Participação fracassada no debate quinzenal sobre o estado da nação

Só posso classificar de fracasso a minha tentativa de participação, como cidadão, no debate online disponibilizado pelo blog SIC/Parlamento Global, o qual permitia comentar em directo o debate no Parlamento sobre o Estado da nação e no qual participaram, entre outros, vários jornalistas parlamentares, alguns deputados e pelo menos um ministro.
Fracasso desde logo porque dos 3 comentários que introduzi no sistema, 2 ficaram retidos pela moderadora.
Fracasso ainda porque esperava uma participação maior por parte dos cibernautas, em especial os bloggers que seguem de perto os assuntos políticos. Disse isso mesmo, enquanto alerta para a eventual correcção dos processos de divulgação do evento, que fora da Assembleia da República teve uma participação pública muito mais reduzida do que eu esperava de um acontecimento do género, que creio ter sido pioneiro.
Após ter sido bloqueado pela terceira vez, ainda por cima com um comentário que reputo de pertinente, educado, correcto, construtivo e respeitador de todas e quaisquer normas de procedimentos em acontecimentos de qualquer género, remeti-me ao silêncio.
Para meu espanto, a transmissão terminou com a frase “Infelizmente algumas pessoas estão a usar este blogue de forma fraudulenta” — o que me levou a concluir que alguém se terá introduzido no sistema e feito passar por algum dos deputados ou jornalistas, uma vez que nenhuma da meia dúzia de cidadãos que participou pareceu ter abusado dos nomes de registo, sendo todos nomes absolutamente normais e não conotáveis ou confundíveis com os bem identificados nomes dos participantes internos (aqui a transcrição pública do “debate público”)
Mais tarde, em conversa com um dos cidadãos participantes, fiquei a saber que também ele vira os seus comentários retidos. O Gabriel Silva usa no Blasfémias o termo “censurados” e eu devo dizer que só não o uso porque sei, por experiência pessoal, o que custa a um jornalista ver-se acusado de censor, mas compreendo a indignação ao ponto da solidariedade.
Ver também: Her master voice?, por Gabriel Silva.

Debate

Ainda sem opiniões no artigo “Participação fracassada no debate quinzenal sobre o estado da nação”

    1 atroni em 18 Dez 08 16:04

    Boa tarde,
    Não penso que tenha sido uma experiência fracassada. Devem existir moderadores de modo a que predomine o bom senso e a educação nos comentários que se fazem. Afinal, as opiniões são como os chapéus…
    Acima de tudo não nos podemos esquecer quais Empresas que representamos. Devemos ser profissionais e apoiar o esforço dos nossos colegas em apresentar soluções novas e construtivas.
    O caminho para o sucesso de uma ou outra iniciatva não é, de todo, o caminho do achincalho e da opinião pessoal irreflectida.

    2 Her master voice? (actualizado) « BLASFÉMIAS em 18 Dez 08 16:08

    [...] Participação fracassada no debate quizenal sobre o estado da nação (por Paulo Querido, em Certam… Diz: 18 Dezembro, 2008 às 3:22 pm [...]

    3 Gabriel Silva em 18 Dez 08 16:17

    atroni,
    acho que não percebeu bem o que se passou: não está em causa a normal moderação (identificação e boa educação), mas sim o facto de não ter sido permitido publicar comentários mediante a discordancia pessoal dos jornalistas quanto ao seu conteúdo: Político, no meu caso, ou de critica á iniciativa, no caso do PQ. Isso é censura, praticada por jornalistas.

    4 atroni em 18 Dez 08 16:39

    Caro Gabriel Silva, esta iniciativa está a dar os seus primeiros passos e a própria equipa está ainda em fase de aprendizagem no que significa tirar o melhor partido da web e das ferramentas de interação com comunidades.
    Passar do comentário de Tv para o comentário web é um grande salto e queremos, sem dúvida, continuar com o live blog. Terá – obviamente – de ser feito, futuramente, com moldes diferentes de modo a receber as participações do público web com a relevância que estas merecem.

    5 Paulo Querido em 18 Dez 08 17:25

    atroni, eu acabei de escrever que o segundo dos meus comentários não publicados cumpria toda e qualquer regra de bom senso, educação e o que mais for possível inventar para manteiga das relações pessoais — era escusado argumentar por esse lado.

    O primeiro também cumpria, devo dizer. Mas admito que a moderadora o pudesse excluir alegando off topic (incidia sobre a iniciativa, não debatia directamente o debate), pelo que o deixei de fora à partida.

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