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	<title>Certamente! &#187; tecnologia</title>
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	<description>Paulo Querido escreve.</description>
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		<title>Tecnológicas como o Facebook produzem riqueza concentrada, não criam empregos</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 09:08:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/economia/tecnologicas-como-o-facebook-produzem-riqueza-concentrada-nao-criam-empregos/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://www.mondaynote.com/wp-content/uploads/2012/02/facebook-one-graph.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="" /></a>Reparem bem no gráfico. Moral da história: as tecnológicas criam riqueza em formato concentrado, não a distribuem. Nem sequer pelos empregados. Não criam emprego. Ou por outra: destroem muito mais emprego do que criam e não criam, sequer, na mesma &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/economia/tecnologicas-como-o-facebook-produzem-riqueza-concentrada-nao-criam-empregos/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reparem bem no gráfico. Moral da história: as tecnológicas criam riqueza em formato concentrado, não a distribuem. Nem sequer pelos empregados. Não criam emprego. Ou por outra: destroem muito mais emprego do que criam e não criam, sequer, na mesma quantidade das suas congéneres dos anteriores estádios do capitalismo.</p>
<p>Quando os ultra-liberais vos forem enfiar as patranhas das empresas serem as Grandes Criadoras de Emprego, desconfiem. O código genético das empresas determina precisamente o contrário. Só recorrem ao mínimo necessário e quanto mais puderem poupar nesse custo, melhor. São tanto mais aplaudidas pelos accionistas quanto forem capazes de extrair riqueza já concentrada, não partilhada. É a sua natureza. E a tecnologia e as redes são suas belíssimas aliadas.</p>
<p><img alt="" src="http://www.mondaynote.com/wp-content/uploads/2012/02/facebook-one-graph.jpg" class="alignnone" width="595" height="500" /></p>
<p>(imagem sugerida por Jean-Louis Gassée em <a href="http://www.mondaynote.com/2012/02/05/facebook-the-revenge-of-the-nerds/">&#8220;Facebook: The Revenge of the Nerds&#8221;</a>)</p>
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		<title>Aviso aos negócios que estão a apostar às cegas no Facebook</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 12:28:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;When my mum joined Facebook &#8211; I left.&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;When my mum joined Facebook &#8211; I left.&#8221;</p>
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		<title>Ponto de viragem digital: social media, trabalho, jornais, privacidade e democracia</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 10:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;A decade of studies by the USC Annenberg Center for the Digital Future creates a portrait of the American user of the Internet reaping the benefits of online activity, while at the same time paying a tremendous price in the &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/politica/ponto-de-viragem-digital-social-media-trabalho-jornais-privacidade-e-democracia/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A decade of studies by the USC Annenberg Center for the Digital Future creates a portrait of the American user of the Internet reaping the benefits of online activity, while at the same time paying a tremendous price in the form of time, privacy, and well-being&#8221; (citação de <a href="http://annenberg.usc.edu/News%20and%20Events/News/111214CDF.aspx">USC Annenberg | Is America at a digital turning point?</a>).</p>
<p>O artigo identifica nove pontos-chave. A maioria aplica-se não apenas aos EUA, mas também na Europa e no resto do mundo com alto nível de penetração da Internet e das tecnologias de informação. Destaco estes seis:</p>
<ul>
<li>&#8220;Explosão&#8221; do uso de social media &#8212; mas a maioria do conteúdo não é credível.</li>
<li>O PC de secretária morreu; viva o tablet.</li>
<li>O trabalho é cada vez mais uma experiência 24/7.</li>
<li>A maioria dos jornais terá desaparecido dentro de cinco anos.</li>
<li>A nossa privacidade perdeu-se.</li>
<li>O papel da Internet no processo político é uma questão em aberto.</li>
</ul>
<p><span style="font-size:90%">(em <a href="http://pauloquerido.com/bits/the-digital-turning-point/">cross-post</a>)</p>
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		<title>Os interfaces entre o mundo físico, atómico, e o mundo digital, dos bits, desaparecerão</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 09:46:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[ecrã táctil]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/os-interfaces-entre-o-mundo-fisico-atomico-e-o-mundo-digital-dos-bits-desaparecerao/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/11/touchscreen-full.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="" /></a>Para onde caminha a nossa relação com os aparelhos digitais? As barreiras entre as realidades física e digital esbatem-se a grande velocidade e dentro de pouco tempo um grande número de operações realizadas no nossos aparelhos digitais será comandado por processos naturais de comunicação. <a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/os-interfaces-entre-o-mundo-fisico-atomico-e-o-mundo-digital-dos-bits-desaparecerao/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/11/touchscreen-full.jpg" alt="" title="" width="350" class="alignright size-full wp-image-6105" /> O Paulo Camacho, do Jornal da Madeira, colocou-me uma questão interessante para uma reportagem a publicar na revista Olhar, daquele jornal. Partindo do &#8220;regresso dos dedos&#8221;, possibilitado pelo iPad, trata-se de tentar perspectivar para onde caminha a nossa relação com os aparelhos digitais.</p>
<p>Ainda o iPad não estava à venda quando aqui publiquei um artigo &#8212; <a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/ipad-promessas-de-amanhas-que-cantam-e-porque-estou-cauteloso-com-elas/">iPad: promessas de amanhãs que cantam (e porque estou cauteloso com elas)</a> &#8212; no qual evidenciei prematuramente esse aspeto revolucionário. Uma breve passagem:</p>
<blockquote><p>O iPad promete efectivamente amanhãs que cantam à nossa relação com a informática. O iPad promete acabar com a experiência frustrante do interface que dominou, imperial e imperturbável, a relação de 99% dos humanos com 100% dos computadores ao longo dos últimos 30 anos. Refiro-me à metáfora do interface gráfico e da interacção com o rato, nas múltiplas variantes de &#8220;apontar e clicar&#8221;.</p>
<p>Promete acabar com a dependência do formato do ecran: ele continua rectangular, oh sim, mas temos a liberdade de girar esse rectângulo, rodá-lo com o nosso próprio movimento, de forma natural, o conteúdo, aquilo que está a ser mostrado, adapta-se à nossa posição em vez de sermos obrigados ao alinhamento com a posição dele. </p></blockquote>
<p>Recuperado isto, acrescento agora: caminhamos para uma época onde os interfaces entre o mundo físico, atómico, e o mundo digital, dos bits, desaparecerão &#8212; ou, se preferirmos, tornar-se-ão transparentes e não envolverão nenhum esforço.</p>
<p>Hoje tocamos nos ecrans para enviar um mail. Nos jogos já não é necessário contacto: dirigimos o nosso avatar, ou representante, meramente através do movimento corporal. E começamos a falar para os aparelhos de uma forma eficaz (o reconhecimento de voz anda aí há 15 anos ou mais, demorou a estabelecer-se, o que comprova a dificuldade da tarefa).</p>
<p>Dentro de pouco tempo, um grande número de operações realizadas pelos nossos aparelhos digitais será comandado por processos naturais de comunicação: gesticular, apontar, verbalizar. A vice-versa será verdadeira: receberemos as mensagens não somente através dos ecrans, mas através da audição. E não está longe a projeção 3D.</p>
<p>Em suma: esbater-se-ão as barreiras que contém as representações física e digital da realidade.</p>
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		<title>data.gov à portuguesa, ou a transparência possível: 5+1 serviços produzidos pelos cidadãos (act.)</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 14:15:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/politica/data-gov-a-portuguesa-ou-a-transparencia-possivel-51-servicos-produzidos-pelos-cidadaos/"><img align="right" hspace="5" width="100" height="100" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/05/parlamento-150x150.png" class="alignright tfe wp-post-image" alt="parlamento" title="parlamento" /></a>E mais umas eleições vão passar sem que nenhum partido apresente ideias para melhorar a eficácia da presença do Estado nas redes, tirando partido da informática barata e indo ao encontro dos cidadãos. Se as ideias para um movimento do &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/politica/data-gov-a-portuguesa-ou-a-transparencia-possivel-51-servicos-produzidos-pelos-cidadaos/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E mais umas eleições vão passar sem que nenhum partido apresente ideias para melhorar a eficácia da presença do Estado nas redes, tirando partido da informática barata e indo ao encontro dos cidadãos.</p>
<p>Se as ideias para um movimento do tipo data.gov têm ido diretamente para o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki//dev/null">dev/null</a> dos partidos, a verdade é que, ao contrário, a sociedade civil se tem mexido bastante. Isto significa que há vontade. Assim houvesse disponibilidade política para a) perceber essa vontade, b) iniciar os processos para resolver a falha informativa da Administração Pública e ao mesmo tempo melhorar os índicios de transparência dessa AP.</p>
<p><strong>Atualização: A ESOP promove amanhã, dia 1 de Junho, pelas 17 horas, no ISCTE–IUL, um debate subordinado ao tema “Open Source e Open Standards na Administração Pública – Contributo para o crescimento da economia portuguesa”. O debate contará com a participação de representantes dos partidos com assento parlamentar e da AMA – Agência para a Modernização Administrativa (<a href="http://www.esop.pt/debate-sobre-o-papel-do-software-open-source-no-crescimento-da-economia/">link</a>).</strong></p>
<p>Apresento abaixo 5+1 serviços, um dos quais não conhecia, que pegam na pouca informação disponibilizada por entidades públicas, reformatam-na e apresentam-na de forma a fazer sentido. Serviços produzidos pela sociedade civil: cidadãos, por vezes agindo individualmente, uma organização sem fins lucrativos e uma fundação. 5 são websites, 1 é aplicação para Android.</p>
<p>À medida que os for apreciando, caro leitor, pense só no que poderíamos ter se os cidadãos empenhados que os fazem &#8212; em 5 casos sem nada receber em troca &#8212; dispusessem de maiores doses da informação pública (toda a informação não classificada produzida pelo Estado é pública, pertence a todos nós) e em formatos pesquisáveis e trabalháveis, em vez da dor de cabeça de formatos proprietários e confusos e da má ou deficiente (ou pura e simplesmente omissa) classificação que são hoje a &#8220;norma&#8221; da produção documental digital do Estado português.</p>
<h3>Demo.cratica</h3>
<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/05/democraticaorg.jpg" alt="" title="democraticaorg" width="590" height="375" class="aligncenter size-full wp-image-5911" /></p>
<p>Começo pelo site que descobri por acaso, numa consulta no Twitter: o <a href="http://demo.cratica.org">demo.cratica</a>. &#8220;<strong>Um projecto independente, livre e autónomo dedicado a oferecer uma nova visão sobre o Parlamento Português</strong>&#8220;. </p>
<p>O site descreve-se como &#8220;<em>a forma fácil de ler o Parlamento. Um site independente para saber quem são e o que dizem os deputados da Assembleia da República Portuguesa</em>&#8220;. E é isso mesmo. As sessões da Assembleia apresentadas com coerência, em texto editável e pesquisável. Um trabalho notável, sobretudo tendo em conta que o site da Assembleia da República é um completo desastre do ponto de vista da abertura; foi desenhado para dificultar o acesso ao que se passa no hemiciclo. São necessárias aptidões invulgares para manipular botões e decifrar linguagem oficial, bem como uma paciência de santo, para encontrar alguma coisa no site da AR.</p>
<p>Um simples exemplo. Suponhamos que queremos saber que deputados deram à &#8220;geração à rasca&#8221; a sua atenção nos trabalhos, e em que contexto falaram do assunto.</p>
<p>No site Demo.cratica é simples. Onde diz &#8220;pesquisa&#8221;, escrevemos &#8220;geração à rasca&#8221; e premimos enter. <a href="https://demo.cratica.org/pesquisa/?q=Gera%C3%A7%C3%A3o+%C3%A0+rasca">O resultado é este</a>. Dois cliques para ficarmos a saber que no dia 24 de Fevereiro o deputado José Moura Soeiro, deputado do Bloco de Esquerda pelo ciclo do Porto, referiu o assunto no plenário. E mais quatro resultados à distância de novo clique. </p>
<p>A mesma pesquisa no site do Parlamento <a href="http://app.parlamento.pt/ARSearch/Search.aspx?Text=gera%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20rasca">dá estes resultados</a>: uma longa e inútil lista, no fim da qual um botão convida: &#8220;Pesquise também em Debates Parlamentares&#8221;. Vá, experimente. Clique no link acima, percorra a página admirando a inutilidade dos resultados e clique em &#8220;Debates Parlamentares&#8221;.</p>
<p>Pois é. (Não pense que é acidente ou caso raro: falhas dos servidores, erros 404 e sobretudo páginas vazias são mato no site do Parlamento português, que já conheceu melhores dias.)</p>
<p>A mesma pesquisa, ainda, através do Google. <a href="http://www.google.pt/search?q=gera%C3%A7%C3%A3o+%C3%A0+rasca+site%3Aparlamento.pt">Os resultados são melhores</a> que no site do parlamento na medida em que não há resultados inúteis para filtrar adicionalmente. Mas não são bons. A razão é simples. O site do Parlamento evita a indexação pelo Google.</p>
<p>Tecnicamente, o Demo.cratica consiste em duas partes: um conjunto de ferramentas de extracção, análise e catalogação da informação pública, e um website para mostrar essa informação de uma forma simples e eficaz. Mas tem muito trabalho humano e <a href="https://demo.cratica.org/acerca/">as pessoas envolvidas no projecto</a> merecem a nossa atenção.</p>
<h3>Dados do Parlamento</h3>
<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/05/dadosparlamento.jpg" alt="" title="dadosparlamento" width="590" height="340" class="aligncenter size-full wp-image-5910" /></p>
<p>Pelo que entendi, uma parte do trabalho do Demo.cratica resulta de outra iniciativa, o Transparência Hackday Porto, nascida para &#8220;<strong>tornar visível e acessível a informação disponibilizada pelos organismos públicos</strong>&#8221; (<a href="http://transparencia.hacklaviva.net/">link</a>).</p>
<p>A iniciativa já produziu <a href="http://transparencia.hacklaviva.net/datasets/">onze datasets</a>, desde os &#8220;actos legislativos&#8221; de cada deputado até à &#8220;descrição pormenorizada&#8221; de todos os partidos que tiveram assento na A.R. Estes <em>datasets</em> estão em formato CSV, livre e aberto. E, evidentemente, toda a informação é livre de direitos &#8212; é informação PÚBLICA.</p>
<h3>Transparência na A.P.</h3>
<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/05/transparencianaap.jpg" alt="" title="transparencianaap" width="590" height="378" class="aligncenter size-full wp-image-5909" /></p>
<p>O <a href="http://transparencia-pt.org/">Transparência na A.P.</a> foi o primeiro a surgir neste domínio da transparência e dos dados públicos usando a Internet. E surgiu como uma resposta da ANSOL, Associação Nacional para o Software Livre, ao <a href="http://base.gov.pt">Base: contratos públicos online</a>. Este &#8220;Portal dos Contratos Públicos&#8221; é uma louvável iniciativa do Governo &#8212; mas demasiado curta e isolada.</p>
<p>O site da ANSOL foi &#8220;<em>desenvolvido para resolver as muitas dificuldades com a pesquisa e navegação</em>&#8221; no Base:. E ainda hoje cumpre a função. </p>
<p>Como noutras aplicações, a técnica usada é a do web scrapping: trata-se de sacar as páginas, limpá-las do código para isolar o texto, catalogar este e enfiá-lo numa base de dados pesquisável e trabalhável.</p>
<h3>Despesa Pública</h3>
<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/05/despesapublica.jpg" alt="" title="despesapublica" width="590" height="384" class="aligncenter size-full wp-image-5908" /></p>
<p>O Transparência na A.P. parou no serviço de pesquisa. Indo um pouco mais longe, à apresentação dos dados e à sua distribuição pelas redes, para uso pelos cidadãos, o já referido grupo Transparência Hackday Porto também fez um site em cima do Base:. Chama-se <a href="http://www.despesapublica.com/">Despesa pública</a> e pretende &#8220;<em>disponibilizar de forma acessível, organizada, detalhada e suficientemente flexível, informação de como, onde e por quem é gasto o dinheiro dos contribuintes.</em>&#8220;.</p>
<p>Pontos fortes: a organização dos dados em quadros e a partilha pelo Facebook, já acima dos 4.000 &#8220;likes&#8221;.</p>
<h3>Base: para Android</h3>
<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/05/base-android.jpg" alt="" title="base-android" width="590" height="438" class="aligncenter size-full wp-image-5907" /></p>
<p>Ainda a informação dos contratos e adjudicações, mas agora numa aplicação para telefones com o sistema operativo Android: o <a href="https://market.android.com/details?id=com.mv.base">base:</a> que ajudar-nos a descobrir &#8220;<strong>onde está a ser gasto o dinheiro dos Portugueses</strong>&#8220;.</p>
<p>Apresenta-se como uma &#8220;<em>aplicação não oficial de acesso à base de dados de contratos públicos por ajuste directo</em>&#8220;.</p>
<h3>Pordata</h3>
<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/05/pordata.jpg" alt="" title="pordata" width="590" height="317" class="aligncenter size-full wp-image-5906" /></p>
<p>Também tem uma aplicação, mas para iPhone: o <a href="http://www.pordata.pt/">Pordata</a> é o parente rico dos serviços web surgidos para melhorar o acesso do cidadão à informação gerada pela A.P.. Rico em dois sentidos: nos recursos disponíveis, muito acima dos supracitados projectos, e rico em variedade de informação e de fontes.</p>
<p>Nascido na sequência do trabalho de António Barreto sobre a situação social em Portugal, o Pordata assume-se como &#8220;<em>um serviço público (&#8230;) destinado a todos, pensado para um vasto número de utentes que comungam do interesse em conhecer, com confiança e rigor, mais sobre Portugal</em>&#8220;. Para tal dispõe do financiamento da <a href="http://www.pordata.pt/azap_runtime/?n=23">Fundação Francisco Manuel dos Santos</a>, presidida atualmente por Barreto.</p>
<p>O Pordata usa séries de informação estatística recolhidas mais de 2 dezenas de entidades portuguesas e europeias. A informação é pesquisável por temas, data, indicadores, entre outros parâmetros. Os quadros dispõem de diversos formatos gráficos de visualização. </p>
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		<title>Fundadores do YouTube compram o Delicious; Yahoo! vai de mal a pior</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 10:06:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/fundadores-do-youtube-compram-o-delicious-yahoo-vai-de-mal-a-pior/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/04/delicious-avos.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="delicious-avos" /></a>A notícia do dia de ontem é a compra do Delicious pelos fundadores do YouTube. Por um lado, más notícias para a Yahoo!. A empresa vai de mal a pior, não recuperando um rumo para enfrentar a competição e restabelecer-se. &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/fundadores-do-youtube-compram-o-delicious-yahoo-vai-de-mal-a-pior/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A notícia do dia de ontem é a compra do <a href="http://delicious.com">Delicious</a> pelos fundadores do YouTube. Por um lado, más notícias para a Yahoo!. A empresa vai de mal a pior, não recuperando um rumo para enfrentar a competição e restabelecer-se. Por outro, boas notícias para os utilizadores. </p>
<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/04/delicious-avos.jpg" alt="" title="delicious-avos" width="590" height="319" class="aligncenter size-full wp-image-5849" /></p>
<p>Como eu. Adepto confesso daquele serviço de marcas, há meses que vinha a desligar-me, procurando alternativas. Nenhuma satisfatória. E sempre a pensar: tivera eu poder, comprava o Delicious. É dos web services com mais futuro. (E mais interesse.)</p>
<p>Ah, mas Chad Hurley e Steve Chen têm poder. E arremataram o Delicious. A Yahoo! andava vendedora há umas boas semanas. A notícia colheu toda a gente de surpresa: que eu tivesse dado por isso, nem os sítios do costume conseguiram o furo.</p>
<p>Do ponto de vista dos utilizadores, importante notar que terão de concordar com os novos termos de serviço. O sistema já está a obrigar ao login e nessa altura pede a concordância. A mudança vai ser rápida: até Julho estará tudo do lado da nova empresa, a AVOS (ler <a href="http://www.delicious.com/help/transition">FAQ da migração</a>).</p>
<p>Copio da <a href="http://www.avos.com/faq/">página</a> da AVOS:</p>
<p><strong>What is going to happen to Delicious.com?</strong><br />
Delicious will continue to provide users with the best social bookmarking service. We will be working closely with the community over the next few months to make the service even easier and more fun to save, share, and discover the web’s “tastiest” content.</p>
<p><strong>What is going to happen to my account?<br />
</strong>You will be required to transition your bookmarks to AVOS and to accept our terms of service and privacy policy. After you confirm your email and password and the transition is complete, your current Delicious service will continue to work without any changes using the same username and password, unless you choose to change it. If you notice any issues, please contact support@avos.com.</p>
<p><strong>When are you going to have the new Firefox 4 extension ready?</strong><br />
This is our first priority. We plan to release the new extension as soon as possible. Please visit blog.delicious.com for the latest news on upcoming product releases.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Também Platão odiaria o Facebook</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/tecnologia/tambem-platao-odiaria-o-facebook/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 09:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/tambem-platao-odiaria-o-facebook/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/04/platao-facebook.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="platao-facebook" /></a>Sempre que se inventou e aperfeiçoou uma nova tecnologia de comunicação, alguém clamou o fim dos tempos em geral e da Humanidade em particular, vergastada pelos efeitos devastadores dos demoníacos aparelhos. O fenómeno não é propriamente novo. Pelo contrário, repete-se &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/tambem-platao-odiaria-o-facebook/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que se inventou e aperfeiçoou uma nova tecnologia de comunicação, alguém clamou o fim dos tempos em geral e da Humanidade em particular, vergastada pelos efeitos devastadores dos demoníacos aparelhos.</p>
<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/04/platao-facebook.jpg" alt="" title="platao-facebook" width="590" height="194" class="aligncenter size-full wp-image-5846" /></p>
<p>O fenómeno não é propriamente novo. Pelo contrário, repete-se há pelo menos 2.400 anos: o Facebook de Platão foi a escrita. O filósofo grego argumentava que, ao contrário do seu autor, uma carta não podia manter uma conversa; quando inquirida, daria invariavelmente a mesma resposta. Ora, como o conhecimento só se produz a partir da interação humana, Platão concluiu, com o habitual brilhantismo que as elites reservam ao que é intransponível para os seus intelectos, que a palavra escrita ameaçava os laços humanos, condenando-nos a um futuro ignorante.</p>
<p>Não digo que não. Alguma qualidade do relacionamento entre as pessoas se perdeu com a palavra escrita; infelizmente, não registámos qual.</p>
<p>Num romance de 1880, <a href="http://seedmagazine.com/content/article/world_wide_mind/">recordou no mês passado</a> o escritor Michael Chorost, a páginas tantas dois personagens que mantinham um escaldante romance através do telégrafo &#8212; o Twitter dessa época &#8212; interrogam-se sobre se a sua relação seria &#8220;real&#8221;. Chorost teoriza num novo livro sobre a emergência da Internet como um novo sistema nervoso para a Humanidade, levando-a a reconectar-se de formas novas, mais profundas.</p>
<p>Talvez seja útil contextualizar, invocando a neutralidade das ferramentas. A prensa de Gutenberg, o telégrafo de Henry e Morse, o telefone de Bell, a rádio de Tesla (ou Marconi), a televisão e a Internet tanto serviram finalidades admiráveis como vis. Porque vil, como admirável, é o ser humano. Mas, contas feitas, ficámos melhores com elas.</p>
<p>Se um casamento não resiste aos efeitos de uma conversa no Facebook &#8212; versão moderna do adro da igreja ao domingo &#8211;, é mais fácil encontrar o problema no casal. Admito que seja também mais incómodo. Como a caneta para Platão. Mas o que seria dele, e da sua memória e ensinamentos, se a sua conclusão fosse verdadeira?</p>
<p><span style="font-size:80%">(Crónica para o Jornal de Leiria)</font></p>
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		<title>História dos primeiros dias da Weddar, a app de portugueses que está a ter sucesso</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 13:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Android]]></category>
		<category><![CDATA[app]]></category>
		<category><![CDATA[crowdsourcing]]></category>
		<category><![CDATA[iPhone]]></category>
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		<category><![CDATA[Weddar]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/historia-dos-primeiros-dias-da-weddar-a-app-de-portugueses-que-esta-a-ter-sucesso/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/04/weddar.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="weddar" /></a>Weddar é uma aplicação para iPhone programada por 2 portugueses, lançada no dia 25 de Abril e que está a pegar internacionalmente. O conceito é muito interessante. Trata-se de usar os relatórios emitidos pelas pessoas para avaliar o estado do &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/historia-dos-primeiros-dias-da-weddar-a-app-de-portugueses-que-esta-a-ter-sucesso/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Weddar é uma aplicação para iPhone programada por 2 portugueses, lançada no dia 25 de Abril e que está a pegar internacionalmente. O conceito é muito interessante. Trata-se de usar os relatórios emitidos pelas pessoas para avaliar o estado do tempo. Crowdsourcing das previsões atmosféricas. <img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/04/weddar.jpg" alt="" title="weddar" width="153" height="300" class="alignright size-full wp-image-5843" align="right" /></p>
<p>Como noutras aplicações de crowdsourcing, é uma questão de quantidade de informação a processar. Se o <a href="http://weddar.com">Weddar</a> atingir massa crítica, veremos até que ponto será útil para a previsão do tempo. Mas entretanto é uma  boa ideia e uma app engraçada de usar.</p>
<p>Decidi fazer um registo destes primeiros dias do Weddar. Porque estas coisas tendem a perder-se de vista e as reconstituições são geralmente difíceis e imprecisas. Usei o Storify mas tenho uma versão (para breve) no Bundlr, que também é português.</p>
<p><script src="http://storify.com/pauloquerido/weddar-history.js"></script><noscript>[<a href="http://storify.com/pauloquerido/weddar-history" target="blank">View the story "Weddar: the very first days" on Storify]</a></noscript></p>
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		<title>Entrevista com Tomáš Bella sobre o PianoMedia, sistema de pagamento para jornais</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Apr 2011 16:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo online]]></category>
		<category><![CDATA[paywall]]></category>
		<category><![CDATA[PianoMedia]]></category>
		<category><![CDATA[Tomáš Bella]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/media/entrevista-com-tomas-bella-sobre-o-pianomedia-sistema-de-pagamento-para-jornais/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/04/pianomediasite.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="pianomediasite" /></a>Ontem mesmo estreou-se na Eslováquia um sistema de pagamentos para jornais online que promete: o PianoMedia. O primeiro jornal a tê-lo é o Dennik Sport. E ontem mesmo entrevistei brevemente Tomáš Bella, o CEO da PianoMedia (ver mais abaixo versão &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/entrevista-com-tomas-bella-sobre-o-pianomedia-sistema-de-pagamento-para-jornais/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem mesmo estreou-se na Eslováquia um sistema de pagamentos para jornais online que promete: o <a href="http://pianomedia.co.uk/">PianoMedia</a>. O primeiro jornal a tê-lo é o <a href="http://denniksport.sk/">Dennik Sport</a>. E ontem mesmo entrevistei brevemente Tomáš Bella, o CEO da PianoMedia (ver mais abaixo versão sem legendas).</p>
<p><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/04/pianomediasite.jpg" alt="" title="pianomediasite" width="300" height="303" class="alignleft size-full wp-image-5834"  align="left" /></p>
<p>Trata-se de um sistema experimental e corajoso. Os jornais e meios online europeus, sobretudo, deviam pagar a Tomáš Bella para ter o privilégio de assistir à experiência.</p>
<p>É um sistema de assinatura transversal. Ou seja: uma única assinatura permite-me entrar nas <em>paywalls</em> de todos os jornais aderentes. Este conceito é muito superior à ideia de uma <em>paywall</em> por jornal na medida em que permite economias de escala aos dois lados, sendo um sistema nativo da web, que respeita a sua natureza.</p>
<p>No caso eslovaco, uma assinatura mensal custa 2,9 euros, dando acesso a todos os conteúdos fechados de todos os meios aderentes.</p>
<p>Está a ser apresentado como uma <em>paywall</em> nacional, uma vez que a experiência começa por tentar angariar os meios eslovacos. No Guardian <a href="http://www.guardian.co.uk/media/greenslade/2011/apr/19/paywalls-slovakia">Roy Greenslade vê por esse lado</a>, o que é normal para alguém do Guardian. Tomáš Bella confirmou-me na entrevista essa aproximação &#8212; mas explica porquê. Contudo, o PianoMedia é muito mais do que isso: é um sistema de pagamentos transversal, capaz de ser aplicado a conteúdos premium ou parciais. No PaidContent a <a href="http://paidcontent.org/article/419-slovakia-is-about-to-introduce-wide-ranging-paid-content/">história é mais completa</a>.</p>
<p>(<a href="http://www.pianomedia.eu/about/faq.php">Resenha de Imprensa sobre o PianoMedia aqui</a>, ao fundo da página.)</p>
<p>Na ausência de um sistema satisfatório que permita cobrar a leitura à unidade (página), esta é a aproximação mais lógica. Já foi aliás tentada, com sucesso, por diversos sites e até blogs. A diferença, que pode fazer toda a diferença, é que o PianoMedia nasce dentro da indústria, virado para a indústria e impulsionado por um CEO que conhece a indústria dos media (<a href="http://about.me/tomas.bella">Tomáš Bella</a> foi jornalista, chefe de Redação e dá aulas sobre online media na Pan European University em Bratislava).</p>
<p>Estou curioso e expectante. Não tenho a certeza que este modelo seja definitivo, mas estou mais do que convencido de que o caminho para chegar a sistemas económicos estáveis para o jornalismo online passa definitivamente por testar sistemas assim.</p>
<p>Fica abaixo a entrevista.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="600" height="368" src="http://www.youtube.com/embed/0k_RXdhjYd4?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Que Está A Dar, no Record: o agregador esperto que faltava ao jornalismo de desporto</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Jan 2011 14:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[A Bola]]></category>
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		<category><![CDATA[Jornal de Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[links]]></category>
		<category><![CDATA[O Que Está a Dar]]></category>
		<category><![CDATA[Record]]></category>
		<category><![CDATA[Tópicos]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/media/o-que-esta-a-dar-no-record-o-agregador-esperto-que-faltava-ao-jornalismo-de-desporto/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/01/oqueestaadar-estreia.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="oqueestaadar-estreia" /></a>Em Novembro lancei aqui uma novidade no jornalismo em português: a seção Tópicos do Jornal de Negócios. Hoje chegou a vez de apresentar o &#8220;irmão&#8221;: o agregador esperto que faltava ao jornalismo de desporto, O Que Está a Dar, incluído &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/o-que-esta-a-dar-no-record-o-agregador-esperto-que-faltava-ao-jornalismo-de-desporto/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Novembro lancei aqui <a href="http://pauloquerido.pt/media/topicos-do-jornal-de-negocios-uma-novidade-no-jornalismo-em-portugues/">uma novidade no jornalismo em português</a>: a seção <a href="http://topicos.jornaldenegocios.pt">Tópicos</a> do Jornal de Negócios. Hoje chegou a vez de apresentar o &#8220;irmão&#8221;: o agregador esperto que faltava ao jornalismo de desporto, <a href="http://oqueestaadar.record.xl.pt"><strong>O Que Está a Dar</strong></a>, incluído na versão online do Record.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5789" title="oqueestaadar-estreia" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/01/oqueestaadar-estreia.jpg" alt="" width="550" height="513" /></p>
<p>Os dois projetos são na prática gémeos, sendo que <strong>O Que Está a Dar</strong> nasce um tempo depois. Partilham 95% do código que propulsiona os motores semânticos e de apresentação. É nesta que mais se diferenciam.</p>
<p><span id="more-5788"></span></p>
<h3>Mosaico</h3>
<p>Enquanto para o Tópicos (e <a href="http://internacional.jornaldenegocios.pt">versão internacional</a>) apostámos na nuvem de termos como visualização prioritária, surgindo na primeira página, em <strong>O Que Está a Dar</strong> optámos  por uma visualização em mosaico.</p>
<p>Ambas facilitam a avaliação da importância relativa dos temas que mais se destacam no noticiário. No caso na nuvem, o tamanho das letras fornece essa indicação. No mosaico é a dimensão de cada célula, ou &#8220;tijolo&#8221;, que transmite imediatamente ao cérebro do leitor a importância do assunto.</p>
<p>O mosaico é, talvez, um pouco mais rico. Mas também é mais exigente, tanto tecnicamente (um desafio, que aprecio mais abaixo) como no esforço que pede ao leitor. Cada célula contém informação adicional ao tópico, ou assunto: mostra logo a última notícia relacionada e em grande parte dos casos ilustra o assunto com uma fotografia.</p>
<p>O mosaico é esteticamente inspirado no <a href="http://www.guardian.co.uk/zeitgeist">Zeitgeist do Guardian</a> mas na realidade está tecnicamente mais perto dos <a href="http://www.cs.umd.edu/hcil/treemap/">treemaps</a> e <a href="http://newsmap.jp/">newsmaps</a>. Já tinha usado newsmaps antes, quer em <a href="pauloquerido.pt/jornalismo-multimedia/newsmap/">projetos autónomos</a> quer em aplicações para o Expresso (dossiê Gripe A), todos já desativados ou ultrapassados.</p>
<p>A principal evolução prende-se com a necessidade de resolver um problema surgido na fase de testes: as extremas diferenças de dimensão de células por vezes provocavam &#8220;incidentes gráficos&#8221;. No Twitter (de onde vieram duas soluções de código para o mosaico, que é integralmente produzido em HTML, sem Flash nem Javascript) um leitor sugeriu uma escala logarítmica, que testei e acabei por aplicar, substituindo a escala aritmética que usara nos newsmaps.</p>
<p>A diferença entre estas apresentações é que um mosaico como o do Guardian não reflete a importância relativa entre os assuntos enquanto o <em>newsmap</em> vive precisamente de mostrar essa diferença; a escala aritmética é mais fiel, a escala logarítima é mais aceitável graficamente.</p>
<p>Optei pela designação de mosaico porque me parece mais indicada para a língua portuguesa.</p>
<h3>Papel</h3>
<p>Tal como no caso da versão internacional dos Tópicos do Jornal de Negócios, também <strong>O Que Está a Dar</strong> terá uma ligação com a edição papel do Record. Estreio-me na terça-feira com o primeiro artigo de uma série que espero longa e tão bem sucedida como as minhas anteriores passagens pelo jornalismo de desporto (comecei aqui a minha carreira de jornalista, já lá vão mais de três décadas).</p>
<p>O artigo terá por base a leitura das reações na blogosfera, twitosfera e mediaesfera aos principais incidentes de cada jornada das Ligas, Nacional e dos Campeões. O ponto de partida é a análise dessas reações através de <strong>O Que Está a Dar</strong>, nomeadamente usando a visualização <a href="http://oqueestaadar.record.xl.pt/classico">Clássica</a> &#8212; o nome, pouco inspirado embora, que encontrei para uma apresentação onde o meu algoritmo tenta reproduzir critérios editoriais minimalistas: escolhe os temas de primeira página em função do seu interesse e do &#8220;peso&#8221; dos temas no conjunto do noticiário das últimas 24 horas &#8212; ou das últimas 36 ou 48, no caso dos períodos de fim de semana.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5791" title="oqueestaadar-estreia-2" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2011/01/oqueestaadar-estreia-2.jpg" alt="" width="550" height="388" /></p>
<p>Criei este formato por causa do meu interesse no robo-journalism, edição automatizada ou assistida por computador &#8212; designações ainda experimentais para as tentativas de aplicação de métodos aparentados, ou nem por isso, com a Inteligência Artificial para tratar jornalisticamente assuntos com elevado grau de previsibilidade (é no noticiário desportivo que estão a surgir as primeiras experiências de automated journalism).</p>
<p><span style="font-size: 90%;">Nota à margem: Já tenho uma experiência a correr nesta área: um esqueleto do que, muito eventualmente, poderá vir a ser um robô para apoio editorial, tem publicado uma nota diária sobre as edições na Wikipedia de língua portuguesa (funcionou melhor nos primeiros meses do que agora, nunca mais lhe mexi no código, mas produz um artigo todos os dias!). Se tiver curiosidade, eis uma das últimas notas, totalmente feita sem intervenção humana, da recolha e compilação dos dados ao longo de cada minuto à publicação da peça final, passando por decisões primárias sobre o título e o corpo do artigo: <a href="http://diario2.com/esta-sexta-21-de-janeiro-drambuie-foi-a-pagina-mais-editada-da-wikipedia-5705">‘Drambuie’ foi a página mais editada da Wikipedia</a>.</span></p>
<h3>Dificuldades (ai, Sporting!)</h3>
<p>Embora o &#8220;coração&#8221; do código seja comum, o projeto para o Record só ficou pronto semanas depois do Jornal de Negócios (o seu lançamento em Janeiro foi decidido por outros fatores).</p>
<p>(Adianto, a propósito, que está na calha uma terceira aplicação, já tem nome, é para um diário generalista português, antes da internacionalização. Terá algumas diferenças, graças à aprendizagem nestas duas primeiras aplicações.)</p>
<p><strong>O Que Está a Dar</strong> apresentou dificuldades inesperadas. Desde logo, impressionou-me (e não devia, dado o meu passado) a pouca rotatividade temática do desporto. Enquanto cerca de metade dos temas que fazem as notícias de economia é renovada numa base diária, no desporto a taxa de renovação é muito menor. E há temas &#8220;sagrados&#8221;, que nunca deixaram de estar no topo da lista ao longo dos 2 meses que o projeto já leva de produção.</p>
<p>E depois há dois pesadelos. Um, extremamente difícil de ultrapassar &#8212; e nem tenho a certeza que o possa fazer, no âmbito da agregação. Trata-se da projeção dos clubes como marcas multi-desporto. Fala-se de FC Porto no futebol, no hóquei, no voleibol, no basquetebol&#8230; A marca FC Porto acaba por ter um protagonismo que se sobrepõe ao das (suas) equipas que provocam a notícia.</p>
<p>O outro&#8230; chama-se Sporting. A palavra Sporting aparece em tantas situações diferentes que dificultam a sua catalogação semântica. Escreve-se Sporting para referir o Sporting Clube de Portugal. Mas a palavra está em &#8220;Sporting de Braga&#8221; e noutros clubes, nacionais e estrangeiros.</p>
<p>Continuo insatisfeito com os resultados dos motores semânticos que uso. Os estrangeiros são ainda piores a adivinhar de que Sporting se trata dentro do contexto das frases, numa língua que tem pouca atenção (por parte deles, claro).</p>
<p>Tentarei melhorar os resultados. Digamos que, mais que um desafio, é uma obsessão <img src='http://pauloquerido.pt/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<h3>Feeds impossíveis</h3>
<p>Este trabalho permitiu-me ver até que ponto vai o atraso dos jornais portugueses na web. A pobreza técnica é tanta que me sinto meio envergonhado.</p>
<p>Deixo o resto de lado e falo só dos feeds. Há jornais com lugar indubitável nos dois projetos e que só não estão lá porque apresentam feeds ilegíveis e tecnicamente errados.</p>
<p>Num ou noutro caso consegui, com uma boa vontade cujo único reconhecimento será a satisfação dos leitores, e dentro das minhas limitações enquanto aprendiz de programação, corrigir situações ou dar-lhes a volta, para integrar as fontes.</p>
<p>Mas outras continuam ausentes. Como o jornal i, um estudo de caso de como mais valia estar quieto: os resultados do futebol entram na economia, a política entra no futebol, uma confusão completa subordinada, aparentemente, à máxima de que se devem plantar todas as sementes em todos os terrenos. Completo <em>fail</em>.</p>
<p>Noutros casos contactei, repetidamente, alertando para os benefícios de feeds com, ao menos, a informação da data/hora presente&#8230; Respondeu o leitor? Assim responderam eles.</p>
<p>Feeds com 2 e 3 redirecionamentos, feeds com repetições de artigos em endereços diferentes&#8230; Feeds sem indicação de autoria, levando o leitor a acreditar que uma notícia comprada ao quilo à Lusa é um original do jornal.</p>
<p>Para quem se interesse por estudar a relação dos jornais portugueses com a World Wide Web, o mais interessante disto tudo <strong>é que é mais fácil fazer um feed bem feito do que errar</strong>. Está tudo nos sistemas editoriais dos jornais e o documento técnico do RSS lê-se em 5 minutos e aplica-se num minuto. O que nos leva à conclusão de que há premeditação no serviço deficiente. Bem: é uma guerra até aqui perdida, e não por mim.</p>
<h3>Hipertexto</h3>
<p><strong>O Que Está a Dar</strong> provocou algum <em>frisson</em> no Twitter por causa&#8230; dos links para A Bola!</p>
<blockquote><p>@PauloQuerido ai jesus, o record a ligar para noticias da bola! ai o escandalo! até me benzo| LOL (<a href="http://twitter.com/MrSteed/status/28858896944730112">MrSteed</a>)</p></blockquote>
<blockquote><p>@PauloQuerido Ai que a malta da Bola lhe dá um xelique quando vir o referrer <img src='http://pauloquerido.pt/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  (<a href="http://twitter.com/luis_grave/statuses/28856096298897408">Luís Grave</a>)</p></blockquote>
<p>Bem, eu também gostava de ver a cara do pessoal de A Bola quando vir na análise de tráfego que o Record lhes está a mandar leitores. E adivinho o falatório. Já estou habituado. Há anos.</p>
<p>Em 2007 apresentei uma exposição sobre o futuro do jornalismo na Internet, falando já no &#8220;do what you do best, link the rest&#8221;, num dos principais grupos de media, e as perguntas dos jornalistas prendiam-se quase exclusivamente com o medo &#8212; o pavor! &#8212; de &#8220;linkar&#8221; para fora dos seus jornais.</p>
<p>Esta incompreensão do funcionamento do hipertexto e do seu valor para o novo leitor vem somar-se a uma característica marcante das Redações portuguesas (e não só, mas é destas que falo): fingir que se ignora a concorrência.</p>
<p>Os jornais online do grupo onde perorei sobre links vai para quatro anos passaram a usar o hipertexto recentemente. Descobriram em 2010 que os links internos numa notícia levam o leitor de uma para outra página, aumentando os pageviews (o que nem é o mais importante, mas ainda vivem convencidos disso, portanto é disso que falo).</p>
<p>Tim Berners Lee deu-nos a World Wide Web com as ligações entre páginas em 1992. Nada mau, esse atraso de 18 anos. Talvez nem precisem passar tantos para descobrirem que, na exata medida em que constitui uma mais valia para o leitor, o hipertexto pleno &#8212; isto é: o link para o conteúdo relevante no contexto do artigo, mesmo que esteja num site concorrente &#8212; é um aliado do jornalismo, não é um inimigo. É um instrumento do bom jornalismo.</p>
<p>Talvez precisem apenas de ler as publicações de referência online prestando atenção aos detalhes.</p>
<h3>Benchmark</h3>
<p>Quando apresentei os Tópicos houve um par de equívocos acerca da sua natureza e objetivo. Respondi a quem merece resposta e ignorei o resto.</p>
<p>O <em>benchmark</em> inicial foi feito com os projetos similares, na altura muito poucos. Tomei como referência o trabalho de 2 jornais: <a href="http://topics.nytimes.com">Topics</a> e <a href="http://www.blogrunner.com/">Blogrunner</a> do New York Times e <a href="http://www.guardian.co.uk/zeitgeist">Zeitgeist do Guardian</a>. Entretanto, e desde que lançámos a aplicação de Tópicos no Negócios, em meados de Novembro, já surgiram aplicações com a mesma finalidade noutros jornais, todos estrangeiros. Destaco a seção <a href="http://www.elpais.com/afondo">a fondo do El País</a> e os <a href="http://topicos.estadao.com.br/">Tópicos do Estadão</a>. Que passam a fazer parte do meu <em>benchmark</em>.</p>
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