Absolutamente a ler, este post de Rui Herbon sobre o deslumbre com o “milagre chinês” e o seu efeito no ocidental enfado com esse “acidente da História” a esquecer chamado democracia:
A base argumental dos entusiastas da ditadura chinesa é tão simples quanto clara: o Partido Comunista transformou o país na segunda economia mundial e mantém a ordem sobre uma população de 1400 milhões de indivíduos. Dois factos inquestionáveis. Perante tamanha façanha — advertem-nos — não há que perder tempo perguntando sobre os métodos que se seguiram para consegui-la. A democracia e os direitos humanos são, assim os qualificam sem vergonha alguma, divertimentos para intelectuais.
O mais interessante desta pública, descomplexada e dedicada adesão local à tirania chinesa é que conseguiu pôr de acordo personagens de ideologia muito diversa. Nesta coligação vão de mão dada desde ultraliberais partidários do crescimento selvagem até antigos militantes nostálgicos de extrema-esquerda, desde gurus de reputadas e pias escolas de negócios até sisudos estudiosos da globalização prontos a denunciar — isso sim — todas as supostas derivas das nossas imperfeitas democracias.Uns excitam-se vendo na China um mercado gigantesco e sem empecilhos, enquanto outros vêem cumprida a sua utopia juvenil de um comunismo economicamente triunfante e capaz, ademais, de suplantar os próprios Estados Unidos. Que este comunismo se apoie no capitalismo é um pequeno detalhe que não incomoda nem uns nem ou
Consultar original, Um paraíso chamado China
Fonte:jugular


Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista e consultor de comunicação. Também autor de livros, artigos e algum código. Na net desde 1989. (
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