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	<title>Comentários em: Viva o Magalhães! (ou: qual é o futuro para um país moitaflorado?)</title>
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	<description>Paulo Querido escreve.</description>
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		<title>Por: L&#233;nia</title>
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		<dc:creator>L&#233;nia</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 May 2010 17:47:46 +0000</pubDate>
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		<description>os magalh&#227;es deviam de ter mais gigas de mem&#243;ria </description>
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		<title>Por: Em Defesa Do Magalhães &#171; A Educação do meu Umbigo</title>
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		<dc:creator>Em Defesa Do Magalhães &#171; A Educação do meu Umbigo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 13:39:22 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Viva o Magalhães! (ou: qual é o futuro para um país moitaflorado?) [...]</description>
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		<title>Por: Paulo Querido</title>
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		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 13:45:37 +0000</pubDate>
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		<description>Gabriel, obrigado ;)

Não tenho nada contra o senhor Moita Flores, aproveito para dizer. Apreciei escutá-lo em casos relacionados com a investigação judicial; a sua grande experiência no assunto e a fluência recomendavam-no. Como tele-espectador, penso que ele aceita cargos demais e paga o preço da sobre-exposição -- mas isto é uma mera opinião pessoal.

Agora, em relação à Internet ele denota um pavor e exibe uma atitude pouco racional, trocando manifestamente as voltas à importância relativa de cada issue, tomando nem diria a árvore, mas a folha da árvore pela floresta e levando toda a gente e os jornalistas da SIC num turbilhão de sentimentos antagónicos, medrosos, incongruentes, maldosos, reactivos perante uma geografia das relações (comunicação e não só) que é mais que um facto assumido, representa por enquanto uma vantagem competitiva para um país da segunda linha como este.

Um país moitaflorado é isso, é um país que perante uma oportunidade rara (o portátil Magalhães) opta pelo cacarejo em torno da vagina do Google e do noticiário das 13, em vez de apreciar a coisa ou criticar onde realmente dói nos fagotes do projecto (a relação com os profs e o sistema de ensino, a falta de programas, a cena do concurso ou não concurso).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gabriel, obrigado <img src='http://cloud.querido.pt/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Não tenho nada contra o senhor Moita Flores, aproveito para dizer. Apreciei escutá-lo em casos relacionados com a investigação judicial; a sua grande experiência no assunto e a fluência recomendavam-no. Como tele-espectador, penso que ele aceita cargos demais e paga o preço da sobre-exposição &#8212; mas isto é uma mera opinião pessoal.</p>
<p>Agora, em relação à Internet ele denota um pavor e exibe uma atitude pouco racional, trocando manifestamente as voltas à importância relativa de cada issue, tomando nem diria a árvore, mas a folha da árvore pela floresta e levando toda a gente e os jornalistas da SIC num turbilhão de sentimentos antagónicos, medrosos, incongruentes, maldosos, reactivos perante uma geografia das relações (comunicação e não só) que é mais que um facto assumido, representa por enquanto uma vantagem competitiva para um país da segunda linha como este.</p>
<p>Um país moitaflorado é isso, é um país que perante uma oportunidade rara (o portátil Magalhães) opta pelo cacarejo em torno da vagina do Google e do noticiário das 13, em vez de apreciar a coisa ou criticar onde realmente dói nos fagotes do projecto (a relação com os profs e o sistema de ensino, a falta de programas, a cena do concurso ou não concurso).</p>
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		<title>Por: Gabriel Silva</title>
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		<dc:creator>Gabriel Silva</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 12:54:30 +0000</pubDate>
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		<description>btw, «país moitaflorado» é uma bela expressão</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>btw, «país moitaflorado» é uma bela expressão</p>
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		<title>Por: Gabriel Silva</title>
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		<dc:creator>Gabriel Silva</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 12:53:33 +0000</pubDate>
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		<description>«Ou não convém falar no que está instituído, porque o que nos mexe não é a questão do jornalismo ser ou deixar de ser acéfalo, mas sim controlar e dirigir a acefalia à nossa medida?»

também há gente dessa, também há.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«Ou não convém falar no que está instituído, porque o que nos mexe não é a questão do jornalismo ser ou deixar de ser acéfalo, mas sim controlar e dirigir a acefalia à nossa medida?»</p>
<p>também há gente dessa, também há.</p>
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		<title>Por: Gabriel Silva</title>
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		<dc:creator>Gabriel Silva</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 12:43:37 +0000</pubDate>
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		<description>meto no embrulho..... (e só aí!)</description>
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		<title>Por: Paulo Querido</title>
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		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 21:27:04 +0000</pubDate>
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		<description>Gabriel, longe de mim querer tapar o debate sobre o &quot;jornalismo acéfalo que repete à exaustão os press releases governamentais&quot;&quot;. Pelo contrário. Por exemplo, tenho reparado, a partir do Verão, numa mudança subtil nas televisões. Dou por mim a carregar no botão para confirmar o canal em que estou. A RTP tem andando mais perto da oposição e seus pontos de vista do que a SIC, que colou aos ministros, e a TVI, a que mais oscila entre o seguidismo simples e a &quot;crítica&quot; a eito.

Serei só eu a reparar?

Ou não convém falar no que está instituído, porque o que nos mexe não é a questão do jornalismo ser ou deixar de ser acéfalo, mas sim controlar e dirigir a acefalia à nossa medida?

Faz esta pergunta a ti próprio -- ainda que não sobre ti próprio.

A dar esses números por certos, 160 euro por computador não me parece um mau investimento do Estado no ensino público. Ainda para mais sabendo que o investimento não se reduz ao ensino: estende-se ao sector industrial e tem potencial para alavancar a incipiente indústria portuguesa de electrónica, dar-lhe um bocadinho de lastro para exportação.

Não. 80 milhões parecem-me, até, baratos.

Eu não conheço as condições contratuais, não vou aqui falar do caso concreto, mas na experiência de observação. Não sendo defensor dos concursos públicos para tudo e para nada, sabendo que há vantagens -- em determinadas condições, por exemplo onde a transparência não seja um assunto -- em adjudicação directa ou por consulta informal, admito que haja uma explicação convincente para a decisão pela JP Sá Couto. Posso dizer ainda isto: a Intel não brinca propriamente em serviço com os seus ODM.

Há aspectos do Magalhães, como estes da &quot;fabrico português&quot; (explico depois as aspas) do Magalhães, que escaparam por completo ao &quot;escrutínio público&quot; (estas aspas não carecem de explicação), mais preocupado como é seu timbre e apanágio com os aspectos folclóricos do tema.

Gabriel: não sendo suficientes, na minha opinião, para maldizer o projecto, estas questões são não diria decisivas, mas importantes. Mas estas questões são debatidas por ti, por mim, e por mais meia dúzia de debatentes. O que vês no grosso da opinião pública, seja a &quot;independente&quot;, seja a manobrada pelos tenebrosos  telejornais ao serviço, seja a independente, é um debate parvo em torno da vagina do Google (candidato a o sexo dos anjos dos tempos modernos?)

Irrelevante para o caso é, para mim, a eterna discussão do jornalismo acéfalo. Para mim, só faz sentido discuti-la na sua própria sede, e enquanto tema digno, e não a propósito de cada telejornal.

Termino, Gabriel, com uma pergunta para a qual te adivinho a liberal resposta, mas ainda assim: e o jornalismo acéfalo é só o dos coladores de press-releases, ou metes no embrulho os que perante um instrumento de comunicação e ensino falam de cona?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gabriel, longe de mim querer tapar o debate sobre o &#8220;jornalismo acéfalo que repete à exaustão os press releases governamentais&#8221;". Pelo contrário. Por exemplo, tenho reparado, a partir do Verão, numa mudança subtil nas televisões. Dou por mim a carregar no botão para confirmar o canal em que estou. A RTP tem andando mais perto da oposição e seus pontos de vista do que a SIC, que colou aos ministros, e a TVI, a que mais oscila entre o seguidismo simples e a &#8220;crítica&#8221; a eito.</p>
<p>Serei só eu a reparar?</p>
<p>Ou não convém falar no que está instituído, porque o que nos mexe não é a questão do jornalismo ser ou deixar de ser acéfalo, mas sim controlar e dirigir a acefalia à nossa medida?</p>
<p>Faz esta pergunta a ti próprio &#8212; ainda que não sobre ti próprio.</p>
<p>A dar esses números por certos, 160 euro por computador não me parece um mau investimento do Estado no ensino público. Ainda para mais sabendo que o investimento não se reduz ao ensino: estende-se ao sector industrial e tem potencial para alavancar a incipiente indústria portuguesa de electrónica, dar-lhe um bocadinho de lastro para exportação.</p>
<p>Não. 80 milhões parecem-me, até, baratos.</p>
<p>Eu não conheço as condições contratuais, não vou aqui falar do caso concreto, mas na experiência de observação. Não sendo defensor dos concursos públicos para tudo e para nada, sabendo que há vantagens &#8212; em determinadas condições, por exemplo onde a transparência não seja um assunto &#8212; em adjudicação directa ou por consulta informal, admito que haja uma explicação convincente para a decisão pela JP Sá Couto. Posso dizer ainda isto: a Intel não brinca propriamente em serviço com os seus ODM.</p>
<p>Há aspectos do Magalhães, como estes da &#8220;fabrico português&#8221; (explico depois as aspas) do Magalhães, que escaparam por completo ao &#8220;escrutínio público&#8221; (estas aspas não carecem de explicação), mais preocupado como é seu timbre e apanágio com os aspectos folclóricos do tema.</p>
<p>Gabriel: não sendo suficientes, na minha opinião, para maldizer o projecto, estas questões são não diria decisivas, mas importantes. Mas estas questões são debatidas por ti, por mim, e por mais meia dúzia de debatentes. O que vês no grosso da opinião pública, seja a &#8220;independente&#8221;, seja a manobrada pelos tenebrosos  telejornais ao serviço, seja a independente, é um debate parvo em torno da vagina do Google (candidato a o sexo dos anjos dos tempos modernos?)</p>
<p>Irrelevante para o caso é, para mim, a eterna discussão do jornalismo acéfalo. Para mim, só faz sentido discuti-la na sua própria sede, e enquanto tema digno, e não a propósito de cada telejornal.</p>
<p>Termino, Gabriel, com uma pergunta para a qual te adivinho a liberal resposta, mas ainda assim: e o jornalismo acéfalo é só o dos coladores de press-releases, ou metes no embrulho os que perante um instrumento de comunicação e ensino falam de cona?</p>
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		<title>Por: Gabriel Silva</title>
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		<dc:creator>Gabriel Silva</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 20:56:23 +0000</pubDate>
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		<description>Bem, tudo muito bem. Mas mantenho as minhas questões, que nunca foram sobre as criancinhas ou ensino.
Por um lado diz respeito á questão do jornalismo acéfalo que repete á exaustão os presse releases governamentais, plenos de mentiras.
Acredito quem desconsidere os meios, e realce meramente os fins. Certo, mas a mim continua a incomodar-me.
Custa-me também ver o esforço hérculeo da televisão governamental em promover tal produto, os seus mentores, repetindo novamente as falsas verdades e fazendo peças dignas dos tempos em que se lançaram o volskvagen ou o trabant.
Por fim, e sabendo-se que os tais 500 mil vão custar 80 milhões de euros, ainda sou dos que se espantam com o facto de sócrates ter decido por aquela empresa e por aquele produto sem concurso.
Eu era bem capaz de tentar também um consórcio, nem que fosse para ganhar um euro por computador. Já dava jeito......
Provavelmente, perante tão grandes «desígnios» estas questões serão consideradas irrelevantes. Paciência, para mim não.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, tudo muito bem. Mas mantenho as minhas questões, que nunca foram sobre as criancinhas ou ensino.<br />
Por um lado diz respeito á questão do jornalismo acéfalo que repete á exaustão os presse releases governamentais, plenos de mentiras.<br />
Acredito quem desconsidere os meios, e realce meramente os fins. Certo, mas a mim continua a incomodar-me.<br />
Custa-me também ver o esforço hérculeo da televisão governamental em promover tal produto, os seus mentores, repetindo novamente as falsas verdades e fazendo peças dignas dos tempos em que se lançaram o volskvagen ou o trabant.<br />
Por fim, e sabendo-se que os tais 500 mil vão custar 80 milhões de euros, ainda sou dos que se espantam com o facto de sócrates ter decido por aquela empresa e por aquele produto sem concurso.<br />
Eu era bem capaz de tentar também um consórcio, nem que fosse para ganhar um euro por computador. Já dava jeito&#8230;&#8230;<br />
Provavelmente, perante tão grandes «desígnios» estas questões serão consideradas irrelevantes. Paciência, para mim não.</p>
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		<title>Por: Vitriólica C. O Rosiva</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/viva-o-magalhaes-ou-qual-e-o-futuro-para-um-pais-moitaflorado/comment-page-1/#comment-2331</link>
		<dc:creator>Vitriólica C. O Rosiva</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 19:50:53 +0000</pubDate>
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		<description>Perguntinha Vi-nenosa:
&quot;Magalhães&quot; como o Fernão de..., ou como o José Manuel dos Santos de...?</description>
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&#8220;Magalhães&#8221; como o Fernão de&#8230;, ou como o José Manuel dos Santos de&#8230;?</p>
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	<item>
		<title>Por: bloom</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/viva-o-magalhaes-ou-qual-e-o-futuro-para-um-pais-moitaflorado/comment-page-1/#comment-2330</link>
		<dc:creator>bloom</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 17:12:46 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;um país moitaflorado&quot; adorei... adorei... adorei!</description>
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