Há quem defenda a extraordinária medida aprovada pelo Congresso do PSD de sancionar quem diga mal da Direcção nos 60 dias antes das eleições (quaisquer eleições). Com o argumento de que é preciso que o partido “deixe de ser uma saco de gatos” — e variantes mais ou menos bem educadas ao nível da forma, mantendo a mensagem.
Discordo. Toda a instituição democrática e livre é rotulável de saco de gatos em alguns momentos do seu percurso. Só há um remédio para apaziguar um saco de gatos. Chama-se poder. E é milagroso: uma vez lá chegado, a gataria cala-se perante a perspectiva do pires cheio de leite.

Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista e consultor de comunicação. Também autor de livros, artigos e algum código. Na net desde 1989. (
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