Secção media

As (importantes) mudanças no USA Today, segundo maior diário americano

A revolução do jornalismo chegou aos grandes. O ‘USA Today’, segundo maior diário americano, iniciou na sexta-feira mudanças de alto a baixo. Entre outras medidas, o foco de toda a gente, a começar pelos jornalistas, deixa de ser o papel.

Escrevi no domingo no Correio da Manhã sobre isso e vou hoje um pouco mais longe, no Ondas na Rede: USA Today: a revolução do jornalismo chegou aos grandes

Em Portugal, um jornalista programador é um soldado sem exército

Em Portugal, um jornalista programador é um soldado sem exército. Um jornalista programador, um web jornalista, um jornalista digital, um jornalista em rede…
É o que me cabe dizer hoje, dia da conferência internacional sobre data-driven journalism.

Os salários dos jornalistas de Economia (nos EUA)

Sabeis quanto ganha em média um jornalista de Economia nos EUA? Arredondados, 3.300 euro mensais (60.000 dólares anuais).
Um editor ganha um pouco mais, claro: 3.00 euro mensais em média (70.000 dólares anuais).
Números daqui: SABEW Survey: Median Salary for Newspaper Biz Reporters $60-$65K

A web morreu. Que maçada, logo agora que os jornais aprenderam a usá-la

É ler no Ondas na Rede: A web morreu. Que maçada, logo agora que os jornais aprenderam a usá-la

Quanto custa o kilo de pageviews, Fernando?

Publiquei no blog do Correio da Manhã, o Ondas na Rede, um artigo intitulado Contas feitas, ó jornalista, sabes quanto vales, sabes, sabes, sabes? 14% que teve bastante leitura, o que me surprendeu.

Uma das reacções veio do Fernando Soares, que conheço vai para cima de 25 anos, que foi jornalista sem mim e comigo em vários sítios, e que é, desde há algum tempo, responsável técnico do IOL. no seu Facebook o Fernando dá os seus cinco cêntimos sobre o assunto. Gosto de 4 dos cêntimos, mas no 5º diz o Fernando que é mentira uma coisa que eu escrevi. Pelo que decidi responder-lhe com umas perguntas para saber onde estou errado:
LER CONTINUAÇÃO :.

Os bloggers dependem bastante mais do trabalho dos jornalistas do que o inverso

A revista Jornalismo & Jornalistas aborda exaustivamente o tema Os Media e a Blogosfera e na sua edição de Abril/Junho, já disponível, publica a segunda parte do dossiê, da autoria de Helena de Sousa Freitas.

Uma das peças é uma entrevista em que sou o sujeito. Reproduza-a abaixo, com a nota: a revista tem um natural tempo longo de recolha, preparação e feitura e as minhas respostas foram escritas em Dezembro de 2009.

Antes disso, a apresentação do dossiê: LER CONTINUAÇÃO :.

Portugal, as redes sociais, os media e o filho de Ronaldo

Nunca pensei ver tal. Cristiano Ronaldo emitiu um comunicado cuidadosamente oficial informando que fora pai. Reacções genéricas: não-portugueses cumprimentaram-no, portugueses desconfiaram que fosse verdade. “Deu no Twitter, mas algum jornal confirmou?” – a pergunta foi-me colocada algumas vezes.

No Facebook o tom dos comentários aos anúncios muda conforme a língua e num caso é de entristecer. No anúncio em inglês o tom é o de felicitações, ponto. No anúncio em português o tom é de “mas é mesmo verdade?”, e de “ahah, os jornais foram comidos”, e de “mas nenhum jornal telefonou para confirmar?”.

O público português pensa que os jornalistas existem para telefonar a confirmar as notícias oficiais?

A conta de Cristiano Ronaldo no Twitter é oficial. Tal como a conta de Cristiano Ronaldo no Facebook. No MySpace. E no YouTube. Ronaldo tem, finalmente (*), um site com o seu nome: cristianoronaldo.com.

Cristiano Ronaldo (pessoa individual e/ou coletiva) passou anos sem passar cartucho à Internet. Motivado, quem sabe, pelas amigas e amigos célebres que já as usam para se libertar de parte da carga mediática, ou simplesmente porque a Nike e os outros patrocinadores quiseram aproveitar excelentes canais de promoção, em Junho Cristiano revelou uma campanha planeada de utilização da rede.

Ah, mas os portugueses tanta coisa com o Facebook e vai-se a ver desconfiam. Que as contas não são dele, que as contas foram hackadas, que os jornalistas não confirmaram.

Somos engraçados, lá isso somos!

(*) Finalmente: o domínio cristianoronaldo.com foi registado em 2002 e foi comercializado algumas vezes, para aproveitar o fluxo de pesquisas pelo nome do futebolista. Teve 198 mudanças de registo (não todas forçosamente de titularidade, atenção) e passou por 93 endereços IP diferentes ao longo dos últimos 6 anos. Não sei quanto pagaram agora para o obter nem sei se serve de indicação o facto de um domínio menos bom, RonaldoMadrid.com, estar à venda por 1.000 dólares.

Atualmente responsável pelo cristianoronaldo.com é uma agência californiana de representação de artistas, a Digital Artists Entertainment.

Infográfico genial do New York Times sobre o Mundial comentado no Facebook

Graças ao José Manuel Fernandes, vi este infográfico genial do New York Times sobre o Mundial comentado no Facebook. Permite perceber de que jogadores mais se falou no Facebook em cada dia da competição.

Veja abaixo e clique para o disfrutar na plenitude no site do NYT.

Andy Warhol equivocou-se. Não vamos ser famosos por 15 minutos, mas para 15 pessoas

Andy Warhol equivocou-se. Não vamos ser famosos por 15 minutos. Cada um de nós vai ser famoso para 15 pessoas.

É o que diz um amigo de Steve Rosenbaum. Que o cita num provocador artigo em que se disserta sobre a substituição do rei conteúdo pelo novo rei, a curadoria (Content Is No Longer King: Curation Is King)

Por alto: o conteúdo passou da condição de escasso à condição de ubíquo, está em todo o lado, é bom, é mau, é IMENSO. Perdeu qualidade e ganhou ruído. Daí que Rosenbaum antevê uma mudança da amplitude da prensa de Gutenberg (de acordo) e a ascensão da Economia da Agregação.

We’ve arrived in a world where everyone is a content creator. And quality content is determined by context. Finding, Sorting, Endorsing, Sharing – it’s the beginning of a new chapter. And not since Gutenberg have we seen such a significant change in who’s able to use the tools of content creation to engage in a public dialog.

Ler artigo: Content Is No Longer King: Curation Is King

Estar em rede não é um dever nem uma obrigação, mas confere uma vantagem

Mais uma sessão de Perguntas e Respostas, agora sobre redes sociais e numa perspectiva mais de empresa.

P: A que se deve a expansão das redes sociais para a utilidade que as pessoas dão nos dias de hoje? (impulsionar uma marca, movimentos de cidadania, âmbito profissional)

R: A expansão das redes sociais deve-se ao facto de irem ao encontro de uma das necessidades das pessoas que ainda não estava devidamente respondida pela civilização tecnológica. A necessidade de comunicarem de forma livre e espontânea. Os movimentos de cidadania vêm em seguida, com a organização ad-hoc proporcionada pelas redes e os seus efeitos multiplicados pelo ambiente reticular. Os aproveitamentos para a comunicação profissional seguem-se, logicamente, e só depois entram em cena as estratégias comerciais.

P: Acha que a inserção das empresas nas redes poderá ser benéfico em que pontos?

R: A inserção das empresas nas redes só as beneficiará se forem capazes de compreender e aceitar a cultura reticular e a ela adequarem as suas comunicações e os seus processos de venda (se for esse o objetivo) ou outros. A partir desse ponto, será tão benéfica como a inserção noutro qualquer meio de comunicação e socialização.

P: Qual será o futuro das redes sociais para as empresas? Será que irá substituir os meios de comunicação social e a publicidade?

R: O futuro é, no curto prazo, penoso. À partida, não substitui forçosamente os meios de comunicação de massas tradicionais e a publicidade. Amplia a gama de utensílios de comunicação disponíveis e aumenta o número de canais de divulgação e de retalho. As opções por um ou mais meios de comunicação e canais para alcançar os clientes dependem dos objetivos e dos recursos das próprias empresas.

P: Num futuro próximo ter uma rede social será uma obrigação profissional e lidar bem com esta tecnologia um dever?

R: Não. Estar em rede e lidar com a tecnologia não é um dever nem uma obrigação, mas confere uma vantagem. Hoje e durante algum tempo, conferirá vantagem.

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ACERCA
mini fotografia paulo querido Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (Mais)

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