É apenas uma das afirmações de José Cevera, director da Escuela de Periodismo Digital, na entrevista à Caspa.tv: a maior parte das empresas de jornalismo vai desaparecer, acha ele.
Eu também acho.
Mas antes disso, e sem precisar de ficar nos pontos radicais da entrevista, temos outras frases para ouvir, escutar, digerir. Ou por outra: para os jornalistas ouvirem, escutarem, digerirem. É do emprego deles, é da função deles, que falamos. Eu gosto particularmente das frases sobre diferenciação.
No mundo dos átomos, onde o negócio do jornalismo se baseia nas barreiras geográficas, republicar uma notícia de agência faz sentido e gera valor. Todos os jornais dão a mesma notícia porque cada jornal tem um público diferenciado.
No mundo da Internet a diferenciação não assenta na geografia e o público é indiferenciado: chega à notícia porque a procurou, não porque o jornal lhe prestou o serviço de a embrulhar e levar. Assim, a republicação não gera valor. O que gera valor é o carácter único, a originalidade, o tratamento diferente, a perspectiva nova.
(“Pesquei” n’O Lago, que a colheu noutras fontes)

Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista e consultor de comunicação. Também autor de livros, artigos e algum código. Na net desde 1989. (
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