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	<title>Certamente! &#187; media</title>
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	<description>Paulo Querido escreve.</description>
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		<title>Ouch. (Ou: um sermão de António Pinho Vargas que faria bem aos jornalistas se estes o ouvissem)</title>
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		<pubDate>Sat, 05 May 2012 14:41:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[analistas]]></category>
		<category><![CDATA[António Pinto Vargas]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/media/ouch-ou-um-sermao-de-antonio-pinho-vargas-que-faria-bem-aos-jornalistas-se-estes-o-ouvissem/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2012/05/apvargas.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="apvargas" /></a>Do mural de António Pinho Vargas no Facebook retiro esta reflexão sobre &#8220;os comentadores&#8221; &#8212; essa camada da população incapaz de admitir a sua responsabilidade enquanto agents de um dos poderes que mais poder conquistou nas últimas duas décadas. Como &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/ouch-ou-um-sermao-de-antonio-pinho-vargas-que-faria-bem-aos-jornalistas-se-estes-o-ouvissem/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2012/05/apvargas.jpg" alt="" title="apvargas" width="284" height="289" class="alignright size-full wp-image-6381" />Do mural de António Pinho Vargas no Facebook retiro <a href="https://www.facebook.com/apinhovargas/posts/3883239929419">esta reflexão sobre &#8220;os comentadores&#8221;</a> &#8212; essa camada da população incapaz de admitir a sua responsabilidade enquanto agents de um dos poderes que mais poder conquistou nas últimas duas décadas. Como jornalista, digo ouch &#8212; mesmo sentindo-me sobretudo leitor/consumidor, como Pinho Vargas. E a classe, o que dirá?</p>
<p>&#8220;<br />
<blockquote>Leio o Expresso e o Público de hoje sábado. Encontro muitos artigos sobre o episódio do Pingo Doce no 1º de Maio a que chamei o do consumidor-desesperado. Em vários desses artigos os comentadores “analisam” o caso e sublinham a decadência do sindicalismo e a mediocridade dos portugueses.</p>
<p>É um facto que, no supermercado, não se pode comprar fatos Armani, ou de qualquer outra marca, nem ipads, nem Mercedes. Compram-se produtos alimentares, papel higiénico, detergentes, vassouras e outras coisas importantes para ter em casa. </p>
<p>Daqui ressaltam duas coisas: o comentador-jornalista-bem-pago não se considera parte dos portugueses consumidores-desesperados. Está acima. O que não admira porque ganha muito mais dinheiro e não precisa de fazer a triste figura. Pelo contrário, ganha a vida a comentar a triste figura. </p>
<p>Mas falta-lhes analisar a sua própria parte na falta de assunto. A falta de assunto mostra como os comentadores são totalmente escravos da atualidade, são incapazes de produzir um pensamento rico, capaz de se reproduzir numa outra coisa que vá mais além, ou totalmente banais na sua crítica ridícula à imoral do capitalismo. O capitalismo é amoral. Analisa-se noutro patamar a que nunca poderão chegar porque fazem parte integrante do analisável. </p>
<p>Tudo isto mostra, assim, que a “mediocridade dos portugueses” se mede melhor nos seus próprios artigos escravos-da-actualidade, na falta de qualidade geral da imprensa escrita ou televisiva, do que no comportamento dos cidadãos consumidores. A sua “escrita”, as suas “análises” traduzem semanalmente muito melhor a mediocridade-dos-portugueses do que alguma vez poderão imaginar.</p>
<p>Porque é que não vão escrever para The Guardian, Le Monde ou The Economist? Eu digo-lhes: porque não têm nada para dizer e nesses jornais não os quereriam para nada. Ao contrário do que pensam, pertencem aos medíocres que julgam desprezar.&#8221; <a href="https://www.facebook.com/apinhovargas/posts/3883239929419">António Pinho Vargas</a</p></blockquote>
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		<title>O futuro do jornalismo (em 5 palavras)</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 15:47:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[futuro do jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[No sábado, 14 participei na Casa da Imprensa numa sessão intitulada &#8220;Os novos media: que desafios colocam ao jornalismo e aos jornalistas?&#8220;, organizada pelo Forum de Jornalistas. Para a conversa, que foi rica, estimulante e participada, levei um guião com &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/o-futuro-do-jornalismo-em-5-palavras/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No sábado, 14 participei na Casa da Imprensa numa sessão intitulada &#8220;<a href="http://forumjornalistas.wordpress.com/2012/04/12/programa-para-sabado-a-tarde/">Os novos media: que desafios colocam ao jornalismo e aos jornalistas?</a>&#8220;, organizada pelo Forum de Jornalistas.</p>
<p>Para a conversa, que foi rica, estimulante e participada, levei um guião com cinco ideias, apresentado abaixo. Não é uma apresentação nem um slideshow, apenas um guião de conversa, mas aqui fica em jeito de arquivo:</p>
<p><object id="prezi_a37e5d431ebf6675b5d5124333eaa0222147b084" name="prezi_a37e5d431ebf6675b5d5124333eaa0222147b084" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" width="550" height="400"><param name="movie" value="http://prezi.com/bin/preziloader.swf"/><param name="allowfullscreen" value="true"/><param name="allowscriptaccess" value="always"/><param name="bgcolor" value="#ffffff"/><param name="flashvars" value="prezi_id=a37e5d431ebf6675b5d5124333eaa0222147b084&amp;lock_to_path=0&amp;color=ffffff&amp;autoplay=no&amp;autohide_ctrls=0"/><embed id="preziEmbed_a37e5d431ebf6675b5d5124333eaa0222147b084" name="preziEmbed_a37e5d431ebf6675b5d5124333eaa0222147b084" src="http://prezi.com/bin/preziloader.swf" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="550" height="400" bgcolor="#ffffff" flashvars="prezi_id=a37e5d431ebf6675b5d5124333eaa0222147b084&amp;lock_to_path=0&amp;color=ffffff&amp;autoplay=no&amp;autohide_ctrls=0"></embed></object></p>
<p><strong>Atualização</strong>: O Forum de Jornalistas, organizador da sessão, também colocou as 5 palavras do futuro do jornalismo, com mais algumas a acompanhar, no seu site, <a href="http://forumjornalistas.wordpress.com/2012/04/20/o-futuro-do-jornalismo-em-5-palavras/">aqui</a>.</p>
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		<title>Recado para os camaradas e até colegas da Imprensa, rádio e televisão</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 16:39:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[agregação]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;O meu ponto é que a agregação de links é a mais extraordinária coisa que jamais aconteceu aos editores. Está a criar mais exposição e mais atividade em torno dos seus produtos do que qualquer outra coisa jamais inventada. Por &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/recado-para-os-camaradas-e-ate-colegas-da-imprensa-radio-e-televisao/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<em>O meu ponto é que a <strong>agregação de links é a mais extraordinária coisa que jamais aconteceu aos editores</strong>. Está a criar mais exposição e mais atividade em torno dos seus produtos do que qualquer outra coisa jamais inventada.</p>
<p>Por outro lado, <strong>a agregação de conteúdos está a destruir a Internet</strong>. Absolutamente. É uma das principais causas para a situação desesperada que temos hoje, em que levar as pessoas a pagar por conteúdo é quase impossível.</p>
<p>Mas <strong>a indústria mediática está repetidamente a confundir as duas</strong>, insiste ativamente na agregação de conteúdo enquanto tenta proibir a agregação de links. <strong>Está a proteger os maus e a combater os bons</strong>.</em>&#8221;</p>
<p>Thomas Baekal, <a href="http://www.baekdal.com/opinion/how-publishers-are-missing-the-point-about-aggregation/">How Publishers Are Missing The Point About Aggregation</a>, sublinhados meus.</p>
<p>Traduzo, subscrevo e retransmito. Se for preciso, também abro cabeças a martelo para lá enfiar a frase &#8212; mediante uma módica quantia, claro. Ide ler o resto, que é muito bom. E não, não é de borla. Embora a publicação me faculte a possibilidade de colocar um link que evitaria aos meus leitores a paywall para esse artigo, desta vez não o faço. O que é <strong>original</strong> e <strong>bom</strong>, paga-se. Enquanto não aprendermos essas lição, não seremos capazes de a ensinar aos leitores, como tanto gostaríamos.</p>
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		<title>Quando as palavras não deixam (elaborar ilusões)</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 14:55:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[palavra]]></category>
		<category><![CDATA[poder]]></category>

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		<description><![CDATA[As palavras são tudo menos inocentes. Usando-as elaboramos o tosco simulacro a que depois chamamos realidade &#8212; e as audiências, porque confiam, convencem-se que &#8220;sabem&#8221; a verdade e estão &#8220;informadas&#8221; sobre o que &#8220;realmente se passa&#8221;. Ao longo das últimas &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/quando-as-palavras-nao-deixam-elaborar-ilusoes/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As palavras são tudo menos inocentes. Usando-as elaboramos o tosco simulacro a que depois chamamos realidade &#8212; e as audiências, porque confiam, convencem-se que &#8220;sabem&#8221; a verdade e estão &#8220;informadas&#8221; sobre o que &#8220;realmente se passa&#8221;.</p>
<p>Ao longo das últimas três décadas assisti à erosão da preocupação com o léxico na comunicação social portuguesa, substituída gradualmente pela imposição de uma narrativa <em>upper-class</em> que só muito parcialmente assenta no crescimento das classes médias na maior parte desse período. </p>
<p>Perante o descomunal peso dessa construção no espaço mediático, diminuindo o espaço teoricamente disponível para outras narrativas menos alinhadas com o rumo preferido pelas classes poderosas, às vezes penso até que ponto está a narrativa <em>upper-class</em> justificada, ou se a justificação, sendo frouxa, não passa antes de um pretexto. Entretanto tornado regra entre os jornalistas e comentadores incumbentes por força da repetição.</p>
<p>(Este afunilamento discursivo é comprovável assistindo a tantos programas de &#8220;debate&#8221; onde vemos 3 e mais representantes de outras tantas supostas correntes sociais serem, afinal, discursivamente idênticos, como ventríloquos idênticos, fabricados em série, e embalados sob diferentes &#8220;marcas&#8221;, num unanimismo preocupante, sobretudo porque aparentemente filtrado para se alinhar com o poder dominante.)</p>
<p>E tendo em conta que nos últimos 4 para 5 anos as classes médias, compradoras desse simulacro mediático, têm vindo a encolher, mais se me afigura anacrónico um mapa mediático que deixou de se justapor ao mapa social. Sendo essa uma das razões, embora talvez das menores?, para a perda de audiências e de interesse que caracteriza a atual comunicação social portuguesa.</p>
<p>Ocorre-me isto a propósito de um artigo acabado de ler. Eis dois excertos tirados de um texto que subscrevo na íntegra e cuja leitura recomendo vivamente a jornalistas e consumidores de jornalismo (e, até, dos seus sucedâneos, ou sobretudo dos seus sucedâneos): <a href="http://versaletes.blogspot.com/2012/02/o-lexico-autorizado.html">O léxico autorizado</a>, por José Vítor Malheiros.</p>
<blockquote><p>É possível criar narrativas diferentes à volta da expressão &#8220;empréstimo&#8221;. Posso dizer &#8220;aquele empréstimo permitiu-lhe salvar a empresa&#8221; ou &#8220;o que o levou à falência foi aquele empréstimo&#8221;. Posso dizer que o &#8220;empréstimo negociado com a troika tem um juro usurário&#8221;, mas já não o posso dizer se lhe chamar &#8220;ajuda&#8221;. As palavras não deixam.</p></blockquote>
<blockquote><p>E quando se chama &#8220;maturidade cívica dos portugueses&#8221; à ausência de contestação e &#8220;tumultos&#8221; aos protestos será possível a uma pessoa sensata defender ou participar nos últimos?</p></blockquote>
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		<title>O que torna o jornalismo português tão, mas tão especial?</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 00:27:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/media/o-que-torna-o-jornalismo-portugues-tao-mas-tao-especial/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2012/02/vestruz-areia-nb20094.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="vestruz-areia-nb20094" /></a>Vire-me para onde me virar, Estados Unidos, Espanha, Reino Unido, América Latina vá, noto um padrão. Jornalistas &#038; interessados no jornalismo passaram a discutir avidamente, publicamente, interessadamente, acaloradamente, o futuro da profissão, o futuro das notícias, o futuro deles, o &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/o-que-torna-o-jornalismo-portugues-tao-mas-tao-especial/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2012/02/vestruz-areia-nb20094.jpg" alt="" title="vestruz-areia-nb20094" width="500" height="328" class="aligncenter size-full wp-image-6304" /></p>
<p>Vire-me para onde me virar, Estados Unidos, Espanha, Reino Unido, América Latina vá, noto um padrão. Jornalistas &#038; interessados no jornalismo passaram a discutir avidamente, publicamente, interessadamente, acaloradamente, o futuro da profissão, o futuro das notícias, o futuro deles, o presente dos social media e o impacto da relação de proximidade, de cumplicidade, entre leitor e produtor das notícias, as mudanças da tecnologia, a importância dos dados, a importância da transparência, a importância do open, o futuro das empresas que lhes pagam, o long form journalism, o churnalism &#8212; tudo em grande e dando o peito às balas, uns dos outros e de todos os outros, sim, horror, envolvendo no debate as audiências. Isto para simplificar e resumir.</p>
<p>Ele é hashtags no Twitter, uma das quais tem anos de regularidade semanal que impressiona, condensados em blogs que seguem avidamente toda esta explosão, toda esta gente que saiu do armário e vem para o espaço público debater, corajosamente, o que tem de debater. Esperando vislumbrar a centelha no meio de tanta criatividade. Debates mensais, mesas redondas, painéis cruzados, encontros, retiros espirituais, blogs, blogs, blogs, blogs individuais, blogs coletivos, blogs dos próprios jornais a abrirem-se ao mundo, a exporem-se, a mostrarem, a orgulharem-se, a darem exemplos, a perguntarem aos leitores &#8212; e uns aos outros &#8212; se gostam, do que gostam.</p>
<p>Ah, mas o jornalismo português não desce a esse patamar&#8230; Não. O jornalismo português é tão, mas tão especial. Em Portugal os jornalistas fecham-se em grupos do Facebook onde discutem lá o que lhes importa discutir, que é muito naturalmente  (ups, não posso dizer, senão deixa de ser segredo).</p>
<p>E, como prova da sua pluralidade, pululam &#8212; pululamos, pois eu também faço parte destes illuminati &#8212; entre dois grupos fechados dois.</p>
<p>Que orgulho que eu tenho de pertencer ao jornalismo mais adiantado do planeta, um jornalismo que não tem dúvidas, raramente se engana e tem um Grandioso e Risonho Futuro pela frente, enquadrado pelos Mais Maravilhosos E Infalíveis grupos de media que o planeta jamais conheceu.</p>
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		<title>Ainda o #SOPA: não controlar os autores é intolerável para quem fez disso uma indústria</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 14:50:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos de autor]]></category>
		<category><![CDATA[PIPA]]></category>
		<category><![CDATA[propriedade intelectual]]></category>
		<category><![CDATA[SOPA]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/media/ainda-o-sopa-nao-controlar-os-autores-e-intoleravel-para-quem-fez-disso-uma-industria/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://farm2.staticflickr.com/1131/555768644_7ff8f3d439.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="Censorship" title="" /></a>Uma sessão de Perguntas &#038; Repostas sobre os projetos legislativos SOPA e PIPA, entretanto adiados sine die. As leis SOPA e PIPA, [que estiveram] em análise no Congresso dos EUA, prefiguram uma forma de censura sobre a Internet? Na ótica &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/ainda-o-sopa-nao-controlar-os-autores-e-intoleravel-para-quem-fez-disso-uma-industria/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma sessão de Perguntas &#038; Repostas sobre os projetos legislativos SOPA e PIPA, entretanto adiados <em>sine die</em>.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/gerriet/555768644/" title="Censorship por gerriet, no Flickr"><img src="http://farm2.staticflickr.com/1131/555768644_7ff8f3d439.jpg" width="500" height="400" alt="Censorship"></a></p>
<p><em>As leis SOPA e PIPA, [que estiveram] em análise no Congresso dos EUA, prefiguram uma forma de censura sobre a Internet?</em><br />
Na ótica de uma confortável quantidade de americanos responsáveis, com os quais me sinto tentado a concordar, prefiguram de facto uma forma de censura. O SOPA preconiza que todos os conteúdos publicados por toda a gente na web fiquem sujeitos ao crivo de um pequeno grupo de titulares de alguns direitos, que passa a deter o poder de mandar fechar publicações com base em suspeitas. Basicamente, <strong>presume culpados de pirataria os autores web, a quem caberá posteriormente provar inocência</strong>.</p>
<p>O pior é que esta nova moda legislativa tem eco em Portugal. Um projeto de lei em debate na Assembleia também <strong>presume os compradores de DVD, discos rígidos e telemóveis como culpados do crime de cópia ilegal no próprio momento da aquisição.</strong> E pior: neste caso não há direito à invocação posterior de inocência.</p>
<p><em>É certo, como dizem os críticos dos projetos de lei, que &#8220;altera a estrutura básica da WWW&#8221;?</em><br />
A primeira proposta tinha essa virtude. Os proponentes pretendem, de facto,  a rotura da Internet. Alegam que esta prejudica os seus impérios. O texto inicial propunha a intervenção censória ao nível do DNS &#8212; uma estrutura que funciona como uma lista telefónica dos endereços web, como pauloquerido.pt. Essa intervenção, dizem os especialistas, colocaria em risco a sanidade da WWW.</p>
<p>Mas essa proposta já caiu do projeto de lei [entretanto adiado]. Na dúvida, pode ter-se tratado apenas de uma peça do que conhecemos como &#8220;<strong>estratégia legislativa&#8221;: propor coisas excessivas em relação ao que se pretende</strong>, capazes até de provocar o debate público, tanto maior quanto for o seu potencial de indignar as pessoas, para depois as retirar, parecendo que se negociou &#8212; e fazem-se passar na íntegra as propostas que realmente interessam.</p>
<p><em>Como se protege os direitos de autor sem pôr em causa o livre acesso e o funcionamento de sítios com conteúdo gerado pelo utilizador, como a Wikipédia?</em><br />
Ora, se o conteúdo é gerado pelo utilizador, que direitos de autor são prejudicados?</p>
<p>A arrogância de alguns dos mais poderosos cartéis de detentores dos direitos que se confundem com os de autor não é um mistério. Nem o destaque que têm nos media. Segundo se faz crer, eles detêm os direitos até dos autores que não controlam nem representam. <strong>Não controlar os autores é intolerável para quem fez disso uma indústria. É intolerável que um vasto grupo de autores surja agora, usando as ferramentas informáticas e as redes, e coloque em causa um negócio bem delimitado</strong>.</p>
<p>Recentrando a discussão: até hoje nunca vingou a estratégia de tentar obter pela via judicial o que se não consegue no mercado concorrencial. Dois exemplos. A indústria musical passou os anos 1995-2005 a perseguir &#8220;os piratas&#8221; que nunca constituíram ameaça. Na realidade, quem lhes ficou com o negócio foram a Apple, a Netflix e mais meia dúzia de empresas das indústrias de tecnologia. Os editores e livreiros andaram &#8212; ainda andam&#8230; &#8212; a investir no &#8220;combate à pirataria&#8221; enquanto a Amazon calmamente lhes ficava com o negócio [ler a este propósito <a href="http://radar.oreilly.com/2012/01/sopa-pipa-piracy.html">SOPA and PIPA are bad industrial policy</a>, de Tim O'Reilly].</p>
<p>Isto para concluir que o combate à pirataria não é na realidade o objetivo das leis a que temos assistido até hoje, emanadas das indústrias moribundas. A fazer-se, esse combate será travado, e eventualmente ganho, pelas empresas emergentes.</p>
<p><em>Que consequências poderá [vir a] ter a aprovação destas leis [depois de refeitas]?</em><br />
Nos Estados Unidos há duas preocupações fundamentais: o desastre que representaria <strong>o fim da autonomia empreendedora das empresas que lideram a renovação da economia americana</strong>, que são as tecnológicas, e o marasmo intelectual e criativo que se seguiria, com o país subitamente mergulhado numa <strong>redoma em que só as vozes certificadas pela indústria dos direitos de autor teriam acesso à publicação</strong>. Tal como estão, é impensável que as leis passem. E já há alternativas sensatas e emanadas desse setor que é encarado, bem ou mal, como a salvação da economia americana.</p>
<p>Em terceiro lugar, a lei destruiria a Internet e as redes sociais como o Facebook. Isto antes de falarmos das consequências ao nível da liberdade de expressão e da colisão com a Constituição americana.</p>
<p><em>Afetarão o utilizador da Internet em Portugal?</em><br />
Esse é outro aspecto desta <strong>peculiar iniciativa legislativa americana: não beliscaria, sequer, os infratores mas teria o poder de prejudicar milhões de pessoas em todo o mundo</strong>, Portugal incluído. Já nem falo da falta de acesso a sites americanos como o Google e o Facebook. No texto inicial da lei ora proposta, bastaria um leitor de um jornal online apontar, nos comentários, um site que os &#8220;polícias&#8221; indigitados pela lei considerassem ser ilegal para o endereço desse jornal ser retirado das listas mundiais.</p>
<p><strong>Posfácio explicativo</strong><br />
A meio da semana o Pedro Cordeiro, do Expresso, colocou-me algumas questões sobre os projetos legislativos americanos SOPA e o PIPA &#8212; já adiados sine die pelos seus proponentes. As respostas foram dadas para um artigo a publicar este sábado. Uma fração delas, melhor dizendo, pois o espaço dos jornais é finito e o jornalista faz a escolha do que acha mais importante salientar.</p>
<p>Publico-as aqui para efeitos de arquivo pessoal.</p>
<p><span style="font-size:85%">(Crédito da imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/gerriet/555768644/" title="">Censorship por gerriet, no Flickr</a>)</span></p>
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		<title>#SOPA e #PIPA: pirataria não passa de um pretexto para travar a concorrência emergente</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 18:42:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[PIPA]]></category>
		<category><![CDATA[pirataria]]></category>
		<category><![CDATA[SOPA]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é a primeira vez que assistimos na web a um black-out contra projetos de lei (houve um na década de 90 por causa de uma lei sobre pornografia online), mas é a primeira vez que à cabeça do protesto &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/sopa-e-pipa-pirataria-nao-passa-de-um-pretexto-para-travar-a-concorrencia-emergente/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é a primeira vez que assistimos na web a um black-out contra projetos de lei (houve um na década de 90 por causa de uma lei sobre pornografia online), mas é a primeira vez que à cabeça do protesto estão empresas como a Google, sites como a Wikipedia, revistas como a Wired e ícones como Mark Zuckerberg. Isto para mencionar apenas quatro dos mais significativos entre os mais de 10.000 sites envolvidos no protesto de dia 18 de Janeiro de 2012, sendo esta grande dimensão outra novidade.</p>
<p>As leis em causa, o Stop Online Piracy Act e o Protect Intelectual Property Act, não perseguiriam quem nomeiam &#8212; a pirataria nem em sonhos seria afetada por elas &#8212; mas atingiriam com violência as indústrias que os americanos vêem como fundamentais para a economia agora e no futuro.</p>
<p>É um confronto &#8212; talvez o último &#8212; entre impérios moribundos, aos quais já só resta a força clientelar, e os emergentes que os vão substituir.</p>
<p>A pirataria é uma falsa questão, um pretexto.</p>
<p>Não foram os piratas que ficaram com os lucros que eram das cinco majors da música, mas a Apple.</p>
<p>E não foram os piratas quem lucrou com as hesitações das indústrias editoriais, mas sim a Amazon.</p>
<p><span style="font-size:85%">(Versão original, mais comprida, do <a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&#038;id=532563" title="Google, Wikipedia e Zuckerberg contra SOPA ">artigo publicado no Jornal de Negócios</a>. Título modificado.)</span></p>
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		<title>Detalhes que definem o jornalismo e o que de melhor se faz nos jornais. De papel ou online</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 16:55:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/media/detalhes-que-definem-o-jornalismo-e-o-que-de-melhor-se-faz-nos-jornais-de-papel-ou-online/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2012/01/omelhorjornalismo.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="omelhorjornalismo" /></a>Há detalhes que definem o jornalismo. E o separam de outras atividades informativas e comunicacionais. Detalhes que mostram o que de melhor e de mais criativo se faz nas Redações que produzem jornais e revistas &#8212; tanto de papel como &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/detalhes-que-definem-o-jornalismo-e-o-que-de-melhor-se-faz-nos-jornais-de-papel-ou-online/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2012/01/omelhorjornalismo.jpg" alt="" title="omelhorjornalismo" width="600" height="389" class="aligncenter size-full wp-image-6239" /></p>
<p>Há detalhes que definem o jornalismo. E o separam de outras atividades informativas e comunicacionais. Detalhes que mostram o que de melhor e de mais criativo se faz nas Redações que produzem jornais e revistas &#8212; tanto de papel como online.</p>
<p>Reparem, gozem, estes dois detalhes. A capa do jornal francês <a href="http://journal.liberation.fr/publication/liberation/823/#!/0_0">Libération publicada no último dia 14</a>, dia seguinte à perda de um &#8220;A&#8221; pela França, segundo uma agência de notação financeira. E a homepage da revista <a href="http://www.wired.com">Wired ao longo deste dia 18 de Janeiro de 2012</a>, marcado pela manifestação coletiva na web contra a censura que representa uma lei em aprovação no Senado americano (a SOPA).</p>
<p>São detalhes como estes que me alimentam o orgulho no jornalismo e me fazem continuar nisto &#8212; mesmo em tempos em que a profissão, e o seu exercício, são tão pressionados por baixo, pelos lados e sobretudo por cima.</p>
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		<title>Jornalistas no desemprego: do excesso de mão de obra ao perigo dos independentes à solta</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 22:45:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[desemprego]]></category>
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		<description><![CDATA[A resposta das empresas e grupos de media às dificuldades tem sido reduzir quadros. As reduções em norma obedecem a um critério simples: despedem-se os mais antigos, porque estarão mais perto da reforma, são mais bem pagos e não apresentam &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/jornalistas-no-desemprego-do-excesso-de-mao-de-obra-ao-perigo-dos-independentes-a-solta/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A resposta das empresas e grupos de media às dificuldades tem sido reduzir quadros. As reduções em norma obedecem a um critério simples: despedem-se os mais antigos, porque estarão mais perto da reforma, são mais bem pagos e não apresentam já a genica tida por indispensável ao &#8220;aumento de produtividade&#8221; &#8212; um cálculo quantitativo cuja aplicabilidade pode ser discutida, mas noutro contexto.</p>
<p>O motivo dos despedimentos é este: não há dinheiro.</p>
<p>Não há dinheiro por causa do desaparecimento cada vez menos lento do papel e da diminuição do investimento publicitário.</p>
<p>E não há dinheiro mercê da inadaptação do modelo de negócio tradicional à Internet, onde a indústria da publicidade goza de muito maior poder fiscalizador sobre o retorno do investimento, pelo que não paga mais o tipo de somas a que não podia fugir nos meios sobre os quais o controlo é deficiente.</p>
<p>Mas a resposta &#8220;não há dinheiro&#8221; apresenta perigos. Entre outros, descapitaliza as Redações. Desguarnece-as de inteligência, experiência e cultura mediática. Tenho vindo a defender que numa altura de incerteza as empresas de media precisam de gente com grande experiência, gente que já passou baixos e altos, gente que sabe pensar &#8212; e tem maior disponibilidade para pensar.</p>
<p>Poderemos relacionar essa descapitalização com o aumento das queixas sobre a falta de qualidade do jornalismo?</p>
<p>Quando vão as empresas questionar-se sobre os resultados negativos das migrações do papel para a web, como o aumento da quantidade de lixo redundante, o nivelamento por baixo do preço da publicidade nas suas páginas, os danos para a imagem e o insatisfatório cumprimento da necessidade de separar e filtrar a informação?</p>
<p>A sua resposta tem outras consequências. Uma delas tornou-se particularmente visível nos últimos tempos mercê de um grupo do Facebook que inclui jornalistas e pessoas interessadas no jornalismo. O grupo foi o primeiro, entre as tentativas que despontaram nos diversos formatos online desde o tempo dos newsgroups, que vi adquirir massa crítica suficiente para se manter e renovar sem cair no marasmo a que círculos pequenos sempre conduzem.</p>
<p>A consequência para que chamo a atenção é esta: temos hoje fora das Redações uma quantidade impressionante de bons jornalistas, ex-editores de grande valia, repórteres de comprovada mestria. Se ainda não se passou o ponto em que há mais grandes jornalistas no desemprego do que em funções, estaremos a caminhar muito rapidamente para esse marco.</p>
<p>&#8220;<strong><em>Que poder não poderão ter umas boas centenas de jornalistas verdadeiramente livres e independentes, em todo o país, se souberem ser solidários e agir através da perigosíssima arma que manejam melhor do que ninguém – a Informação livre?</em></strong>&#8221; &#8211; pergunta Carlos Robalo numa nota publicada na sua página do Facebook, nota essa que vale bem a pena ler na íntegra: <a href="https://www.facebook.com/notes/carlos-robalo/jornalistas-libertados-o-perigo-da-verdade-%C3%A0-solta/219140684836532">JORNALISTAS LIBERTADOS &#8211; O perigo da verdade à solta</a>.</p>
<p>Matéria para reflexão &#8212; já que ação não é de esperar.</p>
<p>(Nota: sei que esta não é a única profissão a passar pelo problema do excesso de trabalhadores qualificados, longe disso. Mas sendo a minha, é dela que falo.)</p>
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		<title>Impala fecha revista Focus. Que jornal se seguirá? Quantos jornalistas foram já despedidos?</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 18:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/media/impala-fecha-revista-focus-que-jornal-se-seguira-quantos-jornalistas-foram-ja-despedidos/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2012/01/revistafocus.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="revistafocus" /></a>ATUALIZAÇÃO: O Alex Gamela fez o mapa. Pelo que passa a estar aqui em destaque. Boa, Alex! Para os registos: o ano de 2012 começa com o desaparecimento anunciado de uma revista. A Impala disse hoje aos trabalhadores que vai &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/impala-fecha-revista-focus-que-jornal-se-seguira-quantos-jornalistas-foram-ja-despedidos/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ATUALIZAÇÃO: O <a href="http://alexgamela.com/">Alex Gamela</a> fez o mapa. Pelo que passa a estar aqui em destaque. Boa, Alex!</p>
<p><iframe width="500px" height="300px" scrolling="no"  src="http://www.google.com/fusiontables/embedviz?viz=MAP&#038;q=select+col2+from+2633844+&#038;h=false&#038;lat=38.985496784898935&#038;lng=-10.616714843750056&#038;z=7&#038;t=1&#038;l=col2"></iframe></p>
<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2012/01/revistafocus.jpg" alt="" title="revistafocus" width="250" height="311" class="alignright size-full wp-image-6210" />Para os registos: o ano de 2012 começa com o desaparecimento anunciado de uma revista. A Impala disse hoje aos trabalhadores que vai fechar a Focus (<a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&#038;id=531265">notícia no Jornal de Negócios</a>).</p>
<p>Tanto num almoço como num encontro numa redação de Lisboa, com pessoas diferentes, disse hoje &#8212; antes deste anúncio &#8212; que esperava pelo fecho de algumas publicações em papel este ano. Penso que um dos diários nacionais, ou com pretensão ao estatuto, não chegará ao fim do ano. E uma das publicações semanais também. Bem, essa já está, infelizmente não tive de esperar muito para ver a previsão confirmada.</p>
<p>Como quase sempre acontece, o que sucede à imprensa americana acaba por acontecer na Europa. A vaga de desemprego nos jornalistas (e profissões associadas aos jornais e televisões) acompanha a falta de receitas e o fim do papel. Na Europa apenas com um pequeno atraso.</p>
<p>Em Espanha o desemprego dos jornalistas já tem medida. &#8220;<em>El Observatorio de la Asociación de la Prensa de Madrid (APM) para el seguimiento de la crisis lleva contabilizados 2.918 afectados en el sector periodístico madrileño desde mediados de 2008 hasta finales de 2011. En concreto, 2.663 despidos, 107 prejubilaciones y 148 reubicaciones en otros puestos. En la segunda mitad de 2011, se han eliminado 212 empleos periodísticos en Madrid. Y las expectativas para el primer trimestre de 2012 son muy negativas: tan solo entre las divisiones de radio y de televisión del Grupo Prisa se perderán cerca de 1.000 puestos de trabajo más.</em>&#8221; (<a href="http://www.apmadrid.es/noticias/generales/cerca-de-3000-afectados-por-la-crisis-del-sector-periodistico-en-madrid-segun-el-observatorio-de-la-apm?Itemid=209">notícia na Asociación de la Prensa de Madrid</a> com mais elementos).</p>
<p>Está na altura de em Portugal se fazer a contabilidade. Nos últimos 3 anos foram despedidos centenas de trabalhadores e fecharam algumas publicações. Talvez o Sindicato dos Jornalistas, em jeito de folga das lições doutrinárias e dos repúdios, pudesse aqui comprovar a sua utilidade? A menos que eu não tenha visto bem, a última informação numérica sobre desemprego publicada pelo Sindicato, acessível num recôndito PDF com a &#8220;informação sindical de 2011&#8243; publicado há um ano, reporta ao ano de 2010, com 209 dependentes (28 dos quais da Impala) da Caixa dos Jornalistas e 28 despedidos por empresas que despediram pelo menos 5 jornalistas.</p>
<p>Ou, na ausência de um serviço de informação decente sobre este tema quente, escaldante, a ferver, super-interessante, os históricos proponentes da Ordem dos Jornalistas podiam aproveitar para mostrar o que pode uma Ordem dar à classe que o Sindicato não dê e fazer o <em>tracking</em> do desemprego no setor. Nos EUA uma jornalista consegue fazer um bom <em>tracking</em>, talvez o exemplo estimule algum camarada: <a href="http://newspaperlayoffs.com/">Paper Cuts</a>.</p>
<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2012/01/papercuts.jpg" alt="" title="papercuts" width="550" height="348" class="aligncenter size-full wp-image-6211" /></p>
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