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	<title>Comentários em: Acácio Barradas</title>
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	<description>Paulo Querido escreve.</description>
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		<title>Por: Fernando Soares</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/pessoal/acacio-barradas/comment-page-1/#comment-2743</link>
		<dc:creator>Fernando Soares</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2008 23:57:55 +0000</pubDate>
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		<description>Depois do que o Paulo escreveu, o que posso dizer sobre o meu &quot;chefe&quot;?
Acabámos de teclar e confessei-lhe que fora a melhor prosa que lhe lera. E em 25 anos já lhe li muitas... Está lá tudo aquilo que eu gostaria de ter dito ao Acácio ainda em vida.
Quando cheguei ao &quot;Popular&quot; pela segunda vez e como ele pela porta grande (comecei a escrever nos jornais no DP como colaborador aos 18 anos...) o Acácio foi quem me deu a coragem de enfrentar uma redacção de monstros míticos do meu imaginário jornaslítico.
E quem, com a sua enorme imparcialidade perante os factos e as pessoas, me fez passar de reporter dos telefones a candidato a subchefe de redacção.
Era um homem com a coluna mais vertical que já conheci, a par do também já desaparecido Viriato Mourão, o meu &quot;professor&quot; dos jornais.
Terá sido o facto de ter sido tão influenciado por duas pessoas, cuja principal caracteristica foi a de terem sido jornalistas no seu sentido mais puro, que me fez abandonar a carreira? Muito provavelmente. Embora tenha continuado a escrever muitos anos depois de ter abandonado o &quot;Popular&quot; com a saída do Acácio para o &quot;Lisboa&quot;, antevendo a morte anunciada do &quot;meu&quot; jornal, o certo é que pouco tempo depois entreguei a carteira profissional e com ela as ilusões daquilo que todos os jornalistas deviam ser.
Por ironia do destino continuo a viver nos Media, mas refugiado de um mundo onde aquilo que vivi quando o Acácio era meu chefe é um anacronismo.
E no qual me seria muito difícil vergar a espinha moldada pelo Acácio e outros.
Com ele como como chefe, vivi a altura mais feliz da minha vida. Acho que isso diz tudo. Gostava de lho ter dito. Não sei se há net depois da morte, assim, por via das dúvidas deixo aqui a minha confissão.

PS - Grande Colaço. Vivo e atento. Um grande abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do que o Paulo escreveu, o que posso dizer sobre o meu &#8220;chefe&#8221;?<br />
Acabámos de teclar e confessei-lhe que fora a melhor prosa que lhe lera. E em 25 anos já lhe li muitas&#8230; Está lá tudo aquilo que eu gostaria de ter dito ao Acácio ainda em vida.<br />
Quando cheguei ao &#8220;Popular&#8221; pela segunda vez e como ele pela porta grande (comecei a escrever nos jornais no DP como colaborador aos 18 anos&#8230;) o Acácio foi quem me deu a coragem de enfrentar uma redacção de monstros míticos do meu imaginário jornaslítico.<br />
E quem, com a sua enorme imparcialidade perante os factos e as pessoas, me fez passar de reporter dos telefones a candidato a subchefe de redacção.<br />
Era um homem com a coluna mais vertical que já conheci, a par do também já desaparecido Viriato Mourão, o meu &#8220;professor&#8221; dos jornais.<br />
Terá sido o facto de ter sido tão influenciado por duas pessoas, cuja principal caracteristica foi a de terem sido jornalistas no seu sentido mais puro, que me fez abandonar a carreira? Muito provavelmente. Embora tenha continuado a escrever muitos anos depois de ter abandonado o &#8220;Popular&#8221; com a saída do Acácio para o &#8220;Lisboa&#8221;, antevendo a morte anunciada do &#8220;meu&#8221; jornal, o certo é que pouco tempo depois entreguei a carteira profissional e com ela as ilusões daquilo que todos os jornalistas deviam ser.<br />
Por ironia do destino continuo a viver nos Media, mas refugiado de um mundo onde aquilo que vivi quando o Acácio era meu chefe é um anacronismo.<br />
E no qual me seria muito difícil vergar a espinha moldada pelo Acácio e outros.<br />
Com ele como como chefe, vivi a altura mais feliz da minha vida. Acho que isso diz tudo. Gostava de lho ter dito. Não sei se há net depois da morte, assim, por via das dúvidas deixo aqui a minha confissão.</p>
<p>PS &#8211; Grande Colaço. Vivo e atento. Um grande abraço.</p>
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		<title>Por: António Colaço</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/pessoal/acacio-barradas/comment-page-1/#comment-2742</link>
		<dc:creator>António Colaço</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Dec 2008 18:08:21 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Paulo,

Tenho 80 anos mas ainda estou vivo! Vivo em Santiago do Cacém.

&lt;!-- António Colaço - R. Prof. Egas Moniz, n. 70 - 3.Dto.
telemovel 965359153 --&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Paulo,</p>
<p>Tenho 80 anos mas ainda estou vivo! Vivo em Santiago do Cacém.</p>
<p><!-- António Colaço - R. Prof. Egas Moniz, n. 70 - 3.Dto.<br />
telemovel 965359153 --></p>
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		<title>Por: José Pompeu</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/pessoal/acacio-barradas/comment-page-1/#comment-2741</link>
		<dc:creator>José Pompeu</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 15:56:52 +0000</pubDate>
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		<description>Só para dizer que além do mais, o Acácio é a minha ou pelo menos uma das minhas referências. Simplesmente enquanto homem. Tive o privilégio de o conhecer era eu miudo e foi dos homens que melhor me ensinou a tornar-me um.É só um testemunho e felizmente tive oportunidade de lho dizer em vida. Sinto-me mais pobre.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só para dizer que além do mais, o Acácio é a minha ou pelo menos uma das minhas referências. Simplesmente enquanto homem. Tive o privilégio de o conhecer era eu miudo e foi dos homens que melhor me ensinou a tornar-me um.É só um testemunho e felizmente tive oportunidade de lho dizer em vida. Sinto-me mais pobre.</p>
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		<title>Por: Pedro Aniceto</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/pessoal/acacio-barradas/comment-page-1/#comment-2740</link>
		<dc:creator>Pedro Aniceto</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 15:05:45 +0000</pubDate>
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		<description>...&quot;(Vespertino é um jornal que sai à tarde, depois de almoço.)&quot; Ora bolas e eu a pensar que saía de véspera... ;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;&#8221;(Vespertino é um jornal que sai à tarde, depois de almoço.)&#8221; Ora bolas e eu a pensar que saía de véspera&#8230; <img src='http://cloud.querido.pt/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Por: Paulo Querido</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/pessoal/acacio-barradas/comment-page-1/#comment-2739</link>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 12:54:05 +0000</pubDate>
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		<description>Obrigado, António, pelo teu depoimento. Armando Silva Marta, outro nome de um camarada exemplar e bom jornalista também. Era uma troupe extraordinária, aquela.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado, António, pelo teu depoimento. Armando Silva Marta, outro nome de um camarada exemplar e bom jornalista também. Era uma troupe extraordinária, aquela.</p>
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		<title>Por: António Martins Neves</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/pessoal/acacio-barradas/comment-page-1/#comment-2738</link>
		<dc:creator>António Martins Neves</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 11:13:05 +0000</pubDate>
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		<description>Também tive esse privilégio difícil de medir que foi ter trabalhado com o Acácio. Igualmente como meu Chefe de Redacção no Diário Popular, cargo que repartia com o Ângelo Granja, como referes. Era um estagiário principiante, e hoje, 20 anos depois, sinto-me como se tivesse sido um bebé que nunca gatinhou, passou logo a andar. Sinto...não foi bem assim, mas o Acácio teve um papel fundamental para me dissipar de vez qualquer vestígios de dúvidas do que queria mesmo era ser jornalista. Com uma redacção bastante difícil para gerir, como melhor conheceste do que eu, nunca lhe faltou o tempo para me encorajar e planearmos as muitas reportagens que lá fiz. Dele, que tinha a fama (e o proveito) de gritar, nunca ouvi uma palavra de desagrado. Para quem lidava com um grupo de jornalistas &quot;séniores&quot;, donde se ouviam tiradas do género &quot;não posso ir a esse serviço porque tenho um sapato a magoar-me um pé&quot; e o veterano do meu lado recusava emprestar-me a tesoura para cortar os telexes da Lusa, acho que o Acácio fazia o que era preciso. Por trás daquela figura aparentemente austera austera que depois das 11 da manhã deixava a abanar durante longo tempo as portas de molas que separaravam a Chefia da sala da Redacção, de cada vez que lá passava, era um homem de uma generosidade enorme, afectuoso. Recordo-me de ele dar beijos na careca do saudoso e também já desaparecido Armando Silva Marta, que tive o prazer de ter sentado na secretária frente à minha e a quem não era preciso pedir a tesoura... O Acácio fazia o que tinha que ser feito. Também o ouvi dizer por telefone ao então administrador do Popular, um coveiro reputadissimo como se corfirmou, &quot;Você não me f...!&quot; A criatura queria incluir em cima da hora uns anúncios que alteravam por completo o plano do jornal. Sinto-me sempre tolhido para adjectivar sobre quem gosto, o que me impede de acrescentar frases vazias de sentido. Para remate, realço um pormenor que só conheci depois da sua morte, através de um telex da Lusa: o Acácio fora eleito (isso mesmo!) por duas vezes consecutivas para Chefe de Redacção do Popular. Isso diz mais sobre o Acácio do que tudo o que se possa escrever. E sobre o que é ser jornalista a sério, que era e tão bem sabia ensinar a ser. Nunca lhe beijei a careca. Mas ele merecia.

António Martins Neves</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Também tive esse privilégio difícil de medir que foi ter trabalhado com o Acácio. Igualmente como meu Chefe de Redacção no Diário Popular, cargo que repartia com o Ângelo Granja, como referes. Era um estagiário principiante, e hoje, 20 anos depois, sinto-me como se tivesse sido um bebé que nunca gatinhou, passou logo a andar. Sinto&#8230;não foi bem assim, mas o Acácio teve um papel fundamental para me dissipar de vez qualquer vestígios de dúvidas do que queria mesmo era ser jornalista. Com uma redacção bastante difícil para gerir, como melhor conheceste do que eu, nunca lhe faltou o tempo para me encorajar e planearmos as muitas reportagens que lá fiz. Dele, que tinha a fama (e o proveito) de gritar, nunca ouvi uma palavra de desagrado. Para quem lidava com um grupo de jornalistas &#8220;séniores&#8221;, donde se ouviam tiradas do género &#8220;não posso ir a esse serviço porque tenho um sapato a magoar-me um pé&#8221; e o veterano do meu lado recusava emprestar-me a tesoura para cortar os telexes da Lusa, acho que o Acácio fazia o que era preciso. Por trás daquela figura aparentemente austera austera que depois das 11 da manhã deixava a abanar durante longo tempo as portas de molas que separaravam a Chefia da sala da Redacção, de cada vez que lá passava, era um homem de uma generosidade enorme, afectuoso. Recordo-me de ele dar beijos na careca do saudoso e também já desaparecido Armando Silva Marta, que tive o prazer de ter sentado na secretária frente à minha e a quem não era preciso pedir a tesoura&#8230; O Acácio fazia o que tinha que ser feito. Também o ouvi dizer por telefone ao então administrador do Popular, um coveiro reputadissimo como se corfirmou, &#8220;Você não me f&#8230;!&#8221; A criatura queria incluir em cima da hora uns anúncios que alteravam por completo o plano do jornal. Sinto-me sempre tolhido para adjectivar sobre quem gosto, o que me impede de acrescentar frases vazias de sentido. Para remate, realço um pormenor que só conheci depois da sua morte, através de um telex da Lusa: o Acácio fora eleito (isso mesmo!) por duas vezes consecutivas para Chefe de Redacção do Popular. Isso diz mais sobre o Acácio do que tudo o que se possa escrever. E sobre o que é ser jornalista a sério, que era e tão bem sabia ensinar a ser. Nunca lhe beijei a careca. Mas ele merecia.</p>
<p>António Martins Neves</p>
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