Urbantakeover: guerrilha urbana dentro e fora da web 

Um serviço chamou-me a atenção por estes dias. Trata-se de um jogo de guerrilha urbana que se trava simultaneamente em duas geografias, a dos átomos e a dos bits, isto é, joga-se ao mesmo tempo na web e no mundo físico.
Em Urbantakeover o objectivo é “ocupar” territórios físicos, espetando um pequeno stick com o nosso nome no local (num poste de electricidade, um portão, parede, etc) e reclamá-los no site do jogo, que tem um mapa. Outros jogadores poderão depois ocupar o nosso spot ganhando pontos. Spots muito disputados valem mais pontos. Os stickers permitem criatividade colateral ao jogo.
Urbantakeover junta-se a um grupo de webservices que ligam as duas realidades, a atómica e a electrónica. Entre outros, recordo-me do Postscrossing e o mais antigo Bookcrossing, um projecto que permite trocar livros e segui-los através dos tempos e dos “proprietários”.
Concebido por um português e hoje com grande projecção internacional, o Postcrossing incentiva a troca “cega” de postais de correio entre pessoas de todo o mundo, que no site podem depois ver onde foram parar e de onde receberam os seus postais.
Quanto ao Bookcrossing, mais antigo, teve até hoje 689.000 participantes de 130 países. Colocando um registo num livro que é “largado” depois em locais mais ou menos partilhados pela comunidade, os participantes podem ir seguindo o rasto desse livros, quem os recolheu, quem os leu, que crítica fez, e por aí fora.
Voltando ao Urbantakeover para dar uma ideia mais precisa do que ali se joga, no dia em que fiz a consulta tinham sido tomados 5 locais, o último dos quais um sinal de trânsito na Via San Lorenzo, 1, 56127, na cidade italiana de Pisa. O seu claimer foi Marty, que joga há oito semanas e já leva 650 pontos, sendo o 89º da classificação.
O jogo foi lançado em Março. O local mais disputado já teve 30 “proprietários”. Os lisboetas já participaram com dois locais tomados de assalto. Naturalmente, os claimers trocam fotografias dos locais onde colocam os stickers. O grupo no Flickr serve, de resto, como uma das formas oficiais de reclamar um território.

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