A web morreu. Que maçada, logo agora que os jornais aprenderam a usá-la
É ler no Ondas na Rede: A web morreu. Que maçada, logo agora que os jornais aprenderam a usá-la
O que significa a perda da neutralidade da Internet?

O que significa, afinal, a perda da neutralidade da Internet, se — ou quando — ela acontecer?
Significa o fim da igualdade de oportunidades, para quem cria e produz, e o fim da liberdade de acesso para quem consome.
Ler o meu artigo completo no Ondas na Rede, no Correio da Manhã.
Quanto custa o kilo de pageviews, Fernando?
Publiquei no blog do Correio da Manhã, o Ondas na Rede, um artigo intitulado Contas feitas, ó jornalista, sabes quanto vales, sabes, sabes, sabes? 14% que teve bastante leitura, o que me surprendeu.
Uma das reacções veio do Fernando Soares, que conheço vai para cima de 25 anos, que foi jornalista sem mim e comigo em vários sítios, e que é, desde há algum tempo, responsável técnico do IOL. no seu Facebook o Fernando dá os seus cinco cêntimos sobre o assunto. Gosto de 4 dos cêntimos, mas no 5º diz o Fernando que é mentira uma coisa que eu escrevi. Pelo que decidi responder-lhe com umas perguntas para saber onde estou errado:
LER CONTINUAÇÃO :.
Problemas dos filtros informáticos: no melhor Google cai a nódoa
Os filtros informáticos são imprescindíveis para fazer face a tamanhas quantidade de informação na rede — e a aumentaram diariamente. Mas os filtros informáticos apresentam problemas. No melhor, o Google, cai a nódoa: num filtro que tenho para “privacidade” saiu-me a fava de um site de tunning.
É por estas e por outras que a filtragem humana do que acontece — algo que fora da web dá pelo nome de “jornalismo” — é cada vez mais necessária.
Porque tantos empreendedores e startups de sucesso vieram do PayPal?

É uma excelente questão: porque tantos empreendedores e startups de sucesso vieram do PayPal?
Vincent Chan coloca-a e procurou respostas.
Why did so many successful entrepreneurs and startups come out of PayPal? I long have been fascinated by the extraordinary achievement from the ex-Paypal team and wonder about the reasons behind their success. In the past, mass media tried to answer this question several times but still couldn’t give us a clear answer.
I once asked David Sacks the same question during an event in Los Angeles. He told me the secret is that Paypal has built a “scrappy” culture.
Ler o artigo Why did so many successful entrepreneurs and startups come out of PayPal? Answered by Insiders
Andy Warhol equivocou-se. Não vamos ser famosos por 15 minutos, mas para 15 pessoas
Andy Warhol equivocou-se. Não vamos ser famosos por 15 minutos. Cada um de nós vai ser famoso para 15 pessoas.
É o que diz um amigo de Steve Rosenbaum. Que o cita num provocador artigo em que se disserta sobre a substituição do rei conteúdo pelo novo rei, a curadoria (Content Is No Longer King: Curation Is King)
Por alto: o conteúdo passou da condição de escasso à condição de ubíquo, está em todo o lado, é bom, é mau, é IMENSO. Perdeu qualidade e ganhou ruído. Daí que Rosenbaum antevê uma mudança da amplitude da prensa de Gutenberg (de acordo) e a ascensão da Economia da Agregação.
“We’ve arrived in a world where everyone is a content creator. And quality content is determined by context. Finding, Sorting, Endorsing, Sharing – it’s the beginning of a new chapter. And not since Gutenberg have we seen such a significant change in who’s able to use the tools of content creation to engage in a public dialog.”

10 verdades sobre a web e como projetar para ela
Luke Wroblewski apresenta em 10 Things I Learned In Web School uma enumeração de aprendizagens acerca da rede que considero um bom ponto de partida.
Ei-las abaixo, traduzidas, sendo que no artigo estão detalhadas.
1. Podes influenciar a tua audiência na web, mas não a controlas.
2. As aplicações web são produtos digitais. Pensa-as e projeta-as em conformidade.
3. Quem melhor consegue enquadrar um problema é muito provavelmente a pessoa indicada para o resolver.
4. Há muitas formas de mover pixels no ecrã. Nem todas elas são desenháveis.
5. O que define um interface de utilizador?
Não penses só no contexto do teu website, pensa no contexto da web.
7. Design visual não é só tornar as coisas mais bonitas.
8. Organização, interação e apresentação são as principais considerações para projectar qualquer website ou aplicação.
9. Sê um nó esperto.
10. O design proporciona valor único para a tomada de decisões estratégicas.
Estar em rede não é um dever nem uma obrigação, mas confere uma vantagem
Mais uma sessão de Perguntas e Respostas, agora sobre redes sociais e numa perspectiva mais de empresa.
P: A que se deve a expansão das redes sociais para a utilidade que as pessoas dão nos dias de hoje? (impulsionar uma marca, movimentos de cidadania, âmbito profissional)
R: A expansão das redes sociais deve-se ao facto de irem ao encontro de uma das necessidades das pessoas que ainda não estava devidamente respondida pela civilização tecnológica. A necessidade de comunicarem de forma livre e espontânea. Os movimentos de cidadania vêm em seguida, com a organização ad-hoc proporcionada pelas redes e os seus efeitos multiplicados pelo ambiente reticular. Os aproveitamentos para a comunicação profissional seguem-se, logicamente, e só depois entram em cena as estratégias comerciais.
P: Acha que a inserção das empresas nas redes poderá ser benéfico em que pontos?
R: A inserção das empresas nas redes só as beneficiará se forem capazes de compreender e aceitar a cultura reticular e a ela adequarem as suas comunicações e os seus processos de venda (se for esse o objetivo) ou outros. A partir desse ponto, será tão benéfica como a inserção noutro qualquer meio de comunicação e socialização.
P: Qual será o futuro das redes sociais para as empresas? Será que irá substituir os meios de comunicação social e a publicidade?
R: O futuro é, no curto prazo, penoso. À partida, não substitui forçosamente os meios de comunicação de massas tradicionais e a publicidade. Amplia a gama de utensílios de comunicação disponíveis e aumenta o número de canais de divulgação e de retalho. As opções por um ou mais meios de comunicação e canais para alcançar os clientes dependem dos objetivos e dos recursos das próprias empresas.
P: Num futuro próximo ter uma rede social será uma obrigação profissional e lidar bem com esta tecnologia um dever?
R: Não. Estar em rede e lidar com a tecnologia não é um dever nem uma obrigação, mas confere uma vantagem. Hoje e durante algum tempo, conferirá vantagem.
Madeira: a derrota dos jornais
Sem gente nas Redacções, os jornais online reproduziram a Lusa. As informações chegavam atrasadas; em regra, uma hora ou duas. Era caricatural: estávamos a dar para a CNN, SkyNews e mundo informações confirmadas de 25 mortos e os sites dos jornais emitiam os número de 10, e até de 5, relativos a duas horas antes.
Uma vergonha. Sem ninguém para tratar a informação, produzir um dossiê e controlar a publicação, mais valia cortar os automatismos do que exibirem a sua incapacidade de produzir trabalho com valor.
A atenção de meios online internacionais (de Inglaterra aos EUA pasando por Itália e Holanda, para citar os que vi) ao que se passa no Twitter permitiu-lhes dar notícias mais actualizadas do que os congéneres portugueses, isto durante toda a tarde de sábado.
Uma vez mais, parece que só são capazes de fazer um slideshow se a CNN, a BCC e o El Pais fizerem primeiro — e isto num acontecimento em solo português.
Valeram a RTP-N e a SIC-N, já que a TVI também parece sofrer da doença da redução de pessoal aos sábados. Só às 17 horas largou a programação e entrou em emissão de acompanhamento.
Para manter as pessoas informadas valeu sobretudo o Twitter e o jornalismo cívico, de alguns profissionais e de muitos amadores.
Mas esse trabalho produzido pelas pessoas — tanto no local (um punhado de madeirenses pode estar horas a coligir e distribuir informação preciosa tanto para os jornalistas como para as pessoas) como fora dele (desde mapas à recolha de fotos, videos, dados dispersos concentrados em wikis), como na sua redistribuição no Twitter — necessita da capacidade e do treino dos jornalistas profissionais, sem os quais fica reduzido a quem está nas redes sociais.
Hoje, uma marca de media é uma marca de media global e multimeios: usa todos os canais ao dispôr. Ou então assume a escolha de não estar nalgum deles: não morre por isso, é mais corajoso e é melhor do ponto de vista da relação com os leitores, muito melhor do que fingir que está e falhar num acontecimento desta grandeza.
Mais que uma vitória do Twitter, saliento a derrota dos jornais portugueses. Afinal, a primeira já faz parte do cenário mediático. O papel da rede na recolha e na difusão de pequenos bits de informação, enquadráveis em blocos maiores que cumprem o papel das antigas notícias, já foi posto à prova mais de uma vez.
O que espanta (ou talvez não, infelizmente) é a demissão dos jornais. Deviam estar a aproveitar a rede para enriquecerem as suas edições. Não estão. Ser sábado à tarde explicará tudo?
A blogosfera portou-se igualmente mal. Além de comentários políticos de gosto duvidoso sobre — quem mais? — o Primeiro Ministro, o deserto. Nada. Nem mesmo as aceitáveis críticas ao ordenamento da Madeira, por exemplo, ou ao papel das autoridades de protecção civil, da meteorologia, ou a recordação de outros episódios e os links para os videos no Youtube — a conversa mais ou menos crítica que em tempos fazia parte dela, blogosfera.
Também se comprovou que nos directos televisivos é possível fazer uma excelente cobertura sem um repórter no local, e que ter um não significa só por si uma vantagem. Sobretudo nas primeiras horas da tarde, a experiência e a criatividade de Alberta Marques Fernandes permitiram que a RTP-N tivesse uma emissão mais substantiva e esclarecedora no que toca à informação do que se estava a passar do que a SIC-N, em que a centralização do fluxo na pessoa do jornalista em direto traiu, como de costume, o próprio e a emissão: é inevitável o recurso às emoções, que sempre se sobrepõem às informações. Mais tarde as emissões equivaleram-se, a SIC-N tem recursos e rotinas para isso.
iAnedotas
Perante um automóvel com mudanças automáticas e direcção assistida os geeks guincharam: como não tem alavanca de mudança e o volante é leve? Nenhum condutor vai querer esse carro, quá quá quá.
Quando, na mesa, viu faca e garfo para comer a refeição, o geek esnobou — e puxou do seu canivete suíço: “sem 37 formas diferentes de cortar bife e espetar batata, quem vai comprar essa utensilagem bacoca?” — perguntou, convicto da sua verdade.
(É a este nível, anedótico, que andam a maioria das “críticas” ao iPad.)

del.icio.us
DoMelhor
Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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