Blasfémias domingueiras 

Alda Telles aponta as falácias dos que procuram justificar uma medida certa com razões de pura propaganda (digo eu, não ela). A medida é o (re)alargamento dos horários aos domingos e feriados das grandes superfícies. Respigo:

1ª falácia: Criação de 8 mil postos de trabalho
O alargamento dos horários aos domingos e feriados à tarde não irá traduzir-se em novas contratações de pessoal, muito menos os tais 8 mil, infelizmente.
(…)
Basta aliás analisar o emprego no sector do comércio para ver que está nos níveis de 2000 apesar de terem sido licenciados mais de quatro milhões de m2 de grandes unidades nos últimos dez anos (751 mil para 753 mil pessoas- 2 mil postos de trabalho criados em 10 anos, incluindo sector não alimentar).

Em contrapartida, o número de desempregados atingiu um número histórico no sector (96 mil pessoas no segundo trimestre de 2010, um aumento de 26 mil em relação ao segundo trimestre do ano passado).

2ª falácia: Portugal libertou-se da imagem de “terceiro mundismo” com esta extraordinária liberalização dos horários.

Falta só tirar das trevas a França, Alemanha, Belgica, Itália, Austria, Dinamarca, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Suécia, esses desgraçados países que mantêm o comércio encerrado aos domingos.

Portugal já tem aliás, neste momento, a maior janela horária da Europa. Aqui estamos no topo do ranking. Boa.



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Fonte: Lugares Comuns

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