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	<title>Certamente! &#187; copyright</title>
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	<description>Paulo Querido escreve.</description>
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		<title>À MAPiNET: porque não gostamos de meias verdades</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 09:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mindboosternoori</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[pirataria]]></category>
		<category><![CDATA[telecoms 138]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/a-mapinet-porque-nao-gostamos-de-meias-verdades/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/1101013_vintage_radio_isolated_on_white_with_clipping_path.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="1101013_vintage_radio_isolated_on_white_with_clipping_path" /></a>Este é um guest post da autoria de Marcos Marado (*) . Em resposta ao artigo sobre o movimento MAPiNET, publicado em 26 de Novembro no Público, tenho a dizer: A pirataria na Internet, sobretudo de filmes e música, tem &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/a-mapinet-porque-nao-gostamos-de-meias-verdades/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-2438" title="1101013_vintage_radio_isolated_on_white_with_clipping_path" src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/1101013_vintage_radio_isolated_on_white_with_clipping_path.jpg" alt="" width="250" align="right" /><em>Este é um </em>guest post<em> da autoria de Marcos Marado (<a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/a-mapinet-porque-nao-gostamos-de-meias-verdades/#autor">*</a>) </em>.</p>
<p><span class="caps">E</span>m resposta ao artigo sobre o movimento MAPiNET, publicado em 26 de Novembro no <a href="http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fdt%3D20081126%26page%3D12%26c%3DA">Público</a>, tenho a dizer:</p>
<blockquote><p>A pirataria na Internet, sobretudo de filmes e música, tem causado o encerramento de pequenas empresas e a perda “acentuada” de ganhos</p></blockquote>
<p>Imensos estudos se têm debruçado sobre este tema, e nunca se conseguiu chegar a uma conclusão. Pelos vistos há um novo estudo que já consegue concluir que existem pequenas empresas que encerraram ou tiveram “perdas acentuadas” devido à pirataria na Internet. Dêem-me os dados. Apresentem provas.</p>
<blockquote><p>Segundo Alexandre Bravo, os cinemas perderam um milhão de espectadores em 2008, ano em que também fecharam 300 clubes de vídeo. Já a venda de música passou a gerar menos 60 por cento de receitas e terão sido perdidos cerca de metade dos postos de trabalho no sector nos últimos anos. E até a indústria livreira “começa a sentir um bocadinho na pele” os efeitos dos downloads ilegais.</p></blockquote>
<p>Demagogia. Até hoje, e mais uma vez, ainda nunca se conseguiu arranjar um estudo de aprovação consensual que conseguisse relacionar “downloads ilegais” com “diminuição de vendas e receitas”. Caso, mais uma vez, a MAPiNET tenha acesso a um novo estudo apresentando tal relação, que mo mostrem. Dêm-me os dados. Apresentem provas.</p>
<blockquote><p>Paulo Santos, um dos porta-vozes do movimento antipirataria, criticou ainda o facto de a legislação portuguesa (desta feita através de um diploma que tem apenas quatro anos) classificar os dados de tráfego (informação que ajuda à identificação de um utilizador da Internet) como dados pessoais: “Confunde-se o conceito de meio com o conteúdo das comunicações.” Com esta legislação, argumenta, é “praticamente impossível” combater o download de ficheiros ilegais.</p></blockquote>
<p>Caríssimo, os “dados de tráfego” são dados pessoais, visto serem relativos a comunicações privadas, tal como são os registos das chamadas telefónicas. Não queremos nem devemos ceder os nossos direitos, as nossas liberdades e a nossa privacidade.</p>
<blockquote><p>Esta solução implica a colaboração dos fornecedores de acesso, que são normalmente acusados pelos defensores dos direitos de autor de não quererem restringir ou vigiar a utilização das ligações que vendem para não afastar clientes.</p></blockquote>
<p>E porque afasta isso os clientes? Será porque as pessoas não querem ser vigiadas, não querem perder a sua privacidade?</p>
<blockquote><p>Paulo Santos admitiu ainda que o sector vai ter de se adaptar aos tempos digitais, mas que essa mudança deve ser feita “naturalmente” e não por força da pirataria.</p></blockquote>
<p>Não terá, por acaso, a pirataria aparecido “naturalmente”?</p>
<hr />Em suma, acredito que:</p>
<ul>
<li>A MAPiNET baseia-se em dados meramente especulativos, nunca os justificando com dados</li>
<li>A MAPiNET tenta passar a ideia de representar a “indústria da cultura”</li>
<li>A MAPiNET tenta ocultar o seu verdadeiro objectivo, <a href="http://paulasimoesblog.wordpress.com/2008/11/25/mapinet-movimento-nao-civico-movimento-execravel/">já</a>, <a href="http://conversasdobruno.blogs.sapo.pt/603381.html">exposto</a> <a href="http://bitaites.org/cromos/a-pirataria-e-ma-os-mafiosos-da-moralidade-tambem">anteriormente</a>, de tentar com que a aprovação do Pacote Telecoms seja feito <strong>sem a emenda 138</strong></li>
<li>A emenda 138 do Pacote Telecoms é fundamental para que os direitos consagrados pela Carta de Direitos Fundamentais da EU não sejam ignorados, como explicado <a href="http://www.programaslivres.net/2008/11/22/mobilizem-se-para-bloquear-a-resposta-gradual-do-sarkozy-no-conselho-europeu/">neste apelo</a></li>
</ul>
<p>Para que não fique nada por esclarecer, cito-vos a emenda 138 do Pacote Telecoms:</p>
<blockquote><p>aplicando o princípio de que nenhuma restrição pode ser imposta nos direitos e nas liberdades dos utilizadores finais, notavelmente de acordo com o artigo 11 da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia sobre a liberdade de expressão e informação, sem decisão anterior por autoridades judiciais, excepto quando ditado por força maior ou pelos requisitos para a preervação da integridade e segurança da rede, e sujeito a provisões nacionais da lei criminal impostas por razões de política pública, segurança pública ou moral pública.</p></blockquote>
<p>É isto que a MAPiNET quer retirar da Lei? O requisito de ser uma Autoridade Judicial a decidir em que casos os direitos e as liberdades dos cidadãos podem ser restritos? <strong>Eu digo NÃO.</strong></p>
<p><a title="autor" name="autor"></a><strong>Autor</strong>: <a href="http://mindboosternoori.blogspot.com">Marcos Marado</a> é Arquitecto de Serviços e músico, com presença relevante na comunidade portuguesa de autores web. O artigo é reproduzido sob a licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.5/pt/">CC-BY PT</a> original, que é menos restritiva que a licença geral desta publicação.</p>
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		<title>Musical dos guardanapos: Renova plagia filme americano (arquivo)</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 15:11:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cópia]]></category>
		<category><![CDATA[copyright]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[Renova]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/media/musical-dos-guardanapos-renova-plagia-filme-americano/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/renova.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="renova" /></a>A Renova retirou da conta do Youtube um video que ali tinha sido colocado no dia 3 de Outubro, com publicação no blogue da empresa, depois de ter sido inquirida sobre o facto de o seu anúncio ser uma cópia &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/musical-dos-guardanapos-renova-plagia-filme-americano/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="caps">A</span> Renova retirou da conta do Youtube um video que ali tinha sido colocado no dia 3 de Outubro, com publicação no blogue da empresa, depois de ter sido inquirida sobre o facto de o seu anúncio ser uma cópia de um video americano da Improv Everywhere.<br />
[ Versão para arquivo pessoal do artigo original, publicado no <a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&#038;op=view&#038;fokey=ex.stories/422537">Expresso Multimedia</a> em 11 de Outubro de 2008 ]<br />
<span id="more-4724"></span><br />
O anúncio, intitulado &#8220;Renova Musical&#8221; e anunciado como &#8220;<em>um happening em plena hora do almoço</em>&#8220;, é uma &#8220;<em>aposta em marketing de guerrilha</em>&#8220;, com o objectivo de &#8220;<em>chamar a atenção para a importância dos guardanapos</em>&#8220;, segundo a comunicação da Renova.<br />
É exactamente igual ao publicado pela Improv Everywhere &#8212; uma empresa de ideias e acontecimentos que, tanto quanto apurei até ao momento em que decidi publicar este artigo, não foi abordada e desconhece a existência desta cópia. A Improv Everywhere proibe a reprodução dos seus conteúdos e não usa, sequer, as licenças Creative Commons, que permitem cópias em determinadas circunstâncias. O seu impulsionador, Charlie Todd, diz que &#8220;<em>eles copiaram a letra, traduzida, a coreografia, os personagens e a música</em>&#8220;.<br />
O guião é igual: à hora da refeição num populoso centro comercial, faltam os guardanapos e a funcionária inicia uma sequência musical que se estende a outros personagens típicos daquele ambiente. A música é a mesma. Até a letra foi simplesmente traduzida e adaptada. A coreografia é idêntica. Quando vemos os dois videos, a principal diferença notada é que os cantores da versão da Renova desafiam bastante mais que os actores da versão original.<br />
Ao contrário do original, que credita os autores da música, os actores, o realizador do video e o coreógrafo, o anúncio da Renova não tem créditos. Nem sequer uma menção aos autores da ideia.<br />
Aguardo resposta ao contacto que efectuei junto da Renova. Aguardo também a aprovação do comentário que deixei no blogue onde o video esteve disponível e foi entretanto retirado. Mas sem grande esperança de obter uma resposta. Enquanto aguardo, aqui ficam os <em>links</em> úteis desta história e uma esclarecedora sequência de fotogramas que retirei dos dois videos.<br />
Imagens de marca: <a href="http://imagensdemarca.sapo.pt/radar/detalhes.php?id=1111">Renova aposta em marketing de guerrilha</a> (video do Renova)<br />
<a href="http://imagensdemarca.sapo.pt/radar/detalhes.php?id=1111">Renova Musical</a> (post no blogue da Renova; o video foi entretanto retirado e os comentários com perguntas nunca foram aprovados)<br />
<a href="http://improveverywhere.com/2008/03/09/food-court-musical/">Food Court Musical</a> (<em>post</em> original da Improv Everywhere, com o video e a sua explicação)<br />
<a href="http://urbanprankster.com/2008/10/portuguese-food-court-musical/">Portuguese Food Court Musical</a> (a denúncia, no site Urban Prankster &#8212; ligado à Improv Everywhere, ambas da responsabilidade da mesma pessoa, Charlie Todd)<br />
Reacções portuguesas até ao momento das publicação: Armando Alves, da agência DraftFCB, publicou no seu blogue pessoal uma crítica (<a href="http://www.asourceofinspiration.com/2008/10/11/food-court-copycat-musical/">link</a>) e Miguel Albano, da Lift Consulting, conta esta história pouco digna no blogue da empresa (<a href="http://notaboutyou.lift.com.pt/2008/10/quando-muito-tempo-e-tempo-a-mais/">link</a>).</p>
<p>Quanto aos fotogramas, escolhi os momentos principais. Do lado esquerdo, as imagens tirada do video original (que foi publicado em Março e já teve, só no YouTube, quase 2 milhões de visualizações). Do lado direito, o eventual plágio feito para a Renova.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1840" title="renova" src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/renova.jpg" alt="" width="490" /></p>
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		<title>Musical dos guardanapos: Renova apanhada a plagiar</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 18:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/media/musical-dos-guardanapos-renova-apanhada-a-plagiar/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/renova-teaser.png" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="renova-teaser" /></a>Esta é bem melhor seguir no Expresso Multimedia em vez de esperar pelo arquivo no Certamente!. A Renova foi apanhada a copiar ideias, letra, música e personagens de um clip, retirou o video do YouTube e não responde às perguntas. &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/musical-dos-guardanapos-renova-apanhada-a-plagiar/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/renova-teaser.png" alt="" title="renova-teaser" width="120" height="120" class="alignleft size-full wp-image-1847" align="left" /><span class="caps">E</span>sta é bem melhor seguir no <a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&#038;op=view&#038;fokey=ex.stories/422537">Expresso Multimedia</a> em vez de esperar pelo arquivo no Certamente!. A Renova foi apanhada a copiar ideias, letra, música e personagens de um clip, retirou o video do YouTube e não responde às perguntas.<br />
Fiz um elucidativo comparativo de fotogramas dos dois videos, o original e a cópia, além de novo exemplo de link journalism, com as pistas relevantes desta história que rebentou hoje. A não perder. <a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&#038;op=view&#038;fokey=ex.stories/422537">Musical dos guardanapos: Renova plagia filme americano</a></p>
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