Secção Economia

Quanto custa o kilo de pageviews, Fernando?

Publiquei no blog do Correio da Manhã, o Ondas na Rede, um artigo intitulado Contas feitas, ó jornalista, sabes quanto vales, sabes, sabes, sabes? 14% que teve bastante leitura, o que me surprendeu.

Uma das reacções veio do Fernando Soares, que conheço vai para cima de 25 anos, que foi jornalista sem mim e comigo em vários sítios, e que é, desde há algum tempo, responsável técnico do IOL. no seu Facebook o Fernando dá os seus cinco cêntimos sobre o assunto. Gosto de 4 dos cêntimos, mas no 5º diz o Fernando que é mentira uma coisa que eu escrevi. Pelo que decidi responder-lhe com umas perguntas para saber onde estou errado:
LER CONTINUAÇÃO :.

O conto da Portugal Telecom e dos espanhóis explicado às crianças

Papá, papá, explica-me lá! O que é aquilo da Portugal Telecom e dos espanhóis?

Filho, é assim. Estás a ver o Forlán? A PT é como ele: um atleta de alta competição. Durante uns anos, pacientes, os treinadores ensinaram-no a correr mais e jogar melhor. Prepararam-no. Escolheram as melhores sopas e vitaminas para reforçar os músculos das pernas dele. Treinaram-no.

Como está bem de ver, o atleta ganhou umas provas nacionais. Depois, ganhou uma provas internacionais.

Um dia, um clube maior ofereceu dinheiro para comprar uma perna do atleta. Os sócios do clube, que tinham adiantado dinheiro para comprar as sopas e as vitaminas, puseram-se em bicos de pés e disseram: vendam, que nós queremos recuperar o dinheiro de uma só vez, em vez de continuar a recuperar aos poucos em cada vitória. Dava-nos aqui jeito para pagar uns cartões de crédito e tal.

Os treinadores, como calculas, ficaram um bocado para o triste. Achavam que os sócios queriam vitórias e glórias por muitos anos, e que tinham cartões de crédito dourados. E na volta saíram-lhes uns duques com cartões de plástico.

Mas, pai, vender uma perna?

Sim, filho. Vender uma perna. Ficar só com metade da empresa a funcionar é como perder uma perna: anda-se menos, joga-se mais devagar. O adversário tem mais hipóteses de nos marcar golo. Quando a Telefónica vencer este jogo, a Portugal Telecom fica a jogar com uma perna só e eles a correr mais depressa. Mas tem calma, que a história é mais gira. Adivinha lá o que é que os sócios disseram aos adeptos do clube, para pressionar os treinadores através deles e dos jornais.

Sei lá, pai! O que foi?

Disseram que não fazia mal vender uma perna, com o dinheiro que sobrasse de pagarem os cartões de crédito, compravam uma perna postiça!

Ena, pai, grande treta, LOL!

Porque tantos empreendedores e startups de sucesso vieram do PayPal?

É uma excelente questão: porque tantos empreendedores e startups de sucesso vieram do PayPal?

Vincent Chan coloca-a e procurou respostas.

Why did so many successful entrepreneurs and startups come out of PayPal? I long have been fascinated by the extraordinary achievement from the ex-Paypal team and wonder about the reasons behind their success. In the past, mass media tried to answer this question several times but still couldn’t give us a clear answer.

I once asked David Sacks the same question during an event in Los Angeles. He told me the secret is that Paypal has built a “scrappy” culture.

Ler o artigo Why did so many successful entrepreneurs and startups come out of PayPal? Answered by Insiders

Andy Warhol equivocou-se. Não vamos ser famosos por 15 minutos, mas para 15 pessoas

Andy Warhol equivocou-se. Não vamos ser famosos por 15 minutos. Cada um de nós vai ser famoso para 15 pessoas.

É o que diz um amigo de Steve Rosenbaum. Que o cita num provocador artigo em que se disserta sobre a substituição do rei conteúdo pelo novo rei, a curadoria (Content Is No Longer King: Curation Is King)

Por alto: o conteúdo passou da condição de escasso à condição de ubíquo, está em todo o lado, é bom, é mau, é IMENSO. Perdeu qualidade e ganhou ruído. Daí que Rosenbaum antevê uma mudança da amplitude da prensa de Gutenberg (de acordo) e a ascensão da Economia da Agregação.

We’ve arrived in a world where everyone is a content creator. And quality content is determined by context. Finding, Sorting, Endorsing, Sharing – it’s the beginning of a new chapter. And not since Gutenberg have we seen such a significant change in who’s able to use the tools of content creation to engage in a public dialog.

Ler artigo: Content Is No Longer King: Curation Is King

Ainda sobre os salários dos CEO: custos invisíveis

Há dias reflecti a propósito do salário de António Mexia (e outros CEO) e havia um pormenor que queria ter metido no texto mas escapou. Aqui vai.

Como disse, o salário de um CEO quase nada tem a ver com o seu desempenho particular, reflectindo sobretudo uma imagem de estatuto e de poder: imagem destinada ao interior da empresa ou grupo, ou imagem destinada ao mercado.

Acontece também o salário reflectir custos invisíveis. Qual é o custo para a minha empresa se este CEO for trabalhar para o meu concorrente direto? Avalio o que perco em competitividade, ou segredos industriais, ou metodologia de abordagem ao mercado cliente (ou aos produtores), o custo da transferência de imagem, e uma série de outras questões que, nada tendo a ver com o desempenho propriamente dito, os accionistas não podem dar-se ao luxo de ignorar. Essa avaliação pode facilmente fazer um salário anual disparar para o dobro ou o triplo, por razões que nunca se confessarão em público.

Devo acrescentar que estes custos invisíveis não são exclusivos dos CEO. Mesmo os quadros intermédios de uma empresa beneficiam — ainda que em escala geralmente mais modesta — do preço de um valor intrínseco que, sendo indiscutivelmente seu, não se associa à capacidade produtiva ou de trabalho (logo, ao desempenho) mas à informação (que é poder).

Estou a lembrar-me de exemplos de quadros de empresas públicas ou participadas e também de empresas privadas que, no impedimento de ganharem acima de uma tabela fixa, acumulam o cargo com consultorias e outras formas de remuneração indireta.

Sendo uma camuflagem, queiramos ou não, este tipo de remunerações que não contempla a produtividade (o que pode ser muito flagrante…) gera por vezes anti-corpos e incompreensões. Como pode um board explicar aos funcionários que o quadro X recebe mais tanto apenas como forma de não o deixar sair para a concorrência — ou abrir uma chafarica nova e passar a ser ele a concorrência?

Quanto mais acima numa hierarquia empresarial, mais frequentes serão estes casos em que ao valor produtivo de um funcionário se adiciona o seu valor informativo. Seja pela imagem (“então a empresa Zzz deixou sair fulano? Devem estar mal”), seja pelos contactos ou posicionamento (hoje chama-se networking).

Tudo isto me foi suscitado pelo caso Mexia. Não faço ideia quais destas explicações podem, ou devem, ser associadas ao caso. A mim parece-me um salário demasiado excessivo para este país nesta altura. Sei contudo que a EDP é uma empresa internacional, metade da sua facturação (ou do seu lucro, não recordo agora com precisão) vem dos mercados externos.

E sei que a EDP é uma das raras empresas de origem portuguesa (bem) posicionadas para abordar o mundo completamente diferente que vem aí nos próximos 10 anos. Um mundo com eventualmente menos decisão política e mais decisão económica. Um mundo com menos energia fóssil e mais energias das outras. Um mundo onde se deu uma transferência de poder dos intermediários para os destinatários. Uma economia que trucidará as classes médias como as conhecemos, incentivando o low cost e o brutal gain através da intermediação das tecnologias de informação de preço irrelevante e eficiência extrema.

A propósito do salário de António Mexia (e outros CEO)

Nas leituras de fim de semana vi no New York Times a tabela “The Pay at the Top”, que relaciona os salários dos 200 CEO de topo nos Estados Unidos da América. Decidi partilhar e, para chamar a atenção dos leitores (defeito profissional, sem dúvida) decidi relacioná-lo com a realidade próxima, nomeadamente com a conversa sobre o salário de António Mexia.

O meu tweet foi:

O salário de Mexia colocá-lo-ia na tabela dos 200 + bem pagos CEO dos EUA. cf. tabela do NYT http://s3g.me/8qm

Foi imensamente retransmitido, e ainda bem. Algumas pessoas interpretaram o pequeno texto (tem estrategicamente 111 caracteres, para facilitar o retweet) como uma posição minha sobre o salário de Mexia. Quando tuitamos um link com uma mensagem nossa, e não apenas o título do artigo ligado, não fica claro se estamos a endossar, criticar, elogiar ou simplesmente a convidar as pessoas a lerem o artigo no destino. É da natureza do Twitter e nem vou entrar por aí.

A minha ideia quando publiquei esta nota não era discutir o merecimento, mas proporcionar uma comparação para um assunto que tem ocupado manchetes e conversas nas redes sociais.

Para entrar na conversa propriamente dita, vamos a isto.

Quanto ao merecimento, quero apenas dizer que se eu fosse accionista de qualquer empresa com voto na definição do salário do CEO, faria o que me fosse possível para que este não ultrapassasse 20 x o salário médio do país em que a empresa pagasse impostos. Isto à partida. Pois admitiria aumentar ou diminuir em 20% esse tecto em função da realidade social do país em causa. Também aceitaria prémios anuais em função da avaliação dos resultados financeiros, económicos e sociais da empresa, com pesos diferentes — mas com um limite máximo.

Transpondo isto para o Portugal actual: 16 x o salário médio seria a minha recomendação para o CEO da empresa, 8x para o board, 6x para os altos quadros e 2x para o resto do pessoal.

O salário de um CEO pouco ou nada tem a ver com o “merecimento”, e muito ou tudo tem a ver com o poder e a hierarquia dentro de uma estrutura.

Repetindo este conceito-chave: o salário de um CEO não decorre da produtividade do próprio, mas sim do curso do poder, da figura do próprio e da estrutura interna da empresa ou conglomerado. Os resultados financeiros de uma empresa são o exercício de um contínuo que envolve muitas peças, muitas pessoas, muitos tempos, não apenas o presente — e quanto mais complexa for a empresa e a sua dispersão de mercados, receitas e geográfica, menor é o contributo individual de qualquer dos seus assalariados, peças instrumentais (como participadas e sub-contratadas) ou mesmo políticas.

Resulta que o salário do CEO é sobretudo simbólico. Simbolo de poder, muitas vezes para fora da estrutura accionista, para o mercado, ou para os clientes; outras vezes para reforço do poder interno.

Para terminar: nem eu sou presentemente accionista de qualquer empresa cotada, muito menos com voto, nem a EDP é uma empresa privada normal, e António Mexia ganhou mais que Steve Ballmer (isto ao menos eu acho justo).

A calhandrice: mais 2 centavos para a discussão

A propósito do que ficará conhecido por “a calhandrice”, o Henrique Monteiro tem no Expresso uma síntese dos tempos que vivemos. Escreveu ele que “vivemos num mundo de grupos de Comunicação Social excessivamente dependentes do poder e com um primeiro-ministro doentiamente preocupado com o que dele dizem” (link).

Eu acho que o PM dá demasiada importância a quem a não tem, mas o caso não é esse, o caso é a não publicação de uma crónica em circunstâncias específicas, que levaram um comentarista a abandonar a actividade num jornal, por sua própria iniciativa, e a fazer disso um acontecimento político.

Como já dei o suficiente para essa conversa, prefiro agora ir mais longe e os meus 2 centavos vão para a questão que o Henrique levanta. Não me incomoda nada que aproveitemos a calhandrice para lançar um debate público que:

1) clarifique a relação dos grupos de CS com o Estado, uma relação proeminentemente económica;

2) estabeleça directivas sobre a repartição das benesses estatais — basicamente, a distribuição da publicidade e os concursos — pelos grupos de CS de forma justa para garantir que não há pressões de parte a parte;

e finalmente 3) traga garantias aos trabalhadores dos media e prestadores de serviços, de que não são alvo da “censura económica” nem do eventual cartelismo.

Isto porque considero preocupantes os sinais das pressões dos grupos de media sobre o Estado. Bem sei que estão a defrontar-se mutuamente e a controlarem-se entre si — isto é sobretudo visível na relação Impresa/Controlinveste/Media Capital, os 3 grupos significativos que operam no mercado –, mas as suas pressões não são exercidas directamente: são-no através do “distribuidor de benesses” que podem pressionar, isto é, o Estado (não podem pressionar a banca, outro grande cliente de publicidade).

Exercida através do poder de comunicação que detêm — em especial os grupos com canais de televisão — , esta pressão tem vindo a aumentar na proporção inversa do aumento de escassez de receitas publicitárias e da erosão de audiências. É natural, porque é a reacção primária dos agentes económicos portugueses, como a temos visto em todos os sectores e por todo o tipo de empresas: no aperto viram-se para o Estado.

Não menos crítico para o jornalismo é o efeito da concentração em grupos. Jornalista, ou prestador de serviços, ou vendedor de fotografias e textos, que caia em desgraça num órgão de CS, não caiu em desgraça só num órgão de CS: não conseguirá trabalho ou contratos em nenhum dos órgãos pertencentes ao grupo.

Os relatos de abuso de posição pelos concentrados de media são feitos em surdina, evidentemente, mas são. Uma empresa que venda, por exemplo, fotografias de eventos internacionais em geral está limitada de 2 formas: quando vende a um órgão de um grupo fica numa posição difícil para ir vender a outro grupo (“exclusividade implícita”) e em regra não consegue impedir o uso do seu material em outros órgãos do grupo (é vítima das economias de escala, uma das razões para a concentração).

Pior: a internacionalização de alguns dos grupos cria situações que confrontam os direitos de autor entre países. Uma situação-tipo: em Portugal a revista de barcos X compra fotos da regata internacional, a sua congénere espanhola sabe e sugere-lhe uma “vaquinha”, em vez de comprar as fotos ao detentor espanhol dos direitos sobre as fotos, poupando ambas — ganha o grupo. Se o agente português cede, corre o risco de perder o contrato internacional por violação da ética e do estipulado sobre o raio geográfico de acção. Se não cede, arrisca posição negocial para futuros negócios com o grupo de media, que lhe diz mais ou menos veladamente isso mesmo.

Em Portugal, dada a exiguidade do mercado de media, muito poucos prestadores de serviços se podem dar ao luxo de trabalhar livremente passando por cima dos problemas da concentração — e Mário Crespo é um destes. E isto não pode deixar de ser levado em conta pelo Estado na hora de distribuir as tais benesses das quais os grupos privados, incapacitados de desenvolver práticas económicas saudáveis que assegurassem a sua independência, cada vez mais dependem. Logo, proponho a sua inclusão no debate sobre a dependência excessiva dos grupos, da sua responsabilidade e da sua actuação no mercado. E que este comece já: assim, o caso Crespo terá utilidade pública.

Emprego: discursos hilariantes (don't eat the yellow snow)

O discurso de muita direita e até de alguma esquerda sobre o emprego é tão hilariante que recupero com dificuldade dos ataques de riso que me causa a súbita preocupação com os desgraçados dos desempregados.

Realisticamente, desconfio de quem não faz mais que “análises” superficiais acerca do mercado de trabalho com fins meramente politiqueiros.

Sejamos claros. O desemprego não pode ser uma arma de arremesso política pela simples razão de que nenhum partido, associação, causa, sindicato — ou mesmo um grupo ad hoc dos 100 donos de Portugal aos quais misteriosamente acometesse a Nobre Preocupação de ajudar os trabalhadores — pode prometer acabar com ele hoje ou amanhã, ou mesmo minorá-lo.

Simplesmente, não é mais verdade que os grandes grupos económicos possam contribuir para resolver o problema do desemprego. Os grandes grupos económicos perseguem, sim, o desemprego. É genético. A maximização dos lucros tem como consequência inevitável, para não dizer desejável, cortar nos custos. Ora, o que não é politicamente educado dizer é que o trabalho humano é, cada vez mais, um custo dispensável. Na melhor das hipóteses, um mal menor, que felizmente custa cada vez menos.

De um lado, a crescente automatização de todos os processos industriais e mesmo de uma quantidade cada vez mais alargada de tarefas dos serviços.

De outro lado, os custos de produção que baixam por força das economias de escala e da informatização: a capacidade de processamento duplica a cada 18 meses mantendo-se o preço, a integração de chips no trabalho faz-se cada vez mais, e em cada vez mais sectores.

De outro lado ainda, a deslocalização para as economias asiáticas das tarefas que ainda são executadas por mãos humanas, por uma questão de preço ou de facilidade.

E finalmente as forças demográficas, imparáveis: os humanos vivem (e consomem) mais tempo, há mais humanos, ou seja, a oferta de mão de obra disparou nos dois extremos, tendo como consequência automática o embaratecimento do preço do trabalho.

Abundância de mão de obra + escassez de postos de trabalho + automatização de tarefas = cut the crap dos discursos sobre o emprego. Sejam sérios. Comecem a pensar em novos formatos de redistribuição do lucro do produto gerado e em políticas hiperactivas de fomento do empreendedorismo, da iniciativa individual e do auto-emprego, mesmo que com sacrifício da protecção dos lucros dos pobrezinhos dos grandes grupos económicos, coitadinhos. Ou em passarem à clandestinidade.

Adenda: como aspirina de curto prazo, as obras públicas são um dos poucos instrumentos que restam a um Estado para não deixar a situação do desemprego descambar.

Video: Frank Zappa – Don’t Eat The Yellow Snow, Live In Sydney 1973
(Leitores de feed e newsletter: este link para o video)

Peter Schiff Was Right 2006 – 2007

É sempre bom recordar: Peter Schiff Was Right 2006 – 2007. Todos os comentaristas de economia MENOS ELE falharam na previsão da crise do sub-prime. E GOZAVAM-NO.

Jornais: no Brasil, bons ventos e bons casamentos

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Passando pela queda da publicidade e pelo declínio nas circulação de jornais no hemisfério Norte, o Brasil continua a assistir a um crescimento sustentado da sua indústria de jornais e tablóides.
O MediaGuardian titulava: Brazilian newspapers celebrate a rise in circulation: Print media booms in South America’s biggest economy. A notícia tem sido repassada pela Internet, nos sites dedicados ao jornalismo e media. A circulação total aumentou 12% em 2007e 5% em 2008. As receitas não pararam de subir desde 2001.
As razões deste contra-ciclo são óbvias. E as razões da sua previsível continuidade ao longo da próxima década são igualmente óbvias.
Nas primeiras: o Brasil de Lula descolou finalmente em termos económicos, originando um verdadeiro boom das classes médias. Que praticamente não existiam. O poder de compra destas cria uma situação de procura tanto de informação como… da publicidade associada.
Nas segundas: além da continuação do aumento das suas classes médias, é de esperar que o país, que exporta pobres, passa a importar força de trabalho com capacidade aquisitiva, tendo em conta a expansão da sua economia e a importância política crescente do Brasil no mundo. E a marcação dos Jogos Olímpicos para o Rio de Janeiro é a cereja no topo deste bolo.
É pena por cá preferimos o orgulhosamente sós da língua e recusarmos o acordo ortográfico com base num não-sei-o-quê que não é, sequer, compreensível, quanto mais aceitável. Editores e jornalistas com competência (e idade), perspectivem a emigração para o Brasil. A terra das oportunidades no século XXI.

(Foto: andremarmota, no Flickr)

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ACERCA
mini fotografia paulo querido Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (Mais)

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