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	<title>Certamente! &#187; link journalism</title>
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	<description>Paulo Querido escreve.</description>
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		<title>O negócio dos links. No Público</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 15:28:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/economia/o-negocio-dos-links-no-publico/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/onegociodoslinks-200x210.png" class="alignright wp-post-image tfe" alt="o negocio dos links" title="o negocio dos links" /></a>Saiu hoje a minha segunda reportagem produzida para o Público: O negócio dos links. Está no P2, páginas 8 e 9, e pode ser vista na imagem ao lado (abre maior clicando em cima). Também pode ser vista online na &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/economia/o-negocio-dos-links-no-publico/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href='http://pauloquerido.pt/ficheiros/onegociodoslinks.png'><img src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/onegociodoslinks-200x210.png" alt="o negocio dos links" title="o negocio dos links" width="200" height="210" align="left" /></a><span class="caps">S</span>aiu hoje a minha segunda reportagem produzida para o Público: O negócio dos links. Está no P2, páginas 8 e 9, e pode ser vista na imagem ao lado (abre maior clicando em cima). Também pode ser vista online na versão PDF do Público, <a href="http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain.asp%3Ffd%3DNEXT%26page%3D8%26dt%3D20080709%26c%3DC">aqui</a>. Partindo do caso da Associated Press, a peça dá conta da emergência do link como uma nova moeda.<br />
A teoria não é propriamente desconhecida na web, a vantagem do artigo é &#8212; e agradeça-se ao Público por isso &#8212; levar para o círculo de pessoas que ainda só confia no que lê no papel de jornal um assunto cada vez mais pertinente para a indústria do jornalismo.<br />
Entre outros interlocutores a peça cita Bruno Giussani (<a href="http://www.lunchoverip.com/">Lunch over IP</a>, <a href="http://www.ted.com/">Ted Conferences</a>), que foi amável comigo na troca de correspondência que mantivemos sobre isto, e Pedro Dória (<a href="http://pedrodoria.com.br/">Pedro Doria | Weblog</a>), <a href="http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_secao=218">O Estado de S. Paulo</a>, cuja leitura seca e directa sobre a relação entre os <em>mainstream media</em> e a blogosfera é de grande valia.<br />
A Questão Essencial, e à qual gostaria de ter tido a resposta de Jeff Jarvis, mas não chegou a tempo para a edição papel, é esta: a economia dos links gerará alguma vez valor suficiente para pagar os custos do bom jornalismo, que são pagos em dinheiro (para não falar das vidas)?</p>
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		<title>Efeito Lusa: quando aprenderão os MSM que no online o ganho está na diferença?</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 08:59:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/media/efeito-lusa-quando-aprenderao-os-msm-que-no-online-o-ganho-esta-na-diferenca/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://s3.amazonaws.com/twitter_production/profile_images/52594292/JoaoOliveira_normal.JPG" class="alignright wp-post-image tfe" alt="João Oliveira" title="" /></a>Efeito Lusa: Fui almoçar, saiu um take da Lusa e de repente, os feeds sobre Aveiro aumentam para 30&#8230; Andam todos a pôr online o mesmo&#8230; &#8212; twittou, com toda a propriedade, João Oliveira. Encher a edição online com informação &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/efeito-lusa-quando-aprenderao-os-msm-que-no-online-o-ganho-esta-na-diferenca/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://s3.amazonaws.com/twitter_production/profile_images/52594292/JoaoOliveira_normal.JPG" alt="João Oliveira"  align="left" /><a href="http://twitter.com/joliveira/statuses/795929331">Efeito Lusa: Fui almoçar, saiu um <em>take</em> da Lusa e de repente, os <em>feeds</em> sobre Aveiro aumentam para 30&#8230; Andam todos a pôr <em>online</em> o mesmo&#8230;</a> &#8212; <em>twittou</em>, com toda a propriedade, <a href="http://aveirolx.blogspot.com/">João Oliveira</a>.</p>
<p>Encher a edição <em>online</em> com informação que comprou à agência é uma grande tentação, convenhamos. Para cérebros treinados no (e para o) contexto da escassez, é o que faz sentido.<br />
No entanto, num contexto de abundância este tipo de &#8220;chouriço&#8221; apresenta algumas desvantagens que, na minha opinião, devem ser levadas em consideração.<span id="more-398"></span><br />
Na abundância de fontes, o leitor acaba por valorizar (e seguir) quem lhe dá as informações com mais valor. A web, e <strong>em especial a web viral, tende a valorizar o original em detrimento da reprodução</strong>. Como foram aprendendo os <em>bloggers</em> mais experientes (que em termos de experiência nos meios <em>online</em> estão uns furos acima dos jornalistas, que em Portugal não têm experiência nenhuma &#8212; isto salvo a dúzia de notórias e conhecidas excepções), mais vale acrescentar alguma coisa ao que toda a gente está a dizer (ou, usando a terminologia jornalística, &#8220;já deu&#8221;), do que simplesmente reproduzir.<br />
Na verdade, bem mais precioso (e acertado ao meio) que reproduzir uma cópia de um conteúdo no <em>site</em> é exercitar o jornalismo viral, ou <a href="http://pauloquerido.pt/tag/link-journalism/"><em>link journalism</em></a> (ainda procuro uma tradução acertada), e ligar o conteúdo original.<br />
<em>Linkar</em>, ou hiperligar, é o que faz sentido num contexto em rede: hiperligar é apontar, apontar é separar o relevante, o que proporciona valor a quem lê.<br />
Reproduzir sem acrescentar valor é inútil num contexto de abundância, aumenta o ruído e decepciona o leitor (mesmo que num nível subconsciente).<br />
Acrescentar nem que seja uma visão pessoal, uma opinião, é uma prática comum nos <em>bloggers</em>, que assim participam nas conversas, mas a uma publicação exige-se um pouco mais que isso. Outro lado do acontecimento, uma informação complementar, uma relação oportuna com outra matéria &#8212; é puxar da inteligência, da experiência e trabalhar: qualquer <em>bit</em> a mais de informação faz a diferença, quantos mais <em>bits</em> suplementares maior será a diferença e mais valorizado ficará o produto apresentado aos olhos de quem lê.<br />
Neste caso, o leitor João Oliveira &#8212; e como ele milhares de leitores de media <em>online</em> &#8212; torce o nariz a fontes que, em vez de lhe darem informações novas, lhe encheram o ecran com dezenas de <em>fac-similes</em> do mesmo conteúdo, dificultando a tarefa de seleccionar e dispersando-lhe a atenção. Nenhuma das marcas que rivalizaram pela atenção do João &#8220;impingindo-lhe&#8221; algo que ele já tinha da primeira fonte, ganhou o favor de uma visita nem granjeou a sua simpatia (pelo contrário, ele exprimiu claramente as suas reticências).<br />
Noutros casos, de que tornei exemplo o episódio recente do <a href="http://pauloquerido.pt/media/jornalismo-viral-ou-as-diferencas-entre-um-divorcio-um-requerimento-e-um-despacho-1/">divórcio na hora que afinal não passa de um requerimento</a>, reproduzir automaticamente os conteúdos de outras marcas é mesmo prejudicial para a sociedade, na medida em que propaga informações erróneas.</p>
<p><img src="http://s3.amazonaws.com/twitter_production/profile_images/39148952/CarlosDuarteTwitter_normal.jpg" alt="Carlos Duarte" align="left" /> <a href="http://twitter.com/carlosduarte/statuses/795939179">Um jornal regional publicou um artigo copy/paste e deixou no fim: &#8220;Texto retirado do directório de saúde do Sapo&#8221;! :O</a> &#8212; ri-se, com toda a razão, o <a href="http://carlosduarte.org/">Carlos Duarte</a>.</p>
<p><strong><em>Offline</em>, o lucro está na replicação e a originalidade é afluente.<br />
<em>Online</em>, o ganho está na diferenciação e a réplica é uma perda de tempo.</strong><br />
<em>Offline</em>, só uma pequena parte das audiências se sobrepõe entre meios, mas <em>online</em> só uma pequena parte das audiências NÃO se sobrepõe entre meios. Um dos efeitos patentes é o de sublinhar o exercício da cópia, que é percepcionado pela audiência como uma fraqueza (mesmo não o sendo aos tais olhos treinados na, e para a, escassez).<br />
No entanto, havendo &#8212; e há, ficam para outro dia &#8212; razões para fornecer também o noticiário corrente sem que a marca lhe acrescente valor próprio, este deve ser confinado na sua distribuição, para evitar esta desnecessária exposição.</p>
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		<title>3 ideias para o Público melhorar o tracking dos blogues</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/media/3-ideias-para-o-publico-melhorar-o-tracking-dos-blogues/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 15:33:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[jornalismo viral]]></category>
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		<category><![CDATA[Público]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/media/3-ideias-para-o-publico-melhorar-o-tracking-dos-blogues/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/ppublico.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="ppublico.jpg" title="" /></a>O Público noticiou as reacções positivas da blogosfera à sua medida para, finalmente, manter o registo dos links para cada notícia sua &#8212; o tracking, usando uma das mais antigas tecnologias que acompanha a publicação pessoal na Internet. Como fui &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/3-ideias-para-o-publico-melhorar-o-tracking-dos-blogues/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><img src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/ppublico.jpg" alt="ppublico.jpg" align="left" /><span class="caps">O</span> Público noticiou as <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1323668">reacções positivas da blogosfera</a> à sua medida para, finalmente, manter o registo dos <em>links</em> para cada notícia sua &#8212; o <em>tracking</em>, usando uma das mais antigas tecnologias que acompanha a publicação pessoal na Internet.<br />
Como fui citado nessa notícia (embora sem <em>link</em>&#8230; uma prática que os media portugueses mantém incompreensivelmente, indo contra todas as regras e boas práticas do jornalismo <em>online</em>), decidi retribuir com 3 ideias para o Público melhorar o registo dos blogues que dão atenção às suas notícias.</p>
<ol>
<li><strong>Exigir à empresa contratada um serviço decente</strong>. Eu sei que o Público ainda agora começou com isto, mas a tecnologia associada aos <em>pingbacks</em> está madura. Não há explicações para as falhas verificadas nos primeiros dias e que fizeram diversas vítimas, incluindo o editor do Público <em>online</em> <img src='http://cloud.querido.pt/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' />  Ainda hojer recebi &#8220;queixas&#8221; de blogues cujos pings ao Twingly não estão a ser aceites.<br />
Publicar o critério de ordenação do Twingly também é uma necessidade.<br />
Não descobri na página do Twingly um local para apresentar problemas. Não basta dizer: &#8220;se não <em>pingou</em>, espere um tempo, ou repita aqui&#8221;.</li>
<li><strong>Dar atenção ao fenómeno de parasitismo</strong>. Tendo em conta os atrasos e os erros, nesta altura todos os <em>links</em> ajudam a um <em>site</em> de <em>main stream media</em> português, bem sei. Mas ainda assim: há <em>links</em> que são produto de oportunismo parasítico, isto é, a única razão de serem feitos é a de aparecerem na lista do Público, de forma a proporcionarem tráfego de volta. O <em>spaming</em> de blogues é uma praga relativamente controlada, vamos ver até que ponto o Twingly &#8212; nome do serviço que o Público contratou &#8212; é capaz de manter as listas isentas de parasitas.</li>
<li><strong>Publicar resultados de <em>data mining</em></strong>. Uma lista dos artigos que registam mais <em>links</em> é útil, tão ou mais útil que as mais lidas, comentadas e enviadas. Um <em>top</em> de sempre também tem interesse noticioso, mas a informação por períodos (sugiro semana e mês) é de maior riqueza.</li>
</ol>
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		<title>Vêm aí os jornais</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/blogosfera/vem-ai-os-jornais/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 00:02:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[blogosfera]]></category>
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		<category><![CDATA[jornalismo viral]]></category>
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		<description><![CDATA[Os jornais vão finalmente acordar &#8212; na minha opinião, um bocado tarde. Nos próximos tempos vamos vê-los disputar os blogues. Convidar os blogues. Estender a passadeira vermelha aos blogues. Pedir tráfego aos blogues. Dar uma de Superbock e pedir que &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/blogosfera/vem-ai-os-jornais/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="caps">O</span>s jornais vão finalmente acordar &#8212; na minha opinião, um bocado tarde. Nos próximos tempos vamos vê-los disputar os blogues. Convidar os blogues. Estender a passadeira vermelha aos blogues. Pedir tráfego aos blogues. Dar uma de Superbock e pedir que metam um dístico na coluna tipo concurso.<br />
Vou-me divertir um bocado. Uns vão levar isto a sério. Outros vão gozar com os jornais que nem cabindas. Alguns vão lamentar muito depressa terem trocado o Blogspot por causa do <em>help-desk</em>, logo agora, raios. Outros vão aproveitar a oportunidade, que é séria (pelo menos, eu quero acreditar que é séria).<br />
A blogosfera vai mudar. Não digam que não vos avisei.<br />
Não faria a coisa assim. Nesta cultura, não se pede.<br />
Como de costume, eu já estou noutra.</p>
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		<title>Jornalismo viral &#8212; ou as diferenças entre um divórcio, um requerimento e um despacho (2)</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/tecnologia/jornalismo-viral-ou-as-diferencas-entre-um-divorcio-um-requerimento-e-um-despacho-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 19:32:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[divorcio]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo online]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/jornalismo-viral-ou-as-diferencas-entre-um-divorcio-um-requerimento-e-um-despacho-2/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/letrasdejornais.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="letrasdejornais.jpg" title="" /></a>Como vimos na primeira parte deste artigo, há diferenças entre um divórcio, que depende de um despacho, e o requerimento para o divórcio. O que não houve, regra geral, foi um jornalista para dar por isso (duas excepções de onde &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/jornalismo-viral-ou-as-diferencas-entre-um-divorcio-um-requerimento-e-um-despacho-2/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/letrasdejornais.jpg" alt="letrasdejornais.jpg" align="left" />Como vimos na <a href="http://pauloquerido.pt/media/jornalismo-viral-ou-as-diferencas-entre-um-divorcio-um-requerimento-e-um-despacho-1/">primeira parte deste artigo</a>, há diferenças entre um divórcio, que depende de um despacho, e o requerimento para o divórcio. O que não houve, regra geral, foi um jornalista para dar por isso (duas excepções de onde menos se esperaria, ler abaixo).<br />
Oriunda da Lusa, a história foi contada e recontada em dúzia e meia de órgãos de comunicação social no seu formato original, notando-se as variações de tratamento somento ao nível cosmético: títulos, chamadas, rearrumação de parágrafos.<br />
Um único órgão de comunicação fez a confirmação dos factos ou pelo menos procurou dar outro lado, outro ângulo. Assim, este é um bom exemplo de caso para apresentar aos estudantes de jornalismo e aos interessados na profissão sobre os perigos do jornalismo viral — uma nova formulação para uma prática antiga que consiste em colar o telex da Lusa, ou o recorte de outro jornal, de olhos fechados.<br />
O simples recurso  ao Google permite-nos fazer o <em>tracking</em> da notícia e ver como, eventualmente na ânsia de dar aos &#8220;seus&#8221; leitores a informação, não se cuidou na esmagadora maioria das Redacções de acrescentar valor &#8212; que é, afinal, o factor diferenciador para um título conquistar a admiração pública e manter as audiências e o prestígio.<span id="more-155"></span><br />
O único jornal que o fez &#8212; isto, dos 14 que cuidei de verificar a partir da <a href="http://news.google.pt/news?q=div%C3%B3rcio+na+hora&amp;ie=UTF-8&amp;oe=utf-8&amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official&amp;client=firefox-a&amp;um=1&amp;tab=wn">lista obtida no News Google</a> &#8212; foi o Correio da Manhã, que publicou uma notícia na secção de Tecnologia e deu-lhe um enquadramento próprio (com foto do seu repórter) e correcto, com um título chamativo mas ambíguo quanto baste. O Tek.sapo teve a virtude de &#8220;ler&#8221; o despacho da Lusa e editá-lo, suprimindo o pior.</p>
<ul>
<li><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1322461&amp;idCanal=62">No Público, às 11:51 de dia 13</a><br />
Divórcio da Hora entrou hoje em funcionamento<br />
<strong> Casados ao abrigo da Lei portuguesa já podem divorciar-se pela Internet</strong><br />
Todas as pessoas casadas ao abrigo da lei portuguesa podem a partir de hoje divorciar-se em poucos minutos através de um portal na Internet.</li>
<li><a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=927390&amp;div_id=291">No Portugal Diário, às 12:25 de dia 13</a><br />
<strong>Divorcie-se na net</strong><br />
Divórcios de casamentos portugueses em poucos minutos e a baixo custo<br />
Ao fim de 13 anos separada, Maria divorciou-se finalmente. Enquanto aguardava por informações numa conservatória de Lisboa, tornou-se a primeira a obter um divórcio electrónico em Portugal, em poucos minutos e a baixo custo, noticia a agência Lusa.</li>
<li><a href="http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=25484&amp;op=all"> No Ciência Hoje, sem hora</a><br />
<strong>Divórcio na Hora: ao fim de 13 anos separada, Maria divorciou-se por Internet</strong><br />
Ao fim de 13 anos separada, Maria divorciou-se finalmente. Enquanto aguardava por informações numa conservatória de Lisboa, tornou-se a primeira a obter um divórcio electrónico em Portugal, em poucos minutos e a baixo custo. O advogado que lhe permitiu acelerar o processo acredita mesmo tratar-se do primeiro divórcio electrónico do mundo.</li>
<li><a href="http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&amp;op=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&amp;id=cbda26d1b588acad32f6539796f12aee">Na Fábrica de Conteúdos, às 12:09 de dia 13</a><br />
<strong>Divórcio pela Internet a partir de hoje</strong><br />
Para as pessoas que casaram ao abrigo da lei portuguesa</li>
<li><a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&amp;id_news=323126">No Diário Digital, às 11:47 de dia 13</a><br />
<strong> Casados podem divorciar-se pela Internet a partir de hoje</strong><br />
Todas as pessoas casadas ao abrigo da lei portuguesa podem a partir de hoje divorciar-se em poucos minutos através de um portal na Internet.</li>
<li><a href="http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=281520&amp;idselect=10&amp;idCanal=10&amp;p=200">No Correio da Manhã, às 00:30 (?) de dia 13</a><br />
Tecnologia: Empresa encaminha processos<br />
<strong>Divórcio pela internet</strong><br />
Maria Pinto Araújo e Carlos Rocha divorciam-se hoje na Conservatória do Registo Civil de Lisboa, transformando-se no primeiro casal português a fazê-lo com recurso à internet, graças ao portal www.divorcionahora.com.</li>
<li><a href="http://jornaldigital.com/noticias.php?noticia=15636">No Jornal Digital, às 13:53 de dia 13</a><br />
Divórcio na hora<br />
<strong>Casados ao abrigo da Lei portuguesa podem divorciar-se pela Internet a partir de hoje</strong><br />
Todas as pessoas casadas ao abrigo da lei portuguesa podem a partir de hoje divorciar-se em poucos minutos através de um portal na Internet, adiantou hoje a agência Lusa.</li>
<li><a href="http://jn.sapo.pt/2008/03/13/ultimas/Div_rcios_pela_Internet_a_parti.html">No Jornal de Notícias, &#8220;edição do dia&#8221; (sem indicação do dia nem hora)</a><br />
<strong>Divórcios pela Internet a partir de hoje</strong><br />
Serviço está apenas disponível para os titulares do Cartão do Cidadão<br />
Todas as pessoas casadas ao abrigo da lei portuguesa podem a partir de hoje divorciar-se em poucos minnutos através de um portal na Internet.</li>
<li><a href="http://acorianooriental.sapo.pt/noticias/view/124752">No Açoriano Ocidental, às 12:33 de dia 13</a><br />
<strong>Divórcio pela Internet disponível a partir de hoje</strong><br />
Todas as pessoas casadas ao abrigo da lei portuguesa podem a partir de hoje divorciar-se em poucos minnutos através de um portal na Internet.<br />
O portal Divórcio na Hora.Com foi lançado pelo mandatário judicial (advogado) português Januário Lourenço em conjunto com uma empresa de tecnologias ligadas à justiça sedeada na Inglaterra.</li>
<p>(repare-se na <em>subtileza</em> da repetição do erro de uma para outra edição entre dois jornais do mesmo grupo)<br/></p>
<li><a href="http://dianafm.com/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=10337&amp;Itemid=81">Na rádio Diana FM, sem hora, dia 13</a><br />
<strong>Casados podem divorciar-se pela Internet a partir de hoje</strong><br />
Todas as pessoas casadas ao abrigo da lei portuguesa podem a partir de hoje divorciar-se em poucos minutos através de um portal na Internet.</li>
<li><a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=84780">No Sol, sem hora, dia 13</a><br />
<strong>Divórcio na Hora</strong><br />
Ao fim de 13 anos separada, Maria divorciou-se por Internet<br />
Ao fim de 13 anos separada, Maria divorciou-se finalmente. Enquanto aguardava por informações numa conservatória de Lisboa, tornou-se a primeira a obter um divórcio electrónico em Portugal, em poucos minutos e a baixo custo.</li>
<p><br/><br />
(Segue-se o meu título favorito, notem a verdadeira efabulação do &#8220;editor&#8221;)</p>
<li><a href="http://www.algarvenoticias.com/noticias/artigo.php?op=a87ff679a2f3e71d9181a67b7542122c&amp;id=84899ae725ba49884f4c85c086f1b340">No Algarve Notícias, sem data ou hora</a><br />
<strong>Divórcios pela Internet já são possíveis</strong><br />
A partir de hoje, todas as pessoas casadas ao abrigo da lei portuguesa podem divorciar-se em poucos minutos através da Internet.<br />
O portal Divórcio na Hora.Com foi lançado pelo mandatário judicial português, Januário Lourenço, em conjunto com uma empresa de tecnologias ligadas à justiça sedeada na Inglaterra.</li>
<li><a href="http://www.destak.pt/artigos.php?art=8969">No Destak, às 11:44 de dia 13</a><br />
DIVÓRCIO NA HORA<br />
<strong>Casados ao abrigo da Lei portuguesa podem divorciar-se pela Internet a partir de hoje</strong><br />
Todas as pessoas casadas ao abrigo da lei portuguesa podem a partir de hoje divorciar-se em poucos minutos através de um portal na Internet.</li>
<p><br/><br />
Com um título tão falso como os restantes mas ao menos uma leitura honesta e a reescrita da informação da Lusa, notando-se as dúvidas e o resguardo do jornalista:</p>
<li><a href="http://tek.sapo.pt/4M0/811619.html">No Tek.Sapo, às 15:15 de dia 13</a><br />
<strong>Divórcio pela Internet demora menos de meia hora</strong><br />
A partir de hoje, os casais que se queiram divorciar podem-no fazer através da Internet graças a um novo serviço lançado no âmbito do projecto Procuração na Hora.PT, lançado por uma empresa britânica no início deste ano.<br />
A plataforma Divórcio na Hora destina-se a pessoas casadas ao abrigo da lei portuguesa, requer o mútuo acordo dos intervenientes por via electrónica e faz uso de tecnologias já existentes e do Cartão de Cidadão. A iniciativa não está ligada a nenhum serviço disponibilizado pelo Governo no âmbito do Simplex como o nome parece fazer crer.<br />
Este meio tem a mesma validade do requerimento em papel e tem como vantagens o reencaminhamento directo do processo para uma conservatória, marcando o dia para a consumação do divórcio.</li>
</ul>
<p>Como leitura complementar para os conceitos de link journalism e networked journalism, é essencial ler Scott Karp em Publishing 2.0, <a href="http://publishing2.com/2008/02/25/how-link-journalism-could-have-transformed-the-new-york-times-reporting-on-mccain-ethics/">aqui</a> sobre McCain e <a href="http://publishing2.com/2008/03/11/digital-transition-from-redundant-news-coverage-to-original-link-journalism/">aqui</a> sobre a história de Eliot Spitzer.</p>
<p><strong>Agradecimentos à Ana, que ao publicar no Dados pessoais um <a href="http://dadospessoais.net/c-civil/divorcio-na-hora-casados-ao-abrigo-da-lei-portuguesa-podem-requerer-o-divorcio-pela-internet-a-partir-de-hoje/2008-03">post que colocou o assunto na perspectiva correcta</a> me motivou para a elaboração deste estudo de caso.</strong></p>
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		<title>Jornalismo viral &#8212; ou as diferenças entre um divórcio, um requerimento e um despacho (1)</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 18:11:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[divorcio]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo online]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo viral]]></category>
		<category><![CDATA[link journalism]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pauloquerido.pt/media/jornalismo-viral-ou-as-diferencas-entre-um-divorcio-um-requerimento-e-um-despacho-1/"><img align="right" hspace="5" width="200" src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/divorcio.jpg" class="alignright wp-post-image tfe" alt="divorcio.jpg" title="" /></a>Existem diferenças entre um divórcio, que depende de um despacho, e o requerimento para o divórcio. Não obstante esta evidência lapalissiana, 22 jornais portugueses garantiam hoje que duas pessoas casadas (sic) se podem agora divorciar instantaneamente pela Internet. Ao fim &#8230; <a href="http://pauloquerido.pt/media/jornalismo-viral-ou-as-diferencas-entre-um-divorcio-um-requerimento-e-um-despacho-1/">Ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pauloquerido.pt/ficheiros/divorcio.jpg" alt="divorcio.jpg" align="left" /><span class="caps">E</span>xistem diferenças entre um divórcio, que depende de um despacho, e o requerimento para o divórcio. Não obstante esta evidência lapalissiana, 22 jornais portugueses garantiam hoje que duas pessoas casadas (sic) se podem agora divorciar instantaneamente pela Internet.</p>
<blockquote><p>Ao fim de 13 anos separada, Maria divorciou-se finalmente. Enquanto aguardava por informações numa conservatória de Lisboa, tornou-se a primeira a obter um divórcio electrónico em Portugal, em poucos minutos e a baixo custo. O advogado que lhe permitiu acelerar o processo acredita mesmo tratar-se do primeiro divórcio electrónico do mundo</p></blockquote>
<p>Esta história é contada num <em>take</em> da Lusa veiculado por vários órgãos de comunicação. O jornalista acreditou na história e nem se deu ao trabalho de verificar a documentação no próprio portal lançado pelo advogado que lhe deu a &#8220;cacha&#8221;: o que Maria muito louvavelmente obteve, em poucos minutos e a baixo custo, foi não o divórcio electrónico, mas o requerimento electrónico de divórcio.<span id="more-154"></span>É sem dúvida alguma um avanço &#8212; e eu sei: ainda me lembro quanto tempo gastei para obter o meu divórcio, mesmo sendo por mútuo consentimento e com todos os aceleradores já disponíveis na altura.<br />
Mas Maria fez <em>online</em> o requerimento para o seu divórcio e depois disso teve de esperar pela reunião e posterior despacho do conservador. Enquanto esse não chegou (e admito que já tenha chegado), <strong>Maria continuou casada, e não divorciada pela Internet</strong>.<br />
Faz alguma diferença?<br />
Faz.<br />
O que passou foi uma informação errada. A esta hora &#8212; espero que não no <em>prime-time</em> televisivo de logo &#8212; o público está a laborar num equívoco: o de que já se pode chegar à Internet e fazer o divórcio instantâneo. Não pode. Pode-se chegar à Internet e apresentar um requerimento legal &#8212; o que só por si é novidade e notícia, que fica remetida a um facto sem valor pelo título bombástico e por um conteúdo que carece de confirmação.</p>
<p>Bastava simplesmente teclar num <em>browser</em> divorcionahora.com ou divórcio na hora e premir ENTER. Segundos depois, podiam ler o que consta logo a abrir o <a href="http://www.divorcionahora.com">website do serviço</a>:</p>
<blockquote><p>O Divórcio na Hora consiste num requerimento electrónico de divórcio que permita a dois cidadãos regularmente casados pela lei portuguesa requerer a qualquer conservatória de registo civil o seu divórcio por mútuo consentimento, outorgando-o por via electrónica e fazendo uso das tecnologias já existentes e do CC (Cartão do Cidadão), tendo igual valor legal que o requerimento em papel com aposição das assinaturas pelo próprio punho.</p></blockquote>
<p>Repito agora com sublinhados meus:<br />
<strong>O Divórcio na Hora consiste num requerimento electrónico de divórcio</strong> que permita a dois cidadãos regularmente casados pela lei portuguesa <strong>requerer a qualquer conservatória de registo civil o seu divórcio</strong> por mútuo consentimento, <strong>outorgando-o por via electrónica</strong> e fazendo uso das tecnologias já existentes e do CC (Cartão do Cidadão), <strong>tendo igual valor legal que o requerimento em papel com aposição das assinaturas pelo próprio punho</strong>.</p>
<p>Poupo os meus leitores (e a mim) ao legalês, porque vou directo ao assunto simplificado, tal como ele consta do Portal do Cidadão (<a href="http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/pt/Dossiers/DOS_como+obter+o+divorcio.htm?passo=2">Como obter o Divórcio?</a>):</p>
<blockquote><p>O processo de divórcio por mútuo consentimento é tratado nas <a href="http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/RedirectPage.aspx?rdlnk=http://www.dgrn.mj.pt/db_civil/endciv1.asp" title="Conservatórias - Contactos" target="_blank">Conservatórias do Registo Civil</a> e pode ser pedido pelos cônjuges em qualquer altura, não sendo necessária a intervenção de um advogado.<br />
[...]<br />
Recebido o requerimento, o conservador convoca os cônjuges para uma conferência em que tenta conciliá-los. Se os membros do casal mantiverem as suas intenções, o divórcio é decretado, procedendo-se ao registo do mesmo.</p></blockquote>
<p><strong>O que o serviço divorcionahora.com faz</strong></p>
<ul>
<li>tem a louvável função de comprimir tempo e poupar dinheiro aos cidadãos fornecendo um quadro tecnológico que, associado ao Cartão de Utente e tirando partido do Simplex, certifica as assinaturas do requerimento em formato electrónico, que fica com valor legal, e (não é explícito mas presume-se implícito) entrega-os a uma determinada conservatória.</li>
</ul>
<p><strong>O que o serviço divorcionahora.com não faz</strong></p>
<ul>
<li>divórcios online instantâneos ou &#8220;em menos de meia hora&#8221;.</li>
</ul>
<p>Uma forma de tratamento correcto das informações disponibilizadas é esta do Dados pessoais (um blogue da <a href="http://tubaraoesquilo.pt">TubarãoEsquilo</a>) <a href="http://dadospessoais.net/c-civil/divorcio-na-hora-casados-ao-abrigo-da-lei-portuguesa-podem-requerer-o-divorcio-pela-internet-a-partir-de-hoje/2008-03">Divórcio na hora: Casados ao abrigo da lei portuguesa podem requerer o divórcio pela Internet a partir de hoje</a>.</p>
<p>Este é um bom exemplo de caso para apresentar aos estudantes de jornalismo e aos interessados na profissão sobre os perigos do jornalismo viral &#8212; uma nova formulação para uma prática antiga que consiste em colar o telex da Lusa, ou o recorte de outro jornal, de olhos fechados. Dentro de minutos.</p>
<p>(Este artigo está dividido em duas partes e a segunda parte está <a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/jornalismo-viral-ou-as-diferencas-entre-um-divorcio-um-requerimento-e-um-despacho-2/">aqui</a>)</p>
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