
Com recordações mistas cá por casa, o Sudoeste deste ano permitiu-me ouvir alguma música electrónica moderna — não lá, mas na viagem de entrega de adolescentes. Moderna já deste século e no entanto tão próxima da música electrónica que fez a minha perdição, e tanto cavou a minha diferença, no final dos 70, e todos os 80.
Diferença para a maioria dos meus amigos. Súbditos do deus rock e derivados. Na altura só um punhado de alucinados ouvia “música electrónica” e “rock alemão” (designações para o que hoje se chamará simplesmente de tecno, sendo que o alemão vem, precisamente, do facto de os Kraftwerk serem da Alemanha, inspirando outras bandas de lá). O que fugisse das visões delicodoces do flower power da década anterior e do seu contrário, os feios, porcos e maus do rock pesado, era considerado abaixo de marginal.
Os Kraftwerk tornaram-se primeiro uma coqueluche televisiva — romperam tanto na estética visual quanto na música, o que os tornava irresistíveis para as televisões da Europa Central então em franca expansão — e depois numa banda de culto, um culto que haveria de se tornar grande, grande já na década de 90 e mesmo este século.
À estranha e súbita proximidade musical presto agora tributo desenterrando do formidável arquivo do YouTube este Neon Lights, dos Kraftwerk (e este link é para seguir).
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Uma selecção de Kraftwerk na continuação do post.
- Radioactivity numa gravação do meio desta década
- Pocket Calculator em… italiano!
- Um menos conhecido Telephone Call
- Electro Cardiogram numa gravação que não consigo identificar
- A fechar, o fabuloso Autobahn com duas versões espaçadas por décadas
Radioactivity numa gravação do meio desta década
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Nice rare live clip from 1981: Pocket Calculator em… italiano! Louco! Gravado para a RAI:
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Um menos conhecido Telephone Call com uma batida notável, perfeitamente actual, moderna.
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Electro Cardiogram numa gravação que não consigo identificar.
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E a fechar o fabuloso Autobahn !!! Aqui a versão do clip de 1975 tem a vantagem de podermos ver o momento em que se começa a definir a música electrónica tal como a conhecemos hoje: os instrumentos substituidos por computadores e caixas de ritmos feitas à mão pelos quatro músicos:
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E aqui uma versão moderna e mais completa da música, que se estende, estende, estende — como as auto-estradas alemãs. Demasiado calma, talvez.
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Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista e consultor de comunicação. Também autor de livros, artigos e algum código. Na net desde 1989. (
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