Secção blogosfera

Regras de análise económica para a oposição (segundo João Miranda)

Eis um quadro de regras de análise económica para a oposição. (Na realidade servem para analisar qualquer coisa. Ou até nada.)

1. De entre os indicadores disponíveis, escolher os mais favoráveis.

2. Entre a variação homóloga e a trimestral escolher a mais favorável.

3. Se todos os indicadores pioram, escolher os que pioram mais que os dos restantes países europeus.

4. Se um dado indicador é melhor que os dos restantes países europeus, ignorar as previsões do governo/FMI/Bando de Portugal.

5. De entre várias previsões (União europeia/FMI/Bando de Portugal), escolher a mais desfavorável ao governo.

6. Se desemprego diminuir, atribuir fenómeno à sazonalidade/outra coisa qualquer.

7. Se desemprego aumentar, referir políticas do governo.

8. Se os dados estatísticos são favoráveis alegar que estão desactualizados e que os dados mais recentes vão provar que o governo está no mau caminho.

9. Se um indicador for favorável atacar a credibilidade da fonte.

10. Justificar os bons indicadores com factores que não dependem do governo (retoma internacional, preço do petróleo, desvalorização do euro, valorização do euro).

11. Se um indicador piora ligeiramente alegar que é o início do apocalipse. Se melhora ligeiramente falar em retoma pontual, num período demasiado longínquo ou demasiado próximo, conforme der mais jeito à argumentação, e repetir 3 vezes (no mínimo) que está carente de confirmação no período seguinte.

12. Evitar gráficos que dêem uma visão gobal dos indicadores, excepto quando os gráficos são desfavoráveis.

13. Se os resultados de curto e médio prazo são favoráveis, citar a tendência de longo prazo.

(Palmas e demais encómios para o brilhante original)

Sinto que mergulhei na pré-história da blogosfera (já vim à tona)

Descubro, espantado, que há bloggers como o maradona que ficaram enredados na teia de 2003-2004, metendo audiências e visitas e Google e Facebook tudo no mesmo Sitemeter e discriminando os seus leitores em função da origem do tráfego.

É a atitude “ah, vens do Google, ó palerma? Vai lá ler porno para outro lado porque vieste ao engano”. Cheguei àquele post precisamente através do Google e agradeço ao Google a acertada indicação.

Só reparei, e disso faço nota, por se tratar de um dos bloggers portugueses com verdadeiro talento — ainda que intermitente e servido numa ego-embalagem de tamanho familiar; passa o espanto e volto ao estatuto de indiferente.

(Nota: o resto do post vale a pena, em especial a parte sobre os incêndios.)

Parabéns, Valupi. A Resistência saúda-te

É complicado uma pessoa meter-se nas Grandes Questões Que Preocupam O Blogosférico País. Tudo o que eu queria com o artigo Anonimato, Valupi, blogosfera, pseudónimo, maldade e outras keywords do género era dizer que 1) pessoalmente prefiro assinar e faço-o, 2) defendo o direito ao anonimato sem me importar com o “tipo” de anonimato, é daquelas coisas, como a liberdade, defende-se toda apesar de algumas partes — ou não se defende.


Legenda: Valupi fotografado na sua mansão ao Chiado.
Crédito da foto: kitakitts

A questão que ora atravessa a blogosfera não é na realidade o anonimato ou pseudónimo ou o raio, de Valupi e de outros, bem ou mal apontados como tal. A questão está exposta cruamente por comentadeiros por aí (nem tudo merece link, é a minha política). A questão é uma questão de combate político.

Qualquer dos grupos em confronto defende o direito dos SEUS ao anonimato e justifica, com uma choraminguice qualquer sobre “ataques e perseguições”, o recurso a tal. O “outro”, o “deles”, é que é um marau, que se refugia no anonimato por razões naturalmente obscuras e quiçá duvidosas. O do nosso lado, não: é um mártir em cruzada pelo Bem.

Despachada a burrocracia, vamos ao que interessa. O AspirinaB ganhou, finalmente, o direito a ter uma matilha de trolls apostada em destruir a salutar conversa nas caixas de comentários EM DESTRAS MAIÚSCULAS com assinatura do Partido Comunista Português (Marxista-Leninista). Parabéns, Valupi. O CROADT, Comité de Resistência Organizada Armada De Teclado, saúda-te.

Os bloggers dependem bastante mais do trabalho dos jornalistas do que o inverso

A revista Jornalismo & Jornalistas aborda exaustivamente o tema Os Media e a Blogosfera e na sua edição de Abril/Junho, já disponível, publica a segunda parte do dossiê, da autoria de Helena de Sousa Freitas.

Uma das peças é uma entrevista em que sou o sujeito. Reproduza-a abaixo, com a nota: a revista tem um natural tempo longo de recolha, preparação e feitura e as minhas respostas foram escritas em Dezembro de 2009.

Antes disso, a apresentação do dossiê: LER CONTINUAÇÃO :.

Atão, este ano não há prémios da bloga?!

Pssst, é impressão minha ou este ano não há prémios da bloga?! Ainda não li os inefáveis “Os Melhores Blogs do Ano”.
Pois… esgotado o prazo de validade dos salamaleques e do link baiting em que já ninguém cai, dá uma trabalheira fazer alguma coisa que jeito tenha. Eu que o diga.

Diálogos Facebook: blogs e tal

Paulo Querido RT @EmmanuelGonot: Fast Company: Blogging Is Dead, Long Live Journalism http://bit.ly/mITAw

Pedro Rebelo E tu que achas Paulo? Eu pessoalmente ainda penso que o blogging tem muito para dar, talvez de forma diferente…
Há 47 minutos
Paulo Querido Eu acho que o jornalismo ainda tem muito para dar, certamente de forma diferente :) O blogging mudou. Cresceu. Normal. Menos entusiasmo de principante. Quem tinha para dizer ao mundo, “olá mundo!”, já o disse. Repetiu. Agora calou-se e joga farmville e essas merdas. A conversa sobre gatos e flores torna-se cansativa ao fim de um tempo.
Ficam: quem tem densidade discursiva, quem escreve profissionalmente, quem tem uma missão ou função. Na escrita profissional cabem os “bons” bloggers que mantém essa coisa antes chamada blogosfera, e que procuram melhorar e rentabilizar o seu trabalho.
Há 8 minutos

A falta de noção de elite

João Gonçalves anuncia em post ir deixar de dedicar o seu tempo, cito, a “essa coisa a que chamam de vida política“. Entre outras coisas, está desapontado com “a falta de noção de elite“.
João, má razão: assumindo que de uma falha se trata, essa é uma falha nacional há séculos.

#BlogConf 6: José Sócrates (e a política)

Não era a primeira vez que estávamos a um metro um do outro, mas não nos conhecíamos pessoalmente. Cumprimentou-me, tinha o trabalho de casa feito, sabia quem eu era.
Esse é um dos seus pontos fortes. Fixa o que lhe dizem, é rápido, rapidíssimo, um segundo e trata o blogger pelo nome e, tendo dele alguma referência anterior, mete-a na conversa. Espreitou pelo canto do olho o dístico com o nome? É claro que sim, mas fê-lo uma vez e sem se dar por isso. 20 bloggers, 4 horas a responder, enganou-se uma vez. Deve ser fácil de “brifar”.
Que não, respondi eu sem falsa modéstia, não sou assim tão popular, tenho — como o senhor Primeiro Ministro — um bom lote de pessoas que me detestam por alguma razão, as mais das vezes inventada.
(Ao contrário dele, que tem mais que fazer, eu não deixo os meus “inimigos” sem alimento. Feed the troll. Sede compreensivos, fazem parte do ecosistema.)
Ao longo da sessão fixo alguns detalhes. Deve ter uma memória prodigiosa. Em quase quatro horas não puxou de um papel, não se socorreu de um dossiê — e debitou relações e números como quem bebe água.
Bebeu água, a propósito. Pouca. Houve uma altura, aí entre a 15ª e a 16ª pergunta, o cronómetro nas 3 horas e o meu Mac a pedir emprestada energia ao cabo do Rui Grilo, em que me pareceu com a boca seca e um ar cansado. Preparei-me para uma pausa maior — mas qual, recuperou no segundo seguinte.
O secretário-geral do PS e recandidato a Primeiro Ministro gosta de falar. Usando a frase de um próximo, dá-se bem no registo de proximidade. Fica melhor que na televisão e no soundbyte.
Gosta de conversar e tem ideias, uma visão, uma linha. Aquela cena do político executivo, que é algo geracional, do PM-regisconta, não se aguenta 3 minutos: dou por mim à procura, no google da cabeça, de líderes do século passado, homens apaixonados pela política, para comparar, re-encaixar, etiquetar.
Bem sei que estamos numa acção que para ele é de pré-campanha; não vê os bloggers como vê os jornalistas — ou talvez seja porque está disposto a um diálogo generoso, para (tentar) corrigir a má imagem do seu passado com “a blogosfera” (aspas minhas; se há altura em que não se deve generalizar, é esta a altura. Um blogger não são bloggers).
Ou então está só bem disposto e tem tempo.
Escuta atenta e pacientemente as perguntas — outra surpresa, Sócrates na televisão parece impaciente, irritado até, ou irritadiço. Por duas vezes eu próprio me perco, mas afinal qual é a pergunta, mas Sócrates não. Com uma Futura de feltro grossa — má escolha de caneta, acharei eu — toma notas de uma frase, duas palavras, um nome. Desavergonhado, espreito de soslaio. São miras técnicas: da pergunta apanha, com um treino que me deixa admirado, parece treino de jornalista, os termos chave que indicam o tema. Setas a balizar a sua resposta.
Depois, nem as olha. Faz-me lembrar as minha cábulas no liceu. Uma vez escritas, pequenos papelinhos que iria esconder nas mangas, botas e livros ficavam inúteis: escrever serve para os olhos fotografarem, o cérebro depois enquadra.
Surpreso, eu, no final, muito para lá do final: Jorge Seguro Sanches falara-me em hora e meia, hora e três quartos e íamos nas 3 horas e um quarto de diálogo quando se conclui a primeira ronda e lhe pergunto se quer continuar, tinha ficado um par de questões pendentes, e vou dizer, mais uns 5 minutos, 1 pergunta?, Sócrates antecipa-se e propõe, naquela voz Ricardo Araújo Pereira, mais meia hora, 15 minutos, Paulo Querido. Está tudo ao contrário, desisto e olho cúmplice para a minha Ana. Vamos lá a isto.

Do que ele disse retenho o que mais me interessa. Gostei de ouvi-lo dizer que a sua geração (que é a minha, é quase 3 anos mais velho que eu) tratou mal os gays, assumindo um erro colectivo. Daqueles que envolvem uma dose de coragem e outra de convicção — ou ambas.
A propósito de coragem e de convicção, a primeira é nele traço evidente há muito, a segunda ressalta de facto mais na proximidade, ambas explicam a sua resistência e a resiliência no cargo, numa legislatura maldita que arrasou outros ministros e careceu de uma remodelação. Encolheria os ombros se me lesse: Sócrates olha pouco para o leite derramado lá atrás. Adiante.

Penso que as reformas na educação, sendo imperfeitas, eram necessárias e julgo que o seu sucesso se mede na proporção do ódio que geraram, um ódio corporativista. Mas das reformas geralmente só se percebem resultados concretos, para além das irritações cutâneas dos sectores, passados alguns anos, uma ou duas legislaturas depois. Mais lentas em áreas onde a demografia tem um papel. E entretanto quem as faz é punido pelo eleitorado, que na sua maioria detesta reformas e não as compreende (são sempre as minorias que as pedem).
Os professores são, bem vistas as coisas, os únicos inimigos realmente organizados do PS. E temíveis, pude recomprovar no rescaldo da BlogConf. O resto é guerra de guerrilha.

Estou com ele na insistência no Estado como motor da economia — embora desconfie que estou um bocadinho menos, a minha costela anarca gosta do Estado magro e bem passado. Mas num país com rarefacção crónica de elites, onde quem é capaz pouco desenvolve e muito aproveita, onde o Estado sempre foi, e é, visto como o pai protector mesmo por aqueles que reclamam contra, e numa crise que mais encolheu uma classe empresária já de si alérgica ao risco e ao empreendimento e favorável ao encosto e à pedinchice, se não for o Estado a mola, o agente provocador, quem será? A meia dúzia de excepções à regra ficam bem na fotografia para dar o exemplo e vender revistas com capa de luxo, mas não chega para fazer carburar o país.
A alta finança já indicou, claramente, ser favorável à opção do TGV e eu suspiro de alívio. Duas vezes: uma por Sócrates, que isso o ajude na função, e outra por mim, que quero ver o país reforçar as linhas que o ligam à Europa. A vocação atlântica é muito bonita e tal e romântica e assim, mas o isolamento persistente é a razão primeira do nosso atraso face à Europa e insistir nele é má ideia, sejam quais forem os argumentos usados.
Tenho dúvidas sobre o aeroporto. Não quero mais estudos — ou por outra: não quero mais estudos dos mesmos, mas nunca vi levado em linha de conta o futuro da aviação comercial. É, no mínimo, incerto. Não custava muito prever desde logo a hipótese de ter de mudar o desenho do aeroporto, os aeroplanos do ano 2025 não serão necessariamente os de hoje. Atrevo-me mesmo a dizer que não serão de todo em todo propulsionados como hoje. Prevenir é poupar.

Termino com algo que me afasta do PS e da esquerda. A energia. Está tudo bem com as renováveis, sejam não convencionais (ondas, vento) ou convencionais (hídricas), os carros eléctricos (clap clap clap), tudo. E é pouco. E o problema é esse. Toda a energia é pouca. Eu tinha a secreta esperança de ver a opção nuclear em cima da mesa, para começo de conversa. José Sócrates foi claro: não entra na agenda. É pena.

#BlogConf 5: os bloggers

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Os bloggers aderiram como eu esperava e comportaram-se como eu esperava, quase à vírgula. Falo do universo ds presentes e inscritos, caberá a cada um de nós aceitar até que ponto uma fracção ínfima da blogosfera pode ser representativa dela.
Foram correctos e educados. Dispunham de uma única pergunta, o que é um pouco limitativo e deixa à sorte algum papel: pode ser a pergunta mais feliz, u a mais infeliz.
Os bloggers à partida mais críticos não foram, em regra, os mais contundentes nas questões. Não me surpreendeu. Por exemplo, já antes vira Rodrigo Moita de Deus (31 da Armada) preferir os assuntos laterais onde pudesse ter graça, ou apanhar a pessoa de surpresa, do que atalhar a direito. Mas as suas descrições em directo da BlogConf arrancaram-me um par de sorrisos, igualmente em directo, e por um triz não soltei uma gargalhada.
Refiro ainda a atitude de João Gonçalves, porventura o blogger crítico mais cerrado dos presentes, e dos mais admirados pela ala direita e respeitado em geral. O seu artigo manteve-se fiel à linha do Portugal dos Pequeninos e não se importou de, uma vez não são vezes, “dizer bem de Sócrates” — mesmo sob pena dos leitores, identificados e anónimos, o zurzirem nos comentários pela blasfémia. Não lhe ofereci ajuda porque a dispensa, tem dedos para os aguentar e a mais um bando dos comentaristas a soldo que topo à légua, sobretudo porque não se preocupam em esconder o ferrete do barão que manipula os seus neurónios.
Ouvi comentar, finda a sessão, que “afinal” os bloggers eram “macios”. Dois pontos?
Em primeiro lugar, os bloggers estão habituados à crítica resguardada. Há um teclado, um rato e um monitor entre eles e o objecto da crítica. Não é a mesma coisa que fazer um face a face — ora, até um telefonema é mais complicado, comporta alguma exposição ao outro.
Em segundo lugar, os bloggers não são inquiridores profissionais, como os jornalistas. Ou, vá lá, inquiridores regulares. Dispõem de poucas (ou nenhumas) ocasiões para realizar entrevistas. Refiro-me a entrevistas a pessoas com algum tipo de destaque, como os políticos em exercício ou candidatos, bem entendido. Uma escassa minoria tem algum tipo de acesso também escasso, outra minoria gostava de o ter e consegue projectar que o tem, como aqueles jovens adultos que contam aos amigos o empolado número de conquistas, e a imensa maioria não tem acesso algum.
Sabendo disto, não me surpreendeu a verificação, mais uma vez, da suposta “cobardia” do blogger, um gigante a criticar refugiado atrás do teclado, mas incapaz de fazer a pergunta quente quando em presença do entrevistado.
(Piora dez vezes quando o entrevistado é o Primeiro Ministro. Piora 50 vezes quando o Primeiro Ministro é José Sócrates.)
Suposta e entre aspas porque não me parece que seja cobardia alguma. É apenas menor experiência e míngua de oportunidades.
Até por isso, esta BlogConf foi — em meu entender — importante. Deu um passo mais à frente no caminho da normalização do papel do blogger no espaço do debate público, contribuindo para diminuir a sua dependência dos media tradicionais e dos jornalistas, que ainda dispõem de acesso privilegiado à classe política. Um caminho iniciado em eleições mais antigas, mas que teve passos firmes, finalmente, este ano, com uma reunião de Paulo Rangel com bloggers, a participação da líder do PSD num evento, e as transmissões directas do MEP — o partido praticamente feito “em cima” da Internet.
Assumindo a abertura e o risco dos espaços não-controlados, a BlogConf foi mais longe que a mera acção de campanha e marcou o território comunicacional posicionando-se na zona das conferências de Imprensa. Com as quais, aliás, se virá um dia a misturar, acredito.
Esperando que venham a realizar-se mais, no âmbito do PS bem como de outros partidos e entidades, sei que o naipe de bloggers que participou desta primeira BlogConf não se repetirá. Sei que melhoraremos os processos de inscrição e selecção, que são tremendos e complexos — basta ver as reacções das dezenas de bloggers que ficaram de fora e gostariam de ter estado lá para perceber que a blogosfera não tem dúzia e meia de publicações candidatas à acreditação ordeira: tem centenas a acotovelarem-se por um lugar.
E sei que os próximos já estarão mais à vontade que estes para o face a face.

Adenda: mentes cabalísticas afirmam, quando não insinuam, que as perguntas dos bloggers foram encomendadas. Julgam estar a insultar Sócrates. Não estão. Estão a insultar os bloggers presentes. E isso é mau. É desleal.
Devo isto aos bloggers, para quem o evento foi concebido: as perguntas não foram sequer escrutinadas, antes da sessão ou já dentro dela, quanto mais encomendadas.

#BlogConf 4: a maratona

A maratona. Uma conferência inédita onde 20 bloggers de todos os quadrantes puderam inquirir livremente o candidato e Primeiro Ministro José Sócrates — e fizeram-no –, o homem dispôs-se e aguentou firme quase 4 horas, houve perguntas pertinentes e respostas que merecem atenção.
Para a maior parte dos presentes, foi a primeira oportunidade de estarem tão perto de um governante recandidato e disporem da sua atenção exclusiva: Sócrates esteve sentado as 4 horas, não tocou nenhum telemóvel, nada o distraiu, falou a 20 pessoas pelo nome, enganou-se num deles.

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ACERCA
mini fotografia paulo querido Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (Mais)

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