Medindo influência, alcance, sociabilidade e ruído no Twitter
Com o impacto da explosão dos social media a fazer-se ouvir com grande estrondo em todo o lado, multiplicam-se os exercícios para medir a influência, o alcance, a sociabilidade e o ruído da web social em geral, e do Twitter em particular.
Nos últimos dias contabilizei diversas aproximações. Desde o início do TwitterEspana.com e TwitterPortugal.com que tenho vontade de calcular a capacidade de influência e troquei algumas impressões com o Mário Valente sobre isto. Como o Mário tem muito mais experiência e conhecimentos que eu neste campo, ouvi mais do que falei.
Enquanto tentava aplicar a fórmula que ele sugeriu eexperimentávamos variantes para decidir qual a melhor e também apropriada, descobri outra metodologia — e apliquei-a: trata-se da escala Twitter do canadiano Evan Prodromou, que a aperfeiçou aqui.
Mais tarde, enquanto ajustava graficamente as duas contagens nas páginas, descobri mais uma medida e depois mais outra. Tenho agora quatro, que penso que cobrem na generalidade o que queremos medir nos media sociais: quem são os influenciadores, qual o raio de alcance, qual o nível de sociabilidade e a quantidade de ruído que geramos no meio.
É claro que estas são fórmulas imperfeitas ou básicas. Só por si não passam da curiosidade: “this means nothing“, começou por avisar Dave Winner quando escreveu a sua fórmula de Twitter Spewage (vomitado Twitter, se querem mesmo que eu traduza).
Igualmente sem pretensiosismos, Louis Gray publicou o seu modelo de Twitter Noise Ratio.
É também claro que o número de utilizadores do Twitter não passa de uma acidente estatístico.
O que não é tão claro assim — e daí esta obsessão com métodos de medição para o ínfimo — é o efeito desse bocejo estatístico, esse milhão de early early adopters num universo de 1.200 milhões de internautas.
Há doze anos, perante o sorriso complacente de John Perry Barlow, Olu Ogibe respondia-me para uma entrevista a publicar no suplemento XXI do Expresso que “nós”, os utilizadores da World Wide Web, “não passávamos de uma minoria estatisticamente irrelevante“, duvidando portanto que a Internet alguma vez viesse a ser um factor de mudança social e económica, como profetizava Barlow, o sacana do hippie mais sortudo que alguma vez conheci.
Oguibe enganou-se.
(Quem me ensinou a desconfiar das irrelevâncias estatísticas e das descontinuidades foi Robert A. Henlein. O próximo que disser que um milhão de humanos não conta para nada, tem por castigo doar dez cêntimos a cada um deles.)
Estas fórmulas surgem como o princípio de uma busca por “métricas” adequadas a um meio que — é bom que o recordemos — apresenta mais pontos divergentes que convergentes com os outros meios de comunicação e ambientes de sociabilização. Sendo da mais elementar prudência afastar-me da sua criação, cá estou pronto para aplicar e testar as diversas aproximações.
Eis um quadro meu de há duas semanas. Podem vê-lo actualizado em http://twitterportugal.com/twitter:PauloQuerido, ou conferir o vosso próprio perfil.
Agora: o que significam estes números? Fica para o segundo artigo. Tal como o debate subsequente, ficando aqui os comentários fechados.
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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