Da série this is Portugal: o atraso como instituição 

Se há traço distintivo da cultura lusitana de 800 anos, é o atraso. Gostamos de andar a reboque do futuro. Vem este pensamento sombrio a propósito da tirada certeira de Vasco Campilho sobre o PSD e os seus reservatórios de pensamento:
Devo dizer que a apresentação me inspirou um estado de espírito algo nostálgico, e não apenas pela evocação de Francisco Sá Carneiro. Fiquei sobretudo nostálgico de algo que nunca foi, e devia ter sido: esta revitalização do IFSC devia ter sido conduzida logo em 2005-2006, no consulado de Marques Mendes, para dela estarmos a recolher os frutos hoje. Eu sei que havia na sua direcção quem tivesse essa perspectiva. E tenho pena, muita pena, que isso não tivesse acontecido” (em bem vindos!).
Tem o Vasco TODA a razão. Não se lança o debate de ideias e a interacção com a “sociedade civil” a 6 meses das eleições. O PSD é um partido atrasado. Valer-lhe-á que os portugueses, triste sina, já se conformaram com a institucionalização do atraso.
Pelo menos os portugueses mais antigos.
E os portugueses mais recentes?

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