
Digo-vos: é preciso ser um herói, hoje, para aceitar um cargo público de visibilidade e responsabilidade.
Quanto mais vejo o nível das caixas de comentários e das timelines, pejadas de gratuitidades inconsequentes, e assisto à fogueira mediática ateada para queimar uns, mais se reforça uma convicção recentemente adquirida: a de que os políticos, hoje, são uns heróis. Refiro-me à classe em geral. Todos, em cargo ou em preparação para ele. É preciso coragem. A democracia participada e extraordinariamente mediatizada exige uma fibra de um tipo diferente da que forjava os líderes do século XX.

Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista e consultor de comunicação. Também autor de livros, artigos e algum código. Na net desde 1989. (
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