João Marcelino no Diário de Notícias? 

O trajecto de João Marcelino ao longo de duas décadas só surpreende que não tenha trabalhado com ele nos anos 80.
João Marcelino fez um trabalho notável no Correio da Manhã, elevando os níveis de profissionalismo do jornal sem comprometer (pelo menos aparentemente) o seu sucesso comercial. É obra. Até porque ninguém acreditaria que isso fosse possível, e muito menos que João Marcelino fosse capaz.
Marcelino e Joaquim Oliveira dão-se bem. Ambos têm ambição praticamente desmedida — e ambos têm uma escola rara e muito negligenciada: o futebol.
Então porque é que ao ler a cacha do Expresso (Direcção do DN demitida em bloco) em que se adianta o nome de Marcelino para director o meu primeiro feeling é a de que aquilo não vai resultar?
Ora, é apenas um feeling.
Mas, e a Cofina de Paulo Fernandes deixa? Marcelino foi peça fundamental na organização das publicações do grupo. A menos que tenha preparado “segundos” (e, se bem o conheço, só se forem yesmen, mas admito estar enganado pois as pessoas mudam), a sua saída nesta altura é negativa.
Joaquim Oliveira tinha comprado uma posição na Cofina no ano passado, dizendo-a puramente financeira, no que ninguém de bom senso acreditou. Está nitidamente a enfraquecer um adversário que, se for comprado, tornará a Controlinveste muito grande. Capaz de ter uma posição no cenário dos conteúdos (e não só) que sair da OPA da PT. Será capaz de meter a Impresa na linha? Se bem conheço Oliveira, não está a engordar um porco português para o vender aos espanhóis. O contrário seria mais próximo…

Publicado por Paulo Querido in Sem categoria. Bookmark permalink.


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