja mesmo devida à colonização que ocorreu, e à rápida assimilação de um forte núcleo bloguista, (pre?)disponível a este tipo de “profissinalização”. De certa forma esta “erosão dos teclados” corresponde a um genocídio. Via hamburguização. [...]
[...] o fim dos blogs está próximo, mas os rumores não são de hoje. Têm-se notícias voltadas para a perca de espaço dos blogs desde outubro de [...]