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	<title>Certamente! &#187; jornalistas</title>
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	<description>Paulo Querido escreve.</description>
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		<title>Evolução do número total de jornalistas (1987-2006)</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 09:10:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[jornalistas]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/pessoal/leituras/evolucao-do-numero-total-de-jornalistas-1987-2006/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://perfildojornalista.eusou.com/resources/images/website/graf1.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="" title="Evolução do número total de jornalistas (1987-2006)" /></a>Só hoje fiquei a conhecer este estudo: Perfil sociológico do jornalista português. Tem dados interessantíssimos sobre a profissão. Pena os dados só irem até 2006: o perfil mudou um bom bocado nestes 4 anos &#8212; e adivinha-se que vai mudar &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/pessoal/leituras/evolucao-do-numero-total-de-jornalistas-1987-2006/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só hoje fiquei a conhecer este estudo: Perfil sociológico do jornalista português. Tem dados interessantíssimos sobre a profissão. Pena os dados só irem até 2006: o perfil mudou um bom bocado nestes 4 anos &#8212; e adivinha-se que vai mudar ainda mais, e mais depressa, nos próximos 4.</p>
<p>Alguns dados:</p>
<p>Entre 1990 e 2006 o número de jornalistas triplicou.<br />
A partir de 2002 dá-se um abrandamento deste crescimento.<br />
Jornalistas titulares de carteira profissional – 7402<br />
41% de mulheres e 59% de homens<br />
as mulheres são já maioritárias nas faixas etárias dos 20 aos 34 anos<br />
aos níveis de chefia: 80% dos titulares de cargos de chefia são homens<br />
60% dos jornalistas profissionais trabalha na imprensa; 15,5% na TV e 13% na Rádio<br />
5% dos titulares de carteira profissional declaram-se em situação de desemprego<br />
Elevada taxa de sindicalização: 65%<br />
70% dos jornalistas têm entre 25 e 44 anos de idade<br />
60% dos jornalistas possuem uma licenciatura ou um bacharelato<br />
Apenas 1,1% dos jornalistas não foram além do ensino básico<br />
15% dos titulares de carteira profissional trabalha em regime livre (freelance)</p>
<div class='img'><img src='http://perfildojornalista.eusou.com/resources/images/website/graf1.jpg' alt='' title='Evolução do número total de jornalistas (1987-2006)' /><br/></div>
<p><br/></p>
<p>Ler na fonte:  <a href='http://perfildojornalista.eusou.com/pt/?det=4445&#038;mid=258'>Evolução do número total de jornalistas (1987-2006)</a><br/>Fonte: <img src='http://www.google.com/s2/favicons?domain=perfildojornalista.eusou.com'> <span style='font-size:85%; color:grey;'> Perfil do Jornalista </span><br/></p>
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		<title>Joel Neto e o YouTube</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 13:50:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalistas]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/media/joel-neto-e-o-youtube/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/arvoresmorrendo.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="arvoresmorrendo" title="arvoresmorrendo" /></a>Joel Neto escreveu no Diário de Notícias, na sua &#8220;Crónica de TV&#8221;, que &#8220;enquanto ninguém regular o YouTube, crimes como este continuarão a ser praticados todos os dias&#8221; (ver João Malheiro e as loiras) Eu concordo quando Joel Neto escreve: &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/joel-neto-e-o-youtube/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3482" class="wp-caption alignright" style="width: 510px"><a href="http://www.flickr.com/photos/26085795@N02/3674022247/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-3482" title="arvoresmorrendo" src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/arvoresmorrendo.jpg" alt="arvoresmorrendo" width="500" height="278" /></a><p class="wp-caption-text">Crédito da foto: jemasmith (via Flickr)</p></div>
<p>Joel Neto escreveu no Diário de Notícias, na sua &#8220;Crónica de TV&#8221;, que &#8220;<em>enquanto ninguém regular o YouTube, crimes como este continuarão a ser praticados todos os dias</em>&#8221; (ver <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1320053&amp;seccao=Joel+Neto">João Malheiro e as loiras</a>)<br />
Eu concordo quando Joel Neto escreve: &#8220;<em>Os palavrões não interessam. O marialvismo ainda menos. Onde quer que haja dois homens sozinhos e duas loiras desfilando em frente, as possibilidades de haver marialvismo e palavrões são grandes (em todas as actividades, em todas as classes sociais, em todas as idades)</em>&#8220;.<br />
Admito que os palavrões e o marialvismo incomodem tantas e tantos, mas concordo: não é coisa a que ligar por aí além e eu não o faço.<br />
Mas lamento a frase seguinte: &#8220;<em>O que esta história nos mostra, principalmente, é que o YouTube precisa de regulação. E que, enquanto ninguém o regular, crimes como este (o da exposição de uma conversa privada, entre outros) continuarão a ser praticados todos os dias um pouco por todo o mundo.</em>&#8221;<br />
Não, a história não mostra tal coisa, nem mesmo secundariamente.<br />
Em primeiro lugar, o YouTube não precisa de regulação. Já a tem. Bastava uma palavra da SIC e o video era retirado.<br />
Em segundo lugar, a regulação do Youtube não evitaria este &#8220;crime&#8221; (meto aspas nisso, evidente). A única forma de impedir que as pessoas partilhem videos deste género no YouTube é impedir que as pessoas partilhem videos no YouTube.<br />
Em terceiro lugar, o que Joel Neto resolve é colocar o ónus na pistola e branquear quem a disparou. (Regular as pistolas impediu os assassinatos, Joel?)<br />
O que a história mostra é que persiste na classe jornalística portuguesa um elevado grau de desconhecimento sobre a natureza, as práticas e o dia a dia das redes sociais.<br />
Podemos enfeitar as crónicas do Joel Neto, do Miguel Sousa Tavares e de tantos outros com um botão de partilha por baixo e uma caixa de comentários, a modernidade <em>fake</em> e pirosa.<br />
Mas não podemos meter conhecimento do ecosistema reticular naquelas cabeças. Preferem manter os preconceitos da Idade Média dos anos 90: ladrões, vigaristas, prostitutas, criminosos, psicopatas e doentes vagueiam pelas noites escuras da Internet em busca de sangue, engates, pilhagens. E adoram efabular-se como as vítimas preferenciais de tal súcia.<br />
As árvores morrem de pé e assim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size:85%;">Nota: fui colega do Jorge Baptista e custa-me, naturalmente, vê-lo passar por este triste episódio. <em>Shit happens</em>. Vejo em José Augusto Marques um bom profissional e não tenho uma ideia sobre João Malheiro, à parte recordar o seu vozeirão.</span></p>
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		<title>Adeus.</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 01:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Rodrigues da Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/pessoal/adeus/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/rodrigues_da_silva.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="Rodrigues da Silva" title="" /></a>Um imenso adeus Inicio hoje a célere caminhada para o esquecimento. Uma caminhada, na verdade, já iniciada há uns meses, quando, devido ao cancro, fiquei de baixa médica permanente, deixando de escrever para este jornal, para o qual escrevia, número &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/pessoal/adeus/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://bibliotecariodebabel.com/ficheiros/rodrigues_da_silva.jpg" alt="Rodrigues da Silva" /></div>
<p><strong>Um imenso adeus</strong></p>
<p>Inicio hoje a célere caminhada para o esquecimento. Uma caminhada, na verdade, já iniciada há uns meses, quando, devido ao cancro, fiquei de baixa médica permanente, deixando de escrever para este jornal, para o qual escrevia, número após número (sem falhar um único) desde 1993.</p>
<p>Com 68 anos de idade e doente, pedi a reforma, que note-se ninguém me impôs; impu-la eu a mim próprio, porque me recusei a prosseguir de rastos uma profissão onde me orgulho de durante 40 anos ter sempre andado de espinha direita. E meu orgulho maior sem apoio de partidos, igrejas, maçonarias, mundanismos, lobbies de qualquer espécie e quaisquer corredores de poder, que nunca frequentei, até porque jamais votei nos partidos de governo.</p>
<p>Mas se digo que inicio hoje, ou iniciei já há meses, a célere caminhada para o esquecimento, é porque este é bem capaz de ser o meu derradeiro texto para o JL, jornal em cuja ficha técnica o meu nome, como editor, aparece hoje, dia 8 de Outubro de 2008, pela última vez. A partir de depois de amanhã, dia 10, estou reformado; ponto final. A pensão (à volta de 2 mil euros, mais uns picos, menos uns picos, ainda não sei ao certo) é a que é me devida após quatro décadas ininterruptas de jornalismo, antecedidas de três anos na defesa da Fé e do Império pelas plagas africanas. É uma reforma ligeiramente inferior à daquela rapaziada que passou uns anitos (ou nem isso) pela administração da Caixa Geral de Depósitos, e também menor do que a daquela outra rapaziada que, sem levantar cabelo, se mantém, mui quieta e posta em sossego, dez anos no Parlamento.</p>
<p>Mas a vida é assim, nem todos possuem vocação deputal e, quanto ao resto, como na Fanny Owen sentenciou a Agustina, «uns têm sorte, outros têm paciência».</p>
<p>Mas dizia eu do esquecimento. E dizia porque o jornalismo contém em si uma epistemológica contradição. Como historiadores do instante, os jornalistas fabricam a memória, mas, incapazes de reter a História do Jornalismo (que não é a mesma coisa que a História da Imprensa), fabricam em simultâneo o seu próprio esquecimento. Na avidez na notícia, vampirizam o presente, e o presente paga-lhes na mesma moeda: jornalista que deixe de escrever deixa de existir, para em breve nunca sequer ter existido. As stars jornalísticas do momento que se preparem: por muito que hoje andem nas bocas do mundo, um dia virá em que ninguém sabe quem são, em que ninguém sabe quem foram.</p>
<p>Sei de dezenas de grandes jornalistas, a quem o jornalismo português muito deve, mas que hoje nem os próprios jornalistas sabem que existiram. Alguns, a maior parte deles já falecidos, tenho-os como meus mestres na tarimba da profissão, e podia evocá-los neste texto. Podia e talvez devesse, mas não o farei.</p>
<p>Porque neste texto de despedida optei por, em vez de evocar os meus mortos, invocar os meus vivos. E os meus vivos neste momento não podem ser outros senão os camaradas do JL, um jornal fundado em 1981 e dirigido até hoje pelo Zé Carlos de Vasconcelos.</p>
<p>Se sublinho isto, que toda a gente sabe, é porque faço questão de aqui declarar que, durante quatro décadas de profissão, em nenhum outro jornal gozei de tanta liberdade criativa como no JL, onde sempre escrevi o que quis e sobretudo como quis. Razão pela qual considero que é neste JL que jazem os meus melhores textos jornalísticos.</p>
<p>Mas a invocação dos meus vivos não passa apenas pelo Zé Carlos. Passa também pela Maria Otília (dele e nossa secretária), pelo João Ribeiro (velho repórter fotográfico, meu companheiro de mil e um serviços), pelo Miguel Eduardo (gráfico com quem há quinze anos trabalho face a face, não raro trocando impropérios), pelas Maria João e Maria Leonor (de cujo percurso sou cúmplice há mais de duas dezenas de anos), como cúmplice sou também, mas mais recente, do Manel Halpern e até da Rita e da Marta (duas noviças que ainda não percebi se querem mesmo professar no jornalismo).</p>
<p>Falta alguém a esta lista de grandes camaradas e de excelentes profissionais? Falta, sim senhor, e não por acaso, porque quis reservar para o fim dois dos mais jovens jornalistas a quem este jornal já muito deve. Sem desprimor para ninguém, o seu voluntarismo, o seu entusiasmo, o seu dinamismo, a sua solicitude e a sua generosidade são contagiantes.</p>
<p>Nesta hora esperar-se-ia que eu dissesse, evocando os mortos, que ando no jornalismo há tantos anos que ainda trabalhei com A, B e C, tudo jornalistas esquecidos. Mas não é isso que eu vou dizer. O que eu vou dizer é que ando nisto há tantos anos que ainda tive o privilégio de trabalhar com o Luís Ricardo Duarte e com a Francisca Cunha Rêgo. E digo mais: digo que, graças ao modo como eles encaram e praticam a profissão, fazem parte daquela infantaria do jornalismo a que me orgulho de sempre ter pertencido. Como a restante redacção do JL, são gente da minha espécie, daquela espécie para a qual um jornalista está sempre em serviço. Isto porque o jornalismo (o verdadeiro, não a sua abjecção) é uma honra mas também um sacerdócio.</p>
<p>Uma espécie que, noutros tempos, acreditava que os jornalistas iam desaparecendo, mas os jornais não; como instituições, eram eternos. Mas afinal não eram: dos dez jornais diários que se publicavam em Lisboa nesse remoto 30 Junho de 1968 em que me iniciei na profissão sobra um, e da meia dúzia de revistas então existentes, nem isso: foram-se todas. Não refiro isto por saudosismo, mas porque sei que nada, nem ninguém está seguro no jornalismo português actual. Mesmo quem pensa que está, provavelmente está-o bem menos do que julga. Daí que, neste meu texto de despedida alerte os leitores para a possibilidade de esta redacção, que durante década e meia integrei, um dia se desfazer. Como se a minha passagem à reforma fosse o início de um fim, e esse sim, seria o meu maior desgosto; um desgosto de morte. Todavia, se tal acontecer, não percam de vista o Zé Carlos, as Joões, as Leonores, os Halperns e os jovens Ricardo e Francisca. Eles todos hão-de continuar a escrever por aí, honrando a profissão. Acreditem em mim, que sou macaco de rabo pelado e ando nisto há 40 anos. Ou andava&#8230;</p>
<p>Rodrigues da Silva</p>
<p>(<em><a href="http://aeiou.visao.pt/Actualidade/Sociedade/Pages/morreurordiguessilva.aspx">Republico da Visão</a>. Foto picada ao <a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/jose-manuel-rodrigues-da-silva-1939-2009/">Bibliotecário de Babel</a></em>.)</p>
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		<title>Ângelo Granja: novamente, o Twitter enquanto agência noticiosa</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Apr 2008 17:36:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já me tinha sucedido antes, com a morte de Arthur Clarke, voltou a ocorrer esta tarde ter o Twitter enquanto agência noticiosa, ou rádio planetária. Desta vez, soube do falecimento de Ângelo Granja mesmo um pouco antes de a Lusa &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/angelo-granja-novamente-o-twitter-enquanto-agencia-noticiosa/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="caps">J</span>á me tinha sucedido antes, com <a href="http://pauloquerido.pt/media/a-morte-de-arthur-c-clarke-anatomia-de-um-post/">a morte de Arthur Clarke</a>, voltou a ocorrer esta tarde ter o Twitter enquanto agência noticiosa, ou rádio planetária.<br />
Desta vez, soube do falecimento de Ângelo Granja mesmo um pouco antes de a Lusa emitir o boletim completo, o que aconteceu às 17:36 &#8212; não sei se emitiu algum <em>flash</em> antes, tendo em conta a importância da pessoa não é provável.<br />
A publicação de dois posts sobre o assunto assim em jeito de telegramas da Lusa, como acontecia quando o serviço ainda era em telex, com um <em>flash</em> a dar o <a href="http://pauloquerido.pt/media/morreu-angelo-granja/">essencial da notícia</a> e este artigo mais desenvolvido abaixo na sequência, é uma dupla homenagem: ao homem que morreu hoje, e que foi um dos chefes de Redacção emblemáticos dos anos 80, e ao jornalista que me deu a notícia da sua morte pelo <a href="http://twitter.com/PauloQuerido">Twitter</a>, o António Martins Neves, que entrou para o Diário Popular do Granja na altura em que eu estava a sair.<br />
É uma homenagem a homens dos telexes, da pirâmide invertida e do paradigma da escassez informativa.</p>
<p>Ângelo Granja tinha quase dois metros, um vozeirão ainda pior do que o Acácio Barradas (embora gritasse menos que este) e juntos faziam uma dupla dos diabos, a que se juntavam ainda o Paulo de Carvalho (hoje reformado na Escandinávia, espero) e o António Colaço (não sei dele). Mas aquela dupla mantinha mais ou menos em sentido, para o bem e para o mal, uma Redacção de vedetas, candidatos a vedetas, penduras partidários, grandes jornalistas em formação ou formados, e meia dúzia de jovens promessas como eu, que davam o corpo ao manifesto das 8:00 às 20:00 (com a figura da isenção de horário, foi a primeira vez que tive um salário decente &#8212; mas fazíamos  horários pornográficos, eu e o <a href="http://www.diario.iol.pt">Fernando Soares</a>.)</p>
<p>Além de jornalista foi autor de teatro, radialista e  e colaborou na escrita para teatro e para marchas populares. Com Francisco Nicholson, foi co-autor da telenovela &#8220;Cinzas&#8221;, exibida na RTP nos anos 1990. Faleceu hoje em Viana do Castelo. Tinha 67 anos.</p>
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		<title>Morreu Ângelo Granja</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Apr 2008 16:11:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Morreu Ângelo Granja (mais dentro de minutos).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Morreu Ângelo Granja (mais dentro de minutos).</p>
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