A publicação desta análise das capas dos jornais portugueses durante os Jogos Olímpicos foi sendo adiada por diversos motivos alheios à minha vontade. Acabei por só a efectivar já só para arquivo, uma vez que já se terá fechado a “janela de atenção” dada aos assuntos na ordem do dia. Fica para quem se interessa por estas análises — e fica também como registo, numa única página, do tratamento dispensado pelos jornais aos atletas portugueses e ao acontecimento desportivo inernacional mais importante do ano.
Ao quadro interactivo abaixo segue-se um texto de análise. O quadro parece uma tabela igual a outras — mas tem umas funcionalidades extra -_- Assim, é ordenável (ascendente ou descendente) pelos campos jornais, pontos (defeito), manchete, chamada ou capas vazias. Experimente clicar em cima de cada campo para ver.
Depois, passando o rato por cima de cada título acedemos à lista dos atletas que figuraram nas escolhas de capa do respectivo jornal. E o rato por cima do campo manchete acede ao arquivo das capas do respectivo jornal que deram manchete ou cobertura total aos Jogos Olímpicos. Para navegar pelas capas, “prenda” a respectiva janela clicando 2 vezes.
| A cobertura de capa dos jornais aos Jogos Olímpicos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| ACÇÕES 1: clique no nome de cada tabela para ordenação ascendente/descendente 2: rato sobre títulos dos jornais e número de manchetes para informação adicional 3: clique 2 vezes para fixar janela de informação adicional PONTOS: 5 – capa dedicada; 4 – manchete; 3 – destaque; 2 – título com foto; 1 – título sem foto; 0 – sem chamada |
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Desportivos ou futeboleiros?
A primeira evidência do gráfico é esta:
os jornais ditos desportivos são muito conservadores no que respeita ao espaço das suas capas. Já noutra ocasião referi o pequeno escândalo que constituiu, para muitos, a sucessão de capas do diário futeboleiro Record com o jogador do Benfica Reyes, em plenos Jogos e no próprio dia em que um português subia ao mais alto lugar a que um atleta pode aspirar: o 1º lugar do pódio olímpico.
Sei que por vezes se justificam as opções de capa com a edição de suplementos interiores. Mas a manchete do Record no dia 22 não faz sentido. Mesmo sem a medalha de ouro nesse dia, gostava de ler a justificação para dar capa a declarações de circunstância de um jogador de segunda no panorama internacional.
Desde sempre um jornal que liga pouco às “modalidades”, O Jogo tem uma boa capa com o salto dourado, que não redime a publicação de ter o segundo pior lugar na lista das capas que ignoraram o internacional evento.
Mas clique o leitor em cima do número 8 para ver as oito capas do Público. É uma sequência admirável (pessoalmente, percebo a piada mas não faz o meu género a última da séria, o “Afinal havia ouro”).
Os diários Público e Diário de Notícias tiraram o melhor partido dos Jogos, aproveitando o interesse público sobre a prova.
Merece ainda destaque o Expresso, que em termos numéricos é prejudicado nas contas por ser semanal: em 3 edições que teve ao longo dos jogos, sempre os referiu amplamente e fez mesmo manchete.
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Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista e consultor de comunicação. Também autor de livros, artigos e algum código. Na net desde 1989. (
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