3 ideias para o Público melhorar o tracking dos blogues
O Público noticiou as reacções positivas da blogosfera à sua medida para, finalmente, manter o registo dos links para cada notícia sua — o tracking, usando uma das mais antigas tecnologias que acompanha a publicação pessoal na Internet.
Como fui citado nessa notícia (embora sem link… uma prática que os media portugueses mantém incompreensivelmente, indo contra todas as regras e boas práticas do jornalismo online), decidi retribuir com 3 ideias para o Público melhorar o registo dos blogues que dão atenção às suas notícias.
- Exigir à empresa contratada um serviço decente. Eu sei que o Público ainda agora começou com isto, mas a tecnologia associada aos pingbacks está madura. Não há explicações para as falhas verificadas nos primeiros dias e que fizeram diversas vítimas, incluindo o editor do Público online
Ainda hojer recebi “queixas” de blogues cujos pings ao Twingly não estão a ser aceites.
Publicar o critério de ordenação do Twingly também é uma necessidade.
Não descobri na página do Twingly um local para apresentar problemas. Não basta dizer: “se não pingou, espere um tempo, ou repita aqui”. - Dar atenção ao fenómeno de parasitismo. Tendo em conta os atrasos e os erros, nesta altura todos os links ajudam a um site de main stream media português, bem sei. Mas ainda assim: há links que são produto de oportunismo parasítico, isto é, a única razão de serem feitos é a de aparecerem na lista do Público, de forma a proporcionarem tráfego de volta. O spaming de blogues é uma praga relativamente controlada, vamos ver até que ponto o Twingly — nome do serviço que o Público contratou — é capaz de manter as listas isentas de parasitas.
- Publicar resultados de data mining. Uma lista dos artigos que registam mais links é útil, tão ou mais útil que as mais lidas, comentadas e enviadas. Um top de sempre também tem interesse noticioso, mas a informação por períodos (sugiro semana e mês) é de maior riqueza.
Data: 26 Mar 08 15:33 Editor: Paulo Querido Arquivo: media Tags: jornalismo viral, link journalism, linkerati, Público
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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O artigo do Público tem piada…
cita apenas dois bloggers (ambos com notoriedade fora da blogoesfera)
e as respectivas opiniões positivas;
volta a repetir a informação da notícia original,
não faz links (suponho que o cms não o permita),
nem referea verdadeira medida de sucesso da ferramenta o numero de blogs que ligaram o artigo (porque a ferramenta é pobre e o technorati faz muito melhor serviço…)
Paulo:
Penso que o retorno proporcionado por este seviço do “Público” não é significativo, pois não faz links.
Já pude verificar que uma referência a um post colocado por mim, quando feita num blog de grande audiência, originou muito mais visitas do que uma referência que foi feita pelo “Público” ao meu blog.
De qualquer modo, não deixo de aplaudir a iniciativa.
António, a ferramenta parece-me pobre — mas vamos admitir que pode evoluir. Até porque se presume que possa dar aos clientes (é um serviço comercial) um leque de estatísticas e trabalho de data-mining que o Technorati não possui.
Carlos, eu penso que o retorno é o gesto. Não tem o Público (nem ninguém, em rigor) de devolver tráfego ou gerar tráfego.
A lisonja é uma das moedas de troca na web — e os jornais vão pagar em lisonja os links e menções. Eu acho positivo e gosto de ver a economia da rede a chegar, finalmente, aos media portugueses.