Fazem-me com cada pergunta.
P: O que faz a arte ser arte?
R: Não faço a mínima ideia. Acho que é isso que a faz ser arte.
P: Existe uma mentalidade nacional? E se sim, perante o mundo, essa mentalidade portuguesa estará fora de moda?
R: Existe, ó ó, então não! Basta sair a fronteira, nem que seja para ir a Badajoz, para VER a mentalidade nacional em todo o seu esplendor da melhor maneira que há para a perceber: de fora. Quanto mais longe, quilometricamente falando, melhor reconhecemos a mentalidade nacional. Recomendo como distância mínima os Pirinéus: a Espanha ainda é a Ibéria, o que nos faz sentimentais. O Estado devia financiar uma viagem ao estrangeiro por ano, por família, a todas as famílias pobres: os benefícios culturais seriam incalculáveis, mas suficientes, de caras, para nos fazer andar 10 vezes mais depressa do que andamos em direcção lá a isso para onde se diz que os países vão.
Não creio que a palavra “moda” faça sentido na frase. Pelo menos, não nos últimos 400 anos. Somos um PMPEA, Pequeno e Médio País Europeu e Atávico, fornecedor de pé de obra avulsa e 2 cérebros (por século) para exportação. Estar dentro ou mesmo fora de moda é para os GEPP, Grandes e Enérgicos Países Pretenciosos.
Dito isto: tenho muito orgulho na minha portugalidade. Só foi pena aquilo de 1640.
P: O Paulo Querido é um homem de cerveja ou vinho?
R: Superbock de garrafa, bem fria, mas não gelada. Tudo menos Sagres. Pronto, se só tem mesmo essa, mas de pressão. Está bem, traga lá a maldita garrafa.
Super Mario Rescues the Princess “UNCENSORED” (passem logo o primeiro minuto de comerciais e, com sorte, darão pelo título deste post.)
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Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista e consultor de comunicação. Também autor de livros, artigos e algum código. Na net desde 1989. (
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