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	<title>Comentários em: O falhanço do capitalismo e o retorno da política</title>
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	<description>Paulo Querido escreve.</description>
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		<title>Por: Certamente! tecnologia: Certamente! Um guia para os leitores principiantes</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/o-falhanco-do-capitalismo-e-o-retorno-da-politica/comment-page-1/#comment-1790</link>
		<dc:creator>Certamente! tecnologia: Certamente! Um guia para os leitores principiantes</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 21:03:47 +0000</pubDate>
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		<description>[...] O falhanço do capitalismo e o retorno da política [...]</description>
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		<title>Por: Paulo Querido</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/o-falhanco-do-capitalismo-e-o-retorno-da-politica/comment-page-1/#comment-1789</link>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 12:16:16 +0000</pubDate>
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		<description>Tenho é um troll tão fofinho, tão querido, tão rico!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho é um troll tão fofinho, tão querido, tão rico!</p>
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		<title>Por: Troll fofinho</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/o-falhanco-do-capitalismo-e-o-retorno-da-politica/comment-page-1/#comment-1788</link>
		<dc:creator>Troll fofinho</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 11:56:25 +0000</pubDate>
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		<description>Confessa que as tem...</description>
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		<title>Por: Paulo Querido</title>
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		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 11:41:11 +0000</pubDate>
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		<description>Destas? Quais? Influências? Da Time? De Gates? De esquerda? Direita? Centro? Do Centro do Lado Oposto?

Que troll tão fofinho! Ainda morria de saudades, eu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Destas? Quais? Influências? Da Time? De Gates? De esquerda? Direita? Centro? Do Centro do Lado Oposto?</p>
<p>Que troll tão fofinho! Ainda morria de saudades, eu.</p>
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		<title>Por: Troll fofinho</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/o-falhanco-do-capitalismo-e-o-retorno-da-politica/comment-page-1/#comment-1786</link>
		<dc:creator>Troll fofinho</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 08:25:00 +0000</pubDate>
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		<description>Com influências destas começo a ver de onde vêm as ideias castradoras-censórias do PQ.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Com influências destas começo a ver de onde vêm as ideias castradoras-censórias do PQ.</p>
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		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/o-falhanco-do-capitalismo-e-o-retorno-da-politica/comment-page-1/#comment-1785</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 19:55:52 +0000</pubDate>
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		<description>Sendo assim sou levado a concluir que ainda não é sentida a necessidade de criar uma nova forma de organizar a produção, ou seja, que a forma existente ainda funciona minimamente.

Quando tal deixar de acontecer as pessoas, tal como faz a água, procurarão novos caminhos.

Foi assim que sucedeu ao longo da história.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sendo assim sou levado a concluir que ainda não é sentida a necessidade de criar uma nova forma de organizar a produção, ou seja, que a forma existente ainda funciona minimamente.</p>
<p>Quando tal deixar de acontecer as pessoas, tal como faz a água, procurarão novos caminhos.</p>
<p>Foi assim que sucedeu ao longo da história.</p>
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		<title>Por: Paulo Querido</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/o-falhanco-do-capitalismo-e-o-retorno-da-politica/comment-page-1/#comment-1784</link>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 16:25:49 +0000</pubDate>
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		<description>Fernando, em Portugal não conheço um único caso de organização empresarial em Grande, Médio, Pequeno ou Micro formato que não seja a tradicional. Sociedade por quotas, patrões/empregados. Há é patrões &quot;esclarecidos&quot; e &quot;modernos&quot;, que dão aos empregados grande amplitude de movimentos (desconfio que serão menos generosos no cheque, mas também não sei).

Mas mesmo estes são raros.

A lógica cooperativa de saberes, ou &quot;coompetitiva&quot; (eu prefiro), funciona na Internet entre grupos (indivíduos e/ou empresas, numa mole indistinta e livre) com interesses comuns ao longo de períodos variáveis de tempo. São organizações reticulares fluídas. Penso francamente que constituirão uma alternativa de peso às organizações tradicionais do trabalho. A sua agilidade é invejável.

Produzem grandes cometimentos e são agentes de mudança -- mas dada a sua natureza reticular são menos conspícuas, logo os media não as projectam, com a agravante de os media tenderem a reflectir o mainstream e não o inovador, que é sempre minoritário.

Mas são também difíceis de modelizar. Aparecem e desparecem. As equipas formam-se e des-formam-se. Acho mesmo difícil extrair delas um exemplo de funcionamento replicável em termos de organizar conscientemente uma empresa, há um carácter espontâneo e solto e selvagem que impede isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando, em Portugal não conheço um único caso de organização empresarial em Grande, Médio, Pequeno ou Micro formato que não seja a tradicional. Sociedade por quotas, patrões/empregados. Há é patrões &#8220;esclarecidos&#8221; e &#8220;modernos&#8221;, que dão aos empregados grande amplitude de movimentos (desconfio que serão menos generosos no cheque, mas também não sei).</p>
<p>Mas mesmo estes são raros.</p>
<p>A lógica cooperativa de saberes, ou &#8220;coompetitiva&#8221; (eu prefiro), funciona na Internet entre grupos (indivíduos e/ou empresas, numa mole indistinta e livre) com interesses comuns ao longo de períodos variáveis de tempo. São organizações reticulares fluídas. Penso francamente que constituirão uma alternativa de peso às organizações tradicionais do trabalho. A sua agilidade é invejável.</p>
<p>Produzem grandes cometimentos e são agentes de mudança &#8212; mas dada a sua natureza reticular são menos conspícuas, logo os media não as projectam, com a agravante de os media tenderem a reflectir o mainstream e não o inovador, que é sempre minoritário.</p>
<p>Mas são também difíceis de modelizar. Aparecem e desparecem. As equipas formam-se e des-formam-se. Acho mesmo difícil extrair delas um exemplo de funcionamento replicável em termos de organizar conscientemente uma empresa, há um carácter espontâneo e solto e selvagem que impede isso.</p>
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		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/o-falhanco-do-capitalismo-e-o-retorno-da-politica/comment-page-1/#comment-1783</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 16:13:10 +0000</pubDate>
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		<description>Eu também não gostaria de parecer alguém que tem a solução na manga. Digamos que sou um bocado avesso a modas e lugares-comuns e acho que vale sempre a pena perguntar para desafiar.

Quando eu digo &quot;cidadãos sabem e querem organizar a produção de forma muito mais produtiva e muito mais justa&quot; não estou a pensar em nenhum grupo de esclarecidos. Quando os fugitivos dos feudos na idade média se juntaram em vilas, à revelia dos senhores, e iniciaram as actividades da pré-história industrial, não tinham consciência de que estavam a derrubar um sistema.

Tenho a certeza de que o Paulo conhece muito melhor do que eu o panorama das actuais pequenas empresas tecnológicas de sucesso.
Será que estão organizadas nos moldes tradicionais patrão-empregado ou numa nova lógica cooperativa de saberes mesmo que a forma da empresa ainda seja a tradicional &quot;sociedade por quotas&quot; ?

Se o novo está a nascer algures eu gostava de perceber.

Um abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu também não gostaria de parecer alguém que tem a solução na manga. Digamos que sou um bocado avesso a modas e lugares-comuns e acho que vale sempre a pena perguntar para desafiar.</p>
<p>Quando eu digo &#8220;cidadãos sabem e querem organizar a produção de forma muito mais produtiva e muito mais justa&#8221; não estou a pensar em nenhum grupo de esclarecidos. Quando os fugitivos dos feudos na idade média se juntaram em vilas, à revelia dos senhores, e iniciaram as actividades da pré-história industrial, não tinham consciência de que estavam a derrubar um sistema.</p>
<p>Tenho a certeza de que o Paulo conhece muito melhor do que eu o panorama das actuais pequenas empresas tecnológicas de sucesso.<br />
Será que estão organizadas nos moldes tradicionais patrão-empregado ou numa nova lógica cooperativa de saberes mesmo que a forma da empresa ainda seja a tradicional &#8220;sociedade por quotas&#8221; ?</p>
<p>Se o novo está a nascer algures eu gostava de perceber.</p>
<p>Um abraço</p>
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		<title>Por: Paulo Querido</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/o-falhanco-do-capitalismo-e-o-retorno-da-politica/comment-page-1/#comment-1782</link>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 15:29:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pauloquerido.pt/?p=832#comment-1782</guid>
		<description>Fernando,

as minhas modestas reflexões ficam-se pela superfície do que vejo acontecer. E o que vejo acontecer é a falência de um modelo que tem sido glorificado pelos iludidos e incultos da natureza humana.

Muito longe de mim apontar um regresso ao estado centralista e a economia planificada, um modelo para o qual nunca dei. As far I can see, as sociedades menos mal resolvidas do século XX assentaram em cima de um mercado livre com regulação firme. Nessa lógica, se alguma coisa as pessoas podem defender, é mais e melhor regulação, de preferência com mecanismos de fiscalização da própria regulação que combatam a tendência entrópica dos organismos.

&quot;Elas são no essencial um concurso para adjudicar a gestão privada (feita pelos grupos de interesses plasmados nos partidos) do interesse público (coisa que ainda está para se saber bem o que seja)&quot;. Iup. Não vejo mal algum nisso. A Grande Questão é combater os desmandos dos grupos que vão sendo rotativamente chamados à gestão e conseguir manter um equilíbrio social. A partir daí, as evoluções para a justiça social serão bem vindas. Mas não tenho grandes ilusões nessa matéria.

&quot;Por isso caro Paulo &quot;acho que essa dicotomia estado-mercado é uma ilusão; o que realmente conta é se os cidadãos sabem e querem organizar a produção de forma muito mais produtiva e muito mais justa, sem recorrer à empresa capitalista e ao assalariamento do tempo de trabalho&quot;

Hum... Há alguma expectativa no ar relativamente ao que as tecnologias de comunicação de massas podem trazer à organização social. As experiências com o open source e os wikis são muito interessantes e sigo com atenção o wikinomics e a sabedoria das multidões (há resultados de investigações neste campo absolutamente surpreendentes, em que as decisões tomadas pela média de uma multidão ou grupo não-específico são tão boas, quando não melhores, que as decisões do sábio ou colégio de sábios da matéria em causa).

Mas eu fui-me habituando ao longo dos tempos a desconfiar dos amanhãs que cantam -- e em especial dos tecnológicos.

Agora, deixe-me dizer-lhe que o Fernando parte de um erro muito frequente nos intelectuais: o de que existe um grupo que são &quot;os cidadãos&quot;, com auto-consciência, auto-determinação e vontade. Eu, que sou um incorrigível optimista em relação ao associativismo, aprendi à custa das minhas desilusões que não há tal coisa como &quot;os cidadãos&quot; que &quot;sabem&quot; e &quot;querem&quot;. Há moles de geometria variável dirigíveis caso a caso pelos líderes de ocasião, indivíduos ou pequenos grupos.

Até PROVA em contrário, não conheço melhor democracia que a democracia representativa em regime partidário. Só gostava que esta fosse mais elástica e aberta à iniciativa individual. Por isso rio-me (é o termo) dos que proclamam o fim dos partidos; estes precisam de se renovar, é um facto, e de acompanhar as gerações (o PSD está nitidamente em contra-maré, com um inultrapassável fosso geracional (e cultural) entre a &quot;liderança&quot; e as &quot;bases&quot;).

Resumindo: sem nenhuma pretensão de ter soluções, penso que ainda temos a organização Estado e o sistema concorrencial (capitalismo reinventado, ou outra treta qq) para mais umas décadas, talvez séculos -- dependendo o prolongar deste binómio sobretudo do grau de suavidade da transição da economia do petróleo para a seguinte.

Assim, os sindicatos que se refresquem, os cidadãos empenhados que inventem novas formas de associativismo com vista à defesa dos seus interesses de grupo, os capitalistas que aprendam que o dinheiro não é a única, nem sequer a melhor expressão de riqueza em sociedade. E por aí fora.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando,</p>
<p>as minhas modestas reflexões ficam-se pela superfície do que vejo acontecer. E o que vejo acontecer é a falência de um modelo que tem sido glorificado pelos iludidos e incultos da natureza humana.</p>
<p>Muito longe de mim apontar um regresso ao estado centralista e a economia planificada, um modelo para o qual nunca dei. As far I can see, as sociedades menos mal resolvidas do século XX assentaram em cima de um mercado livre com regulação firme. Nessa lógica, se alguma coisa as pessoas podem defender, é mais e melhor regulação, de preferência com mecanismos de fiscalização da própria regulação que combatam a tendência entrópica dos organismos.</p>
<p>&#8220;Elas são no essencial um concurso para adjudicar a gestão privada (feita pelos grupos de interesses plasmados nos partidos) do interesse público (coisa que ainda está para se saber bem o que seja)&#8221;. Iup. Não vejo mal algum nisso. A Grande Questão é combater os desmandos dos grupos que vão sendo rotativamente chamados à gestão e conseguir manter um equilíbrio social. A partir daí, as evoluções para a justiça social serão bem vindas. Mas não tenho grandes ilusões nessa matéria.</p>
<p>&#8220;Por isso caro Paulo &#8220;acho que essa dicotomia estado-mercado é uma ilusão; o que realmente conta é se os cidadãos sabem e querem organizar a produção de forma muito mais produtiva e muito mais justa, sem recorrer à empresa capitalista e ao assalariamento do tempo de trabalho&#8221;</p>
<p>Hum&#8230; Há alguma expectativa no ar relativamente ao que as tecnologias de comunicação de massas podem trazer à organização social. As experiências com o open source e os wikis são muito interessantes e sigo com atenção o wikinomics e a sabedoria das multidões (há resultados de investigações neste campo absolutamente surpreendentes, em que as decisões tomadas pela média de uma multidão ou grupo não-específico são tão boas, quando não melhores, que as decisões do sábio ou colégio de sábios da matéria em causa).</p>
<p>Mas eu fui-me habituando ao longo dos tempos a desconfiar dos amanhãs que cantam &#8212; e em especial dos tecnológicos.</p>
<p>Agora, deixe-me dizer-lhe que o Fernando parte de um erro muito frequente nos intelectuais: o de que existe um grupo que são &#8220;os cidadãos&#8221;, com auto-consciência, auto-determinação e vontade. Eu, que sou um incorrigível optimista em relação ao associativismo, aprendi à custa das minhas desilusões que não há tal coisa como &#8220;os cidadãos&#8221; que &#8220;sabem&#8221; e &#8220;querem&#8221;. Há moles de geometria variável dirigíveis caso a caso pelos líderes de ocasião, indivíduos ou pequenos grupos.</p>
<p>Até PROVA em contrário, não conheço melhor democracia que a democracia representativa em regime partidário. Só gostava que esta fosse mais elástica e aberta à iniciativa individual. Por isso rio-me (é o termo) dos que proclamam o fim dos partidos; estes precisam de se renovar, é um facto, e de acompanhar as gerações (o PSD está nitidamente em contra-maré, com um inultrapassável fosso geracional (e cultural) entre a &#8220;liderança&#8221; e as &#8220;bases&#8221;).</p>
<p>Resumindo: sem nenhuma pretensão de ter soluções, penso que ainda temos a organização Estado e o sistema concorrencial (capitalismo reinventado, ou outra treta qq) para mais umas décadas, talvez séculos &#8212; dependendo o prolongar deste binómio sobretudo do grau de suavidade da transição da economia do petróleo para a seguinte.</p>
<p>Assim, os sindicatos que se refresquem, os cidadãos empenhados que inventem novas formas de associativismo com vista à defesa dos seus interesses de grupo, os capitalistas que aprendam que o dinheiro não é a única, nem sequer a melhor expressão de riqueza em sociedade. E por aí fora.</p>
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		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/o-falhanco-do-capitalismo-e-o-retorno-da-politica/comment-page-1/#comment-1781</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 14:00:22 +0000</pubDate>
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		<description>Partilho as preocupações do Paulo mas, como sou chato, pergunto: ok, então por onde é que vamos ?
Pergunto porque a esquerda não parece querer puxar pela imaginação e regressa sempre, à falta de melhor, ao ESTADO.

Lamento mas não acredito nessa solução enquanto não me explicarem porque é que vai ser diferente do que fizemos no Século XX com os resultados que se conhecem.

O ESTADO em que vivemos não é uma alternativa ao mercado, é ele próprio uma forma de mercado; até dá para vender um Bush, ou qualquer outro sabonete, eleitoralmente.

As eleições, antecedidas de grandes campanhas publicitárias, vendem votos nos candidatos como quem vende telemóveis. Quando hoje se diz que o capitalismo financeiro vende ilusões, coisas que não existem e nunca existirão, não se poderia dizer o mesmo das &quot;eleições democráticas&quot; ?
Elas são no essencial um concurso para adjudicar a gestão privada (feita pelos grupos de interesses plasmados nos partidos) do interesse público (coisa que ainda está para se saber bem o que seja).

Por isso caro Paulo acho que essa dicotomia estado-mercado é uma ilusão; o que realmente conta é se os cidadãos sabem e querem organizar a produção de forma muito mais produtiva e muito mais justa, sem recorrer à empresa capitalista e ao assalariamento do tempo de trabalho.

Enquanto tal não acontecer o Estado será aquilo que Marx já tinha dito, a expressão de uma dada situação de exploração neste caso capitalista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Partilho as preocupações do Paulo mas, como sou chato, pergunto: ok, então por onde é que vamos ?<br />
Pergunto porque a esquerda não parece querer puxar pela imaginação e regressa sempre, à falta de melhor, ao ESTADO.</p>
<p>Lamento mas não acredito nessa solução enquanto não me explicarem porque é que vai ser diferente do que fizemos no Século XX com os resultados que se conhecem.</p>
<p>O ESTADO em que vivemos não é uma alternativa ao mercado, é ele próprio uma forma de mercado; até dá para vender um Bush, ou qualquer outro sabonete, eleitoralmente.</p>
<p>As eleições, antecedidas de grandes campanhas publicitárias, vendem votos nos candidatos como quem vende telemóveis. Quando hoje se diz que o capitalismo financeiro vende ilusões, coisas que não existem e nunca existirão, não se poderia dizer o mesmo das &#8220;eleições democráticas&#8221; ?<br />
Elas são no essencial um concurso para adjudicar a gestão privada (feita pelos grupos de interesses plasmados nos partidos) do interesse público (coisa que ainda está para se saber bem o que seja).</p>
<p>Por isso caro Paulo acho que essa dicotomia estado-mercado é uma ilusão; o que realmente conta é se os cidadãos sabem e querem organizar a produção de forma muito mais produtiva e muito mais justa, sem recorrer à empresa capitalista e ao assalariamento do tempo de trabalho.</p>
<p>Enquanto tal não acontecer o Estado será aquilo que Marx já tinha dito, a expressão de uma dada situação de exploração neste caso capitalista.</p>
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