Dado o golpe de Paulo Rangel — tendes outra palavra para descrever o que o putativo futuro ex-eurodeputado fez ? — já se percebeu a nova inventona da área social-democrata. Segundo alguns soldados de repetição, Rangel é o melhor candidato porque… faz mossa no PS.
Como argumento pré-eleitoral, vale zero. Como argumento opinativo, vale o tempo que durar a sua presença no espaço mediático, até surgirem argumentos com consistência.
Está por demonstrar a mossa que Paulo Rangel faça, tirando o espírito “encornado” (ah, l’air du temps) de José Pedro Aguiar Branco e o desalento dos eleitores de Junho que acreditaram na sinceridade do cabeça de lista de ocasião, o tal que em circunstância alguma deixaria o cargo — compromisso que, notavelmente, honrou pelo duradouro período de 7 (sete) meses.
Mas quem cuida de atirar cascas de banana para o recinto onde a populaça acotovela o voto está lá agora preocupado com detalhes como a demonstração da fruta.
O que penso é isto. O ideário de roleta de Paulo Rangel, somado à ilusão do seu partido com o significado da vitória eleitoral de Junho, vem abrir a oportunidade de prolongar o estado comatoso do PSD e forçar, de uma vez por todas, a cisão e o redistribuir da massa cinzenta da direita por 3 partidos.
Nesse sentido, quase desejo a vitória de Paulo Rangel.

Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista e consultor de comunicação. Também autor de livros, artigos e algum código. Na net desde 1989. (
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