Etiqueta futebol

João Pinto, o analista

Estou surpreendido. Vejo o programa de rescaldo de futebol no canal público e oiço um João Pinto, analista, muito bem. Nunca pensei — e suponho que a maioria dos portugueses estará tão surpreendida como eu. É a terceira vez que o apanho na função e já andava com vontade de o apreciar directamente, em vez e seguir o programa no seu todo.
Muito seguro a falar. Ideias precisas e claras sobre o jogo. Uma pitada de humor. Assume perfeitamente o seu actual lugar. Parece um homem sereno, de contas feitas com o seu (brilhante) passado de jogador. Não se lhe vê a saudade no olhar nem o paternalismo no discurso. Mesmo ao nível do vocabulário noto uma evolução inesperada — e digo inesperada não por João Pinto em si, com quem tive raro contacto e ainda numa fase inicial da sua carreira, mas pelo conhecimento genérico dos futebolistas que acumulei enquanto jornalista aplicado ao futebol.
É positiva esta migração de agentes do futebol para funções de análise e comentário.

Está bem,

O golo de Liedson é muito importante e admirável e tudo isso, mas aquela assistência de calcanhar de Derlei é que me encheu as medidas, que querem, eu gosto de futebol. A genialidade passou por ali.

Boa sorte, Carlos

Fui dos que reagiu mal à escolha de Carlos Queirós para seleccionador nacional pelos motivos que na altura expus (ele estava bem em Inglaterra, a FPF não mudou desde o episódio da sua saída).
A sua estreia há instantes, no Portugal, 5 – Ilhas Faroé, 0, correu bem. Dou o natural desconto ao facto de o adversário ser o que é. Gostei do que vi. O Carlos entrou bem. Marcou o seu espaço com calma e naturalidade. Não precisou de levantar a voz. Teve um conjunto de jogadores que o aceitaram logo sem pestanejar. Os que jogaram na estreia deram um sinal muito importante: trabalharam em campo, apesar de o desafio ser nada estimulante.
Os sinais positivos (na gíria diz-se: auspiciosos) não ganham fases de apuramento mas valem alguma coisa. Valem mais que os 5 golos, por exemplo.
Boa sorte, Carlos.

O desapontamento dos blogues de futebol

Ao dar uma volta prolongada sobre blogues de futebol sou tomado pelo desapontamento. É verdade que nalguns deles se escreve bem. Também li bloggers que sabem de futebol o suficiente para que os seus posts tenham interesse. Mas o que sobra no fim é a convicção de que todos eles gostavam era de escrever crónicas de futebol em A Bola ou Record e ser enviados especiais aos treinos na Luz e Alvalade.
Não que eu tenha alguma coisa contra. A ambição é legítima e, em alguns casos, justificada. LER CONTINUAÇÃO :.

A porcaria e o erro

Carlos Queirós foi esta sexta-feira apresentado como seleccionador nacional de Portugal pela Federação Portuguesa de Futebol.
Conheci Queirós ainda ele era um jovem turco a querer o seu lugar ao Sol e a precisar de entrevistas, isto bem antes de Riáde, da Luz, e Figo, Peixe e Rui Costa. Hoje, que o tem e que as dispensa, não conheço Queirós. Ou talvez reconheça o vaidoso a sobrepor-se ao ambicioso, para pena minha.
Sabendo-se, como é por demais evidente, que nada, RIGOROSAMENTE NADA, mudou no futebol português desde o tempo em que Queirós referiu, muito justamente, que a porcaria tinha de ser limpa da federação e do futebol português;
tendo em conta, como é confirmável ad nauseum, que os protagonistas do dirigismo desportivo são hoje RIGOROSAMENTE OS MESMOS que eram há 5, 10, 15, 20, 25 anos;
só posso concluir tratar-se de um monumental erro.
Oxalá me engane.

Força, Espanha!

Mesmo suspeitando que serei dos raros portugueses capazes de exprimir um apoio ao país vizinho, faço-o: força, Espanha! Ganhem o Europeu de futebol!
Logo a maioria dos portugueses estará a torcer pela Alemanha com argumentos espectaculares como “eu não gramo os sacristas alemães mas Espanha é que nunca”.
Assim sendo, e pondo-me apesar de tudo um furo acima deste argumentário invocando que os vizinhos são para as ocasiões, declaro o meu apoio à Espanha. Que seja mais uma vez a melhor equipa em campo e vença a competição.
(Outro argumento de grande calibre é: vinguem-nos! — mas não sei porquê, não vi ninguém invocá-lo).

Era

Era. A Alemanha não deixou. Com o seu futebol de eficácia, não menos interessante de ver. 3 remates à baliza, 3 golos. Precisam que vos diga mais alguma coisa?

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ACERCA
mini fotografia paulo querido Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (Mais)

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