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	<title>Certamente! &#187; jornalismo</title>
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	<description>O amor é uma vida dentro da vida</description>
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		<title>A outra face da moeda (Pirataria informática &#8211;  a eterna história mal contada) (mais 1 link)</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 09:59:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leituras]]></category>
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		<description><![CDATA[Notícias e artigos seleccionados nas últimas horas: A outra face da moeda (Pirataria informática: a eterna história mal contada) fonte: partidopiratapt.eu O Partido Pirata Português tem muito para andar. E também está coberto de razão neste ponto: o jornalismo é incapaz de ir além do que a indústria estabelecida lhe dita. &#34;No passado dia 26 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Notícias e artigos seleccionados nas últimas horas:</p>
<p><a href='http://partidopiratapt.eu/arquivos/909'><img src='http://www.google.com/s2/favicons?domain=partidopiratapt.eu'> A outra face da moeda (Pirataria informática: a eterna história mal contada)</a><br/> <span style='font-size:85%; color:grey;'> fonte: partidopiratapt.eu </span><br/> O Partido Pirata Português tem muito para andar. E também está coberto de razão neste ponto: o jornalismo é incapaz de ir além do que a indústria estabelecida lhe dita.</p>
<p> &quot;No passado dia 26 de Junho, o programa Falar Global da SIC Noticias focou-se no tema da “Pirataria Informática”, onde se esperaria uma abordagem jornalística mais abrangente que debatesse todos os pontos de vista sobre este vasto tema. A realidade seria um pouco diferente.</p>
<p> A peça começa com uma propaganda americana indicando que a realização de “downloads ilegais” resulta na escassez de dinheiro para pagar os empregos dos que participam na criação de filmes.</p>
<p> É realmente muito nobre e comovente, mas esquecem-se de explicar como se realiza a substituição da experiência de ida ao cinema com o download. As muitas lotações esgotadas e os orçamentos cada vez maiores parecem contradizer estas afirmações, mesmo em altura de crise onde surgem filmes que<br/></p>
<p><a href='http://www.publico.pt/Tecnologia/a-internet-deixanos-mais-inteligentes_1445569'><img src='http://www.google.com/s2/favicons?domain=www.publico.pt'> Don Tapscott: A Internet deixa-nos mais inteligentes</a><br/> <span style='font-size:85%; color:grey;'> fonte: www.publico.pt </span><br/> Na sua pesquisa não encontrou nenhuma consequência negativa do uso das tecnologias?</p>
<p> Há todo o tipo de problemas. Os jovens precisam de equilíbrio e às vezes perdem-no. A minha mulher é portuguesa e está a visitar família aqui. Um dos miúdos joga videojogos 40 horas por semana. É demasiado. A privacidade também é outro problema. Os jovens expõem demasiada informação.<br /> &#8230;<br /> Acha que esta mudança vai acontecer quando esta geração for mais velha e estiver em posição de poder ou acontecerá antes disso?</p>
<p> Já há tensão. Há uma barreira geracional em muitas instituições. Por exemplo, nos locais de trabalho. Quando os jovens chegam ao mercado de trabalho, têm na mão ferramentas melhores do que as que existem nos governos e nas empresas. Têm toda uma cultura de colaboração. E nós o que fazemos? Fechamo-los em cubículos e tratamo-los como o Dilbert [o personagem criado pelo cartoonista Scott Adams]. Banimos as ferramentas que tê<br/></p>
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		<title>Infográfico genial do New York Times sobre o Mundial comentado no Facebook</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 21:54:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Graças ao José Manuel Fernandes, vi este infográfico genial do New York Times sobre o Mundial comentado no Facebook. Permite perceber de que jogadores mais se falou no Facebook em cada dia da competição. Veja abaixo e clique para o disfrutar na plenitude no site do NYT.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Graças ao <a href="http://twitter.com/JMF1957">José Manuel Fernandes</a>, vi <a href="http://www.nytimes.com/interactive/2010/07/02/sports/soccer/facebook-worldcup.html?hp">este infográfico</a> genial do New York Times sobre o Mundial comentado no Facebook. Permite perceber de que jogadores mais se falou no Facebook em cada dia da competição.</p>
<p>Veja abaixo e clique para o disfrutar na plenitude no site do NYT.</p>
<p><a href="http://www.nytimes.com/interactive/2010/07/02/sports/soccer/facebook-worldcup.html?hp"><img src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2010/07/nyt-facebook-mundial.jpg" alt="" title="nyt-facebook-mundial" width="500" height="343" class="aligncenter size-full wp-image-5382" /></a></p>
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		<title>Problemas dos filtros informáticos: no melhor Google cai a nódoa</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 09:26:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Os filtros informáticos são imprescindíveis para fazer face a tamanhas quantidade de informação na rede &#8212; e a aumentaram diariamente. Mas os filtros informáticos apresentam problemas. No melhor, o Google, cai a nódoa: num filtro que tenho para &#8220;privacidade&#8221; saiu-me a fava de um site de tunning. É por estas e por outras que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os filtros informáticos são imprescindíveis para fazer face a tamanhas quantidade de informação na rede &#8212; e a aumentaram diariamente. Mas os filtros informáticos apresentam problemas. No melhor, o Google, cai a nódoa: num filtro que tenho para &#8220;privacidade&#8221; saiu-me a fava de um site de tunning.</p>
<p>É por estas e por outras que a filtragem humana do que acontece &#8212; algo que fora da web dá pelo nome de &#8220;jornalismo&#8221; &#8212; é cada vez mais necessária.</p>
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		<title>Uma pergunta ao jornalista Tiago Dória, a não perder</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 09:55:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[micro-financiamento]]></category>
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		<description><![CDATA[A publicação Uma pergunta por dia arrancou ontem, dentro do prazo previsto. Hoje apresenta uma pergunta ao jornalista Tiago Dória, acerca do futuro dos processos jornalísticos. A não perder. O primeiro dia do projeto correu bem. Já teve subscritores, o que era uma grande incógnita. Espero que entre os leitores do Certamente! mais alguns queiram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A publicação <a href="http://www.umaperguntapordia.com/">Uma pergunta por dia</a> arrancou ontem, <a href="http://pauloquerido.pt/pessoal/uma-pergunta-por-dia-nova-micro-publicacao-estreia-esta-quinta-feira/">dentro do prazo</a> previsto.  Hoje apresenta uma pergunta ao jornalista Tiago Dória, acerca do futuro dos processos jornalísticos. A não perder.</p>
<p>O primeiro dia do projeto correu bem. Já teve subscritores, o que era uma grande incógnita. Espero que entre os leitores do Certamente! mais alguns queiram micro-financiar a produção de um conteúdo de qualidade. Basta subscreverem. Tudo explicado no <a href="http://www.umaperguntapordia.com/p/acerca.html">acerca</a>. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>De onde surgiu o meu interesse pelo jornalismo?</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 14:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Fica aqui, para efeito de arquivo, uma entrevista comigo, feita por José Miguel Fernandes e publicada em Abril no blog Cultura Activa. 1- De onde surgiu o seu interesse pelo jornalismo? E pelas novas tecnologias? Eu não tinha propriamente um interesse específico no jornalismo. Surgiu-me como uma hipótese de trabalho preferencial, uma vez que tinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fica aqui, para efeito de arquivo, uma entrevista comigo, feita por José Miguel Fernandes e publicada em Abril no blog Cultura Activa.</p>
<p><em>1- De onde surgiu o seu interesse pelo jornalismo? E pelas novas tecnologias?</em></p>
<p>Eu não tinha propriamente um interesse específico no jornalismo. <span id="more-5130"></span> Surgiu-me como uma hipótese de trabalho preferencial, uma vez que tinha a ver com escrita. Eu treinava muito a escrita, quando adolescente. Trabalhei pela primeira vez num jornal em 1978. Era &#8220;A Nação&#8221; e, entre outros, conheci lá o Carlos Pinto Coelho e o José Eduardo Moniz. Mas eu era então estafeta &#8212; pau para toda a obra dentro de uma redacção. Publiquei aí os meus 2 primeiros artigos pela mão do editor de Cultura, que era o João Alves da Costa (jornalista muito tempo ligado a A Bola). Mas só fui jornalista-estagiário dois anos depois, na Gazeta dos Desportos.</p>
<p>Já com as novas tecnologias foi diferente. Comecei por ter aversão, ainda jovem, mas um anúncio no extinto Se7e &#8212; Sinclair, o poder do computador ao seu alcance &#8212; intrigou-me. Comprei um Spectrum e percebi de imediato o poder que a informática iria ter sobre a informação, a minha área. Nunca mais parei de aprofundar conhecimentos.</p>
<p><em>2- Exerceu durante muitos anos a profissão de jornalista, sendo actualmente consultor. De todo o seu percurso profissional, que momento destaca como o que lhe deu maior satisfação pessoal?</em></p>
<p>Não consigo isolar um, mas cinco. E não conto os prémios, que são sempre momentos de satisfação.</p>
<p>Na Gazeta dos Desportos, como em todos os jornais, fazíamos as classificações do futebol à mão, com uma calculadora perto. Eu e um amigo escrevemos um programa em BASIC que reduziu essa tarefa de 3 a 4 horas para menos de 30 minutos. Isto passou-se no início da década de 80.</p>
<p>Ainda no Diário Popular, uma reportagem minha que foi manchete, sobre um miúdo baleado enquanto brincava, levou o então Primeiro Ministro Cavaco Silva a chamar-nos aos dois &#8212; a mim e ao miúdo &#8212; a São Bento. Cavaco Silva interessou-se pela história e quis ajudar o miúdo de alguma forma. Eu fui por arrasto, claro. A satisfação esteve em ver a cara de feliz do rapaz quando recebeu a prenda do PM.</p>
<p>Já no Expresso, fiz uma entrevista a um velejador português em pleno Oceano Pacífico &#8212; João Cabeçadas &#8212; usando a CompuServe, uma das redes comerciais que então proporcionavam alguns serviços em cima da Internet. Um colega &#8212; o Norberto Santos, então da Lusa e nosso colaborador &#8212; ficou fascinado com a CompuServe porque permitia acesso aos jogos e classificações da NBA, que ele cobria para o Expresso; habitualmente só tinha informação 2 dias depois, e de forma irregular &#8212; dependia do tráfego que circulasse entre agências, quando a linha era ocupada por muito noticiário a NBA ficava para trás. Nesse tempo as linhas por onde circulavam as notícias eram poucas e muito limitadas. O Norberto e eu fizemos um brilharete e o Expresso passou a dar regulamente e sem problemas os resultados da NBA. E depressa passámos a recolher mais informação desportiva por ali.</p>
<p>Outro momento alto no Expresso: introduzi no jornal a infografia feita por computador. Fomos precursores no caderno de Desporto. Chegámos a ter capas com infografias produzidas exclusivamente em computador (usava o CorelDRAW! sobretudo). Não continuei porque o meu interesse era apenas o de abrir as portas para a inovação; o Expresso contrataria mais tarde infografistas, além de ter formado alguns.</p>
<p>E o quinto momento alto: quando, no Público, há cerca de um ano, o António Granado e o José Manuel Fernandes aceitaram a minha proposta para um dossiê total sobre as eleições. O dossiê tinha tudo, desde os resultados das sondagens até à avaliação das citações dos candidatos, com os resultados em gráficos, até à recolha das notícias sobre as eleições, produzidas quer pelo Público quer pelos outros jornais (até hoje nenhum jornal português teve coragem de fazer sistematicamente links para o noticiário dos concorrentes), até à recolha dos blogues e das redes sociais.</p>
<p><em>3- Como vê a situação actual do jornalismo em Portugal? Quais são as principais diferenças desde que iniciou a sua actividade profissional?</em></p>
<p>O jornalismo atravessa um momento de desorientação em Portugal, como de resto em praticamente todo o mundo. Essa desorientação prende-se com a economia da actividade, em primeiro lugar, mas também com o propósito da profissão, que tem de acompanhar a situação das novas &#8220;audiências&#8221;.</p>
<p>Noto 3 grandes diferenças para o meu tempo.<br />
1: os jornalistas são hoje em geral melhor formados em termos académicos.<br />
2: O acesso à profissão está mais difícil: é preciso cumprir períodos de estágio não remunerado longos.<br />
3: a investigação é hoje mais difícil de efectuar, sendo que se pede ao jornalista um ritmo de produção que não se compagina com aprofundar as diligências inerentes à investigação.</p>
<p><em>4- Como define a actual situação cultural de Portugal? O que faria para impulsionar a cultura?</em></p>
<p>Defino-a como adequada, ou talvez até sobre-dimensionada para o país que somos, com um excesso de oferta. Só públicos sensibilizados se tornam em consumidores culturais, pelo que eu, sendo poder, investiria na educação, formação e sensibilização desde o jardim de infância. Mas admito que a minha seja uma perspectiva demasiado banal do assunto, que não é propriamente dos que mais me interessam.</p>
<p><em>5- Se pudesse escolher uma pessoa para governar Portugal, quem seria?</em></p>
<p>José Sócrates. Ainda.</p>
<p><em>6- Fale-nos um pouco dos seus gostos culturais, nomeadamente no cinema, literatura, música, etc</em></p>
<p>Sou um tanto eclético. No cinema é verdade que já passei a fase intelectual e hoje prefiro as produções comerciais. Aprecio os actores e realizadores americanos e sigo algumas carreiras. Da literatura estou um pouco distante agora. Leio sobretudo livros de não-literatura: investigação, pesquisa, tecnologia. O mais perto da literatura que ando é quando leio alguma biografia. O romance nunca foi o meu forte &#8212; exceto a ficção científica, que devorei em larga escala até há uns anos atrás. Na música o meu ecletismo chega a ser doloroso <img src='http://pauloquerido.pt/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Gosto de rock, hard-rock e rock sinfónico dos anos 70-80, mastigo alguma pop, tendo a ouvir mais música clássica ultimamente (já venho tarde para um sistematização de autores, vou apreciando) &#8212; mas fã, a música a que chamo minha, é o jazz, são os blues, e é a pop electrónica.</p>
<p><em>7- Que área cultural destaca em Portugal?</em></p>
<p>A principal área cultural em Portugal é a cultura popular, que se desenvolve fora dos principais eixos comunicacionais em que giram as elites, que a consideram muito justamente desagradável. Contudo, ela é a mais pujante actividade, sendo tão forte que já cativou recursos antes dedicados às áreas para elites e burguesias, como a televisão.</p>
<p>A cultura popular não fornecerá obra de relevo, claro. Mas ao menos alicercou uma actividade industrial que fomenta algum emprego cultural. E as áreas elitistas, por alguma razão que desconheço, também não têm produzido nada que jeito tenha. As nossas elites científicas são mais produtivas.</p>
<p><em>8- A nível jornalístico, quais as grandes diferenças para si entre Portugal e o resto da Europa(França, Alemanha, Reino Unido, Itália). Portugal fica atrás do resto dos países?</em></p>
<p>Penso que falta a Portugal a massa crítica capaz de justificar a manutenção de um jornalismo de qualidade ao nível da Alemanha e do Reino Unido. Estou demasiado distante do dia a dia dos outros países para me atrever a uma opinião, por simples que seja.</p>
<p><em>9- Muito do seu trabalho foi desenvolvido à volta da internet. Como vê actual a importância da internet? E para o futuro, onde podemos chegar a nível de comunicação?</em></p>
<p>A importância da Internet é mensurável de 2 formas. Pelo destaque que obtém na sociedade, visto através do peso nos media: neste aspecto, tenderá a diminuir de importância à medida que se vulgariza. Quanto à importância que tem para as nossas vidas, tem vindo a aumentar e vai continuar. A diferença é que dentro de um par de anos deixaremos de falar dela como o temos feito: passará a estar no mesmo patamar que a rede telefónica ou a rede viária.</p>
<p>Para o futuro breve, teremos os objectos ligados: o meu frigorífico ligado à minha conta no supermercado, o meu automóvel ligado<br />
aos circuitos das estradas e do estacionamento. Mais à frente os objectos comunicarão com cada vez maior autonomia. </p>
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		<title>Caso da notícia falsa do adepto &#8220;morto&#8221;, ou o problema da cadeia cega</title>
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		<pubDate>Sat, 15 May 2010 00:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O caso estoirou na tarde de sexta-feira em Lisboa, quando um jornal de referência deu uma notícia citando um canal de televisão de um clube de futebol e onde se avançava a morte de um adepto desse clube na sequência de confrontos na cidade do seu principal rival. Enquanto alguns leitores críticos de jornais (sim&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O caso estoirou na tarde de sexta-feira em Lisboa, quando um jornal de referência deu uma notícia citando um canal de televisão de um clube de futebol e onde se avançava a morte de um adepto desse clube na sequência de confrontos na cidade do seu principal rival. Enquanto alguns leitores críticos de jornais (sim&#8230; há disso&#8230;) desconfiavam, os jornalistas dos outros jornais  retransmitiam a notícia sem a confirmar.<br />
<span id="more-5117"></span><br />
Há aqui um problema, claro. É o problema da cadeia cega: ao contrário desse punhado de <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1888222.html">leitores críticos</a>, que aliás os jornalistas historicamente se esforçaram por ignorar, os jornalistas confiam uns nos outros. É um automatismo: quando o Público dá uma notícia em que no antetítulo tem a palavra &#8220;confirmado&#8221;, eu automaticamente confio que o jornalista, ou jornalistas do Público confirmaram eles próprios a informação &#8212; e elimino as dúvidas que eventualmente a fonte citada me levantaria. </p>
<p>Não tem nada de mal. Ou por outra, desculpem o tempo verbal, atribuível à minha longa relação com esta indústria: não teve nada de mal durante décadas. As décadas em que o punhado de leitores críticos não tinha forma de se fazer ouvir &#8212; e se por acaso um deles conseguia chegar a um jornal concorrente, era demasiado tarde, transformava-se numa batalha entre jornais, morria aí. As décadas em que a lentidão da circulação da informação funcionava como uma espécie de manto sobre os erros cometidos no dia a dia das Redacções.</p>
<p>Na verdade, e como diz o Marco Santos em <a href="http://bitaites.org/cromos/futeboladas/uma-derrota-para-todos">uma derrota para todos</a>, &#8220;cometi o erro de «confiar»&#8221;. Por muito que os jornalistas, a começar pelos que têm maiores responsabilidades nas Redacções, e até direcções, não gostem, esta é uma verdade que enfrentam. Há cada vez mais razões para não confiar nas informações que saem dos jornais.</p>
<p>A explicação do Marco Santos (que é jornalista) colhe em parte, no meu entender: &#8220;<em>este é o resultado do crescente desinvestimento nas redacções</em>&#8221; diz.</p>
<p>É pois. Sobretudo nas redacções &#8220;do online&#8221;, que em Portugal é o parente pobre dos jornais, rádios e televisões, para não dizer o parente temido, até odiado pelas administrações e em especial por antigos capitães da indústria do jornalismo. É mesmo assim, de resto, que dizem: &#8220;do online&#8221;, com toda a carga pejorativa com que ouvi &#8212; e ainda ouço, de directores de jornais que se gabam a si próprios de referências &#8212; camaradas meus insultarem &#8220;os do desporto&#8221;.</p>
<p>Mas não é só. É preciso juntar-lhe mais razões.</p>
<p>No melhor pano cai a nódoa, ainda hoje. E continuará a cair. Porque o tempo, se era aliado do jornalista atirando os seus erros para debaixo do tapete, tornou-se agora seu inimigo. A velocidade a que hoje a informação circula ajuda ao erro. Destapar as redacções já é mau, substituir o pouco pessoal treinado em garantir e confirmar por novatos impreparados, é precisamente o oposto do que os tempos aconselham. Aqueles jornalistas rezingões, chatos como a potassa, que dizem aguenta aí e <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1886986.html?view=21032458#t21032458">fazem mais um telefonema</a>, davam bem mais jeito do que os pintos de aviário desejosos de brilhar &#8212; para o patrão, não para o leitor, que não sabem ainda quem é.</p>
<p>Depois há a outra história. A cadeia cega tem abrir os olhos. Os leitores, em especial aquele grupinho de críticos, são aliados da boa informação. Não são inimigos. Se quiserem, olhem para eles como os mineiros para os canários na mina. Se quiserem, olhem para eles como divindades e ofereçam-lhes travessas de fruta. Não me importa &#8212; desde que os ouçam, os levem em consideração. Os incluam no processo colectivo que é o jornalismo moderno.</p>
<p>Enquanto nas redacções portuguesas se tratar o leitor &#8220;do online&#8221; exclusivamente como o idiota útil que dá pageviews e clica nos anúncios, comenta (dá conteúdos de borla! E mais pageviews!) e bloga e envia fotografias (mais conteúdo grátis, miam!) e não se aprender nada com os seus gostos, gestos e tendências; enquanto não se recompensar <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1888222.html">o leitor exigente</a>, estarão as marcas de jornalismo a dar mais tiros nos seus pés.</p>
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		<title>Novas regras para o trabalho e as relações profissionais (no jornalismo)</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 14:07:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[relações de trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Um incidente passado com um novo jornalista fez-me reflectir. A geração que ora entra num mercado de trabalho extremamente flexível, onde as relações com os empregadores não têm tempo de solidificar, pode tornar-se mais solidária entre si. Ou pelo menos mais leal. As relações verticais perderão importância? Não estou certo, mas parece-me que sim (a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um incidente passado com um novo jornalista fez-me reflectir. A geração que ora entra num mercado de trabalho extremamente flexível, onde as relações com os empregadores não têm tempo de solidificar, pode tornar-se mais solidária entre si. Ou pelo menos mais leal.</p>
<p>As relações verticais perderão importância? Não estou certo, mas parece-me que sim (a reflexão é essa). Desde logo, porque em grande medida não chegam a estabelecer-se. Não passam de vínculos contratuais.</p>
<p>Num quadro assim, as relações entre trabalhadores dos mesmos ofícios ou similares sobressaem. Até porque se forjam na maior parte dos casos em ambientes diferentes do que antes sucedia: a confraternização entre pares passou da cafetaria ou da Redacção, onde se fazia o grosso dos novos conhecimentos e da socialização, para as redes sociais, onde hoje conhecemos grande parte, senão a maioria, das pessoas, em especial as com quem temos afinidades, incluindo as da profissão.</p>
<p>O incidente deixou-me a reflectir. Há 10, 20, 30 anos a troca de palavras não teria tido lugar: a lealdade do jornalista mais novo iria para a marca que o abriga e não se incomodaria em dar cavaco ao camarada. Assumiria, se fosse preciso, um choque. Mas agora não lhe passou tal coisa pela cabeça. O que lhe passou pela cabeça foi esclarecer um possível mal entendido entre (de alguma maneira) pares, blindando com grande profissionalismo a passagem de informações que pudessem ser consideradas pertinentes num eventual conflito de interesses entre marcas de jornalismo antagónicas.</p>
<p>Sem colocar em causa o vínculo, para mais recém-adquirido, o jornalista cuidou de manter aberta e limpa a porta da relação com o seu par.</p>
<p>Espero que seja uma tendência e não um caso isolado, mas será pensamento positivo da minha parte? Que tendes a dizer, caro leitor?</p>
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		<title>Cebrián: &#8220;cabe-nos perguntar é que tipo de jornalismo queremos ter na rede&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 16:03:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Luis Cebrián]]></category>

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		<description><![CDATA[Não dá para resistir a republicar algumas frases de Juan Luis Cebrián sobre O jornalismo e o fim dos jornais, como aperitivo para a leitura atenta da entrevista que o Observatório da Imprensa brasileiro reproduz do Estado de S.Paulo, 17/4/2010; título original &#8220;As teclas de Juan Luis Cebrián, fundador do El País&#8221;. Ah, a isenção!&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não dá para resistir a republicar algumas frases de Juan Luis Cebrián sobre <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=586IMQ007">O jornalismo e o fim dos jornais</a>, como aperitivo para a leitura atenta da entrevista que o <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br">Observatório da Imprensa</a> brasileiro reproduz do Estado de S.Paulo, 17/4/2010; título original &#8220;As teclas de Juan Luis Cebrián, fundador do El País&#8221;.</p>
<p>Ah, a isenção!&#8230;</p>
<blockquote><p>&#8220;O envolvimento da imprensa com a política é um fenômeno antigo. O que é novo é a instantaneidade, a globalidade e a capacidade de transmissão de dados que, por si só, configura um poder fabuloso.&#8221;</p></blockquote>
<p>Lá como cá (e alguém devia reflectir sobre isso):</p>
<blockquote><p>&#8220;Na Espanha, a rede está ocupada pela extrema direita, que é sempre muito cáustica. Os chamados <em>confidenciales</em>, pretensamente noticiosos, são blogs que mentem, caluniam, sabotam, sem qualquer apuração.&#8221;</p></blockquote>
<p>Fim &#8220;destes&#8221; jornais:</p>
<blockquote><p>Os jornais, tal como os conhecemos, se acabaram. Adiós&#8230; (<em>diz em tom teatral, balançando no ar um exemplar do </em>El País). Não significa dizer que deixarão de existir. Esse adiós resulta tão somente da constatação de que os impressos pertencem à sociedade industrial, e não estamos mais nela</p></blockquote>
<p>Umbigo e ego? Pobre blogs, aprendizes de feitiçeiro&#8230;</p>
<blockquote><p>Nós continuamos a fazer jornais como se fôssemos o centro do mundo. Obama ganhou as eleições porque teve dois ou três editoriais favoráveis no <em>New York Times</em> ou porque contou com uma avassaladora campanha na internet? Creio que já me livrei da dúvida de se a internet é uma ameaça ou uma oportunidade.</p></blockquote>
<p>Sobre o acordo ortográfico:</p>
<blockquote><p>Fez muito bem o Brasil em estabelecer um acordo ortográfico que unifica a língua, pois se há 190 milhões de brasileiros, há outros tantos milhões de falantes do português em lugares como Angola, Moçambique, Macau ou Portugal mesmo, totalizando um mercado linguístico imenso. Vejo como uma boa oportunidade o Brasil globalizar suas publicações não só para o mundo que fala português, mas estendendo também ao mundo que fala espanhol.<strong> Se temos alguma dificuldade para entender o que vocês falam, não temos para ler o que vocês escrevem</strong>. E há uma cultura em comum. Sempre digo que Portugal não se separou da Espanha, somente da Galícia. E fez bem (<em>ri</em>).</p></blockquote>
<p>E a jóia da coroa:</p>
<blockquote><h2><em>Gastamos horas e horas de discussão para saber se devemos ou não cobrar por nossos conteúdos na internet ou oferecê-los de graça. A esta altura do jogo, me parece uma pergunta sem sentido. O que nos cabe perguntar é que tipo de jornalismo queremos ter na rede. Não está claro.</em></h2>
</blockquote>
<p>Areia:<br />
Penso que avestruzes  já só restam no quintal português. Ignorem-nas e leiam <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=586IMQ007">O jornalismo e o fim dos jornais</a>.</p>
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		<title>O que é um jornalista programador?</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 09:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista programador]]></category>

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		<description><![CDATA[Um(a) jornalista programador é um jornalista versado em ferramentas informáticas, hábil na detecção, edição e publicação de tendências e que sabe quais as bases de dados, como as interrogar e formatar as respostas, sempre que ela/ele é chamado a explicar ou a ajudar a compreender o que aconteceu. É errado associar à publicação digital em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um(a) jornalista programador é um jornalista versado em ferramentas informáticas, hábil na detecção, edição e publicação de tendências e que sabe quais as bases de dados, como as interrogar e formatar as respostas, sempre que ela/ele é chamado a explicar ou a ajudar a compreender o que aconteceu.</p>
<p>É errado associar à publicação digital em rede o mesmo léxico e os mesmos compartimentos da Imprensa. O artigo deixou de ser a unidade. As publicações digitais dividem-se em três áreas, ou palavras-chave se preferirem. São elas: Boca de Incêndio, Tendência e Memória (Firehose, Trend and Memory).</p>
<p>Ler desenvolvimento em <a href="http://pauloquerido.com/bits/the-new-era-of-digital-news-publication-answers-the-question-what-is-a-journalist-programmer/">The new era of digital news publication (answers the question: what is a journalist programmer?)</a></p>
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		<title>Indústria do jornalismo: é ordenhar a vaca até ao fim e adeus</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 16:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[Jarvis]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Murdoch]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre que falo em público sobre o jornalismo online ou com editores e directores acabo repetindo: mas *ninguém* é obrigado a ir para a rede, uma boa opção é espremer o negócio do papel até ao fim e depois partir para outra &#8212; sei lá, vender time-sharing em Vilamoura. Mais: estou convicto que este é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que falo em público sobre o jornalismo online ou com editores e directores acabo repetindo: mas *ninguém* é obrigado a ir para a rede, uma boa opção é espremer o negócio do papel até ao fim e depois partir para outra &#8212; sei lá, vender <em>time-sharing</em> em Vilamoura.</p>
<p>Mais: estou convicto que este é o pensamento de alguns, se não muitos, dos executivos da indústria do jornalismo por todo o mundo. Quantos deles têm realmente o coração no jornalismo? Para a maioria o jornalismo não é, apenas, mais um negócio como qualquer outro?</p>
<p>Claro que ficará mal a algum diretor de jornal assumir isto &#8212; mas eu não dirijo, sou independente e posso dizê-lo sem receio de prejudicar o meu negócio. Posso inclusivé dizer que alguns em Portugal já estão a fazê-lo: barricaram-se o mais que puderam nas suas trincheiras, mantém o online pela questão da visibilidade da marca, e vão fazendo planos para o fim. Não tem problema &#8212; desde que o façam transparentemente e informem os trabalhadores.</p>
<p>Jeff Jarvis acaba de dizer o mesmo acerca de Rupert Murdoch e a sua solução de paywall: &#8220;<em>Murdock vai ordenhar a sua cash cow um litro de cada vez, espremendo-a, deixando para a sua descendência um aninal seco e moribundo, os restos do seu anteriormente orgulhoso, se não mesmo grandioso, império. Trabalhei para Murdoch na sua revista americana TV Gide. Respeitava a sua coragem. É com pena que a vejo desaparecer</em>&#8221; (em <a href="http://www.buzzmachine.com/2010/03/26/ruperts-pathetic-pay-wall/">Rupert’s pathetic pay wall</a>).</p>
<p>A verdade pura e dura é esta: é impossível transpor para a rede o complexo de embrulhos e capas que no mundo da geografia servem para transportar as notícias até às audiências. Só uma percentagem sobreviverá. A percentagem que souber adaptar-se.</p>
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