(Este é um guest post da autoria de Raul P. (*)
O @jafurtado é das pessoas mais interessantes que se podem “seguir” na “twittagem” portuguesa. Tenho realmente muita pena de não andar atrás dele (passo a expressão) no Twitter há mais tempo. É informado e informa, actualiza-se, é poliglota e parece devorar tudo o que lhe aparece com qualidade em hipertexto e *.jpg’s: um regalo!
Hoje apresentou-nos esta:
Este artigo perturbou-me um bocado. É simples, curtinho, mas bate como uma chávena de cafeína com água: «E… e se o gajo tem razão?». Será que tem? Eu fiquei um pouco incomodado e atirei logo com o link em IM para alguns conhecidos destas andanças. O Paulo Querido, sendo um deles, reclamou que não tinha tempo para tratar deste assunto e comete pela segunda vez a imprudência de me deixar colocar aqui qualquer coisita.
Admito, o Paul Boutin deixou-me assustado. É que, precisamente, estou para lançar um blog dentro de semanas… Mas vamos por partes.
Eu percebo a ideia de achar que o Google ou o Technorati são tudo, mas querer atirar os blogs para o Webarchive só porque já não aparecem (e ainda bem) nas primeiras linhas de resultados de procura parece-me precipitado, no mínimo.
É sabido que, como tudo, os blogs necessitam de se modernizar e de se adaptar se quiserem sobreviver ou fazer dinheiro. Não é à toa que vemos, mesmo na blogosfera nacional, agregadores, fusões, mais vídeo, fotos, “redesigns“, mudanças de estruturas de duas para três colunas, novos colaboradores, etc., etc., etc. Faz tudo parte de um processo imparável. Para isso, a plataforma WordPress, o Youtube e o Vimeo, o Flickr e o Picasa, entre outros, têm contribuído de forma soberba e em alto estilo. Boutin parece esquecer-se de projectos que pareciam possuir o paradigma de mudança por ele abordado mas que acabaram por resultar, infelizmente, em grandes fracassos, como o Seesmic.
A ideia que tenho é que o blog (ou blogue) poderá representar para nós, para a nossa netperson, o nosso life stream, como bem me lançou o Paulo Querido, o que o Sapo e o Yahoo! representaram aqui há muitos anos atrás para a web inteira: um portal, uma rampa de lançamento; tudo articulado, umas coisas redireccionando para as outras, tudo a mexer! Para o bem e para o mal, a nossa vida ou o que dela quisermos passar aos outros dividida mas com um ponto de partida, uma cara para apresentar.
Para mim faz sentido haver um covil seguro de onde se parte para o resto da caçada. É isso, pelo menos, que vou tentar fazer com a minha nova empreitada. Poderei ser só eu, mas o futuro, que agora é muito breve, o dirá. Ainda bem que a web se vai metamorfoseando e que já não aparecem blogs nas primeiras linhas do Google, mas entradas de Wikipedia e de Youtube. Era o que mais faltava! O blog agora é mais pessoal e / ou profissional, mais específico e orientado para um determinado objectivo.
Isto é absolutamente saudável, é como comer laranjas de manhã: ajuda a uma melhor selecção de base qualitativa, isto é, os bons estão em cima, os maus e / ou os pessoais estão apenas entre o círculo de amigos e aumentam o que alguém neste mesmo blog já apelidou de “efeito comentários 0“.
As pessoas têm mais ferramentas, é certo, muitas delas revolucionárias, como o Twitter, o FriendFeed ou o LinkedIn, mas o blog é apenas mais uma delas e a que ainda mantém de longe o maior estatuto, não é apenas o parente pobre à espera da ostracização. Vejam o que com ele fazem alguns dos grandes jornais internacionais e como eles o utilizam de forma exemplar.
Em última instância, o blog é o elo de ligação entre tudo. Se daqui a uns meses se verificar que, afinal, a provocação do colunista da Wired era razoável, não faz mal, até fico contente. As coisas aqui neste mundo vão sempre para melhor e eu adapto-me. Que remédio!
(AUTOR: Raul P. tem experiência de blogging, é um autor TubarãoEsquilo e tem dedicado particular atenção às restantes plataformas da web social. Tem dado uma boa ajuda editorial no DoMelhor e é um dos twitters portugueses mais experientes (segui-lo aqui) )
UPDATE:
Um mimo! Sigam-no, é um conselho de amigo!


Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista e consultor de comunicação. Também autor de livros, artigos e algum código. Na net desde 1989. (
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