Parece-me ser hoje consensual a tradução de blog por blogue e de blogger por bloguer — a pessoa que escreve o blogue.
Acontece que eu não gosto nem de uma, nem de outra.
No primeiro caso, ao longo dos anos tenho usado tanto um termo como o outro. Fui co-autor do livro “Blogs” em 2003, onde já avançava o aportuguesamento para blogue. E mantive-o todo este tempo por razões que se prendem com um sentido de fidelidade à língua.
No segundo caso, nunca fui capaz de usar bloguer. Simplesmente, soa-me mal. Blogueiro também não é grande coisa: saboreei algumas vezes e não gostei. É como usar motoqueiro. É um tanto redutor. Andei muitos e muitos anos de mota, nunca senti necessidade de me chamar alguma coisa, mas usava motard quando instado.
Hoje, não estou certo desse meu sentido. E por outro lado considero que já fiz a minha parte para tratar do aportuguesamento do termo — isto tendo tido a veleidade de partir do princípio que tal era, também, a minha missão. E por isso declaro que doravante usarei sobretudo, e sem preocupações, os termos originais, blog e blogger.
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros, artigos e algum código sobre a net e na net desde 1989. (Mais)Subscreva por e-mail
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