DECO reincide com spam (mas mudou de spam provider)

Quando uma associação de informação ao consumidor como a Deco é a primeira a usar as piores práticas de abuso do correio electrónico com finalidades comerciais, um cidadão sente-se efectivamente torpedeado.
Já tinha denunciado em Julho último a situação: Spamado por uma associação de defesa do consumidor? Sim: pela Deco. Na altura, a Deco usava o spam provider fabulastico.com. Agora, recorre à comsualicenca.com — uma empresa com origem em Espanha e que a sabe toda: até conseguiu registar a sua base de dados na Comissão Nacional de Protecção de Dados.
É fácil anunciar no site que se tem uma política anti-spam. É tudo fácil. Assim o quis o legislador. O spammer está legalmente protegido. Basta-lhe comprar ou recolher endereços de e-mail. Não tem de fazer mais nada para poder despejar-me em cima, sem o meu consentimento nem autorização, tudo o que lhe apetecer. Abusando dos meus recursos. Fazendo-me pagar A MIM pela SUA actividade. É lindo.
Sabemos todos que é assim. O legislador foi simplesmente metido no bolso na altura certa, agora afigura-se impossível desfazer a situação, que já está institucionalizada em termos comunitários.
Temos de viver com a merda de marketing mail que temos, já se percebeu a condenação.
Por isso mesmo, considero escandaloso que empresas que se supõem socialmente responsáveis recorram ao artifício do spam. E lavro o meu protesto. Cara Deco, é minha resoluta convicção que isto não se faz, esta vossa política comercial está errada e incomoda milhares de pessoas, além de abusar dos seus recursos.
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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Este também recebi… já enjoa
Mas a Canalmail não faz spam. Todos os registos que possui foram de pessoas que se inscreveram para receber mensagens comerciais e publicitárias segundo determinadas áreas de interesse.
Aliás, quando se anula a subscrição de forma automática nos rodapés das mensagens, obtém-se um e-mail automatizado com o endereço e data de onde se inscreveu, endereço IP, etc.
Atenção que 99% das vezes a mensagem que eles lá têm é totalmente bogus, e levada a tribunal perderiam.
Como eu argumentei com umas bestas: estou-me pouco borrifando para se acham que é legal em Portugal. Os mails de Viagra também são legais na Rússia pois não há legislação a proibir, e vão parar igualmente às blacklists.
Boa tarde Paulo,
Já para não falar do direct mail tipo selecções do readers digest que costumam enviar para casa e dos insistentes telefonemas que fazem para o nosso número de telefone fornecido à nossa revelia pela empresa que nos fornece os serviços de internet, de tv por cabo e de telefone.
Rui, eu sei, e eu sei porque recebo os mails do canalmail, mas a comsualicença que o Paulo fala também, em princípio manda apenas para quem se registou para os receber.
Na minha visão de spam associado a DECO não está tanto a forma como é enviada, mas sim o conteúdo e as características enganadoras das publicidades usadas.
Sérgio,
Compreendo a posição assumida. É um estilo similar às Selecções do Reader’s Digest quer dizer, correcto?
O problema é que resulta. E quando resulta dessa forma, como “educar” a efectuar de outra forma?
Cumprimentos,
spam provider?
Queria apenas esclarecer que a comsualicença,assim como a multidados ou a canalmail, como bem disse o Rui Nunes,só trabalham com registros de pessoas que se inscreveram para receber esse tipo de mensagens, além de contarem sempre com a opção de deixar de receber a cada email recebido.
Marina Castelo Branco: eu nunca na vida me inscrevi. Assim, um de nós está a mentir. Adivinhe qual.
Marina Castelo Branco, um azar nunca vem só. Acabo de receber o mesmo spam da Deco em 2 outras caixas de correio que não só nunca foram introduzidas em sistema algum, como um deles só pode ter sido obtido de duas maneiras: recolha em páginas web ou meios ilegítimos. Vão naturalmente ficar arquivados.
Aconselho-a a rever a sua posição ou a ir mais fundo neste caso.
Como calcula, e se não calcula eu passo a informá-la, não carregarei num botão no qual não confio, esse seu botão de “deixar de receber” o spam. Por duas razões, uma delas de princípio: recuso liminarmente excluir-me de uma base de dados na qual não me increvi; quem me lá meteu à força que o faça, se quiser.
Rui Nunes, “resulta” é um verbo abusado neste caso. O “resulta” aplica-se esclusivamente a um dos lados: o lado que emite milhões de emails que vão usar recursos que não foram pagos nem nunca o serão, obrigando as pessoas a gastar dinheiro em limpa-lixos e tempo a por de lado a merda que lhes inunda as caixas de correio.
Quem quiser estender isto ao spam de superfície, esteja à vontade. O legal não significa correcto.
O “resulta” tem a ver com a economia do spam. É brutalmente barato spamar. Claro. Porque não são contabilizados os recursos dispendidos a montante. Se fossem, o spam tornava-se logo uma actividade não-lucrativa.
Logo, empregue outra expressão. “Resulta” não se aplica.
Agora, não nos desviemos do essencial. Que um comerciante de viagras, legítimo ou fraudulento, use estas técnicas comerciais de terceira classe, uma pessoa ainda engole. Assim como assim, fazem parte do submundo da web. Agora — uma associação como a Deco descer a este nível de “mass marketing”, acho a todos os títulos lamentável.
Sérgio, o teu é outro ponto curial. As características da publicidade usada. Nisso o historial da Deco não se limita ao marketing online, infelizmente.
Luís Rei, tem toda a razão. O negócio das nossas identidades ocorre. Será difícil de detectar, até porque as instituições têm outras vocações e, sempre, verbas limitadas. E os envolvidos são sempre, todos, pessoas de bem, o que torna tudo ainda mais caricato. Mas que ocorre, ninguém tem dúvidas. É um facto que dados pessoais passam de mãos.
Eu apenas posso responder pela MultiDados, e no que diz respeito aos nossos registos, a funcionalidade é a mesma que apresenta o Rui Nunes e Marina Castelo Branco, as campanhas são enviadas para pessoas que se resgistaram, ou foram registadas por amigos e familiares, directamente no nosso site, e deve ser o seu caso. Se assim for, A MultiDados hoje mesmo irá bloquear o registo associado ao seu e-mail, e informar a pessoa registada desse facto.
Como sabe a MultiDados bonifica todos os seus registados com valores monetários, se não for o Paulo o real benificiario dos mesmos, iremos igualmente informa-lo disso.
No meu ponto de vista, o email marketing é uma forma de promoção arrojada como outra qualquer, e a DECO não é única a fazer, nem irá ser, e continuará a funcionar enquanto o consumidor assim o quiser. Temos a liberdade de mudar de canal de TV, não ler determinada página do jornal, mudar de emissora de rádio… e não querer receber mais informação de determinado assunto… temos essa liberdade sem invadir privacidade, sem palavras ofensivas nem de teor abusivo.
Eu também já recebi vários mails de spam da DECO e nunca me inscrevi em nada. É triste…
LOL viva a incoerencia ironica eheh
http://takea-break.blogspot.com
Florbela Borges, nem discutirei consigo essa do “temos a liberdade de mudar de canal”. Sintonizar uma estação de televisão implica a aceitação da publicidade. No caso dos jornais — eu PAGO para ter as páginas de publicidade, se as leio ou não é comigo. Mas eu não sintonizo spammers nem o mass marketing via email. Eu não tenho hipótese alguma de evitar que usem o meu mail e os recursos que eu pago. Somos todos indefesos palermas nas vossas mãos.
Não sei nada sobre a Multidados. Não sou beneficiário — e AGRADEÇO que me informe quem é que beneficiou por lhe ter vendido, dado, passado, inscrito três endereços três de mail que eu uso, e que tipo de benefício colheu. Talvez eu consiga obter um mais que justificado lucro, negociado directamente ou com a intermediação de um tribunal, por me venderem dados pessoais sem o meu consentimento.
Estou em condições de lhe garantir que nenhum familiar meu inscreveu qualquer desses endereços fosse onde fosse. Desafio-a ainda a descobrir que foi o alarve do meu “amigo” que o fez.
Está já a esticar a corda, não lhe parece? E nem precisa. A lei diz: opt-out e com isso protege as suas costas. Escusa de vir armar com um falso opt-in que ainda torna a vossa posição difícil.
Enquanto o consumidor quiser significa: enquanto o consumidor usar correio electrónico. Ou é capaz de justificar a frase de outra maneira?
o endereço de correio pauloquerido @ gmail.com foi usado exclusivamente em assinatura de artigos no site do Expresso Multimedia.
Nunca enviei mail com esse endereço ou o dei a alguém. Nenhum familiar ou amigo recebeu alguma vez mail legítimo meu com esse endereço.
Se a Florbela Borges quiser explicar em que circunstâncias esse endereço foi vendido à Deco como um mail legítimo e verificado, somos todos ouvidos (e a Deco se não for, azar, não temos pena).
Se não puder ou quiser — eu poderei fazê-lo. Mas para a sua empresa, cobro como consultor.
Distingo “marketing mail” de SPAM apenas num ponto: geralmente (mas nem sempre) o “marketing mail” usa sempre o mesmo endereço de origem (o @qqcoisa.xpto) daí que só me costuma incomodar 1 vez, e o incómodo é o ter q criar mais um filtro para aquele “spam provider”.
A DECO há muito q me faz sentir tentado a deixar de ser assinante, precisamente pelos métodos de marketing que usa (e apoia, usando).
Fica-se com a impressão que, por lidarem com tanta empresa “xica-esperta”, andam a aprender com os “melhores”.
Das duas únicas vezes que tentei usar o aconselhamento telefónico para situações “cinzentas” que estive envolvido como cliente de empresas conhecidas, fui sumariamente enxotado com um “não o podemos ajudar nesse assunto”, portanto… acho q vou aproveitar o novo ano para mandar a ProTeste às urtigas, e deixar de apoiar a DECO.
Dá vontade de dizer “Se a DECO defende o consumidor dos vendedores, quem é que nos defende da DECO ?”
Mais uma história fresquinha do dia, relativa à Deco: o meu marido é, há alguns anos, sócio. Hoje recebi, no mesmo endereço para onde é enviada a correspondência ao meu marido, uma simpática carta convidando-me a receber uma câmara de vídeo e mais uns brindes em troca de uma assinatura. Estive tentada a assinar: assim como assim era uma câmara de vídeo (e restantes gadgets), e acabava por “castigar” a Deco com o seu próprio remédio pois passados os três meses da praxe cancelaria tudo ficando com os brindes.
Cheguei à conclusão de que não valia a pena o trabalho: tinha que estar atenta para proceder ao cancelamento passado o prazo mínimo, e a minha memória é muito traiçoeira.
De tudo isto só resulta uma coisa (que afinal são duas): a Deco, que se diz defensora dos consumidores, “ataca” usando os métodos dos quais “defende” os seus sócios (publicidade, se não agressiva, pelo menos não solicitada); a Deco tem uma base de dados mal organizada: envia correspondência para duas pessoas diferentes numa mesma morada. É certo que o apelido não é o mesmo; é verdade que não existe um número/letra a indicar o andar; trata-se de uma vivenda, e eu não adoptei o apelido do meu marido quando casei. A Deco também pode “pensar” que somos apenas dois amigos que partilham a casa. Eu continuo a achar que é apenas uma base de dados mal organizada e pouco profissional, o que não abona muito em favor da Deco.
A cartinha e o envelope já levaram destino: o Papelão do costume…
Koshdukai, essa é uma boa forma de distinguir uns e outros, é verdade. O marketing mail assume-se. Sempre é um princípio.
Os sinais que a Deco emite ao usar, da forma que usa, e recorrentemente, este tipo de spam, são contraditórios quanto à percepção que o público tinha da natureza e objectivos da associação.
Falando só enquanto consumidor online (deixo por agora o off-line), há já algum tempo que passei a considerar a Deco uma associação não-representativa desta faixa da população, na medida em que pactua com formatos que devia combater ou no mínimo desprezar.
Infelizmente, não existe nenhuma associação de defesa do cibercidadão e dos seus direitos.
Os spammers que estão a comentar aqui poderiam fazer um favor enorme à comunidade em listar todos os seus IPs de origem para que os possamos rejeitar nos nossos servidores.
Muito agradecido!
Duas questões a fazer às empresas aqui referidas:
1) Como é q eu “mudo de canal” no mail ?
2) Se pagam a quem vos fornece (inscreve) o endereço de email, então devem ter algum processo de verificação de que estão a pagar ao *DONO* do endereço de email, certo?
…é que, senão funcionam como aqueles compradores de mercadoria roubada, que pagam sem fazer perguntas, correcto?
Florbela Borges, gostaria imenso de ler a sua resposta, para os registos, às questões do comentador Koshdukai, comentário #21
Já tive um problema semelhante, mas com uma empresa de cobranças. Recebi mails de “marketing directo” (diz que é o que se chama agora ao spam) e apesar de repetidamente ter respondido a exigir que me retirassem da lista, só consegui receber desculpas esfarrapadas, falsas promessas e mais mails noutras contas de e-mail. Entenda-se que nunca dei nenhum dos meus endereços a nenhuma empresa de marketing.
O que mais me choca nisto tudo é que depois de reportar o caso à Comissão Nacional de Protecção de Dados e eles me pedirem uma cópia dos e-mails trocados, nunca mais ouvi falar do caso. Realmente faz falta algum tipo de entidade para defender os cibercidadãos.
DECO reincide com spam (mas mudou de spam provider)…
…
Go away spammers!!!
E da DECO não há ninguém aqui a responder?
Também eu recebo mails do “comasualicença” sem nunca me ter inscrito em nada. O engraçado é que já requesitei cerca de 10 vezes para me retirarem dessas lista de spam e ainda lá continuo.
hum… também recebi essa mensagem mas de publidados@gmail.com
fui o único??
Eu estou inscrito no comsualicenca.com há mts anos mas já tentei rescindir vezes sem conta e não consigo, envio email a dizer que não quero fazer mais parte e não obtenho resposta.
O resultado é marcar tudo o que vem do comsualicenca.com como spam
Qualquer empresa que não apresente provas de que uma pessoa optou por receber está a enviar SPAM.
Estou-me pouco borrifando para o que diz uma lei que foi escrita para defender SPAMMERS.
É SPAM e trato-o como tal: lixo. Quem envia SPAM só envia lixo.
Se eu soubesse a morada física de alguns SPAMMERS teria a graciosidade (caso fosse logisticamente viável) de lhes enviar o meu lixo diário como resposta.
Alias, sugiro um movimento giro: recebeste SPAM? Regista a morada de devolução noutros SPAMMERS.
Sit back and enjoy the show…
Também tenho recebido estes mails em duas contas diferentes. Não me inscrevi com nenhum dos endereços em qualquer coisa deste género, e um deles, o do webtuga, quase ninguém conhece. É estranho…
Ola a todos…. recebi este email por mais que um remetente e isso que me incomoda! Quanto às empresas envolvidas, estou registada numa e nunca tive razão de queixa, da multidados. Do resto é normal e se se tem de reclamar é com quem origina estes mails!
Sou mais um dos que recebe mails do CanalMail sem ter feito qualquer inscrição; mas já está filtrado…
Agora, parece-me que estamos a fugir ao assunto: A DECO e os métodos super agressivos para conquistar clientes/assinantes.
Já aqui disse que a minha mulher começou a receber as revistas da Pro Teste simplesmente por ir ao site, preencher alguns dados mas… sem validar e pagar qualquer valor (e não, não carregou no botão por engano…).
Conheci também – há uns bons 12 anos – gestores comerciais da Pro Teste que explicavam como conseguiam “convencer” os assinantes a renovar as assinaturas – os que tinham pagamento por ordem de transferência bancária ou cancelavam a assinatura no final do período contratado, ou automaticamente renovavam a assinatura e – voilá! – saía mais uma verba da conta bancária.
E, claro, quem perceber o mínimo de tecnologia poderá conhecer as pérolas em forma de testes que ao longo dos anos passaram pelas revistas, sob o argumento dos “testes laboratoriais”.
Enfim… estas são apenas algumas histórias sobre a DECO que, infelizmente, nem sempre executa o que apregoa.
Eu cá há já muitos anos que dexei de me irritar com isso. O que faço é:
-Contas no Google Mail, com várias caminhos de filtragem e redireccionamento. Mesmo as que não são @gmail.com (ver Google Apps)
-Registo no SpamCop (Report Spam) para poder reportar spam “opt-out” que recebo (excerto: “…Opt-out email is unsolicited and is by definition spam…”)
-Para os sites em que tenho mailservers, registo também no SpamCop (Blocking List) para poder criar shitlists de servidores que enviam spam.
-No que toca a correio na caixa de correio, guardo religiosamente todo o lixo que recebo. Assim que me aparece um envelope resposta prépago para responder, encho com o lixo que tenho até à data e envio ao remetente.
Em geral: não sei quem são os grandes spammers nacionais (além da Deco e outros) mas sei que em 90% dos casos em que recebia mail e newsletters, mesmo que aparentemente inocentes, o link de “remover” nunca serviu para rigorosamente nada, Estou a falar de ti Verlag Dashhofer, de ti Schaffer Shop, de ti APFN, de ti Portal do Cidadão e de tantos outros…
A verborreia que grassa do lado dos “mas-a-minha-lista-tem-opt-out”, serve para confundir e auto-justificar (como se vê pelos comentários aqui, sem resposta), não desfaz o cerne da matéria: Estou a receber um mail que não pedi. Nessas circunstâncias o pedir para ser retirado é também uma violação da minha privacidade, já que que ao pedir para ser removido estou a prestar o serviço de lhes confirmar que o meu email existe e está activo.
Já agora:
Retirado de http://www.comsualicenca.com/servicio.asp
Zé, o spam e o mail marketing são actividades com um forte componente de chulismo. Só subsistem economicamente porque a grande parte do seu custo é atirado directamente para as costas do consumidor. É o consumidor que paga as ligações, é o consumidor que confirma os mails, é o consumidor que limpa a merda produzida pela indústria, é o consumidor que gasta o seu tempo a afinar o sistema, é o consumidor que se encarrega de recolher e distribuir as listas de e-mails de que as empresas se aproveitam. É o consumidor que bovinamente faz tudo — até protestar, enquanto eles se riem a bandeiras despregadas.
As senhoras que aqui tentaram “defender” as suas empresas rapidamente retiraram e ainda bem para elas. A estratégia cut the damage é a mais indicada em casos de envolvência com (argh) o consumidor (/argh). Na verdade, nunca cá deviam ter vindo. E não voltarão.
Olá.
Tens a certeza qúe é da deco? O URL de signup começa por action.netaffiliation.com?
Isso são afiliados.
Queixa-te aos afiliados, não da deco.
Rui
Tenho, Rui Cruz, tenho a certeza.
Rui, sim, os mails são de afiliados, mas é a DECO que permite por via do netaffiliation que as suas “ofertas” sejam promovidas por esta via.
A DECO pode controlar quem deixa promover as suas campanhas e de que forma.
Além disso o conteúdo destas campanhas é da inteira responsabilidade da DECO.
Boas, voltei agora de uma viagem a Madrid e por isso só agora pude contestar aos comentários aqui presentes.
Quanto à questão levantada com respeito à Multidados e à ComSuaLicença não me irei imiscuir, dado que não me diz respeito. Não estou a “fugir com o rabo à seringa” como se costuma dizer, pois também a Canalmail, a qual represento em Portugal, enviou e envia campanhas da Deco Proteste. Portanto, de certa forma, tenho interesse nesta discussão ao artigo publicado, que comecei a comentar devido ao primeiro comentário a fazer referência à minha empresa.
No entanto, não temos a mesma forma de procedimentos como antes foi relatado. A Canalmail não tem os mesmos processos da ComSuaLicença e da Multidados, como nunca teve. O nosso modelo de negócio baseia-se na permissão expressa dos subscritores em receber as nossas comunicações mediante determinadas áreas de interesse que a pessoa escolhe aquando do registo, tendo sempre a possibilidade posterior de anular a subscrição, alterar os seus dados, incluindo o seu endereço de e-mail.
Creio ter sido mal interpretado pelo Paulo Querido quando mencionei que “Resulta” o processo utilizado por algumas empresas em enviar sem autorização expressa das pessoas. Não que eu esteja a referir que as outras empresas mencionadas o tenham feito porque não conheço o seu modus-operandis, apesar de saber não ser exactamente igual ao meu, mais que não seja, devido ao modelo de negócio. O que eu transmito é que apesar de existirem empresas legítimas e que trabalham com as melhores práticas nesta variante de marketing online, ainda persistem em utilizar outras bases de dados e outras empresas pelo único motivo do preço. Ou seja, como são mais baratas, tornam-se acções mais rentáveis para as mesmas.
Mas será o melhor para empresa e para a sua marca? Certamente que não. Como se utiliza bases de dados de SPAM, a maior parte da BD é desactualizada ou está obsoleta, dado que os seus utilizadores já saturados de estarem a receber emailings de várias fontes, mudam rapidamente de endereços. Além disso, o efeito negativo de enviar a quem nunca solicitou essa informação é um dano que anos de investimento a criar uma marca não coíbem de destruir em poucos segundos para aquele utilizador em específico. Na verdade, é como efectuar uma campanha ao contrário: Como aniquilar a minha marca a milhares de utilizadores?
É algo que me ultrapassa, mas que me esforço sempre por ir dando o meu feedback e negociar com os meus clientes a melhor forma e ética de o efectuar. Mas a decisão é sempre do cliente.
Para se ter uma noção de como nos esforçamos por mudar a consciência dos nossos clientes e para preservar os nossos subscritores, neste ano que vem iremos pausar os envios da Deco Proteste na nossa base de dados, apesar da crise mundial e do decréscimo de investimento por parte das maiores empresas internacionais. Pelo menos enquanto se verificarem formas menos claras na utilização da sua comunicação e de adesão às suas publicações.
Temos um acordo que nos leva a comunicar o seu produto ainda em Dezembro, mas a partir de Janeiro de 2009 serão pausadas ou mesmo canceladas enquanto certos critérios não tiverem sido esclarecidos. Isto, para se ver o quanto nos comprometemos para com os nossos subscritores e a qualidade da informação que enviamos.
Também respondendo aos comentários de Pedro Freire Alves, do próprio Paulo Querido e dos restantes de uma forma mais geral, com relação às anulações de subscrição compreendo a vossa posição. Realmente, anular a subscrição de um serviço que nunca solicitaram é incongruente e pode ser ainda mais lesivo quando utilizado de uma forma menos ética. Mas com relação à Canalmail, que afirmo novamente, diz respeito a subscrições efectuadas por vossa livre vontade (quem as está a receber), caso queiram anular a vossa subscrição tem mesmo de clicar no link para o efeito abaixo no rodapé de cada mensagem nossa enviada. É a única forma de sabermos que é realmente o João Silva ou a Fiona Barros que se está a anular de subscrição porque o link carrega um código único. Quando se chega à página, o link confirma a anulação e o subscritor recebe uma mensagem automática a confirmar a anulação e identifica a origem do seu registo, assim como o IP da altura, dia do registo, etc… Fica tudo claro.
O tempo de latência entre a anulação de subscrição e a remoção REAL da base de dados mencionamos 72 horas porque por vezes, as BDs já foram preparadas previamente para campanhas a sair dentro desse tempo e tecnicamente é impossível remove-las antes desse período de tempo.
Quanto ao facto dos IP’s a bloquear, isso é obsoleto a meu ver. É preferível ser por domínio. A Canalmail nunca envia por um domínio externo. Utiliza os emails com domínio canalmail.com.pt ou canalmail.pt ou canalmail.com, por exemplo. Nunca por um gmail.com ou um outro provider. Caso queiram anular a subscrição por domínio, ficam assim a saber os nossos para os bloquear. Mas não seria mais proveitoso não se inscreverem na nossa BD ou então remover a subscrição.
Peço que façam o seguinte, inscrevam-se através de algum dos nossos afiliados com um endereço que utilizem apenas para os emails lixo e depois anulem-se na mensagem de confirmação de subscrição que recebem, para ver se funciona e como é a mecânica. Assim saberão se estou a dizer a verdade e não arriscam com os vossos endereços pessoais.
Bom, perdoem o comprimento do comentário, mas assim penso ter respondido a quase tudo. Caso tenham mais questões, basta mencionar.
Abraços,
Rui Nunes
Rui Nunes, obrigado pelo seu esclarecimento. É reconfortante saber que este mercado tem pessoas assim, com essa lucidez sobre as marcas e os efeitos nelas do cheap marketing (com todos os inuendos negativos da palavra cheap).
O caso DECO (que já vem detrás) fica como um dos exemplos de estudo de uma marca que tem vindo paulatinamente a destruir um capital de reputação conseguido em 20 anos. De uma associação de defesa do consumidor que fez história no país, tornou-se num negócio desconsiderante. E desconsiderado.
[...] DECO reincide com spam mas mudou de spam [...]
Há uma questão sobre a DECO que ultrapassa este tema de usarem técnicas de marketing directo à la Selecções. É a falta de qualidade dos conteúdos. Perdi a confiança neles quando um dia li um estudo sobre um produto que conhecia bem.
As imprecisões eram tantas que passei a pensar: “se neste caso é assim, o que se passará com os estudos nas áreas que desconheço?”
[...] Ao que parece as coisas por lá funcionam mal. Depois da grande discussão gerada em torno do Certamente! eis que recebo mais um mail com publicidade, digo newsletter, que nunca [...]
Caro Paulo Querido.
Estou a passar pelo mesmo, e estou farto dos emails da empresa responsavel pelo SPAM.
Não é a canalmail, não é a netaffiliation, não é a deco!
É o remetente desses emails o unico responsável pela situação em que estamos todos envolvidos.
O correcto e reencaminhar o email recebido que contem o link com “action.netaffiliation.com” para os emails da empresa Netaffiliation.com a fazer queixa que estao a receber spam de um dos afiliados deles e pretendem que o mesmo seja banido.
Eu estou a receber emails deles as dezenas, e estou completamente farto!
Podem inclusive contactar a deco (a culpa nao é deles) informando que estao a utilizar o nome deles de forma ilicita (em mensagens spam) e talvez eles mesmo os ajudem.
Podem tambem fazer queixa por escrito a Comissao Nacional de Protecção de dados.
Ta na hora de acabar com isto!
Melhores cumprimentos.
Porque é importante termos consciência dos nossos excessos, apresento à Deco as minhas sinceras desculpas pelas considerações efectuadas relativamente à mesma, para as quais não tenho uma explicação fundamentada. Ao querer defender a minha posição face ao meio utilizei argumentos e considerações que em nada reflectem a minha opinião sobre esta organização.
[...] Queixava-se há tempos o Paulo Querido – reconhecido jornalista e freelancer que publica artigos de e para net – que a DECO o andava a spammar via email. [...]