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	<title>Comentários em: Primeiras notas sobre o Partido Pirata Português</title>
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	<description>Paulo Querido escreve.</description>
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		<title>Por: Gambino</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/primeiras-notas-sobre-o-partido-pirata-portugues/comment-page-1/#comment-3678</link>
		<dc:creator>Gambino</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 10:32:44 +0000</pubDate>
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		<description>O Roberto Saraiva critica por criticar, n&#227;o age por medo de errar, e fala sem conhecimento de causa. &#201; portug&#234;s de bigode! J&#225; agora, o eurodeputado sueco que representa o Partido Pirata nasceu em 1960.. deixo o link: &lt;a href=&quot;http://www.europarl.europa.eu/members/public/geoSearch/view.do?country=SE&amp;partNumber=1&amp;language=PT&amp;id=96676&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.europarl.europa.eu/members/public/geoS...&lt;/a&gt;
Aproveito para felicitar o nosso Querido Paulo por dar a estocada inicial neste debate.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Roberto Saraiva critica por criticar, n&atilde;o age por medo de errar, e fala sem conhecimento de causa. &Eacute; portug&ecirc;s de bigode! J&aacute; agora, o eurodeputado sueco que representa o Partido Pirata nasceu em 1960.. deixo o link: <a href="http://www.europarl.europa.eu/members/public/geoSearch/view.do?country=SE&amp;partNumber=1&amp;language=PT&amp;id=96676" target="_blank" rel="nofollow">http://www.europarl.europa.eu/members/public/geoS&#8230;</a><br />
Aproveito para felicitar o nosso Querido Paulo por dar a estocada inicial neste debate.</p>
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		<title>Por: António Aveiro</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/primeiras-notas-sobre-o-partido-pirata-portugues/comment-page-1/#comment-3677</link>
		<dc:creator>António Aveiro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 19:44:07 +0000</pubDate>
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		<description>Correndo o risco de começar a ser um pouco chato e não querendo falar por mais ninguém. Percebo um pouco a posição do Miguel e outros que sentem o mesmo.

Tentando ser o mais honesto possível:
O movimento começou por um grupo de pessoas sem experiência e talvez até um pouco sem perceberem bem no que se estavam a meter! A motivação e vontade não são menores por causa disso mas em geral ainda nos falta experiência em alguns pontos que são muito importantes.

Já recebemos algumas sugestões de pessoas que poderiam ser boas para liderar um movimento destes. O que eu não percebo é a ideia aparentemente generalizada de que quem dá o pontapé de saída tem de levar a bola até à baliza. Se existem pessoas capazes de avançar mais com isto, nós já admitimos que precisamos da ajuda delas. Serão bem vindas. Mas essas mesmas pessoas obviamente que não tinham começado ainda o movimento por alguma razão. Bem, os criadores do fórum deram esse paço inicial e essencial mas todos estamos dispostos a passar a bola para alguém mais preparado para continuar se essa pessoa se chegar à frente.

O que se torna um pouco frustrante é a repetição destes pontos. Quem tem a experiência ou qualidades que precisamos não se aproxima exactamente por nós não termos essas qualidades ou experiência mas se o tivéssemos não precisávamos dos que a têm em primeiro lugar.

Peço desculpa por continuar a insistir mas achei que tinha de deixar este ponto bem explicito. (E ao PQ por arriscar estar a começar a abusar deste meio de comunicação.)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Correndo o risco de começar a ser um pouco chato e não querendo falar por mais ninguém. Percebo um pouco a posição do Miguel e outros que sentem o mesmo.</p>
<p>Tentando ser o mais honesto possível:<br />
O movimento começou por um grupo de pessoas sem experiência e talvez até um pouco sem perceberem bem no que se estavam a meter! A motivação e vontade não são menores por causa disso mas em geral ainda nos falta experiência em alguns pontos que são muito importantes.</p>
<p>Já recebemos algumas sugestões de pessoas que poderiam ser boas para liderar um movimento destes. O que eu não percebo é a ideia aparentemente generalizada de que quem dá o pontapé de saída tem de levar a bola até à baliza. Se existem pessoas capazes de avançar mais com isto, nós já admitimos que precisamos da ajuda delas. Serão bem vindas. Mas essas mesmas pessoas obviamente que não tinham começado ainda o movimento por alguma razão. Bem, os criadores do fórum deram esse paço inicial e essencial mas todos estamos dispostos a passar a bola para alguém mais preparado para continuar se essa pessoa se chegar à frente.</p>
<p>O que se torna um pouco frustrante é a repetição destes pontos. Quem tem a experiência ou qualidades que precisamos não se aproxima exactamente por nós não termos essas qualidades ou experiência mas se o tivéssemos não precisávamos dos que a têm em primeiro lugar.</p>
<p>Peço desculpa por continuar a insistir mas achei que tinha de deixar este ponto bem explicito. (E ao PQ por arriscar estar a começar a abusar deste meio de comunicação.)</p>
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		<title>Por: Roberto C. Parada</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/primeiras-notas-sobre-o-partido-pirata-portugues/comment-page-1/#comment-3676</link>
		<dc:creator>Roberto C. Parada</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 13:28:54 +0000</pubDate>
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		<description>Miguel: Com franqueza, quem vê o site e o fórum vê os &#039;erros&#039;, e vê o nome. Tem pouco mais. Podem ter um site, contas no Facebook e comentários em blogs, mas não há (ainda) substância, apenas promessa. Espero mesmo que haja seguimento, mas para já não pode estar à espera que se apoie aquilo que ainda não se sabe quem e o que é, só porque adoptaram o nome de heróis do outro canto da Europa.

António: Partilho do sentimento -- gostei imenso da troca de ideias. Continuamos a discussão noutro sítio, que o PQ já deve estar farto de nós ;)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Miguel: Com franqueza, quem vê o site e o fórum vê os &#8216;erros&#8217;, e vê o nome. Tem pouco mais. Podem ter um site, contas no Facebook e comentários em blogs, mas não há (ainda) substância, apenas promessa. Espero mesmo que haja seguimento, mas para já não pode estar à espera que se apoie aquilo que ainda não se sabe quem e o que é, só porque adoptaram o nome de heróis do outro canto da Europa.</p>
<p>António: Partilho do sentimento &#8212; gostei imenso da troca de ideias. Continuamos a discussão noutro sítio, que o PQ já deve estar farto de nós <img src='http://cloud.querido.pt/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Por: António Aveiro</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/primeiras-notas-sobre-o-partido-pirata-portugues/comment-page-1/#comment-3675</link>
		<dc:creator>António Aveiro</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 15:50:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pauloquerido.pt/?p=3361#comment-3675</guid>
		<description>Sim, começo a perceber o seu ponto e penso que é muito válido. Infelizmente, tenho de o dizer, pois concordo com muitas das criticas feitas.

Infelizmente também já fomos mais ou menos obrigados a &quot;sair à rua&quot; a partir do momento em que a nossa existência passou a ser de conhecimento público sem estarmos preparados para tal. Estamos agora a tentar lidar com isso das formas que formos conseguindo.

Obrigado por isto, pois esta discussão tem sido bastante enriquecedora para mim.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, começo a perceber o seu ponto e penso que é muito válido. Infelizmente, tenho de o dizer, pois concordo com muitas das criticas feitas.</p>
<p>Infelizmente também já fomos mais ou menos obrigados a &#8220;sair à rua&#8221; a partir do momento em que a nossa existência passou a ser de conhecimento público sem estarmos preparados para tal. Estamos agora a tentar lidar com isso das formas que formos conseguindo.</p>
<p>Obrigado por isto, pois esta discussão tem sido bastante enriquecedora para mim.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Miguel</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/primeiras-notas-sobre-o-partido-pirata-portugues/comment-page-1/#comment-3674</link>
		<dc:creator>Miguel</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 15:45:58 +0000</pubDate>
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		<description>Tudo bem, as conviccoes podem ser frageis, pode estar mal organizado, nao ha caras, sao jovens sem experiencia, um monte de &quot;erros&quot;. Mas ha um site, um PP Portugues com link na pagina do PP Internacional a dar força &#039;a expressao do crescimento deste novo movimento mundial! Eu senti o mesmo quando vi que até espanha ja tem partido PP registado e nos nem um site! Alguem tinha que o fazer e rapido. O que conta aqui é a demonstracao a nivel mundial de um crescimento continuo e sustentado. A futura deputada no PE tem 18 anos e é provavelmente mais civica e consciente que os nossos possiveis politicos, afinal vem da Suecia, mas isso nao importa. As definicoes de objectivos ja estao feitas na generalidade no PP Internacional. Deixem-se de tretas e criticas e apoiem!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo bem, as conviccoes podem ser frageis, pode estar mal organizado, nao ha caras, sao jovens sem experiencia, um monte de &#8220;erros&#8221;. Mas ha um site, um PP Portugues com link na pagina do PP Internacional a dar força &#8216;a expressao do crescimento deste novo movimento mundial! Eu senti o mesmo quando vi que até espanha ja tem partido PP registado e nos nem um site! Alguem tinha que o fazer e rapido. O que conta aqui é a demonstracao a nivel mundial de um crescimento continuo e sustentado. A futura deputada no PE tem 18 anos e é provavelmente mais civica e consciente que os nossos possiveis politicos, afinal vem da Suecia, mas isso nao importa. As definicoes de objectivos ja estao feitas na generalidade no PP Internacional. Deixem-se de tretas e criticas e apoiem!</p>
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	<item>
		<title>Por: Roberto C. Parada</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/primeiras-notas-sobre-o-partido-pirata-portugues/comment-page-1/#comment-3673</link>
		<dc:creator>Roberto C. Parada</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 15:40:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pauloquerido.pt/?p=3361#comment-3673</guid>
		<description>António, compreendo perfeitamente a sua perspectiva e não creio que haja informações menos bem obtidas. Mas parece-me realmente que dão uma ênfase excessiva a demarcar-se de acusações de apelo ao crime.

O meu argumento é estratégico: não é necessário estar a soletrar esse facto no próprio manifesto e nas teses do movimento. Pode bem ser contraproducente: imagine o PSD ou o CDS a referir num manifesto eleitoral &quot;Somos abertamente contra a fraude eleitoral&quot;. Ora, ninguém de mente sã admitiria publicamente o contrário; ver uma declaração dessas não o faria até franzir o sobrolho? Obviamente nenhum agente político (ou outro) com um mínimo de seriedade vai apelar publicamente ao crime.

Daí a minha insistência nessa questão: o PPP (ou o movimento de formação do mesmo) não tem necessidade nenhuma de glosar esses pormenores, da mesma forma que o PCP não tem de salientar que não é a favor do homicídio dos patrões.

O problema, no final, é que é gasta muita palavra a resguardarem-se da possível acusação de apelo à ilegalidade -- o que, sejamos francos, já está explícito na designação &#039;Pirata&#039;, para quê os paninhos quentes? E ao mesmo tempo, não existe (ainda) real matéria ideológica para além da colagem das teses dos Partidos Piratas internacionais. A discussão urgente agora é sobretudo filosófica e política: quem é que é o PPP? De que forma pretende lutar contra os abusos do direito de autor? Se dizem procurar a especificidade de um movimento pirata em Portugal, então é uma discussão que têm de ter muito antes de pensar como é que vão responder aos jornalistas.

Claramente concordamos quanto aos fins; mas os meios têm de ser bem equacionados para que a iniciativa ganhe o relevo que merece. E no final, estamos de facto a discutir pormenores; mas não deixo de pensar que se não forem bem considerados antes de o PPP &#039;sair à rua&#039;, especialmente no que toca a uma definição ideológica, filosófica e política *sérias*, então correm imenso o risco de que o PPP seja um nado-morto. E isso seria mesmo uma pena.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>António, compreendo perfeitamente a sua perspectiva e não creio que haja informações menos bem obtidas. Mas parece-me realmente que dão uma ênfase excessiva a demarcar-se de acusações de apelo ao crime.</p>
<p>O meu argumento é estratégico: não é necessário estar a soletrar esse facto no próprio manifesto e nas teses do movimento. Pode bem ser contraproducente: imagine o PSD ou o CDS a referir num manifesto eleitoral &#8220;Somos abertamente contra a fraude eleitoral&#8221;. Ora, ninguém de mente sã admitiria publicamente o contrário; ver uma declaração dessas não o faria até franzir o sobrolho? Obviamente nenhum agente político (ou outro) com um mínimo de seriedade vai apelar publicamente ao crime.</p>
<p>Daí a minha insistência nessa questão: o PPP (ou o movimento de formação do mesmo) não tem necessidade nenhuma de glosar esses pormenores, da mesma forma que o PCP não tem de salientar que não é a favor do homicídio dos patrões.</p>
<p>O problema, no final, é que é gasta muita palavra a resguardarem-se da possível acusação de apelo à ilegalidade &#8212; o que, sejamos francos, já está explícito na designação &#8216;Pirata&#8217;, para quê os paninhos quentes? E ao mesmo tempo, não existe (ainda) real matéria ideológica para além da colagem das teses dos Partidos Piratas internacionais. A discussão urgente agora é sobretudo filosófica e política: quem é que é o PPP? De que forma pretende lutar contra os abusos do direito de autor? Se dizem procurar a especificidade de um movimento pirata em Portugal, então é uma discussão que têm de ter muito antes de pensar como é que vão responder aos jornalistas.</p>
<p>Claramente concordamos quanto aos fins; mas os meios têm de ser bem equacionados para que a iniciativa ganhe o relevo que merece. E no final, estamos de facto a discutir pormenores; mas não deixo de pensar que se não forem bem considerados antes de o PPP &#8216;sair à rua&#8217;, especialmente no que toca a uma definição ideológica, filosófica e política *sérias*, então correm imenso o risco de que o PPP seja um nado-morto. E isso seria mesmo uma pena.</p>
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		<title>Por: António Aveiro</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/primeiras-notas-sobre-o-partido-pirata-portugues/comment-page-1/#comment-3672</link>
		<dc:creator>António Aveiro</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 23:05:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pauloquerido.pt/?p=3361#comment-3672</guid>
		<description>O que vou responder é na minha opinião pessoal, pois isto é algo que estamos a discutir no fórum devido a alguns pontos apontados previamente nesta conversa.

Penso que está a comparar coisas que não são comparáveis. Se queremos mudar a lei para legalizar a partilha obviamente que somos a favor dessa partilha. Dizer o contrário seria uma contradição.
A questão, como diz, não é o respeito pela lei, mas sim a adequação desta à realidade cultural e social em que vivemos.

Acredito que não há nada de errado com a partilha para além do facto de ser assim vista pela legislação. O problema surge na diferença entre estar numa posição ilegal ou defender a alteração de uma lei. No primeiro caso perde-se todo o respeito e credibilidade para conseguir o segundo.

Nós defendemos a legalização da partilha mas obviamente que não vamos começar a colocar conteúdos ilegais no site ou algo semelhante. Não somos nem podemos ser um meio para a ilegalidade, mesmo não concordando com as leis que estariam a ser quebradas.

Nós somos piratas. Isso não está em causa. Temos um ideal pirata. Mas há um equilíbrio a manter entre pretender alterar uma lei e transformar-se num criminoso.


Mas, correndo o risco de estar extremamente enganado, pelo que conheço, esta posição é comum aos vários movimentos, inclusive ao Sueco.

Retirado do site deles:
&quot;All non-commercial copying and use should be completely free. File sharing and p2p networking should be encouraged rather than criminalized. Culture and knowledge are good things, that increase in value the more they are shared. The Internet could become the greatest public library ever created.&quot;

É o mesmo que estamos a tentar dizer.

Acho que está a tentar meter nas nossas bocas uma mensagem que não queremos de todo passar. Muito provavelmente consequência de alguma informação menos bem conseguida, como já foi apontado anteriormente, isso não contesto.

Mas no fim, sim, o partido, o movimento, tem de cumprir a lei para que possa ser encarado de forma séria e conseguir caminhar até aos seus objectivos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O que vou responder é na minha opinião pessoal, pois isto é algo que estamos a discutir no fórum devido a alguns pontos apontados previamente nesta conversa.</p>
<p>Penso que está a comparar coisas que não são comparáveis. Se queremos mudar a lei para legalizar a partilha obviamente que somos a favor dessa partilha. Dizer o contrário seria uma contradição.<br />
A questão, como diz, não é o respeito pela lei, mas sim a adequação desta à realidade cultural e social em que vivemos.</p>
<p>Acredito que não há nada de errado com a partilha para além do facto de ser assim vista pela legislação. O problema surge na diferença entre estar numa posição ilegal ou defender a alteração de uma lei. No primeiro caso perde-se todo o respeito e credibilidade para conseguir o segundo.</p>
<p>Nós defendemos a legalização da partilha mas obviamente que não vamos começar a colocar conteúdos ilegais no site ou algo semelhante. Não somos nem podemos ser um meio para a ilegalidade, mesmo não concordando com as leis que estariam a ser quebradas.</p>
<p>Nós somos piratas. Isso não está em causa. Temos um ideal pirata. Mas há um equilíbrio a manter entre pretender alterar uma lei e transformar-se num criminoso.</p>
<p>Mas, correndo o risco de estar extremamente enganado, pelo que conheço, esta posição é comum aos vários movimentos, inclusive ao Sueco.</p>
<p>Retirado do site deles:<br />
&#8220;All non-commercial copying and use should be completely free. File sharing and p2p networking should be encouraged rather than criminalized. Culture and knowledge are good things, that increase in value the more they are shared. The Internet could become the greatest public library ever created.&#8221;</p>
<p>É o mesmo que estamos a tentar dizer.</p>
<p>Acho que está a tentar meter nas nossas bocas uma mensagem que não queremos de todo passar. Muito provavelmente consequência de alguma informação menos bem conseguida, como já foi apontado anteriormente, isso não contesto.</p>
<p>Mas no fim, sim, o partido, o movimento, tem de cumprir a lei para que possa ser encarado de forma séria e conseguir caminhar até aos seus objectivos.</p>
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	<item>
		<title>Por: Roberto C. Parada</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/primeiras-notas-sobre-o-partido-pirata-portugues/comment-page-1/#comment-3671</link>
		<dc:creator>Roberto C. Parada</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 17:30:08 +0000</pubDate>
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		<description>António, compreendo a sua reticência e cautela face à questão da lei. Mas sejamos francos: o António certamente já fez download de filmes, imagens ou músicas em redes p2p. Eu já fiz. O Paulo Querido também certamente já fez. Caramba, até o Paulo Portas já copiou filmes sem pagar! (http://zerodeconduta.blogspot.com/2007/09/vdeoterrorista.html)

É exactamente essa a falácia da coisa: imensa gente partilha e copia. Imensa gente quebra, assim, as leis (que são inaceitáveis). A questão não é, nem pode ser, o respeito pela lei; é a lei estar totalmente ultrapassada e não corresponder à realidade.

E vocês sabem isso, mas receiam assumir institucionalmente que são a favor da livre partilha de conteúdos, protegidos por direitos de autor ou não (como o caso de Espanha, onde a cópia privada é legal); isto porque terão receio da crítica de que o Partido Pirata apela à ilegalidade. E desculpe a dureza, mas é uma estupidez moral e estratégica tentar andar com pezinhos de lã nesta questão. Imensa gente copia, e a sociedade diz que somos ilegais, que fazemos pirataria, que somos piratas. E é daí que nasce a motivação ideológica do Partido Pirata sueco: assumimos então que somos piratas, que estamos a fazer algo ilegal, porque a partilha é algo que faz parte e se a ilegalizam, então algo está errado e há que lutar por isso.

E se o Partido Pirata sueco chegou ao parlamento europeu (objectivo que o PPirata português partilha), foi porque teve os tomates de dizer que não é a favor do cumprimento da lei porque a lei é estúpida e serve interesses extremamente minoritários.

É abismal, portanto, ver o dirigente do CDS a copiar filmes e ver o Partido Pirata a dizer que há que cumprir a lei. Percebe o problema?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>António, compreendo a sua reticência e cautela face à questão da lei. Mas sejamos francos: o António certamente já fez download de filmes, imagens ou músicas em redes p2p. Eu já fiz. O Paulo Querido também certamente já fez. Caramba, até o Paulo Portas já copiou filmes sem pagar! (<a href="http://zerodeconduta.blogspot.com/2007/09/vdeoterrorista.html" rel="nofollow">http://zerodeconduta.blogspot.com/2007/09/vdeoterrorista.html</a>)</p>
<p>É exactamente essa a falácia da coisa: imensa gente partilha e copia. Imensa gente quebra, assim, as leis (que são inaceitáveis). A questão não é, nem pode ser, o respeito pela lei; é a lei estar totalmente ultrapassada e não corresponder à realidade.</p>
<p>E vocês sabem isso, mas receiam assumir institucionalmente que são a favor da livre partilha de conteúdos, protegidos por direitos de autor ou não (como o caso de Espanha, onde a cópia privada é legal); isto porque terão receio da crítica de que o Partido Pirata apela à ilegalidade. E desculpe a dureza, mas é uma estupidez moral e estratégica tentar andar com pezinhos de lã nesta questão. Imensa gente copia, e a sociedade diz que somos ilegais, que fazemos pirataria, que somos piratas. E é daí que nasce a motivação ideológica do Partido Pirata sueco: assumimos então que somos piratas, que estamos a fazer algo ilegal, porque a partilha é algo que faz parte e se a ilegalizam, então algo está errado e há que lutar por isso.</p>
<p>E se o Partido Pirata sueco chegou ao parlamento europeu (objectivo que o PPirata português partilha), foi porque teve os tomates de dizer que não é a favor do cumprimento da lei porque a lei é estúpida e serve interesses extremamente minoritários.</p>
<p>É abismal, portanto, ver o dirigente do CDS a copiar filmes e ver o Partido Pirata a dizer que há que cumprir a lei. Percebe o problema?</p>
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	<item>
		<title>Por: António Aveiro</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/primeiras-notas-sobre-o-partido-pirata-portugues/comment-page-1/#comment-3670</link>
		<dc:creator>António Aveiro</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 17:06:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pauloquerido.pt/?p=3361#comment-3670</guid>
		<description>Gostava então só de fazer notar o seguinte pormenor: existe uma diferença clara entre &quot;partilha ilegal&quot; e &quot;partilha de ficheiros protegidos por direitos de autor&quot;. Sim, actualmente a 2ª é ilegal, mas o que defendemos é torná-lo legal. Não defendemos a manutenção do status quo. Quando se diz que não defendemos a partilha ilegal queremos dizer que não defendemos actos fora da lei. É uma distinção muito subtil que tem de ser feita sempre que se pretende alterar uma lei mas que para manter a credibilidade do movimento tem de ser feita. Se reparar os restantes partidos e todo o movimento em geral faz o mesmo. Admito sim que a escolha de palavras não foi a melhor e vou levantar essa questão para ser revista.

Em relação a todas as restantes criticas, concordo com elas. Foram já levantadas várias vezes dentro da comunidade. Penso que o levar a público do movimento foi prematuro por várias razões mas infelizmente é algo que não podemos desfazer e temos de lidar com isso, que estamos a tentar fazer da melhor maneira que sabemos.

Volto a fazer o mesmo apelo, para aqueles que concordem com os princípios do movimento que se quer como partido, que venham contribuir, criticas e sugestões, todas elas são bem vindas. Ficou já claro que precisamos de evoluir e apenas assim o conseguiremos fazer.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostava então só de fazer notar o seguinte pormenor: existe uma diferença clara entre &#8220;partilha ilegal&#8221; e &#8220;partilha de ficheiros protegidos por direitos de autor&#8221;. Sim, actualmente a 2ª é ilegal, mas o que defendemos é torná-lo legal. Não defendemos a manutenção do status quo. Quando se diz que não defendemos a partilha ilegal queremos dizer que não defendemos actos fora da lei. É uma distinção muito subtil que tem de ser feita sempre que se pretende alterar uma lei mas que para manter a credibilidade do movimento tem de ser feita. Se reparar os restantes partidos e todo o movimento em geral faz o mesmo. Admito sim que a escolha de palavras não foi a melhor e vou levantar essa questão para ser revista.</p>
<p>Em relação a todas as restantes criticas, concordo com elas. Foram já levantadas várias vezes dentro da comunidade. Penso que o levar a público do movimento foi prematuro por várias razões mas infelizmente é algo que não podemos desfazer e temos de lidar com isso, que estamos a tentar fazer da melhor maneira que sabemos.</p>
<p>Volto a fazer o mesmo apelo, para aqueles que concordem com os princípios do movimento que se quer como partido, que venham contribuir, criticas e sugestões, todas elas são bem vindas. Ficou já claro que precisamos de evoluir e apenas assim o conseguiremos fazer.</p>
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	<item>
		<title>Por: Roberto C. Parada</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/politica/primeiras-notas-sobre-o-partido-pirata-portugues/comment-page-1/#comment-3669</link>
		<dc:creator>Roberto C. Parada</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 16:49:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pauloquerido.pt/?p=3361#comment-3669</guid>
		<description>António, antes de mais obrigado pela elegância da resposta.

Não tenho como objectivo atacar o movimento, mas tenho reservas face a uma iniciativa embrionária -- cuja existência é mais que necessária -- que já se apelida de &#039;Partido&#039; quando ainda está em fase de definição ideológica enquanto movimento. Novamente, parece-me um pouco prematuro, com um certo traço de oportunismo: terão muito mais atenção com a denominação &#039;Partido&#039; do que &#039;Movimento&#039;. Embora admita que seja uma opção estratégica, preferiria que se assumissem como o movimento em processo de definição que são.

Quanto às &#039;caras&#039;, concordo que será uma questão de tempo. Mas era uma crítica mais que esperada considerando que entraram a matar, afirmando-se como partido. Outra vez, carroça à frente dos bois.

Finalmente, não há muita margem de interpretação para a seguinte afirmação: &quot;O Partido Pirata Português NÃO defende a “pirataria” e a partilha ilegal de conteúdos protegidos por direitos de autor, mas sim a mudança das leis actuais relacionadas com os direitos de autor, de modo a encontrar um (ou diversos) modelo alternativo ao actual em vigor (...)&quot;.
(http://partidopirata.co.cc/forum/index.php/topic,3.0.html, terceiro ponto a contar do fim)

Compreenderá de onde vem a minha crítica de conformismo e a minha decepção. Pela sua resposta, presumo que seja ainda matéria de debate dentro do movimento a posição a tomar face ao direito de autor/copyright. Mas é exactamente essa posição que vos define como movimento &#039;pirata&#039; de facto, ou como um grupo indeciso com medo de partir a louça e de usar argumentos fortes, que pouca diferença terá face às perspectivas já existentes no panorama político &#039;mainstream&#039; português.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>António, antes de mais obrigado pela elegância da resposta.</p>
<p>Não tenho como objectivo atacar o movimento, mas tenho reservas face a uma iniciativa embrionária &#8212; cuja existência é mais que necessária &#8212; que já se apelida de &#8216;Partido&#8217; quando ainda está em fase de definição ideológica enquanto movimento. Novamente, parece-me um pouco prematuro, com um certo traço de oportunismo: terão muito mais atenção com a denominação &#8216;Partido&#8217; do que &#8216;Movimento&#8217;. Embora admita que seja uma opção estratégica, preferiria que se assumissem como o movimento em processo de definição que são.</p>
<p>Quanto às &#8216;caras&#8217;, concordo que será uma questão de tempo. Mas era uma crítica mais que esperada considerando que entraram a matar, afirmando-se como partido. Outra vez, carroça à frente dos bois.</p>
<p>Finalmente, não há muita margem de interpretação para a seguinte afirmação: &#8220;O Partido Pirata Português NÃO defende a “pirataria” e a partilha ilegal de conteúdos protegidos por direitos de autor, mas sim a mudança das leis actuais relacionadas com os direitos de autor, de modo a encontrar um (ou diversos) modelo alternativo ao actual em vigor (&#8230;)&#8221;.<br />
(<a href="http://partidopirata.co.cc/forum/index.php/topic,3.0.html" rel="nofollow">http://partidopirata.co.cc/forum/index.php/topic,3.0.html</a>, terceiro ponto a contar do fim)</p>
<p>Compreenderá de onde vem a minha crítica de conformismo e a minha decepção. Pela sua resposta, presumo que seja ainda matéria de debate dentro do movimento a posição a tomar face ao direito de autor/copyright. Mas é exactamente essa posição que vos define como movimento &#8216;pirata&#8217; de facto, ou como um grupo indeciso com medo de partir a louça e de usar argumentos fortes, que pouca diferença terá face às perspectivas já existentes no panorama político &#8216;mainstream&#8217; português.</p>
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