Jazz, blues, swing — o fabuloso mundo das 78 r.p.m. está por descobrir (e abrir)
É um fabuloso catálogo dos velhinhos discos de 78 r.p.m. e tem jazz, blues e swing ao meu gosto, razão desta primeira selecção (haja tempo, farei outras).
Esta em particular tem dedicatória. A primeira música da playlist é Evil Gal Blues, gravada pelo sexteto de Dinah Washington para a Keynote. A sua audição foi o surpreendente prazer de uma tarde de feriado a meio de Agosto, um feriado hors serie, e a minha Ana é o alvo deste gesto. Por várias razões, a grande maioria delas não partilháveis, mas um posso (devo) partilhar: o Modus vivendi é um bastião seguro de excelentes escolhas em várias artes. O cuidado que coloquei neste tocador de discos, que me deu algum trabalho “montar”, é inspirado no, e homenageia o, trabalho da Ana para a sua audiência tão especial:
Nota: se pretende manter o tocador enquanto navega com esta janela, use esta versão numa nada intrusiva janela pop-up (não servem só para a publicidade!)
Um pouco da história deste artigo. Começa no belo post do Miguel Caetano no Remixtures, Um arquivo online com milhares de MP3 de discos de 78 rotações. Recomendo a sua leitura, assim dispenso-me de grandes explicações. Em resumo: um americano decidiu passar os seus 78 rotações para mp3 e está a fazê-lo com aparelhagem doméstica (a foto é do seu “estúdio“.
A colecção é tão valiosa quanto ilegal: as leis de direitos de autor tentam impedir o acesso a este tipo de bibliotecas, tendo a indústria a peregrina ideia de que aquelas músicas lhe pertencem, e vão conseguindo esticar, esticar, esticar os prazos de protecção dos direitos.
Além da leitura do artigo no Remixtures, que cita as peças da Wired sobre o projecto, o seu autor, Cliff Bolling, e as vicissitudes (o site já esteve em baixo), deixo-vos a pista para a página onde estão as mais de 3.700 faixas já salvaguardadas em mp3.
É de lá que virá a música, sempre que um leitor carregar num dos botões e links deste meu tocador. Ao contrário do que é meu hábito, decidi não replicar localmente os ficheiros.
O tocador deu-me algum trabalho a encontrar e menos a parametrizar — é fácil, basicamente é editar um ficheiro XML. É um player em Flash que permite a integração de uma imagem por cada música (as imagens, Cliff não fornece, mas encontram-se na web). É simples e é precisamente o que eu queria. Optei pela versão gratuita, pelo que tendes o link para o site do autor. Há uma versão registada, que permite tirar o link e a inscrição de “unregistered”, custa $14,99.
Para quem, como eu, prefere usar este tipo de soluções de programadores, mais cozy, ao invés das widgets e aplicações dos serviços de massas, esta aplicação multimedia é bem boa. Um poucochinho de stylesheet e javascript básico (este gerador online de pop-ups) e já está.
Espero usá-la mais vezes, à medida que for redescobrindo mais algumas pérolas da época dos 78 rpm — uma altura que tem as suas parecenças com a actual web social, a indústria musical ainda funcionava segundo uma lógica de descobrir e promover os talentos musicais, uma época industrial com o seu quinhão de romantismo, como todas as épocas que precedem a inevitável racionalização que acaba por tornar cada indústria cultural numa colossal maçada.
Finalmente: este artigo fica ligado a um outro sobre música, mas música clássica para download gratuito e legal, que escrevi já há uns anos e reescrevi há poucos meses, já este ano, respondendo à sua tremenda popularidade.
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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Paulo,
não conhecia esse leitor. Acho que tem bom aspecto
Olá, aos meus simplórios ouvidos é uma sonoridade estranha; apesar de trabalhar ligada à música ou uma espécie de mixagem ou o que intitulo de resumo, ou compactação de uma música sem perder muito dela, em até 1.30″ e 2.30″, a existência da 78rpm, lembra que terei de vasculhar um reduto que existe com familiares, principalmente em tangos antigos.
O “ruído” tem valor de ouvinte amante de antigas compilações musicais, porém, não posso utilizar no meu trabalho. Mas valeu a idéia.
Quando a música é fator de escolha, existe a obrigatoriedade de excluir as letras, a não ser que sejam vocais! Mas é sempre bom apreciar sons diversos. O Peter Gabriel por exemplo tem reformulado muito em seu estúdio com descobertas de novos sons, audíveis, claro.
Tchiiii! Sem palavras. Já volto.
(grrrrr, não gostei de ter sido privado do que estava a ouvir por ter feito um comentário, grrrrrrr)
João, para isso mesmo tens o tocador em pop-up.
Sou inimigo de pop-ups
http://www.pracadarepublicaembeja.net/blogosfera/ja-nao-suporto-2/
Olá Paulo,
É bonito e gostava que funcionasse. Mas a seta do play fica queda e muda….
António, que sistema operativo / browser estás a usar?
Firefox
Hum… beats me. Mais algum leitor terá esse problema?
No IE7 funciona perfeitamente.
Abraço
[...] jazz e da música editada nos velhinhos 78 rotações da primeira metade do século XX, então leia Jazz, blues, swing — o fabuloso mundo das 78 r.p.m. está por descobrir onde, além de uma pequena selecção do meu gosto de swing e blues, dispõe dos links de um [...]
No meu Firefox, seja no leitor embebebido ou no pop-up, dá mensagem: error loading mp3
Abs
Roger on that, confirmo que neste momento os mp3 não estão a carregar. Provavelmente, um bloqueio do hosting do projecto. Já vou ver isso — se for preciso e não apresentar riscos, saco os ficheiros para o meu servidor. Ou para outra alternativa.