Parabéns, Valupi. A Resistência saúda-te
É complicado uma pessoa meter-se nas Grandes Questões Que Preocupam O Blogosférico País. Tudo o que eu queria com o artigo Anonimato, Valupi, blogosfera, pseudónimo, maldade e outras keywords do género era dizer que 1) pessoalmente prefiro assinar e faço-o, 2) defendo o direito ao anonimato sem me importar com o “tipo” de anonimato, é daquelas coisas, como a liberdade, defende-se toda apesar de algumas partes — ou não se defende.
A questão que ora atravessa a blogosfera não é na realidade o anonimato ou pseudónimo ou o raio, de Valupi e de outros, bem ou mal apontados como tal. A questão está exposta cruamente por comentadeiros por aí (nem tudo merece link, é a minha política). A questão é uma questão de combate político.
Qualquer dos grupos em confronto defende o direito dos SEUS ao anonimato e justifica, com uma choraminguice qualquer sobre “ataques e perseguições”, o recurso a tal. O “outro”, o “deles”, é que é um marau, que se refugia no anonimato por razões naturalmente obscuras e quiçá duvidosas. O do nosso lado, não: é um mártir em cruzada pelo Bem.
Despachada a burrocracia, vamos ao que interessa. O AspirinaB ganhou, finalmente, o direito a ter uma matilha de trolls apostada em destruir a salutar conversa nas caixas de comentários EM DESTRAS MAIÚSCULAS com assinatura do Partido Comunista Português (Marxista-Leninista). Parabéns, Valupi. O CROADT, Comité de Resistência Organizada Armada De Teclado, saúda-te.

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12 opiniões no artigo “Parabéns, Valupi. A Resistência saúda-te”
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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Viva Paulo,
Sem ter certezas quanto ao destinatário, ou destinatários, deste teu texto, quero explicar que compreendi perfeitamente o anterior; o qual, ainda por cima, embrulhaste em generosidade. O facto de te ter juntado com o Luis Rainha era até para apresentar duas visões diferentes sobre o mesmo assunto provindas de duas figuras com muita caminho andado neste meio. Radicalmente diferentes as visões, parece-me, apesar do que têm em comum.
A tua referência às caixas de comentários é uma coincidência engraçada, porque tenho andado a pensar no número de comentários aprovados no Aspirina: mais de 70 mil. Não está em causa compará-lo com o de outros blogues, antes o que me faz pensar é esta memória de ter acompanhado tanta interacção – desde a mais banal à mais desvairada, passando pela mais interessante. O exemplo a que aludes, de um utilizador que por estes dias tem frequentado aquele ambiente, é para mim tão legítimo como outro qualquer. Não creio que ele possa destruir seja o que o for. Na hipótese de existir um bom ambiente naquelas caixas de comentário – melindrosa questão – esse ser carente e disfuncional irá adaptar-se ou partir.
Abraço e vamos a esse café quando quiseres.
Valupi, não tinha destinatário(s) certo(s). Entre ecrans maior, em casa, e menor, em trânsito, passei olhos por 3 ou 4 posts e foi essa quantidade que me motivou. Isso e aquele comentário pateta (salvo erro no Fractura, coitado do Carlos José Teixeira).
Vês como és bom? Em todo o caso, bem melhor que eu: em vez de os deixar partir com a naturalidade da disfunção, empurrei os meus trolls para fora daqui.
Muito demagógico esse ponto 2) do primeiro parágrafo, e o PQ sabe-o bem. Depois arrumar a questão do anonimato bloguístico no mero combate político entre grupos ("os grupos de sempre" até arrisco) também é paupérrimo, principalmente para quem como V. acompanha o bloguismo português desde as fraldas deste. Quantas vezes se discutiu a pertinência (a decência, gosto mais) do anonimato para além das tricas de merda entre os grupos (os grupos de sempre) políticos? O tema é e foi recorrente, os participantes (numa área inter-links à qual o PQ nunca foi excêntrico) múltiplos. Daí que ache este post muito, mas mesmo muito, fraco.
Quanto ao sumo, o assunto está esgotado desde há anos: desde a cagança ridículo dos anónimos que se intitulam "heterónimos" (quanto muito heterónimos sem ortónimos) ao nojo dos anónimos de agenda no bolso. Agora, mais recentemente, sai esta merda (e o termo é suave) de não somos anónimos, que há gente que nos conhece (A Palmira do jugular a treinar o outro, o PQ a mostrar um bocadinho em sombras do outro). Uma merda descarada.
Há muitos anos com a insuportável Zazie (uma bela bloguista, ainda assim) lhe fui dizendo – ela também dada aos anonimatos (sob sombras, como este acima, que até tenho amigo comum com ela) – "V. goza com as nossas ascendências, barrigas, ou outras coisas quaisquer. Nós, se quisermos baixar ao nível, não o podemos. Sabemos lá qual o tamanho da barriga, o formato da penca, o próprio sexo (para acertarmos na sintaxe, que seja) de quem por aí anda todo opinativo e quantas vezes crítico sob a capa do anonimato. Falam os anónimos de coisas "etéreas"? Ou, e quantas vezes o fazem, falam do que outros indivíduos fazem e pensam? Bloguistas ou não? Em assim sendo dão os mesmos quadros contesxtualizadores da opinião, da produção da opinião e sua expressão? Nada, escondem-se sob a mais abjecta da cobardia.
Que V. me surja a mostrar esta merda de fotografias ensombradas, PQ? É uma canalhice. Partilhada. Indesculpável. Pertença o(s) escroque(s) ensombrado(s) ao "grupo" a que pertença.
Que boa merda de Julho, PQ.
jpt, sabe que respeito (e prezo) a sua opinião, ela aqui fica. Em geral nem sequer discordo. Exceto, claro, da canalhice. Este post é um reflexo de uma realidade pontual, sublinha-a. Uma questão da semana — ou, se quiser, do dia. Como escrevi, "a questão que ora atravessa a blogosfera". É uma questão concreta, visível numa dúzia de posts sobre esta treta da perseguição a figuras ligadas à defesa do Partido Socialista e seu secretário geral e PM em exercício. Nalguns casos é de perseguição e exclusiva manipulação da verdade que se trata — as figuras existem, afiançadas por quem as conhece, mas de tal argumento não cuidam os sacerdotes da extrema direita, que à verdade preferem não uma boa história, mas A SUA história.
Claro que há uma conversa muito mais antiga, e muito mais interessante, sobre o anonimato na bloga, e eu e o jpt já cruzámos os teclados e até os alinhámos se não me engano.
Abraço
Mas, mas, mas, eu não sou comunista. Sou muito, muito, muito fascista. Nada democrata. Na minha cabeça mando eu, e gaita, ó Paulo Querido, então, quando fala do «ser disfuncional e carente», ou é o Valupi ?, refere-se a mim?
Mas, mas está tão enganado. A liberdade é o direito a tudo, ou não é? Hum, acho que não. Somos afinal escravos, uns dos outros, não é? Diga lá, trolls, cromos…tem a certeza que são realmente trolls ou cromos ou outra coisa qualquer? Cá para mim são simplesmente aquilo que eles querem que você pense que eles são. Cabeça, coração, ninguém palmilha, na verdade, sem autorização do seu dono.
tou-te a ber, o seu a seu dono.
não percebo caro Senhor, o seu comentário.
Senhor tou-te as ber, mas isso é um rasgado elogio! Obrigado!
Mas Caro Paulo Querido,
Porque não haveria de o elogiar? Não me diga que ou me tem em tão alta distinção que pulula e publica o meu declarado «Senhor» ou hoje está feeling down?
Além de que, coisas formatadas só em lojas de informática e outras under the name of «partidos políticos». Consigo baralhá-lo. That´s my job.
Hm interessante o post… algo a se pensar.
só agora voltei à net e vim ver, já tardio. só retomo para dizer que o “canalhice” que apliquei era votado aos “anónimos”, não para aqui/si. não sei se ficou explícito no atabalhoado comentário.
o resto já é antigo, passo