Um gajo faz um post com oito palavras a gozar a irreverência de uma pôrra de ler e deitar fora como todas aquelas que todos os dias se publicam por aqui, na blogosfera, um postzito da treta com oito palavras, e ZÁS, a caixa de comentários torna-se num receptáculo de azedume, guerra, conselhos.
Dizem-me: «não percebo: quando leio os comentários por aí, são pessoas simpáticas, que deixam opiniões concretas, muitas vezes melhores que os posts — e tu, que és quem és, tens comentários desses, sempre desagradáveis, para ti ou uns com os outros? Vão guerrear-se para os teus comentários?»
E eu a defender os meus leitores, está bem de ver, são quem me lê, e a explicar a quem me ouve que os contextos, e as guerras e o caralho, mas a verdade é esta mesmo, às vezes um gajo acha que está a ser injustiçado, mas os leitores têm sempre razão, os leitores têm sempre razão, os leitores têm sempre razão, vou repetir 100 vezes (proibido o copy+past), os leitores têm sempre razão, os leitores têm sempre razão, os leitores têm sempre razão, os leitores têm sempre razão… a caixa de comentários continua aberta a qualquer guerra que queiram armar, os leitores têm sempre razão, os leitores têm sempre razão, os leitores têm sempre razão, os leitores têm sempre razão, os leitores têm sempre razão, os leitores têm sempre razão, os leitores têm sempre razão, os leitores têm sempre razão…

Mas certamente que sim! é uma publicação de Paulo Querido, jornalista e consultor de comunicação. Também autor de livros, artigos e algum código. Na net desde 1989. (
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