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	<title>Comentários em: Emprego: discursos hilariantes (don&#039;t eat the yellow snow)</title>
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	<description>O amor é uma vida dentro da vida</description>
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		<title>Por: LuIs</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/emprego-discursos-hilariantes-dont-eat-the-yellow-snow/comment-page-1/#comment-4042</link>
		<dc:creator>LuIs</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 02:23:09 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Ant&#243;nio
&quot;Olhe que n&#227;o!&quot;. (N&#227;o n&#227;o sou comunista, na verdade sou do mais neoliberal que possa imaginar, s&#243; n&#227;o sou &#233; ing&#233;nuo).
Sabe quem s&#227;o as verdadeiras sanguessugas deste pa&#237;s? os FP? n&#227;o me fa&#231;a rir, isso &#233; o que se v&#234; no pr&#243;s e contras que &#233; para a &quot;doutrina&#231;&#227;o&quot;.
As verdadeiras sanguessugas s&#227;o as que fomentam o desperd&#237;cio na administra&#231;&#227;o p&#250;blica (e a corrup&#231;&#227;o) para lucrarem com ela e que v&#227;o controlando os pol&#237;ticos, os media e o pa&#237;s a seu belo prazer.
Quer apostar que o pr&#243;ximo 1&#186; ministro est&#225; a ser &quot;preparado&quot; por um &quot;cons&#243;rcio&quot; de banqueiros (e mais n&#227;o digo, v&#225; investigando que chega l&#225;).
E ser&#227;o os mesmos banqueiros que controlar&#227;o as empresas que v&#227;o concorrer aos concursos p&#250;blicos por via accionista e que tamb&#233;m v&#227;o financiar essas opera&#231;&#245;es (&#233; o chamado lucro a dobrar).
E ser&#227;o os mesmos que vir&#227;o de quando em quando comentar que o mal deste pa&#237;s &#233; a administra&#231;&#227;o p&#250;blica, para g&#225;udio dos Ant&#243;nios deste Pa&#237;s.
E j&#225; agora digo-lhe que sou empres&#225;rio e que sei muito bem do que falo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Ant&oacute;nio<br />
&quot;Olhe que n&atilde;o!&quot;. (N&atilde;o n&atilde;o sou comunista, na verdade sou do mais neoliberal que possa imaginar, s&oacute; n&atilde;o sou &eacute; ing&eacute;nuo).<br />
Sabe quem s&atilde;o as verdadeiras sanguessugas deste pa&iacute;s? os FP? n&atilde;o me fa&ccedil;a rir, isso &eacute; o que se v&ecirc; no pr&oacute;s e contras que &eacute; para a &quot;doutrina&ccedil;&atilde;o&quot;.<br />
As verdadeiras sanguessugas s&atilde;o as que fomentam o desperd&iacute;cio na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica (e a corrup&ccedil;&atilde;o) para lucrarem com ela e que v&atilde;o controlando os pol&iacute;ticos, os media e o pa&iacute;s a seu belo prazer.<br />
Quer apostar que o pr&oacute;ximo 1&ordm; ministro est&aacute; a ser &quot;preparado&quot; por um &quot;cons&oacute;rcio&quot; de banqueiros (e mais n&atilde;o digo, v&aacute; investigando que chega l&aacute;).<br />
E ser&atilde;o os mesmos banqueiros que controlar&atilde;o as empresas que v&atilde;o concorrer aos concursos p&uacute;blicos por via accionista e que tamb&eacute;m v&atilde;o financiar essas opera&ccedil;&otilde;es (&eacute; o chamado lucro a dobrar).<br />
E ser&atilde;o os mesmos que vir&atilde;o de quando em quando comentar que o mal deste pa&iacute;s &eacute; a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, para g&aacute;udio dos Ant&oacute;nios deste Pa&iacute;s.<br />
E j&aacute; agora digo-lhe que sou empres&aacute;rio e que sei muito bem do que falo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: @AntonioAlmeida</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/emprego-discursos-hilariantes-dont-eat-the-yellow-snow/comment-page-1/#comment-4041</link>
		<dc:creator>@AntonioAlmeida</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 23:49:24 +0000</pubDate>
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		<description>Portugal n&#227;o deveria ter 500.000 desempregados mas sim 1.000.000, sendo esse excesso constitu&#237;do por 80% de funcion&#225;rios p&#250;blicos incompetentes ou cuja posi&#231;&#227;o &#233; mantida gra&#231;as a inefici&#234;ncia do Estado e os restantes 20% provenientes de todas as empresas &quot;p&#250;blicas&quot; que s&#227;o mantidas &#224; custa do er&#225;rio p&#250;blico (TAP, RTP e PT s&#227;o alguns exemplos) e pseudo-politicos que n&#227;o fazem falta nenhuma.

E desse milh&#227;o, apenas quem n&#227;o pudesse MESMO trabalhar &#233; que poderia receber qualquer tipo de ajuda. De facto, talvez o maior problema deste nosso rect&#226;ngulo seja a subs&#237;dio depend&#234;ncia que coloca todos numa falsa zona de conforto e condena o &quot;faz-te &#224; vida&quot; necess&#225;rio a qualquer povo que queira vingar.

Ningu&#233;m gosta de andar de cavalo para burro em termos de trabalho e remunera&#231;&#227;o, mas a t&#237;pica vergonha portuguesa tem de ser eliminada do mapa. Habituamos-nos ao microondas, ao frigorifico, aos dois carros na garagem, &#224;s escapadinhas de fim de semana, etc. Meus amigos, o outro lado da moeda deste modelo de sociedade liberal e consumista &#233; a chamada precariedade no emprego e a urgente mudan&#231;a de atitude:

&quot;N&#227;o tenho trabalho na minha &#225;rea, procuro alternativas ou aprendo para me adpatar a outra profiss&#227;o.&quot;

Fora com o desperd&#237;cio e (mais) fora com o desperd&#237;cio do Estado.

Que este seja apenas um regulador e que cumpra extraordinariamente esse trabalho - &#233; s&#243; isso que pe&#231;o.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal n&atilde;o deveria ter 500.000 desempregados mas sim 1.000.000, sendo esse excesso constitu&iacute;do por 80% de funcion&aacute;rios p&uacute;blicos incompetentes ou cuja posi&ccedil;&atilde;o &eacute; mantida gra&ccedil;as a inefici&ecirc;ncia do Estado e os restantes 20% provenientes de todas as empresas &quot;p&uacute;blicas&quot; que s&atilde;o mantidas &agrave; custa do er&aacute;rio p&uacute;blico (TAP, RTP e PT s&atilde;o alguns exemplos) e pseudo-politicos que n&atilde;o fazem falta nenhuma.</p>
<p>E desse milh&atilde;o, apenas quem n&atilde;o pudesse MESMO trabalhar &eacute; que poderia receber qualquer tipo de ajuda. De facto, talvez o maior problema deste nosso rect&acirc;ngulo seja a subs&iacute;dio depend&ecirc;ncia que coloca todos numa falsa zona de conforto e condena o &quot;faz-te &agrave; vida&quot; necess&aacute;rio a qualquer povo que queira vingar.</p>
<p>Ningu&eacute;m gosta de andar de cavalo para burro em termos de trabalho e remunera&ccedil;&atilde;o, mas a t&iacute;pica vergonha portuguesa tem de ser eliminada do mapa. Habituamos-nos ao microondas, ao frigorifico, aos dois carros na garagem, &agrave;s escapadinhas de fim de semana, etc. Meus amigos, o outro lado da moeda deste modelo de sociedade liberal e consumista &eacute; a chamada precariedade no emprego e a urgente mudan&ccedil;a de atitude:</p>
<p>&quot;N&atilde;o tenho trabalho na minha &aacute;rea, procuro alternativas ou aprendo para me adpatar a outra profiss&atilde;o.&quot;</p>
<p>Fora com o desperd&iacute;cio e (mais) fora com o desperd&iacute;cio do Estado.</p>
<p>Que este seja apenas um regulador e que cumpra extraordinariamente esse trabalho &#8211; &eacute; s&oacute; isso que pe&ccedil;o.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jcd</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/emprego-discursos-hilariantes-dont-eat-the-yellow-snow/comment-page-1/#comment-4040</link>
		<dc:creator>jcd</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 23:33:41 +0000</pubDate>
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		<description>Sobre o assistir &#224; engorda dos estados - mas o que &#233; que temos estado a ver nas &#250;ltimas d&#233;cadas? Todos os estados t&#234;m engordado muito, com raras e honrosas excep&#231;&#245;es que t&#234;m engordado pouco.

Sobre o ponto 2 - Recomendo-te David Ricardo - a teoria das vantagens comparativas dos estados j&#225; &#233; do in&#237;cio do s&#233;culo XIX. Explica-te que um estado n&#227;o pode fazer tudo e o outro nada. Encontra-se sempre um ponto de equil&#237;brio. Curiosamente, um estudioso ingl&#234;s anteriormente tinha usado Portugal e Inglaterra para explicar isto mesmo aos ingleses preocupados com as importa&#231;&#245;es do vinho luso. Nada se inventa, os argumentos reciclam-se.

Sobre o proteccionismo, parece-me &#243;bvio que est&#225;s a ver tudo ao contr&#225;rio. os estados menos proteccionistas t&#234;m um track record bem melhor que os que se fecharam. Basta ver que os pa&#237;ses de maior sucesso nas &#250;ltima d&#233;cadas s&#227;o economias abertas - com mais ou menos limita&#231;&#245;es, em nenhuma delas deixa de haver Coca-Cola, McDonalds ou Swatches. As economias abertas tornaram-se mais poderosas. As fechadas empobreceram.

No ponto 4., tirando os professores, nem todos podemos chegar ao topo de uma carreira, mas a educa&#231;&#227;o n&#227;o deixa de ser uma fonte de dignidade pessoal. Como pai, estaria sempre disposto a apostar na educa&#231;&#227;o dos meus filhos. E n&#227;o fugi &#224; quest&#227;o do sal&#225;rio m&#237;nimo. O sal&#225;rio m&#237;nimo, ou n&#227;o faz falta nenhuma - como aconteceu em Portugal no fim da d&#233;cada de 80, por exemplo - ou causa desemprego - como acontece em Portugal, hoje.  Ataca justamente as pessoas menos qualificadas da sociedade - mas isso n&#227;o parece preocupar minimamente os nossos defensores do estado social - &#233; um misto de incompreens&#227;o com wishful thinking. O socialismo faz-se da mesma mistura.

Sauda&#231;&#245;es liberais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o assistir &agrave; engorda dos estados &#8211; mas o que &eacute; que temos estado a ver nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas? Todos os estados t&ecirc;m engordado muito, com raras e honrosas excep&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m engordado pouco.</p>
<p>Sobre o ponto 2 &#8211; Recomendo-te David Ricardo &#8211; a teoria das vantagens comparativas dos estados j&aacute; &eacute; do in&iacute;cio do s&eacute;culo XIX. Explica-te que um estado n&atilde;o pode fazer tudo e o outro nada. Encontra-se sempre um ponto de equil&iacute;brio. Curiosamente, um estudioso ingl&ecirc;s anteriormente tinha usado Portugal e Inglaterra para explicar isto mesmo aos ingleses preocupados com as importa&ccedil;&otilde;es do vinho luso. Nada se inventa, os argumentos reciclam-se.</p>
<p>Sobre o proteccionismo, parece-me &oacute;bvio que est&aacute;s a ver tudo ao contr&aacute;rio. os estados menos proteccionistas t&ecirc;m um track record bem melhor que os que se fecharam. Basta ver que os pa&iacute;ses de maior sucesso nas &uacute;ltima d&eacute;cadas s&atilde;o economias abertas &#8211; com mais ou menos limita&ccedil;&otilde;es, em nenhuma delas deixa de haver Coca-Cola, McDonalds ou Swatches. As economias abertas tornaram-se mais poderosas. As fechadas empobreceram.</p>
<p>No ponto 4., tirando os professores, nem todos podemos chegar ao topo de uma carreira, mas a educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deixa de ser uma fonte de dignidade pessoal. Como pai, estaria sempre disposto a apostar na educa&ccedil;&atilde;o dos meus filhos. E n&atilde;o fugi &agrave; quest&atilde;o do sal&aacute;rio m&iacute;nimo. O sal&aacute;rio m&iacute;nimo, ou n&atilde;o faz falta nenhuma &#8211; como aconteceu em Portugal no fim da d&eacute;cada de 80, por exemplo &#8211; ou causa desemprego &#8211; como acontece em Portugal, hoje.  Ataca justamente as pessoas menos qualificadas da sociedade &#8211; mas isso n&atilde;o parece preocupar minimamente os nossos defensores do estado social &#8211; &eacute; um misto de incompreens&atilde;o com wishful thinking. O socialismo faz-se da mesma mistura.</p>
<p>Sauda&ccedil;&otilde;es liberais.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: PauloQuerido</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/emprego-discursos-hilariantes-dont-eat-the-yellow-snow/comment-page-1/#comment-4039</link>
		<dc:creator>PauloQuerido</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 16:09:54 +0000</pubDate>
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		<description>Jo&#227;o: prepara-te para assistir &#224; engorda dos estados. Vamos passar um periodo em que eles v&#227;o aumentar de tamanho -- ali&#225;s &#233; isso que vai permitir manter o status quo do sistema.

A economia passou a ser global: havendo trabalho pouco qualificado numa regi&#227;o, as actividades de outras regi&#245;es tender&#227;o a procur&#225;-lo, na medida em que possam. Os trabalhadores das regi&#245;es de onde o investimento deserte t&#234;m 2 op&#231;&#245;es: baixam o custo para os n&#237;veis das regi&#245;es remotas, ajustando a qualidade de vida a padr&#227;o delas, ou procuram a sustentabilidade de outra forma.

Digo passou a ser porque n&#227;o era. As barreiras de circula&#231;&#227;o, fosse naturais ou artificiais, foram essenciais para que algumas economias se sobrepusessem a outras, conquistando posi&#231;&#245;es merc&#234; dos fortes dispositivos legais proteccionistas. Sem estes, a actividade tende a ir para onde &#233; mais rent&#225;vel, destapando e expondo as pessoas que n&#227;o se deslocalizam com a mesma facilidade.

O sistema cria desperd&#237;cios engra&#231;ad&#237;ssimos, como a sociedade investir dezenas de milhar de euro e duas dezenas de anos de ocupa&#231;&#227;o do sub-sistema de ensino para formar um repositor de supermercado ou um operador de call center e toda a gente achar isso boa economia, mas n&#227;o entremos agora por a&#237;.

Aprecio a forma como fugiste &#224; quest&#227;o do sal&#225;rio m&#237;nimo e ainda bem que fugiste, n&#227;o &#233; argumento que valha a pena.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Jo&atilde;o: prepara-te para assistir &agrave; engorda dos estados. Vamos passar um periodo em que eles v&atilde;o aumentar de tamanho &#8212; ali&aacute;s &eacute; isso que vai permitir manter o status quo do sistema.</p>
<p>A economia passou a ser global: havendo trabalho pouco qualificado numa regi&atilde;o, as actividades de outras regi&otilde;es tender&atilde;o a procur&aacute;-lo, na medida em que possam. Os trabalhadores das regi&otilde;es de onde o investimento deserte t&ecirc;m 2 op&ccedil;&otilde;es: baixam o custo para os n&iacute;veis das regi&otilde;es remotas, ajustando a qualidade de vida a padr&atilde;o delas, ou procuram a sustentabilidade de outra forma.</p>
<p>Digo passou a ser porque n&atilde;o era. As barreiras de circula&ccedil;&atilde;o, fosse naturais ou artificiais, foram essenciais para que algumas economias se sobrepusessem a outras, conquistando posi&ccedil;&otilde;es merc&ecirc; dos fortes dispositivos legais proteccionistas. Sem estes, a actividade tende a ir para onde &eacute; mais rent&aacute;vel, destapando e expondo as pessoas que n&atilde;o se deslocalizam com a mesma facilidade.</p>
<p>O sistema cria desperd&iacute;cios engra&ccedil;ad&iacute;ssimos, como a sociedade investir dezenas de milhar de euro e duas dezenas de anos de ocupa&ccedil;&atilde;o do sub-sistema de ensino para formar um repositor de supermercado ou um operador de call center e toda a gente achar isso boa economia, mas n&atilde;o entremos agora por a&iacute;.</p>
<p>Aprecio a forma como fugiste &agrave; quest&atilde;o do sal&aacute;rio m&iacute;nimo e ainda bem que fugiste, n&atilde;o &eacute; argumento que valha a pena.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: jcd</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/emprego-discursos-hilariantes-dont-eat-the-yellow-snow/comment-page-1/#comment-4038</link>
		<dc:creator>jcd</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 13:45:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pauloquerido.pt/?p=3850#comment-4038</guid>
		<description>Paulo, est&#225;s absolutamente errado. Come&#231;as logo pela tua primeira frase: &quot;n&#227;o h&#225; procura de trabalho que fa&#231;a subir os sal&#225;rios.&quot; Pois n&#227;o h&#225; rigorosamente mais nada que os fa&#231;a subir excepto a procura. N&#227;o tem nada a ver com as considera&#231;&#245;es circunstancias que fazes, nem com o ponto 1, nem com o 2, nem com o 3.

Em todas as alturas da hist&#243;ria, muita gente &#224; esquerda usou esse tipo de argumentos, de acordo com as modas da &#233;poca. Era sempre sit&#233;mico. Se leres os escritos de Ramonet dos anos 90, at&#233; te ris com a ignor&#226;ncia do animal - nem as ag&#234;ncias de rating ficaram t&#227;o ao lado.

 Mas a economia n&#227;o se faz de sectores. Em cada momento, faz-se do que existe e &#233; sempre diferente. J&#225; n&#227;o temos aguadeiros, despachantes  na fronteira, amola-facas, barqueiros, cocheiros e estamos c&#225; na mesma, vivemos melhor que os nossos antepassados e vivemos tanto melhor quanto a tecnologia nos permitiu eliminar essas profiss&#245;es e criar outras mais ricas.

Estamos agora numa crise como estivemos noutras (esta pior, porque os estados engordaram para l&#225; do razo&#225;vel e agora n&#227;o t&#234;m margem de manobra) e as consequ&#234;ncias s&#227;o sempre algum desemprego - que &#233; eliminado assim que a economia se ajusta &#224;s novas realidades. Vais ser assim outra vez, embora os governos fa&#231;am tudo para impedir esses ajustes.

Pensa l&#225; melhor nessa hist&#243;ria dos 100 euros. Porque &#233; que n&#227;o tentas encontrar uma empregada dom&#233;stica, por exemplo, e pagar-lhe o sal&#225;rio m&#237;nimo? Onde &#233; que est&#225; essa lei do governo que diz que uma empregada dom&#233;stico custa 650 ou 700 euros por m&#234;s?

Um abra&#231;o</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo, est&aacute;s absolutamente errado. Come&ccedil;as logo pela tua primeira frase: &quot;n&atilde;o h&aacute; procura de trabalho que fa&ccedil;a subir os sal&aacute;rios.&quot; Pois n&atilde;o h&aacute; rigorosamente mais nada que os fa&ccedil;a subir excepto a procura. N&atilde;o tem nada a ver com as considera&ccedil;&otilde;es circunstancias que fazes, nem com o ponto 1, nem com o 2, nem com o 3.</p>
<p>Em todas as alturas da hist&oacute;ria, muita gente &agrave; esquerda usou esse tipo de argumentos, de acordo com as modas da &eacute;poca. Era sempre sit&eacute;mico. Se leres os escritos de Ramonet dos anos 90, at&eacute; te ris com a ignor&acirc;ncia do animal &#8211; nem as ag&ecirc;ncias de rating ficaram t&atilde;o ao lado.</p>
<p> Mas a economia n&atilde;o se faz de sectores. Em cada momento, faz-se do que existe e &eacute; sempre diferente. J&aacute; n&atilde;o temos aguadeiros, despachantes  na fronteira, amola-facas, barqueiros, cocheiros e estamos c&aacute; na mesma, vivemos melhor que os nossos antepassados e vivemos tanto melhor quanto a tecnologia nos permitiu eliminar essas profiss&otilde;es e criar outras mais ricas.</p>
<p>Estamos agora numa crise como estivemos noutras (esta pior, porque os estados engordaram para l&aacute; do razo&aacute;vel e agora n&atilde;o t&ecirc;m margem de manobra) e as consequ&ecirc;ncias s&atilde;o sempre algum desemprego &#8211; que &eacute; eliminado assim que a economia se ajusta &agrave;s novas realidades. Vais ser assim outra vez, embora os governos fa&ccedil;am tudo para impedir esses ajustes.</p>
<p>Pensa l&aacute; melhor nessa hist&oacute;ria dos 100 euros. Porque &eacute; que n&atilde;o tentas encontrar uma empregada dom&eacute;stica, por exemplo, e pagar-lhe o sal&aacute;rio m&iacute;nimo? Onde &eacute; que est&aacute; essa lei do governo que diz que uma empregada dom&eacute;stico custa 650 ou 700 euros por m&ecirc;s?</p>
<p>Um abra&ccedil;o</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: PauloQuerido</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/emprego-discursos-hilariantes-dont-eat-the-yellow-snow/comment-page-1/#comment-4037</link>
		<dc:creator>PauloQuerido</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 13:14:50 +0000</pubDate>
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		<description>Jo&#227;o, n&#227;o h&#225; procura de trabalho que fa&#231;a subir os sal&#225;rios. N&#227;o h&#225; hoje nem se vislumbra t&#227;o cedo. Isto, como deixei bem claro, nas economias  desenvolvidas. No registo hist&#243;rico de que falas, como disse acima, as economias assentes na explora&#231;&#227;o do trabalho por parte dos detentores dos meios de produ&#231;&#227;o conheceram um boom devido a 1) energia abundante e barata, 2) flexibiliza&#231;&#227;o do trabalho, com a entrada em cena das mulheres (o que permitiu ter 2 pessoas a trabalhar pelo custo de uma e meia), e 3) exiguidade dos meios de produ&#231;&#227;o. Esses 3 eixos est&#227;o a esgotar-se. Talvez venhamos a ter um novo ciclo de energia barata, mas n&#227;o &#233; nem garantido, nem se vislumbra no m&#233;dio prazo.

Esta crise de trabalho n&#227;o resulta de um desiquil&#237;brio de mercado: &#233; uma crise sist&#233;mica.

Posso concordar que a situa&#231;&#227;o se adapta: a maioria dos trabalhadores de hoje, sobretudo os que chegam agora ao mercado de trabalho, adaptam-se a situa&#231;&#245;es que h&#225; 10 anos seriam inaceit&#225;veis para toda a gente -- excluindo as associa&#231;&#245;es patronais e tu pr&#243;prio, bem entendido. N&#227;o t&#234;m perspectivas de contrato a termo, v&#227;o passar anos no precariato. Mas a sociedade ajusta-se a isso, gra&#231;as aos mecanismos de solidariedade social (o Estado tem a&#237; uma parte leonina, n&#227;o sendo embora o &#250;nico).

Nota: eu n&#227;o etou aqui a atribuir culpas ou sequer responsabilidades. Estou a alertar para o que me parece ser um discurso sem um m&#237;nimo de realismo, que &#233; o de esta ou aquela for&#231;a pol&#237;tica -- Governo inclu&#237;do -- prometer emprego. O emprego como o conhecemos nos Maravilhosos Anos De Expans&#227;o da segunda metade do s&#233;culo XX est&#225; desaparecido em combate. Talvez volte, mas n&#227;o enquanto n&#227; se cumprirem pressupostos parecidos com os que ocorreram nessa &#233;poca -- e muito menos voltar&#227;o pelas m&#227;os de ex-ministros e ex-respons&#225;veis que, fazendo parte significativa do problema que hoje apontam a Portugal, querem retomar as antigas posi&#231;&#245;es afirmando que t&#234;m a solu&#231;&#227;o no bolso.

Finalmente: claro que foi preciso uma lei para conseguir o que apontas. A lei que regula o mercado do trabalho, e que &#233; negociada numa base anual. Se fosse outra lei, que definisse como sal&#225;rio m&#237;nimo os 900 euro (exemplo aleat&#243;rio), essa percentagem seria outra, muito inferior. Claro que, aprovando um sal&#225;rio m&#237;nimo de 100 euro, conseguias dizer que 99% dos portugueses viviam bem gra&#231;as ao bel&#237;ssimos of&#237;cios do capital. E mais: tinhas raz&#227;o (embora n&#227;o por onde pensas).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Jo&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; procura de trabalho que fa&ccedil;a subir os sal&aacute;rios. N&atilde;o h&aacute; hoje nem se vislumbra t&atilde;o cedo. Isto, como deixei bem claro, nas economias  desenvolvidas. No registo hist&oacute;rico de que falas, como disse acima, as economias assentes na explora&ccedil;&atilde;o do trabalho por parte dos detentores dos meios de produ&ccedil;&atilde;o conheceram um boom devido a 1) energia abundante e barata, 2) flexibiliza&ccedil;&atilde;o do trabalho, com a entrada em cena das mulheres (o que permitiu ter 2 pessoas a trabalhar pelo custo de uma e meia), e 3) exiguidade dos meios de produ&ccedil;&atilde;o. Esses 3 eixos est&atilde;o a esgotar-se. Talvez venhamos a ter um novo ciclo de energia barata, mas n&atilde;o &eacute; nem garantido, nem se vislumbra no m&eacute;dio prazo.</p>
<p>Esta crise de trabalho n&atilde;o resulta de um desiquil&iacute;brio de mercado: &eacute; uma crise sist&eacute;mica.</p>
<p>Posso concordar que a situa&ccedil;&atilde;o se adapta: a maioria dos trabalhadores de hoje, sobretudo os que chegam agora ao mercado de trabalho, adaptam-se a situa&ccedil;&otilde;es que h&aacute; 10 anos seriam inaceit&aacute;veis para toda a gente &#8212; excluindo as associa&ccedil;&otilde;es patronais e tu pr&oacute;prio, bem entendido. N&atilde;o t&ecirc;m perspectivas de contrato a termo, v&atilde;o passar anos no precariato. Mas a sociedade ajusta-se a isso, gra&ccedil;as aos mecanismos de solidariedade social (o Estado tem a&iacute; uma parte leonina, n&atilde;o sendo embora o &uacute;nico).</p>
<p>Nota: eu n&atilde;o etou aqui a atribuir culpas ou sequer responsabilidades. Estou a alertar para o que me parece ser um discurso sem um m&iacute;nimo de realismo, que &eacute; o de esta ou aquela for&ccedil;a pol&iacute;tica &#8212; Governo inclu&iacute;do &#8212; prometer emprego. O emprego como o conhecemos nos Maravilhosos Anos De Expans&atilde;o da segunda metade do s&eacute;culo XX est&aacute; desaparecido em combate. Talvez volte, mas n&atilde;o enquanto n&atilde; se cumprirem pressupostos parecidos com os que ocorreram nessa &eacute;poca &#8212; e muito menos voltar&atilde;o pelas m&atilde;os de ex-ministros e ex-respons&aacute;veis que, fazendo parte significativa do problema que hoje apontam a Portugal, querem retomar as antigas posi&ccedil;&otilde;es afirmando que t&ecirc;m a solu&ccedil;&atilde;o no bolso.</p>
<p>Finalmente: claro que foi preciso uma lei para conseguir o que apontas. A lei que regula o mercado do trabalho, e que &eacute; negociada numa base anual. Se fosse outra lei, que definisse como sal&aacute;rio m&iacute;nimo os 900 euro (exemplo aleat&oacute;rio), essa percentagem seria outra, muito inferior. Claro que, aprovando um sal&aacute;rio m&iacute;nimo de 100 euro, conseguias dizer que 99% dos portugueses viviam bem gra&ccedil;as ao bel&iacute;ssimos of&iacute;cios do capital. E mais: tinhas raz&atilde;o (embora n&atilde;o por onde pensas).</p>
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	</item>
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		<title>Por: jcd</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/emprego-discursos-hilariantes-dont-eat-the-yellow-snow/comment-page-1/#comment-4036</link>
		<dc:creator>jcd</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 10:06:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pauloquerido.pt/?p=3850#comment-4036</guid>
		<description>Caro Paulo

Ao contr&#225;rio dos outros bens, cujo pre&#231;o se ajusta ao equil&#237;brio entre procura e oferta, o mercado de trabalho tem uma diferen&#231;a - a total rigidez dos pre&#231;os. Assim, em per&#237;odos de expans&#227;o econ&#243;mica, a press&#227;o da procura faz subir os pre&#231;os - os sal&#225;rios. Em per&#237;odos de crise, o ajustamento nos pre&#231;os n&#227;o se d&#225; - e da&#237; aparecer o desemprego. Os sal&#225;rios reduzem-se pelas novas contrata&#231;&#245;es, que se adaptam &#224; nova situa&#231;&#227;o de crise. Se os pre&#231;os flutuassem, todos veriam os seus sal&#225;rios reduzidos em alturas de crise e aumentados em alturas expansionistas. A rigidez dos sal&#225;rios &#233; um dos principais factores que contribuem para o prolongar das crises, por causar um grande aumento de fal&#234;ncias e por manter pessoas capazes em piores empregos e de maior risco.

Agora n&#227;o atribuas &#224; globaliza&#231;&#227;o, &#224; China ou aos computadores a culpa do desemprego. N&#227;o &#233; por isso. E n&#227;o, isto tamb&#233;m n&#227;o tem nada a ver com escravatura. (O argumento da escravatura &#233; como o do Hitler, aparece sempre no meio das discuss&#245;es sem qualquer sentido). 90% dos portugueses ganham acima do sal&#225;rio m&#237;nimo e n&#227;o foi preciso nenhuma lei para o conseguir - nem sequer um milagre.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Paulo</p>
<p>Ao contr&aacute;rio dos outros bens, cujo pre&ccedil;o se ajusta ao equil&iacute;brio entre procura e oferta, o mercado de trabalho tem uma diferen&ccedil;a &#8211; a total rigidez dos pre&ccedil;os. Assim, em per&iacute;odos de expans&atilde;o econ&oacute;mica, a press&atilde;o da procura faz subir os pre&ccedil;os &#8211; os sal&aacute;rios. Em per&iacute;odos de crise, o ajustamento nos pre&ccedil;os n&atilde;o se d&aacute; &#8211; e da&iacute; aparecer o desemprego. Os sal&aacute;rios reduzem-se pelas novas contrata&ccedil;&otilde;es, que se adaptam &agrave; nova situa&ccedil;&atilde;o de crise. Se os pre&ccedil;os flutuassem, todos veriam os seus sal&aacute;rios reduzidos em alturas de crise e aumentados em alturas expansionistas. A rigidez dos sal&aacute;rios &eacute; um dos principais factores que contribuem para o prolongar das crises, por causar um grande aumento de fal&ecirc;ncias e por manter pessoas capazes em piores empregos e de maior risco.</p>
<p>Agora n&atilde;o atribuas &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o, &agrave; China ou aos computadores a culpa do desemprego. N&atilde;o &eacute; por isso. E n&atilde;o, isto tamb&eacute;m n&atilde;o tem nada a ver com escravatura. (O argumento da escravatura &eacute; como o do Hitler, aparece sempre no meio das discuss&otilde;es sem qualquer sentido). 90% dos portugueses ganham acima do sal&aacute;rio m&iacute;nimo e n&atilde;o foi preciso nenhuma lei para o conseguir &#8211; nem sequer um milagre.</p>
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		<title>Por: PauloQuerido</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/emprego-discursos-hilariantes-dont-eat-the-yellow-snow/comment-page-1/#comment-4034</link>
		<dc:creator>PauloQuerido</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 22:41:06 +0000</pubDate>
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		<description>Jo&#227;o, as coisas demoram o seu tempo. A Internet tamb&#233;m come&#231;ou h&#225; 40 anos, o que n&#227;o ajuda nada &#224;s ind&#250;strias que se queixam que ela veio acabar com os seus neg&#243;cios. O file sharing anda a&#237; desde s anos 90, mas s&#243; provocou mossa quando atingiu a massifica&#231;&#227;o. N&#227;o palmes essa carta.

As hordas de desempregados andam a&#237;. N&#227;o se v&#234;em, a&#237; de Marte? Nem os sal&#225;rios a encolher?

N&#227;o tenho a certeza que seja mau obtermos produtos mais baratos. Ou que seja bom, j&#225; agora. Se estou a falar num determinado n&#237;vel de observa&#231;&#227;o do real n&#227;o posso usar argumentos que s&#243; t&#234;m cabimento noutro n&#237;vel. Ou posso, mas com ressalva.

Essa conversa do &quot;mais barato&quot; para justificar simplisticamente o &quot;mercado&quot; ignora, entre outras coisas, a import&#226;ncia da massifica&#231;&#227;o da produ&#231;&#227;o e a diversifica&#231;&#227;o da oferta, colocando subrepticiamente todo o valor do pre&#231;o na concorr&#234;ncia.

Portanto, resumindo, tu achas que patr&#245;es sem lei v&#227;o criar mais postos de trabalho e distribuir melhor o produto. Eu n&#227;o compro essa ideia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Jo&atilde;o, as coisas demoram o seu tempo. A Internet tamb&eacute;m come&ccedil;ou h&aacute; 40 anos, o que n&atilde;o ajuda nada &agrave;s ind&uacute;strias que se queixam que ela veio acabar com os seus neg&oacute;cios. O file sharing anda a&iacute; desde s anos 90, mas s&oacute; provocou mossa quando atingiu a massifica&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o palmes essa carta.</p>
<p>As hordas de desempregados andam a&iacute;. N&atilde;o se v&ecirc;em, a&iacute; de Marte? Nem os sal&aacute;rios a encolher?</p>
<p>N&atilde;o tenho a certeza que seja mau obtermos produtos mais baratos. Ou que seja bom, j&aacute; agora. Se estou a falar num determinado n&iacute;vel de observa&ccedil;&atilde;o do real n&atilde;o posso usar argumentos que s&oacute; t&ecirc;m cabimento noutro n&iacute;vel. Ou posso, mas com ressalva.</p>
<p>Essa conversa do &quot;mais barato&quot; para justificar simplisticamente o &quot;mercado&quot; ignora, entre outras coisas, a import&acirc;ncia da massifica&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o e a diversifica&ccedil;&atilde;o da oferta, colocando subrepticiamente todo o valor do pre&ccedil;o na concorr&ecirc;ncia.</p>
<p>Portanto, resumindo, tu achas que patr&otilde;es sem lei v&atilde;o criar mais postos de trabalho e distribuir melhor o produto. Eu n&atilde;o compro essa ideia.</p>
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		<title>Por: jcd</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/emprego-discursos-hilariantes-dont-eat-the-yellow-snow/comment-page-1/#comment-4033</link>
		<dc:creator>jcd</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 22:18:23 +0000</pubDate>
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		<description>Paulo, a mecaniza&#231;&#227;o come&#231;ou h&#225; mais de 100 anos. Por onde andaram as hordas de desempregados nos pa&#237;ses industrializados? Onde &#233; que os sal&#225;rios cresceram mais, nos pa&#237;ses que se industrializaram e mecanizaram ou nos outros? &#201; mau obtermos produtos mais baratos feitos na China? recomendo-te a carta de Bastiat dos fabricantes de l&#226;mpadas.

S&#227;o mesmo muitas fal&#225;cias, car&#237;ssimo Paulo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo, a mecaniza&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou h&aacute; mais de 100 anos. Por onde andaram as hordas de desempregados nos pa&iacute;ses industrializados? Onde &eacute; que os sal&aacute;rios cresceram mais, nos pa&iacute;ses que se industrializaram e mecanizaram ou nos outros? &Eacute; mau obtermos produtos mais baratos feitos na China? recomendo-te a carta de Bastiat dos fabricantes de l&acirc;mpadas.</p>
<p>S&atilde;o mesmo muitas fal&aacute;cias, car&iacute;ssimo Paulo&#8230;</p>
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		<title>Por: PauloQuerido</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/emprego-discursos-hilariantes-dont-eat-the-yellow-snow/comment-page-1/#comment-4035</link>
		<dc:creator>PauloQuerido</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 21:51:59 +0000</pubDate>
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		<description>Nota, ainda, que usei a pr&#243;pria lei da oferta e da procura. Espero que n&#227;o consideres essa como mais uma fal&#225;cia. Havendo excesso de oferta de trabalho, o que acontece? O seu valor diminui.

Consegues dizer-me que no mundo ocidental democr&#225;tico e capitalista (CE e EUA, se preferires reduzir a algo mais concreto) a procura de trabalho &#233; maior do que a oferta?

Ou vais dizer que a culpa &#233; dos governos n&#227;o terem leis capazes de devolver o &#237;ndice de escravatura ao operariado, o que obriga &#224; deslocaliza&#231;&#227;o para os pa&#237;ses onde o trabalho est&#225; ao custo do escravo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nota, ainda, que usei a pr&oacute;pria lei da oferta e da procura. Espero que n&atilde;o consideres essa como mais uma fal&aacute;cia. Havendo excesso de oferta de trabalho, o que acontece? O seu valor diminui.</p>
<p>Consegues dizer-me que no mundo ocidental democr&aacute;tico e capitalista (CE e EUA, se preferires reduzir a algo mais concreto) a procura de trabalho &eacute; maior do que a oferta?</p>
<p>Ou vais dizer que a culpa &eacute; dos governos n&atilde;o terem leis capazes de devolver o &iacute;ndice de escravatura ao operariado, o que obriga &agrave; deslocaliza&ccedil;&atilde;o para os pa&iacute;ses onde o trabalho est&aacute; ao custo do escravo?</p>
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