O Insurgente: é humor, sim, mas dos próprios 

Correu por aí que O Insurgente teria sido atacado por hackers de extrema esquerda. É efectivamente uma piada, mas feita pelos próprios. Uma forma salutar, diria eu, de recuperarem o domínio de um acto de pirataria efectivo, que aparentemente lhes destruiu a base de dados.
A comprovação é obtida tão facilmente que Paulo Pinto Mascarenhas (Ataque confirmado ao Insurgente?, publicado há 45 minutos no blogue Atlântico), António Figueira (Dilema moral, publicado em 5 dias – sem hora, tendes a hora adiantada) e Simão Agostinho (“O Insurgente capitulou!” (em actualização) publicado há 28 minutos) só podem estar por dentro da piada.
Na primeira figura temos um pedaço de código do site neste momento. Reparem no código do Google Analytics, que destaquei:
oinsurgente2.jpg
Na segunda imagem temos um pedaço do código tirado de uma página dos arquivos do Insurgente residente na cache do Google.

oinsurgente.jpg
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O código é exactamente o mesmo. Isto prova que quem escreveu a actual página é a mesma pessoa que editava antes o Insurgente? Só por si, não.
Mas a acontecer será a primeira vez que vejo (ou tenho notícia de) um atacante que destrói um website deixar em vez da sua assinatura, o código que permite continuar a medir os acessos à página.

………
Agora, o pior é que, a avaliar por uma rápida pesquisa, a base de dados do Insurgente desapareceu. Das 4.750 páginas únicas que o Google indica ter rastreado no endereço oinsurgente.org, nenhuma existe. Os efeitos disto no motor de pesquisa podem ser praticamente nulos se as páginas forem repostas num intervalo de tempo apropriado (desconheço qual, como desconheço há quanto tempo o Insurgente se finou, penso que há pelo menos uns 10 dias). O pior é mesmo para o blogue e seus autores.
Mas espero que não se confirmem as piores suspeitas e que existam backups da base de dados e dos ficheiros (as imagens também desapareceram). A Dreamhost é um bom alojador, dos melhores, e tem esse serviço.
Na TubarãoEsquilo, o último ataque violentíssimo destruiu todos os ficheiros de meia dúzia de blogues e as bases de dados de quase todos eles. Valeram-nos os backups, apesar de ter dado muito trabalho — três semanas dele… — a recuperação por motivos que agora não vem ao caso.

Publicado por Paulo Querido in Sem categoria. Bookmark permalink.



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