Jornais: no Brasil, bons ventos e bons casamentos

Passando pela queda da publicidade e pelo declínio nas circulação de jornais no hemisfério Norte, o Brasil continua a assistir a um crescimento sustentado da sua indústria de jornais e tablóides.
O MediaGuardian titulava: Brazilian newspapers celebrate a rise in circulation: Print media booms in South America’s biggest economy. A notícia tem sido repassada pela Internet, nos sites dedicados ao jornalismo e media. A circulação total aumentou 12% em 2007e 5% em 2008. As receitas não pararam de subir desde 2001.
As razões deste contra-ciclo são óbvias. E as razões da sua previsível continuidade ao longo da próxima década são igualmente óbvias.
Nas primeiras: o Brasil de Lula descolou finalmente em termos económicos, originando um verdadeiro boom das classes médias. Que praticamente não existiam. O poder de compra destas cria uma situação de procura tanto de informação como… da publicidade associada.
Nas segundas: além da continuação do aumento das suas classes médias, é de esperar que o país, que exporta pobres, passa a importar força de trabalho com capacidade aquisitiva, tendo em conta a expansão da sua economia e a importância política crescente do Brasil no mundo. E a marcação dos Jogos Olímpicos para o Rio de Janeiro é a cereja no topo deste bolo.
É pena por cá preferimos o orgulhosamente sós da língua e recusarmos o acordo ortográfico com base num não-sei-o-quê que não é, sequer, compreensível, quanto mais aceitável. Editores e jornalistas com competência (e idade), perspectivem a emigração para o Brasil. A terra das oportunidades no século XXI.
(Foto: andremarmota, no Flickr)
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5 opiniões no artigo “Jornais: no Brasil, bons ventos e bons casamentos”
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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Só um comentário a respeito da "exportação" de jornalistas para o Brasil. A questão não é de todo o acordo ortográfico. Para um jornalista português trabalhar no Brasil precisa de se adaptar à estrutura da linguagem como se usa no Brasil, que é muito diferente da portuguesa, independentemente das palavras serem escritas da mesma maneira, ou não. E essa adaptação faz-se bem, mesmo com as ortografias diversas. O mais difícil é encontrar trabalho no mercado brasileiro que, apesar de ser muito maior do que o nosso e em expansão, tem excesso de oferta de trabalho. A não ser que seja um profissional com contactos já feitos no Brasil, pode contar com um ou dois anos até conseguir alguma coisa que se veja.
o portugueiro é uma grande estupidez.
quem levou o portugues ao brasil foi portugal e nao o contrario. e isto não tem nada a ver com essa do espirito colonialista. é um facto historico. somos um pais tao miseravel que ate vendemos a nossa lingua.
José, eu estava a pensar nos novos jornalistas e empreendedores, num contexto de que, em Portugal, os jornais estão a reduzir lentamente (talvez menos lentamente a partir de agora). Fica a tua nota, de resto pertinente.
[...] sua indústria de jornais e tablóides.O MediaGuardian titulava: Brazilian … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
Querido, o mercado de trabalho aqui no Brasil não cresce na mesma proporção dos jornais. As redações estão mais 'enxutas'. O grupo Estado (que publica um dos três principais jornais brasileiros) lançou PDV ano passado e tirou de seus quadros jornalistas experientes. Pode ter certeza, que o Brasil não é nenhum eldorado para jornalistas. Jovens e competentes profissionais podem sim encontrar uma boa oportunidade, mas em qualquer lugar do mundo, não apenas no Brasil.