Etiqueta jornalismo

Que conselho daria a alguém que pretende seguir comunicação e jornalismo?

P. Que conselho daria a alguém que pretende seguir comunicação e jornalismo?

R. Que pensasse 2 vezes em mudar de ramo. Se ainda assim sentir um apelo violento e tiver tremuras só de pensar que não será jornalista — considere-se um privilegiado tramado pelo destino e procure aprender o mais que puder sobre tecnologias de informação, alguma linguagem de programação (recomendo PHP), SEO, networking. Depois, faça um site/blog/oquequiser, ou junte-se a algum projecto inovador da área. Se preferir recorrer aos velhos meios… é um forte candidato ao desemprego ou, na melhor das hipóteses, à situação de fodido e mal pago.

Respondido originalmente aqui (o Formspring é engraçado!)

The Twitter Times, o seu jornal instantâneo

twittertimes

O conceito nada tem de extraordinário e vários outros sites permitem agregar e separar tweets e links de forma a extrair deles melhor informação. Mas a aproximação, a embalagem e sobretudo a simplicidade são os factores diferenciadores deste The Twitter Times, um serviço recentíssimo, que se anuncia como “um jornal personalizado em tempo real, gerado a partir da sua conta Twitter“. LER CONTINUAÇÃO :.

Papel do jornalista: dirigir a narrativa

jornalismo

Quais as razões para ter optado por uma carreira como freelancer e não por algo mais seguro estando vinculado a algum meio de comunicação?

Em 30 anos de carreira, tive vínculo a vários meios de comunicação em diferentes alturas. Sou free lancer há poucos anos: menos de 3. A razão tem mais a ver com questões do mercado do que com as minhas opções pessoais.

P – Quais as vantagens?

R – Maior liberdade de movimentos. Não estar sujeito aos ambientes fechados das redacções, onde as questões pessoais por vezes se sobrepõem às razões editoriais.

P – E as desvantagens? LER CONTINUAÇÃO :.

Manifesto Internet: como o jornalismo funciona hoje. 17 constatações

manifestointernet

A história do Manifesto Internet é daquelas coisas que só acontecem na Internet. Reagindo ao que consideram ser um equívoco (escolha de palavra minha) por parte dos proprietários de grupos de media europeus, a Declaração de Hamburgo, um grupo de jornalistas alemães decidiu redigir conjuntamente um manifesto.
Publicaram-no como mandam as regras da rede: com uma licença Creative Commons 3.0 — uma espécie de tomem lá, usem, distribuam, isto é de todos mas de nenhum.
Publicaram-no na segunda-feira, dia 7. Jeff Jarvis “tweetou”: Leading innovators in German journalism issue an internet manifesto.
Em poucas horas sucedeu o inevitável. O meio ambiente reticular premeia o que é bom, positivo ou marcante. Veio a versão inglesa. Seguiu-se a francesa. A espanhola. A italiana. A francesa. E a portuguesa. Tudo isto antes de terça-feira, dia 8, terminar.
Talvez a portuguesa tenha vindo antes da italiana. Isto não é uma corrida. LER CONTINUAÇÃO :.

Joel Neto e o YouTube

arvoresmorrendo

Crédito da foto: jemasmith (via Flickr)

Joel Neto escreveu no Diário de Notícias, na sua “Crónica de TV”, que “enquanto ninguém regular o YouTube, crimes como este continuarão a ser praticados todos os dias” (ver João Malheiro e as loiras)
Eu concordo quando Joel Neto escreve: “Os palavrões não interessam. O marialvismo ainda menos. Onde quer que haja dois homens sozinhos e duas loiras desfilando em frente, as possibilidades de haver marialvismo e palavrões são grandes (em todas as actividades, em todas as classes sociais, em todas as idades)“.
Admito que os palavrões e o marialvismo incomodem tantas e tantos, mas concordo: não é coisa a que ligar por aí além e eu não o faço.
Mas lamento a frase seguinte: “O que esta história nos mostra, principalmente, é que o YouTube precisa de regulação. E que, enquanto ninguém o regular, crimes como este (o da exposição de uma conversa privada, entre outros) continuarão a ser praticados todos os dias um pouco por todo o mundo.
Não, a história não mostra tal coisa, nem mesmo secundariamente.
Em primeiro lugar, o YouTube não precisa de regulação. Já a tem. Bastava uma palavra da SIC e o video era retirado.
Em segundo lugar, a regulação do Youtube não evitaria este “crime” (meto aspas nisso, evidente). A única forma de impedir que as pessoas partilhem videos deste género no YouTube é impedir que as pessoas partilhem videos no YouTube.
Em terceiro lugar, o que Joel Neto resolve é colocar o ónus na pistola e branquear quem a disparou. (Regular as pistolas impediu os assassinatos, Joel?)
O que a história mostra é que persiste na classe jornalística portuguesa um elevado grau de desconhecimento sobre a natureza, as práticas e o dia a dia das redes sociais.
Podemos enfeitar as crónicas do Joel Neto, do Miguel Sousa Tavares e de tantos outros com um botão de partilha por baixo e uma caixa de comentários, a modernidade fake e pirosa.
Mas não podemos meter conhecimento do ecosistema reticular naquelas cabeças. Preferem manter os preconceitos da Idade Média dos anos 90: ladrões, vigaristas, prostitutas, criminosos, psicopatas e doentes vagueiam pelas noites escuras da Internet em busca de sangue, engates, pilhagens. E adoram efabular-se como as vítimas preferenciais de tal súcia.
As árvores morrem de pé e assim.

 

Nota: fui colega do Jorge Baptista e custa-me, naturalmente, vê-lo passar por este triste episódio. Shit happens. Vejo em José Augusto Marques um bom profissional e não tenho uma ideia sobre João Malheiro, à parte recordar o seu vozeirão.

Why is aged news better than… real news?

Why is aged news better than… real news?” pergunta o “repórter” do Daily Show a uma editora em pleno coração do The New York Times. A peça foi para o ar ontem, 10 de Junho, e merece ser vista — em especial pelos envolvidos na indústria dos jornais.

The Daily Show With Jon Stewart Mon – Thurs 11p / 10c
End Times
www.thedailyshow.com
Daily Show
Full Episodes
Political Humor Newt Gingrich Unedited Interview

European Charter on Freedom of the Press

logo

Certamente! acaba de subscrever a European Charter on Freedom of the Press.
Reproduzo abaixo os artigos, certo de que quando falamos em jornalismo, é da actividade que falamos em geral, e não apenas das indústrias que a suportaram no século XX.

Freedom of the press is essential to a democratic society. To uphold and protect it, and to respect its diversity and its political, social and cultural missions, is the mandate of all governments.

Censorship is impermissible. Independent journalism in all media is free of persecution and repression, without a guarantee of political or regulatory interference by government. Press and online media shall not be subject to state licensing.

The right of journalists and media to gather and disseminate information and opinions must not be threatened, restricted or made subject to punishment.

The protection of journalistic sources shall be strictly upheld. Surveillance of, electronic eavesdropping on or searches of newsrooms, private rooms or journalists’ computers with the aim of identifying sources of information or infringing on editorial confidentiality are unacceptable.

All states must ensure that the media have the full protection of the law and the authorities while carrying out their role. This applies in particular to defending journalists and their employees from harassment and/or physical attack. Threats to or violations of these rights must be carefully investigated and punished by the judiciary.

The economic livelihood of the media must not be endangered by the state or by state-controlled institutions. The threat of economic sanctions is also unacceptable. Private-sector companies must respect the journalistic freedom of the media. They shall neither exert pressure on journalistic content nor attempt to mix commercial content with journalistic content.

State or state-controlled institutions shall not hinder the freedom of access of the media and journalists to information. They have a duty to support them in their mandate to provide information.

Media and journalists have a right to unimpeded access to all news and information sources, including those from abroad. For their reporting, foreign journalists should be provided with visas, accreditation and other required documents without delay.

The public of any state shall be granted free access to all national and foreign media and sources of information.

The government shall not restrict entry into the profession of journalism.

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ACERCA
mini fotografia paulo querido Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (Mais)

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